Juventude às Ruas!

Fim do massacre ao povo palestino! Fim dos ataques do Estado de Israel à Faixa de Gaza! Palestina LIVRE!!

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terça-feira, 18 de junho de 2013

A polícia de Cabral tenta matar manifestantes! Abaixo à repressão e a criminalização da luta social!

Na noite desta segunda feira, 17 de junho, mais de 100 mil pessoas saíram às ruas no Rio de Janeiro para dizer que não aceitam o aumento das passagens, aumento do custo de vida, que só piora em nossa cidade. Querem calar a voz dos estudantes, trabalhadores e do povo que está contestando os governos por todo dinheiro gasto em preparação para a Copa e as Olimpíadas, enquanto a saúde, a educação, o transporte público continuam precários, sucateados.

Querem calar nossas vozes e para isso lançam mão da repressão. Gás de pimenta, bombas de gás lacrimogêneo, bombas de efeito moral, balas de borracha não bastaram! Na manifestação de ontem a polícia militar disparou contra manifestantes com armas de fogo. Até o momento temos notícia de 3 companheiros de luta atingidos pela polícia de Sérgio Cabral, que, por sorte, não perderam a vida e estão internados. O companheiro, Bruno Alves dos Santos, estudante da Universidade Gama Filho e trabalhador precário da UERJ foi atingido na manifestação por uma bala que atravessou seu ombro. Como se não bastasse ser vítima da violência do Estado contra o protesto social, querem iniciar uma investigação contra ele!
Não podemos aceitar a criminalização da luta social, não podemos aceitar a tentativa de nos calar. A repressão nos faz lembrar os tempos da ditadura. Responsabilizamos os governos de Dilma, Cabral e Paes por essas ações.

Chamamos à todos os movimentos sociais, partidos políticos, entidades estudantis, sindicatos, movimentos de direitos humanos a se solidarizarem com esses companheiros na luta. Os governos de Dilma, Cabral e Paes são responsáveis por essas ações!

"Podem me prender, podem me bater, que eu não mudo de opinião"

Juventude Às Ruas - RJ

18 de junho de 2013

terça-feira, 19 de março de 2013

DECLARAÇÃO DA JUVENTUDE ÀS RUAS FRENTE AOS CASOS DE RACISMO NA FACULDADE DE DIREITO DA UFMG


Cada vez mais comuns (há poucos dias vimos um absurdo semelhante na USP São Carlos) essas ações asquerosas são expressões diretas de uma universidade elitista e racista. O profundo atrelamento da universidade pública aos interesses de capitalistas - aprofundado no governo de Lula e Dilma - reserva aos jovens negros, às mulheres e aos trabalhadores não mais do que trabalho semi-escravo, baseado na terceirização dentro da universidade. E sua consequência ideológica é o papel de caricatura no ritual (trote) tipificado historicamente nas celebrações nazistas, hoje em dia reproduzidas nas universidades públicas, para que os calouros recebam a aprovação de um setor dos antigos veteranos como esses, que buscam fazer da universidade seu restrito círculo elitista.

Isso mostra como não passa de uma farsa a propagandeada "inclusão" do governo Lula/Dilma. As universidades públicas brasileiras aprofundam seu caráter elitista. Os futuros defensores dos interesses da burguesia covarde e racista brasileira seguem sendo formados nas UFMG's Brasil afora, graças ao filtro de classe que se chama vestibular. Filtro podre que serve para deixar de fora os jovens advindos da classe trabalhadora, infinitamente capaz de criação e materialmente interessada na distribuição social do conhecimento produzido. Ao contrário, hoje se cria conhecimento a serviço de empresas como a Vale do Rio Doce, imensa privilegiada das pesquisas da UFMG, que forma esse tipo de gente para, na África e no Brasil, superexplorar e oprimir o povo negro e trabalhador. Se a universidade tem esse caráter, como não se sentirão livres esses setores fascistóides para fazer nestes rituais pós Auschwitz uma escola de formação para seus futuros papeis como defensores dessas empresas?

As entidades estudantis, CA's e DA's, devem ser entidades que, ao invés de organizarem rituais de entrada ao circulo dos elitistas, sejam entidades militantes, que cumpram o papel de mostrar com clareza que a cada estudante que entra, milhares ficam fora. Que não temos nada a comemorar senão nosso poder e dever de lutar por transformar radicalmente o caráter de classe da universidade. Lutar pelo FIM DO VESTIBULAR, pela ESTATIZAÇÃO DAS UNIVERSIDADES PRIVADAS (tão bem remuneradas pelo governo do PT) para que todos tenham direito de estudar e para que a pesquisa, o conhecimento produzido e os frutos da universidade estejam em função dos interesses dos trabalhadores, da juventude negra - que hoje sequer pode entrar na universidade sem ser parada pela polícia como suspeita - e por consequência em função dos interesses de toda a humanidade.
ABAIXO O RACISMO! 

COMISSÕES INDEPENDENTES DAS REITORIAS E DOS GOVERNOS PARA APURAÇÃO DOS CASOS DE RACISMO! 

PUNIÇÃO AOS RESPONSÁVEIS E SEUS CÚMPLICES! 

PELO FIM DO VESTIBULAR! 

ABAIXO O TRABALHO PRECÁRIO, ABAIXO A TERCEIRIZAÇÃO! 

INCORPORAÇÃO DE TODOS OS TERCEIRIZADOS COMO EFETIVOS SEM NECESSIDADE DE CONCURSO PÚBLICO! 

JUVENTUDE ÀS RUAS - BH

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

MOÇÃO da Oposição Alternativa da APEOESP contra a denuncia aos 72 DA USP

Nós, da Oposição Alternativa da Apeoesp, que lutamos para transformar nosso sindicato em um instrumento combativo e classista para lutar por uma educação pública, gratuita e de qualidade para todos, nos opomos radicalmente à repressão aos lutadores da USP atualizada na apresentação da denuncia contra 72 pessoas, entre estudantes, trabalhadores e apoiadores do movimento político de ocupação da reitoria.

O Ministério Público de São Paulo, a serviço do Reitor Rodas e do Governador Alckmin, na figura de Eliana Passarelli, indicou no dia 15/2 a acusação de, entre outras coisas, formação de quadrilha, num total de pena que poderá chegar a 8 anos de prisão, sem nenhum precedente, nem nos tempo de ditadura.


Numa conjuntura de aumento da repressão e ataques aos movimentos sociais, aos partidos e organizações sindicais de esquerda e aos movimentos de trabalhadores, esse ataque representa mais uma ofensiva contra os lutadores e estudantes da USP, mas também a todos os lutadores da educação.


É fundamental somarmos todas as forças em defesa desses lutadores.


Nos colocamos lado a lado na defesa desses lutadores e desde já nos comprometemos a compor a reunião chamada para o dia 20/02 com o intuito de por de pé uma grande campanha democrática em defesa dos 72 e contra todas as perseguições contra os trabalhadores.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Deputado Estadual Carlos Giannazi: Apoio aos estudantes da USP


Publicado em 09/02/2013

Giannazi manifestou seu apoio aos estudantes da USP, acusados de formação de quadrilha pelo Ministério Público. O parlamentar criticou a gestão do reitor João Grandino Rodas. "O reitor foi nomeado para o cargo sem que houvesse eleição." Giannazi destacou que os 72 alunos foram vítimas de ação violenta da PM durante a reintegração de posse da reitoria. "Agora todos eles estão sendo acusados de crime hediondo e podem ser expulsos da USP. Nem na época da ditadura militar o Ministério Público se comportou dessa maneira."




Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=u7QRLuD2C6s

NOTA DO METROVIÁRIOS PELA BASE SOBRE A DENUNCIA AOS ESTUDANTES E TRABALHADORES DA USP


REPUDIAMOS A ESCANDALOSA DENÚNCIA DO MINISTÉRIO PÚBLICO CONTRA OS ESTUDANTES E TRABALHADORES DA USP!

No último dia 5 de fevereiro, 72 estudantes e trabalhadores da USP, receberam a notícia de que haviam sido denunciados ao Ministério Público pela reacionária promotora Eliana Passarelli como formadores de quadrilha e destruidores do patrimônio público, entre outros absurdos, pela ocupação da reitoria em 2011 contra a presença da PM no campus. As penas aos estudantes e trabalhadores podem chegar a até 12 anos de prisão. A reitoria da USP, que queria aparecer tratando a ocupação apenas com "penas leves" administrativas (5 dias de suspensão aos estudantes e 15 aos trabalhadores), mostrou, na verdade, estar escondendo uma articulação com o Governo do Estado (Alckmin) e o Ministério Público para lançar mão de um ataque profundo ao movimento da universidade.

O governo Alckmin é justamente o que vem, no ultimo ano, aprofundando sua política repressiva contra os trabalhadores e a juventude que lutam e contra os movimentos sociais, como vimos no caso da desocupação truculenta do Pinheirinho, recentemente do assentamento Milton Santos, além de demissões de trabalhadores e repressão ao movimento estudantil. Nós, metroviários, também sofremos com a truculência desse governo que, no ano passado, articulado também com a justiça burguesa (neste caso, o Tribunal Regional do Trabalho), multou nosso Sindicato, declarando nossa greve ilegal. Em conjunto com a alta cúpula do Metrô, esse governo que privatiza é o mesmo que precariza as condições de transporte e de trabalho. Recentemente lançaram uma ofensiva contra os metroviários, buscando responsabilizar e punir os trabalhadores pelas falhas causadas pela displicência do governo e da empresa, como a recente colisão no Pátio Jabaquara (neste caso, passando por cima de decisão unânime da própria CIPA que não responsabilizou o trabalhador pelo acidente e determinou que ele não sofresse nenhuma punição).

Nós, do Metroviários pela Base, repudiamos fortemente essa tentativa do governo e da reitoria da USP de criminalizar os estudantes e trabalhadores da USP, uma vez que nem o próprio governo acredita em tais acusações, eles sabem que os 72 não cometeram crime algum. O governo articula desta forma utilizando tais acusações como instrumento ideológico a fim de convencer e manipular o pensamento de uma grande parte da população carente de informação com apenas uma unica finalidade: reprimir qualquer forma de luta, seja dos estudantes ou dos trabalhadores, que lutam por um outro projeto de universidade. O Grupo Metroviários pela Base se soma à campanha democrática pela retirada imediata da denúncia do MP!!!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Nota do Deputado Carlos Giannazi em repúdio à denúncia no MP de SP contra os 72 estudantes e funcionários da USP


No dia 05 de fevereiro de 2013, noticiou-se uma acusação, no Ministério Público de São Paulo, contra 72 estudantes e funcionários da Universidade de São Paulo, por conta da participação na ocupação do prédio da reitoria em 2011. A denúncia, realizada pela promotora Eliana Passarelli, acusa os manifestantes pelos crimes de danos ao patrimônio público, pichação, desobediência judicial e formação de quadrilha. Em entrevista à imprensa, a promotora referiu-se aos estudantes como “bandidos” e “criminosos”.
Esta acusação, além de apresentar inconsistências jurídicas, representa a intenção de criminalizar os estudantes da universidade, o movimento estudantil e os movimentos sociais no estado de São Paulo como um todo. É um grave ataque ao direito constitucional de livre manifestação e organização política.
Enquanto Deputado Estadual, sempre me coloquei ao lado dos estudantes, professores e funcionários da USP, apoiando sua luta pela construção de uma universidade em que predomine a democracia. Agora, diante da absurda acusação apresentada no Ministério Público de São Paulo, solidarizo-me novamente ao movimento social da USP e declaro o apoio de nosso mandato aos estudantes, funcionários e professores da universidade. Nosso mandato já estuda as melhores medidas concretas a serem tomadas nesse sentido no próximo período.

São Paulo, 08 de fevereiro de 2013.
Deputado Estadual Carlos Giannazi
Fonte: http://psolsaopaulo.org/2013/02/nota-do-deputado-carlos-giannazi-em-repudio-a-denuncia-no-mp-de-sp-contra-os-72-estudantes-e-funcionarios-da-usp/

NOTA DA UNE E UEE-SP EM REPÚDIO AO MP DE SÃO PAULO

Em clara perseguição, Ministério Público do estado enquadra estudantes no crime de “formação de quadrilha” pela ocupação da USP

A União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP) vêm a público manifestar o seu total repúdio contra a decisão do Ministério Público do Estado de São Paulo, por meio da promotora Eliana Passarelli, em denunciar 72 estudantes que participaram, em 2011, da ocupação da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) por formação de quadrilha, posse de explosivos, dano ao patrimônio público, desobediência e crime ambiental por pichação.

A acusação se deu pela ação do movimento estudantil no ano de 2011, como forma de protesto contra a presença da Polícia Militar dentro do campus. Mediante ordem judicial, após oito dias os estudantes saíram do prédio escoltados pela Tropa de Choque da PM, que realizou a reintegração de posse.

Respeitamos o Ministério Público quanto instituição defensora da ordem jurídica e órgão articulador para garantia ao cidadão, porém repudiamos a criminalização dos movimentos sociais e o movimento estudantil. Entendemos que o ato de protesto realizado pelos estudantes tinha como função apenas pressionar a reitoria da universidade para a retirada da Polícia Militar do campus.

O livre trânsito da Polícia Militar dentro da USP vai na contramão do conceito do território livre que deve ser a universidade. É inadmissível que policiais usem a força repressora do Estado dentro do campus, ambiente livre para o pensamento e a livre circulação do conhecimento.

A UNE e a UEE-SP se posicionam contrariamente a toda e qualquer forma de cerceamento de liberdade, tendo como um de seus maiores princípios a luta pela livre expressão e manifestação. Por isso, mais uma vez prestamos solidariedade e apoio aos estudantes da USP que, por meio da união de forças, lutaram pela garantia de seus direitos.

São Paulo, 07 de fevereiro de 2013

União Nacional dos Estudantes
União Estadual dos Estudantes de São Paulo

Fonte: http://www.une.org.br/2013/02/nota-da-une-e-uee-sp-em-repudio-ao-mp-de-sao-paulo/

LER-QI: ESCANDALOSA DENUNCIA AO MINISTÉRIO PÚBLICO É UM HISTÓRICO ATAQUE AOS ESTUDANTES E TRABALHADORES DA USP

Por Diana Assunção, diretora do Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP)


Hoje a reacionária promotora Eliana Passarelli denunciou ao Ministério Público os 72 estudantes e trabalhadores da USP que lutavam contra a presença da polícia militar fora e dentro da universidade, e por uma universidade verdadeiramente pública e democrática.

A denúncia é, entre outras coisas, de formação de quadrilha e depredação de patrimônio público que indica o mínimo de 8 anos de prisão. Fica evidente que as aparentes "penas mais leves" de Grandino Rodas que suspendeu dezenas de estudantes e trabalhadores estava sendo articulada com o governo do estado de São Paulo dirigido pelo PSDB para denunciar por formação de quadrilha estes mesmos estudantes e trabalhadores.

Um verdadeiro escândalo nacional, de parte de um governo que vem reprimindo desde os moradores do Pinheirinho até o assentamento Milton Santos, trabalhadores pobres e sem-teto, movimentos sociais e sindicais, com novas demissões. Ao mesmo tempo o Ministério Público não tem a menor vergonha de investigar por formação de quadrilha o movimento estudantil e de trabalhadores, quando os verdadeiros bandidos estão no Congresso Nacional, no Senado e nos próprios governos, perpetuando repressão e opressão para o conjunto da população e ganhando muito dinheiro pra isso - livres e impunes, estes sim "depredando o patrimônio público".

Todo o apoio democrático de centenas de professores, estudantes, intelectuais, jornalistas, artistas, juízes, trabalhadores, movimentos sindicais, de direitos humanos, devem se fazer sentir neste momento para rearticular uma enorme campanha democrática contra a criminalização dos movimentos sociais e pela anulação imediata desta denúncia absurda. Que todas entidades estudantis e de trabalhadores se manifestem urgentemente em apoio a todos os trabalhadores e estudantes. Estaremos nos articulando para tomar todas as medidas jurídicas e políticas diante deste enorme ataque. Se atacam um, atacam todos!




Fonte: http://www.ler-qi.org/spip.php?article3739

Fórum Aberto pela Democratização da USP: Nota pelo não recebimento da denúncia do MPE contra estudantes e funcionários da USP


No dia 31 de janeiro de 2013, a reitoria da USP finalizou o andamento de processos administrativos contra estudantes e funcionários tendo por fundamento o decreto n°52.906/1972, conhecido como regime disciplinar da USP, editado em consonância com o Ato Institucional n°5. As punições compreendem de 5 a 15 dias de suspensão para 72 estudantes e funcionários da USP por participarem do movimento político que ocupou o prédio da reitoria em novembro de 2011, na luta contra a militarização da Universidade e a violência policial.
Menos de uma semana após a determinação das punições administrativas, no dia 5 de fevereiro, o Ministério Público Estadual (MPE) denuncia os 72 estudantes, funcionários e manifestantes por formação de quadrilha, posse de explosivos, danos ao patrimônio público, desobediência e crime ambiental por pichação, que indicam o mínimo de 8 anos de prisão.
A criminalização do movimento político na universidade, além de ser confirmada com as punições aparentemente leves (suspensões de até 15 dias), previstas em regime disciplinar, tem nova faceta na investigação criminal do movimento político no Ministério Público Estadual e escancara a evidente criminalização dos movimentos sociais e políticos, fora e dentro da Universidade.
As punições referentes aos processos administrativos consolidam o fato de que a reitoria da USP, amparada pelo regimento disciplinar, segue empreendendo o acordo com a Polícia Militar, com a evidência, hoje, de que não há por parte da reitoria, qualquer tipo de política de “segurança” que não seja a presença da PM. Nada foi realizado no campus em relação à melhor iluminação das vias, por exemplo. Nesse sentido, a ameaça de prisão vem se constituir em mais uma medida de judicialização da política, que coíbe o debate, a participação e a manifestação de ideias.
Nesse sentido, faz-se necessário somar esforços em defesa dos estudantes e funcionários punidos administrativamente e, desde o dia 5 de fevereiro, denunciados pelo Ministério Público Estadual, para que se pleiteie junto ao juiz de direito competente o não recebimento da denúncia e para que se exija, perante a direção da Universidade, a imediata reconsideração dos processos disciplinares.
Assinam:
Fórum Aberto Pela Democratização da USP
ADUSP – Associação dos Docentes da USP
SINTUSP – Sindicato dos Trabalhadores da USP
DCE Livre da USP Alexandre Vanucci Leme
APG USP – Associação de Pós-Graduandos Helenira “Preta” Rezende
CAHIS – História/USP
Guima – Relações Internacionais/USP
CEUPES Ísis Dias de Oliveira – Ciências Sociais/USP
CAF – Filosofia/USP
CEPEGE – Geologia/USP
CEGE – Geografia/USP
CAER – Nutrição e Saúde Pública/USP
AAAXVO – Atlética, Pedagogia/USP
CAPPF – Pedagogia/USP
APROPUC
ANDES-Sindicato Nacional
UEE – União Estadual dos Estudantes de São Paulo
UNE – União Nacional dos Estudantes
João Adolfo Hansen – Docente FFLCH
Leon Kossovitch – Docente FFLCH
Adrián Pablo Fanjul – Docente FFLCH
Jorge Luiz Souto Maior – Docente FDUSP
Luiz Renato Martins – Docente ECA
Otilia B. Fiori Arantes – Docente FFLCH
Paulo Eduardo Arantes – Docente FFLCH
Franklin Leopoldo e Silva – Docente FFLCH
Luís César Oliva – Docente FFLCH
Zilda Iokoi – Docente FFLCH
Osvaldo Coggiola – Docente FFLCH
Claus Akira Horodynski-Matsushigue – Docente – Matemática UNB
Renato Hilário – Docente – Educação UNB
Altino Bomfim – Docente UFBA
Lighia B. Horodynski-Matsushigue – Docente IFUSP
Deputado Estadual Carlos Giannazi (PSOL)
Levante Popular da Juventude, Juntos, Ler-QI, Rompendo Amarras, Para Além dos Muros, Movimento Negação da Negação, Universidade em Movimento, Juventude às Ruas, Território Livre, Partido Operário Revolucionário, Consulta Popular


Para assinar, envie email para: democraciausp@gmail.com
Fonte: http://democraciausp.org/?p=61

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Declaração da Juventud del PTS: ¡ABAJO LA CAUSA CONTRA LOS 72!


¡ABAJO LA CAUSA CONTRA LOS 72!


Ante la escandalosa denuncia contra 72 estudiantes y trabajadores de la USP – Brasil

¡ABAJO LA CAUSA CONTRA LOS 72! ¡NINGÚN ESTUDIANTE NI TRABAJADOR PRESO POR LUCHAR CONTRA LA POLICÍA!

USP

El día martes 5 de febrero, al tiempo que en Argentina nos movilizábamos contra la avanzada represiva del Gobierno Nacional, en Brasil la fiscal Eliana Passarelli denunció ante el Ministerio Público a 72 estudiantes y trabajadores de la Universidad de San Pablo (USP) que fueron parte de la intensa lucha contra la presencia de la policía militar en 2011 dentro de la USP, y por la democratización de la Universidad Pública. Ese año, estudiantes y trabajadores de la USP, ocuparon el rectorado durante seis días para impedir la entrada de la policía militar a la Universidad, a partir del acuerdo firmado entre la Rectoría y el estado de San Pablo. En ese momento fueron reprimidos y detenidos por esta misma fuerza violando la autonomía universitaria y el derecho de estudiantes y trabajadores a pelear por sus reivindicaciones. Ahora, la fiscalía quiere procesar a las y los 72 estudiantes y trabajadores, entre ellos a militantes de la LER-QI, organización hermana del PTS en Brasil, acusándolos de “conspiración, daño a la propiedad, el graffiti y el incumplimiento de una orden judicial”, que tiene una pena mínima de 8 años de prisión.
Esta reaccionaria y escandalosa denuncia, se da en el marco de una escalada represiva y una de las mayores olas de violencia contra el pueblo pobre y la juventud en el Brasil gobernado por el PT de Dilma y Lula, y con particular virulencia en el Estado de San Pablo, donde los barrios pobres están sitiados por la policía militar, dejando un saldo diario de ¡16 muertes (tres de ellos niños/as)! a manos de esta reaccionaria fuerza, que quedan totalmente impunes.
Por eso, no es casual que quieran procesar a quienes se organizan para rechazar a la policía militar dentro y fuera de la USP. Pero este no es un caso aislado, es un nuevo ataque conjunto del Rector Grandino Rodas y el Estado de San Pablo para amedrentar y disciplinar a las y los estudiantes y trabajadores, en continuidad con la sistemática política antisindical y represiva dentro de la USP, que hasta ha llevado a estudiantes a intentos de suicidio (¡!),  y es la antesala para nuevas suspensiones y expulsiones a estudiantes y despidos de trabajadoras y trabajadores. Un ejemplo es el despido de Claudionor Brandão y el proceso contra varios dirigentes de SINTUSP por haber participado en una huelga en 2010, en un caso lleno de irregularidades.
Desde la Juventud del PTS repudiamos este reaccionario ataque. Nos solidarizamos y exigimos el desprocesamiento inmediato de las y los 72 estudiantes y trabajadores de la USP. Entendemos que es una tarea de primer orden, y llamamos a todas las organizaciones estudiantiles, Centros y Federaciones, organismos de DD.HH., docentes, artistas, etc., a impulsar una gran campaña democrática y de solidaridad con las y los hermanos brasileños, exigiendo el cese de la persecución.
Además de esta avanzada criminalizadora en Brasil, en los últimos años de agudización de la crisis internacional, hemos visto el enorme despliegue de las fuerzas represivas contra millones de jóvenes en todo el mundo. Miles de trabajadores y estudiantes toman las calles contra los ajustes y la miseria que los capitalistas pretenden descargar sobre el pueblo trabajador y pobre. Ya lo vimos en Europa de la mano de la juventud Griega, en España y Francia donde miles se ponen de pie; en Medio Oriente donde los jóvenes enfrentan a regímenes totalitarios; en EEUU con los “Ocupy” y en América Latina, con el poderoso movimiento estudiantil chileno y el “yosoy132” de México.
Los capitalistas despliegan todo su aparato militar, temiendo que la fuerza de estos trabajadores y los jóvenes combativos pongan en peligro sus intereses. Es por eso que la lucha de toda esa juventud que se levanta contra los ataques del capitalismo, se transforma también en nuestra propia lucha. Por eso es fundamental impulsar la más amplia solidaridad y nuestra unidad internacionalista para frenar estos ataques y evitar que la crisis se descargue sobre nuestras espaldas.
Basta de represión a la juventud y el pueblo trabajador y pobre!
Exigimos el inmediato desprocesamiento de todos los estudiantes y trabajadores de la USP!
Exigimos la salida inmediata de la policía militar del campus universitario y sus inmediaciones. Abajo la militarización de los barrios pobres!
Por la autonomía universitaria, basta de criminalización y persecución policial!
Toda nuestra solidaridad con nuestros hermanos en Brasil y con toda la juventud que se levanta en el mundo contra la represión y los ataques del capitalismo!


Fonte:  http://lossospechososdesiempre.wordpress.com/2013/02/07/abajo-la-causa-contra-los-72/

DCE-UNIFESP repudia ação do Ministério Público contra 72 Estudantes da USP


O Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de São Paulo, se manifesta por meio desta moção em repúdio à denúncia contra os estudantes da Universidade de São Paulo (USP), apresentada pelo Ministério Público, no último dia 5 de fevereiro, sustentando que, em meio à violenta reintegração de posse da Reitoria em 2011, os alunos teriam sido responsáveis por supostos danos ao patrimônio público, desobediência judicial, crime ambiental e formação de quadrilha.
Apoiamos o movimento Uspiano em sua denúncia à postura ditatorial do Reitor João Grandino Rodas, que faz uso da ausência de espaços democráticos na universidade para impor sua vontade à força, com o uso da polícia, sindicâncias e processos criminais.
Entendemos que a ação do Ministério Público, e o discurso da promotora Eliana Passarelli ao chamar publicamente os estudantes de bandidos e criminosos são um claro ataque, não só aos estudantes da USP, mas ao conjunto do Movimento Estudantil Nacional.
Chamamos, assim, os estudantes da Unifesp a se mobilizarem em torno destas reivindicações:
- CONTRA A PRESENÇA DA PM NOS CAMPI!
- PELO FIM DOS PROCESSOS NA USP E NA UNIFESP! LUTAR NÃO É CRIME!
- PELA DEMOCRATIZAÇÃO DAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS!


Fonte: http://chapavezdavoz.wordpress.com/2013/02/06/dce-unifesp-repudia-acao-do-ministerio-publico-contra-72-estudantes-da-usp/

ANEL: Os estudantes tem direito à lutar! Nota de repúdio ao Ministério Público de São Paulo.

  No dia de ontem, 05/02/2013, um dos maiores ataques ao movimento estudantil da Universidade de São Paulo foi concretizado pelo Ministério Público: a acusação dos 72 estudantes que estiveram na ocupação da reitoria da USP em 2011 por formação de quadrilha, danos ao patrimônio e descumprimento da ordem judicial.
Nós, da ANEL, repudiamos completamente tal ação, assim como as declarações de Eliana Passarelli; a promotora, que em suas falas chama os estudantes de bandidos e criminosos!Não temos duvida que esse é um ataque a organização dos estudantes que manifestam suas opiniões e se movem por suas reivindicações dentro da universidade e fora dela.

  Vimos ao longo da gestão de João Grandino Rodas uma forte perseguição ao movimento estudantil e de trabalhadores, fazendo coro a política do PSDB, em São Paulo, de criminalização dos movimentos sociais. Essa ação não vem descolada dessa política; que colocou a cavalaria, helicópteros e etc dentro da USP para retirar menos de 100 estudantes de uma ocupação; que desapropria terrenos com toda truculência possível, agredindo a população mais pobre, como no Pinheirinho; que assassina a população negra nas periferias todos os dias, com a polícia mais violenta do país; essa é a política do Governo de Geraldo Alckmin, que culmina nessa desmedida ação do M.P. contra os estudantes.

  Não temos duvida de que essa ação tem como principal objetivo assustar os estudantes e derrotar com o movimento estudantil da USP, que possui um histórico de lutas e um potencial que reverbera por todo país. A principal Universidade brasileira, a mais elitizada e a de maior prestígio, passa por um difícil processo, no qual está em curso uma batalha da reitoria com qualquer movimento de resistência e de luta por um outro projeto de universidade. O que a reitoria não conta é com a força de seu inimigo que travará uma disputa sem tamanho em defesa de seu direito de lutar.

  Nós, da ANEL, nos colocamos ao lado desses 72 estudantes e de mais todos aqueles que na USP se colocam contrários à esse projeto. Nos colocamos ao lado desses estudantes que há mais de um ano atrás se mobilizaram pra dizer não a política de mandos e desmandos da reitoria, a revelia dos trabalhadores, estudantes e professores. E, por isso, não temos duvida que esse movimento estudantil combativo e histórico dará uma resposta a altura até barrar esse ataque, e nós estaremos ao lado dessa luta.

  Desde já convocamos a todos para se somarem à esse processo, escrevendo moções de repúdio e de apoio ao corpo estudantil da Universidade de São Paulo.

  Todo apoio à luta dos estudantes e trabalhadores na USP! E pela retirada imediata da denúncia feita pelo MP. Assinem a petição:

http://www.avaaz.org/po/petition/Pela_retirada_imediata_da_denuncia_do_MP_aos_72_estudantes_da_USP_por_formacao_de_quadrilha/?cqeIxbb


[Assembleia na USP em 2011]


Fonte: http://anelonlinesp.blogspot.com.br/2013/02/nota-de-repudio-ao-ministerio-publico.html

Um histórico ataque ao movimento estudantil e de trabalhadores! Não passarão! Nota da Juventude Às Ruas contra à repressão aos 72 lutadores da USP

  Nesta terça-feira, 5 de Fevereiro, a promotora reacionária Eliana Passarelli denunciou ao Ministério Público do Estado de São Paulo os 72 estudantes e trabalhadores da USP que foram presos na reintegração de posse da ocupação da reitoria da universidade no final do ano de 2011, onde reivindicavam a saída da PM do campus, o fim do convênio entre a USP e a polícia militar e o fim dos processos movidos contra estudantes e trabalhadores. Essa luta passava por questionar o próprio papel da polícia, não só na universidade, mas também fora dela, como nos morros, favelas e periferias, e também questionava a própria universidade, sua elitização e ligação direta com a ditadura.

  A denúncia acusa os 72 de formação de quadrilha, dano ao patrimônio público, pichação e descumprimento de ordem judicial, que indicaria algo como 8 anos de prisão. Retomando o resultado dos processos administrativos que se encerraram na semana passada, onde o reitor Rodas puniu apenas alguns dos processados, com penas que iam de advertências escritas à suspensões de 15 dias (as mais duras foram aplicadas principalmente aos trabalhadores),  se torna evidente que as aparentes "penas mais leves" estavam sendo articuladas junto com o governo do estado de São Paulo dirigido pelo PSDB para tentar punir exemplarmente estes mesmos lutadores.

  Essa denúncia vem junto com uma ofensiva da grande mídia que, aliada ao governo, tenta ganhar a opinião pública para desmoralizar a luta e isolar o movimento estudantil e de trabalhadores da USP. Essa ofensiva retoma as mentiras veiculadas desde o processo de ocupação em 2011, onde tentam convencer que aquela mobilização é como um movimento “para usar drogas livremente na universidade” entre outras coisas, e tentam associar a imagem dos lutadores à de criminosos. Esse ataque preparado em conjunto tem como objetivo usar esse exemplo para aprofundar o processo de criminalização e repressão aos movimentos sociais, que já vem acontecendo fortemente como vimos no caso de Pinheirinho, a ameaça recente de reintegração do assentamento Milton Santos, a onda, que segue atualmente, de assassinatos no campo de ativistas sem-terra e tantos processos de repressão aos trabalhadores pobres e sem-teto, movimentos sociais e sindicais. Devemos repudiar essa campanha midiática e também a denúncia da promotora que não só tentam mentir sobre uma luta com pautas legítimas como também atacam os próprios métodos democráticos dos movimentos sociais, de estudantes e também de trabalhadores! 

  Para levar adiante essa ofensiva, a promotora passa por cima de elementos fundamentais da democracia, como o direito de se expressar e a liberdade política, e isso se evidencia quando a mesma reconhece que não há individualização dos fatos, mas todos são culpados porque simplesmente "não impediram que acontecesse", o que é escandalosamente inconstitucional. A mesma justiça que tenta criminalizar estudantes e trabalhadores, ignora os verdadeiros bandidos estão no Congresso Nacional, no Senado e nos próprios governos, perpetuando repressão e opressão para o conjunto da população e ganhando muito dinheiro pra isso - livres e impunes.

  Todo o apoio democrático de centenas de entidades, professores, estudantes, intelectuais, jornalistas, artistas, juízes, trabalhadores, movimentos sindicais, de direitos humanos, devem se fazer sentir neste momento para rearticular uma enorme campanha democrática pelo imediato arquivamento desta denúncia absurda. Ao mesmo tempo, é preciso lutar pela revogação de todas as suspensões e punições contra esses estudantes e trabalhadores, pela reintegração de Brandão e dos 8 estudantes eliminados, como parte da luta contra a criminalização de todos os movimentos sociais e de trabalhadores e pelos direitos democráticos de se manifestar. Não devemos aceitar a repressão que busca coibir a organização e manifestação política! Basta da política "do medo" e de repressão herdeiras da ditadura!







quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Pelo fim dos processos contra os 31 estudantes que se posicionaram contra a Monarquia e a TFP na UNESP de Franca! Abaixo a repressão nas estaduais paulistas e nas universidades e escolas em todo o país!

Nesta segunda-feira, dia 26 de novembro, 31 estudantes da UNESP de Franca receberam documento que os convoca a prestar depoimento em processo de sindicância aberto pela diretoria da UNESP para punir os estudantes que participaram do contra-ato em resposta a realização do evento “A importância da Monarquia na Formação do Brasil”, fazendo com que  Dom Bertrand, herdeiro da família real, e o jornalista Sepúlveda abandonassem o evento no campus de Franca no dia 28 de agosto. Na ocasião, nós da Juventude às Ruas nos colocamos na linha de frente da denúncia do papel que cumpria essa atividade ao propagar as concepções reacionárias de dois dos maiores representantes da extrema-direita brasileira. Dom Bertrand, além de defender o legado que sua família deixou para a história do Brasil, como, por exemplo, ter organizado e garantido a escravidão e a repressão aos negros, é um dos mais eloquentes representantes do latifúndio no Brasil, chegando a defender abertamente a repressão aos sem-terra, quilombolas e povos indígenas que lutam pelo direito à terra. Sepúlveda, por sua vez, é um dos principais organizadores da TFP (Tradição, Família e Propriedade), organização que cumpriu, a serviço do imperialismo americano, papel ativo no processo de organização do Golpe Militar de 1964 e de sustentação e legitimação do governo militar responsável pelas torturas e assassinatos de centenas de militantes.

A burocracia universitária de Franca, que já estava completamente comprometida com a atividade com a participação do diretor da unidade, Fernando Fernandes, na organização do evento, e a Reitoria da UNESP tomam uma posição clara em defesa dos interesses do latifúndio, dos repressores, dos golpistas, dos monarquistas e de seus representantes no governo de São Paulo. Mais uma vez faz jus à confiança que seus amigos da classe dominante brasileira depositam na condução de um projeto de universidade elitizada, racista, opressora e a serviço dos interesses dos exploradores. O que explica posturas tão diferentes por parte da reitoria da UNESP: uma pena tão leve e a conivência com os organizadores do “rodeio das gordas” em 2010 (apenas cinco dias de suspensão a dois estudantes dentre os mais de cinquenta que participaram), com os casos de racismo em Araraquara;  e, por outro lado, um mês de suspensão a um estudante que combateu posições homofóbicas de um professor em sala de aula, na mesma UNESP de Franca, e agora o rigor com que pretendem punir os que repudiaram 
os defensores da Monarquia e da Ditadura Militar?

Uma das maiores provas das intenções conservadoras e retrogradas que motiva a ação da diretoria de Franca e da Reitoria da UNESP é o conteúdo do artigo 161 do Regimento da UNESP que está sendo utilizado para punir os estudantes. O artigo diz que constituem ações disciplinares sujeitas a punição “praticar ato atentório contra a moral de pessoas e aos bons costumes”!!! Neste caso, a "moral e os bons costumes" defendidos pelos obscuros simpatizantes da monarquia já foram há muito tempo rechaçados pela história e até repudiados pela maioria da população brasileira em plebiscito realizado em 1993, onde o regime republicano saiu vitorioso frente a monarquia com ampla margem de voto.    

A repressão que hoje é lançada contra os estudantes de Franca é um instrumento cada vez mais utilizado para punir os que lutam por outra universidade, democrática e a serviço dos interesses da classe trabalhadora e da maioria da população, simplesmente por organizar uma festa ou discutir com um professor em sala de aula. Faz parte de uma orientação defendida em São Paulo desde o Palácio dos Bandeirantes e pelo CRUESP (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas), e que avança a passos largos principalmente na USP, com os emblemáticos casos da demissão de Brandão, dirigente sindical do SINTUSP, e da entrada da PM e a prisão de 73 estudantes em 2011, mas também em menor medida na UNICAMP.  Em outros estados e a nível nacional, a linha de aumentar a repressão também é levada adiante diretamente pelo governo federal ou conta com a conivência de Dilma e Mercadante, como ficou claro na prisão de estudantes da UNIFESP, durante a greve da UNIR em Rondônia no ano passado ou quando da invasão da polícia à moradia estudantil da UNILA em Foz do Iguaçu.

Do lado de fora dos muros das universidades, a aumento da repressão também atinge os moradores das periferias que sofrem nas mãos impunes da polícia herdeira da ditadura, os trabalhadores das obras do PAC que são presos por lutarem por melhores condições de trabalho, os povos indígenas como os guarani-kaiowá, os quilombolas.

Nós da Juventude às Ruas, que estamos entre os estudantes processados em Franca, nos lançamos na defesa destes e fazemos um amplo chamado às entidades estudantis da UNESP para organizarmos uma ampla campanha democrática contra os processos em todos os campi e contra os demais ataques recentes da Reitoria, como a implementação de um estatuto autoritário e repressor nas moradias, ou ainda a inclusão de critérios meritocráticos nas bolsas de caráter socioeconômico. Convidamos também todos os professores e trabalhadores da UNESP que não compactuam com as práticas autoritárias e inquisitórias levadas pela Reitoria e pelas diretorias a manifestar seu repúdio aos processos contra os 31 estudantes!  Estendemos este chamado também às entidades das estaduais paulistas e de todo o país, em especial a UNE e ANEL, para construirmos uma campanha nacional pela imediata anulação de todos os processos contra estudantes e trabalhadores nas universidades e escolas! Campanha esta que deve ser parte da luta mais ampla contra a repressão aos lutadores, aos sindicatos, movimentos sociais e organizações políticas de todo o país!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

No segundo turno, voto nulo programático! Seguir na luta, com independência de classe, pela auto-organização, pela aliança operário-estudantil!

O espectro do “mal menor” está rondando a Universidade de São Paulo nos últimos dias. Na falta de alternativas o “menos pior” surge como uma solução aparente. Entre o tucanato paulistano e o petismo acadêmico, a maioria dos estudantes da USP vêm apresentando uma simpatia maior em relação ao último. Porém, entendemos que há uma maneira de contornar essa dicotomia, na verdade inexistente. Defendemos um voto nulo programático, que denuncie profundamente não só as candidaturas dos patrões (PSDB e PT) como também o próprio processo eleitoral que privilegia os candidatos financiados por grandes empresas. Vamos então aos candidatos.


O candidato do PT em São Paulo não pode ser dissociado da política do governo federal. Desde 2002 o PT vem se mostrando, cada vez mais abertamente (pois esse curso começa muito antes), um partido a serviço dos interesses do grande capital. “Nunca antes na história desse país os banqueiros, [empreiteiros e grandes empresários] lucraram tanto!”, como diz o próprio Lula. Ainda existe um sentimento de esperança petista rondando a intelectualidade uspiana graças às políticas de seguridade social promovidas pelo Estado. Porém, basta olharmos com calma o que vem sendo concretamente a política do PT. Vimos no começo do governo Lula um ataque histórico aos trabalhadores com a reforma da previdência. Além de não reverter absolutamente nenhuma privatização ocorrida no governo de FHC, o governo petista vem acelerando um processo de privatização que se traveste pela palavra "concessão" (o que significa que daqui a 20 anos (!!) os aeroportos serão novamente propriedade do Estado, e agora o mesmo com rodovias e ferrovias). As repressões aos trabalhadores não se ativeram somente às Universidades federais (com corte de pontos de professores e prisões a manifestantes), mas também às greves do PAC (Jirau, Santo Antônio e Suape), agora institucionalizadas com a lei da Copa. Os cortes orçamentários de Dilma (em setores como transportes, saúde e educação) mostram que o Partido dos Trabalhadores tem um projeto para a crise que se aproxima - ataques categóricos aos trabalhadores.

Em São Paulo as coisas serão ainda piores. Haddad está aliado à Igreja Universal e a Maluf (do "estupra mas não mata", do "ROTA na rua, bandido bom é bandido morto" e do "professora não é mal paga, é mal casada"; governador biônico da ditadura responsável pela vala clandestina de Perus, onde a policia enterrou trabalhadores e militantes contra a ditadura). No momento em que se constrói uma campanha por uma Comissão da Verdade da USP, o petismo chama jovens que honestamente lutam contra a herança da ditadura a votar no aliado de uma das maiores figuras do ARENA! Com esses aliados, não haverá verdade, somente mais impunidade aos torturadores, de ontem e de hoje. Haddad, cujo financiamento de candidatura foi o mais caro do país (parece que estamos falando do Serra, mas não! É do Haddad mesmo!) é o escolhido por Lula para ser o prefeito da maior cidade do país. Dentro de seu partido, Haddad se coloca mais à direita. Seus principais programas para a educação foram mal vistos até por setores do PT pelo seu caráter precarizante e pela parceria privada. O Prouni, por exemplo, transfere verbas para Universidades privadas em detrimento do investimento público. Estima-se que, com o orçamento do Prouni, para cada vaga em uma Universidade particular, três outras vagas em Universidades federais poderiam ser criadas. O Reuni mostrou seu caráter verdadeiro nas greves das federais deste ano. Agora em São Paulo Haddad se coloca ainda mais à direita de setores de seu partido com a declaração sobre as parcerias público-privadas na saúde, ele disse que fortalecerá a relação da prefeitura paulistana com as OSs (organizações sociais). O que será o arco do futuro senão um enriquecimento milionário das mesmas empreiteiras que financiaram sua campanha?


O socialismo de butique do candidato petista vem atraindo parte da juventude. Em suas 65 páginas de deturpação do legado marxista - Em defesa do socialismo (1998) - Haddad faz malabarismos teóricos para justificar uma total adaptação ao sistema como está. Doze anos depois o candidato do Maluf conseguiu caminhar ainda mais à direita recebendo financiamentos para sua campanha de empreiteiras milionárias que patrocinam a “higienização” de Kassab no centro (só a OAS doou cerca de 1 milhão de reais, um pouco mais do que para a campanha de José Serra), assinando embaixo com Edir Macedo para não discutir o tema do aborto e dividindo o mesmo kit anti-homofobia com Serra. A cada ano que passa o arco do futuro de Haddad entorta cada vez mais à direita.


É evidente que o PSDB não representa nenhuma vantagem como alternativa ao petista. O candidato dos tucanos tem um longo currículo de ataques aos direitos da juventude, dos trabalhadores e da população pobre: o desmonte da educação, transporte, saúde e demais direitos básicos da população do estado e da cidade de São Paulo. As greves dos professores do estado de SP ao longo dos anos se colocaram contra este projeto de precarização acelerada da educação. E neste âmbito podemos ver como funciona a “parceria” entre PT e PSDB: os tucanos atacavam “por cima”, reprimindo violentamente as greves, com a policia, demissões, cortes de ponto, divisão dos professores dentro da própria categoria; enquanto isso, os petistas atacavam “por baixo”, consolidando o sindicato dos professores (APEOESP) como um ninho de burocratas sindicais ligados a este partido, que fizeram todo tipo de manobra para impedir que as greves fossem vitoriosas e colocar a categoria em condições ainda piores. 


Recentemente, Serra vem mostrando como está disposto a se apresentar cada vez mais como a “mão dura” desta dobradinha que os dois partidos fazem para manter os lucros dos capitalistas. Além do Pinheirinho e da “Crackolândia”, a repressão na própria USP é um emblema disso, com a perseguição ao Sintusp, a demissão de Brandão, a eliminação de estudantes, a PM, e as dezenas de processos em curso.Nos últimos meses, a repressão por parte da policia subiu a patamares ainda mais elevados, e bem aqui ao nosso lado, na São Remo, a PM instituiu um toque de recolher e já assassinou vários moradores, a maioria jovem. Para reforçar sua posição, Serra saiu em defesa do Coronel Telhada, assassino da ROTA recém-eleito por seu partido para o cargo de vereador.


Diante deste cenário, o que temos a dizer aos trabalhadores e a juventude é que temos que contar com nossas próprias forças, lutando por nossa auto-organização e sabendo que, quem quer que ganhe estas eleições, teremos que enfrentar em duros combates. Por isto não devemos dar nosso voto a um suposto “menos pior”, mas sim votar nulo e seguir confiando na construção da aliança operário-estudantil como única resposta efetiva para os problemas que a juventude, a população pobre e os trabalhadores sofrem cotidianamente. Apoiar o suposto “mal menor” vai na contramão disso. Na luta não há independência de classe escolhendo uma fração da burguesia para apoiar; nas eleições não é diferente.

Por isso, nos opomos totalmente a politica de conciliação entre as classes em luta que apresentam setores do movimento estudantil. A “Universidade em Movimento”, que está na gestão do CEUPES, vem fazendo campanha por Haddad orgulhosamente. Esses sequer falam em “mal menor”, falam em “socialismo”! É o retorno ao movimento estudantil da USP do governismo que durante anos tirou as entidades da luta, ligando-as ao regime universitário. Não é muito melhor a posição do PSOL, quando chama indistintamente o voto nulo e o voto em Haddad, dizendo que ambos são “legítimos” e que seus eleitores são “suficientemente capazes e politizados” para tomar uma decisão. Não a toa, sua principal figura publica, Plinio de Arruda Sampaio, manifestou publicamente sua preferência por Serra! 

No segundo turno, voto nulo programático! Seguir na luta pela auto-organização, pela aliança operário-estudantil!


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Mais um ataque reacionário da Igreja contra os oprimidos! Nenhum passo atrás pela luta aos nossos direitos!

Por Juventude às Ruas Campinas

A corrida eleitoral mal começou na cidade ainda calejada pela crise política de corrupção que veio a tona em 2011 e já nos deparamos com um ataque de um dos setores mais reacionários da sociedade: a Igreja Católica. O Arcebispo Metropolitano de Campinas, Dom Airton José dos Santos, escreveu uma carta na qual orienta os fiéis da Igreja Católica a levarem em conta o posicionamento dos candidatos em relação ao aborto na hora de votar. O material é direcionado a paróquias, comunidades e a todos os fiéis católicos; nesse caso se referindo diretamente a candidata do PSTU, Silvia Ferraro, que defendeu o direito ao aborto em seu programa político para cidade.
Essa expressão reacionária da Igreja não é uma ação isolada dessas eleições, sendo sintomático como essa instituição vêm se utilizando dos momentos de eleição para barganhar acordos espúrios com candidatos e partidos para transformar sua ideologia reacionária em política de Estado. Nesse sentido, as organizações de esquerda devem encarar um debate tão fundamental como o direito ao aborto, não como um simples apêndice de campanha eleitoral – conveniente em momentos específicos - mas como uma questão crucial que devemos levar de maneira permanente nas universidades, escolas, sindicato e locais de trabalho. Em um momento tão crucial como esse, se transforma em absurdo o silêncio do PSOL e de seu candidato Arlei Medeiros. A posição eleitoreira dessa organização, se adaptando aos setores mais reacionários da sociedade, em nada ajuda ao avanço da luta dos setores oprimidos.
Se manter indiferente em momento que a Igreja desfere mais um ataque contra os direitos das mulheres apenas colabora para o entrelaçamento entre a Igreja e Estado, e conseqüentemente a intensificação da ofensiva reacionária sobre as mulheres. Os demais candidatos se posicionaram contra o aborto e a favor do arcebispo reacionário, mostram que não estão ao lado das mulheres e que fecham os olhos diante das milhares de mortes que ocorrem em nosso país.
As eleições devem ser um espaço aberto para que se levantem programas que coloquem as demandas dos setores oprimidos e explorados, enquanto tática que propagandeie ideias, considerando que o parlamento deva ser espaço de denúncia, pois como diria Lenin, nas eleições escolhemos quem vai nos explorar pelos próximos 4 anos. Mas para haver uma transformação estrutural dos pilares desta sociedade os setores mais explorados e oprimidos devem confiar em suas próprias forças, se auto-organizando, enquanto sujeitos e não depositando confianças nos governos burgueses.
A Igreja se mostra mais uma vez como de “hábito” inimiga dos oprimidos, assim como em 2009, quando o arcepispo de Olinda, José Cardoso Sobrinho, excomungou os responsáveis pelo aborto de uma menina de 9 anos, que havia sido estuprada pelo padrasto.
Colocamo-nos ao lado dos que lutam em defesa dos direitos das mulheres e lembramos que desde as eleições para presidente ocorre um giro reacionário em relação aos direitos democráticos. Dilma que prometia defender os direitos das mulheres fez uma campanha reacionária para acordar com os dirigentes das Igrejas evangélicas e católicas e não perder votos. E mantém os privilégios da Igreja através do Acordo Brasil-Vaticano assinado em 2008 por Lula, o artigo 11 º do Acordo aumenta as garantias da Igreja Católica de manutenção das aulas de religião nas escolas públicas e o artigo 8º garante à Igreja católica o direito de prestar serviços de “assistência espiritual aos fiéis internados em estabelecimentos de saúde, de assistência social, de educação ou similar, ou detidos em estabelecimento prisional ou similar, observadas as normas de cada estabelecimento, e que, por essa razão, estejam impedidos de exercer em condições normais a prática religiosa e a requeiram”. Porém, se pegarmos a questão do aborto, o que se vê na prática de hoje é que o ‘plantão’ religioso em hospitais, de modo geral tolerado, tem funcionado como espaço para a pregação e pressão sobre as consciências. Como assegurar que agentes religiosos/as contenham ímpetos homofóbicos, lesbofóbicos, ou de pregar a família heterossexual monogâmica como ideal único? E no final de 2011 Dilma baixou uma medida provisória que significa uma “caça às bruxas” às mulheres que engravidam. A MP 577 é uma medida provisória que cria um sistema de cadastro das mulheres grávidas obrigando os estabelecimentos de saúde públicos ou privados a cadastrarem as mulheres grávidas e puérperes, possibilitando a futura criminalização dessas mulheres.
Além da descriminalização do aborto, é necessário defender também a legalização deste, para que todas as mulheres, inclusive as pobres, possam realizá-lo em condições adequadas gratuitamente e sem se sentirem mal vistas, além do direito ao acesso a anticoncepcionais de qualidade e educação sexual nas escolas. É um equívoco pensar que a legalização tem como conseqüência o aumento do número de abortos, pois nos países onde a medida foi adotada, as taxas caíram com o passar do tempo, o mesmo ocorreu com os índices de mortalidade materna visto que as mulheres passaram a ter acesso a atendimento de qualidade. A criminalização do aborto no caso de escolha pessoal da mulher é uma forma do estado e da classe dominante violentar as mulheres através da ideologia de que nossas vidas estão diretamente vinculadas à reprodução e à constituição da família. Neste sentido entendemos que o direito ao aborto é um direito democrático a todas as mulheres de exercerem livremente sua sexualidade. A Igreja, com seu reacionário ataque, através do bispo, no entanto, nos abre a chance de debater acerca de um tema relevante tanto para as mulheres, quanto para a classe trabalhadora, pois devemos ser intransigentes na luta pelos direitos democráticos das mulheres para arrancá-los através de uma campanha permanente. Neste sentido, nos colocamos ao lado daqueles que lutam irredutivelmente em defesa desses direitos.

- Basta de mulheres mortas por abortos clandestinos!
- Aborto legal, livre, seguro e gratuito para não morrer! 
- Revogação do Acordo Brasil-Vaticano!
- Separação da Igreja e do Estado!




quinta-feira, 22 de março de 2012

NOTA DA JUVENTUDE ÀS RUAS - Sobre a posição da ANEL nas eleições para o DCE-Livre da USP


Ocorrerão entre os dias 27 e 29 de março as eleições para o DCE-Livre Alexandre Vanucchi Leme, da USP. As eleições ocorrem em meio a um processo de mobilização aberto em 27 de outubro do ano passado, com a primeira de duas ocupações, e que teve seu auge com uma grande greve, contra a PM na universidade, processos a estudantes e trabalhadores, a 'eliminação' política de oito estudantes, a prisão política de mais de 80 estudantes nas desocupações da reitoria e da 'moradia retomada', contra o reitor Rodas e por uma estatuinte livre e soberana. Esse processo continua aberto hoje, quando está colocada a tarefa de não somente retomar, mas aprofundar muito a mobilização e a greve do ano passado, para derrotar Rodas e sua política de repressão apoiada na estrutura de poder herdada da ditadura. Por isso, essas eleições ganham grande importância, como oportunidade para uma grande campanha militante contra a reitoria e para fortalecer a mobilização.

Nesse marco, não é a tôa, e sim em decorrência do processo concreto de luta, que a ANEL está dividida em duas chapas. Nós, da Juventude Às Ruas, que construímos o bloco ANEL Às Ruas, nos orgulhamos de, no dia 27 de Outubro, ter estado na linha de frente de um enfrentamento contra a polícia, junto a centenas de estudantes, e desde esse dia atuado para impulsionar a luta, defendendo as duas ocupações e a deflagração da greve, a constituição do Comando de Greve por delegados eleitos nos cursos, que representou um avanço histórico; defendendo uma estratégia de massificação do movimento, de aliança com os trabalhadores, o povo pobre - como os moradores da São Remo, atacados por Rodas - e os professores que apoiam o movimento e também estão sendo atacados; defendendo um programa para que o conflito avançasse para o questionamento do próprio caráter da universidade, ligada aos interesses dos grandes monopólios privados, não da juventude que está fora dela e dos trabalhadores, expresso pelo vestibular, pela falta de permanência estudantil, pela precarização do ensino e do trabalho, pelo controle das empresas sobre a pesquisa, pela estrutura de poder autoritária. Essa é a luta e o programa defendidos pela chapa "27 de Outubro - Unidade na luta contra a PM e os processos", que compomos juntos a outros setores de estudantes independentes e organizados que estiveram, também, na linha de frente desa luta.
Já a ala majoritária da direção nacional da ANEL, que nesse processo foi contra ambas as ocupações e a deflagração da greve, e interviu defendendo um programa por mais segurança e guarda na universidade, se adaptando ao discurso da segurança, ironicamente compõe a chapa "Não Vou me Adaptar". Tambem fazem parte dessa chapa os setores da Oposição de Esquerda da UNE que estavam na gestão do DCE no ano passado, e ficaram conhecidos naquele dia 27 de Outubro pelo "cordão humano" que fizeram para impedir que centenas de estudantes avançassem sobre a polícia, e por, posteriormente, terem sido amplamente citados pela grande imprensa quando declararam em nota oficial que a ocupação era um movimento "minoritário" e "antidemocrático", reproduzindo o discurso da direita, dividindo o movimento, e colaborando para a preparação política, na opinião pública, da ação militar que fez 73 presos políticos.

Frente a isso, tomamos conhecimento de pedido à ANEL, por parte de executivos da ala majoritária, de apoio à chapa "Não vou me adaptar", e de ofício à Conlutas solicitando apoio à "chapa da ANEL"! Seus argumentos centrais são que trata-se de uma chapa que "privilegia a unidade", que em seu programa "defende a universidade pública", e que seria "a favorita para vencer a direita" nas eleições, organizada pelo PP e PSDB na chapa "Reação". Nos parece absurdo que queiram que nossa entidade nacional apoie uma das chapas sem que ela tenha nenhum espaço para debater as diferenças entre ambas; tratam como se houvesse uma única "chapa da ANEL", ou seja, como se nós, que construímos a ANEL como ala minoritária, não fizéssemos parte da entidade. É uma concepção aparatística, em que a política da entidade está desvinculada do debate. Além disso, reivindicam "privilegiar a unidade"; mas com quem? Não com aqueles que, na luta, estiveram em unidade contra a reitoria e a repressão; não com aqueles que, em seu programa, levam adiante as bandeiras da luta e também da ANEL, e constróem essa ferramenta de reorganização do movimento estudantil nacional; e sim, como já se torna um hábito, com a esquerda da UNE, que esteve, como demonstramos, contra os estudantes radicalizados em momentos decisivos. Por fim, argumentam, com centralidade, que trata-se da chapa "favorita para vencer a direita" nas eleições; adotam, assim, o discurso do voto útil. Farão o mesmo em outubro, nas eleições municipais?! É um argumento absurdo: a direita só pode ser derrotada pelo fortalecimento da mobilização; a direita só pode ser derrotada por um programa para o movimento estudantil que aponte para a transformação radical da universidade, em aliança com os trabalhadores; o combate contra a direita não é decidido pelo resultado das urnas, mas pelas posições defendidas, nas eleições e na luta!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Lutar contra o governo de Roseana Sarney junto aos trabalhadores e não com a polícia!



Em nota de 25/11 a ANEL-MA manifestou seu apoio e solidariedade aos policiais e bombeiros do Maranhão dizendo que “O aumento salarial de 30% e melhorias na condições de trabalho são mais que necessárias para que possam fazer o seu trabalho de proteção à população maranhense”. Como foi no caso do motim dos bombeiros no RJ, a direção majoritária da ANEL mais uma vez apoia reivindicações que só servem para fortalecer o aparato repressivo do Estado.

Agora o debate aparece novamente, só que pior ainda. Para além de achar que se aliar aos bombeiros e policiais é o meio para combater o governo de Roseana Sarney, o faz em torno de uma profunda adaptação ao senso comum colocando a polícia como protetora da população.

Embora para os marxistas o Estado, por meio do seu aparato repressivo , seja um instrumento de dominação de uma classe sobre a outra, não precisa ser marxista para saber que o papel da polícia não é de segurança e nem proteção. Como comprovam os moradores do município de Bequimão- MA, que no ínicio desse mês quando lutavam pela reconstrução da ponte do Balandro, foram duramente reprimidos pela polícia e os bombeiros com seus helicópteros, bombas de gás lacrimogêneo e jatos d’agua. (http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=mMvDdP4A440).

Os trabalhadores e a população do Maranhão sofrem com a repressão policial desde a época da “Balaiada” (revolta popular e de escravos frente a miséria promovida pela crise do algodão duramente reprimida pela Guarda Nacional no período regencial) até os tempos atuais de dominação da “oligarquia Sarney”. Foram centenas de greves reprimidas e milhares de assassinatos no campo. Um verdadeiro massacre ao povo indígena e aos quilombolas. A polícia do Maranhão é a mesma polícia que no RJ o governo Dilma e Cabral utilizam para a militarização dos bairros e favelas, promovendo um genocídio a juventude negra. A mesma polícia que em Rondônia prende estudantes e professores em greve. E que na USP sitia o campus, prende lutadores e está a serviço de um projeto elitista e privatista de universidade.

Ao defender o aumento salarial e melhor condição de trabalho para as forças repressivas, a direção majoritária da ANEL se soma a oposição burguesa do Maranhão como o ex governador e prefeito de São Luis João Castelo (PSDB), a ex-secretaria de segurança Eurídice Vidigal, e nacionalmente fortalece políticos como Bolsonaro que estão na linha de frente para aprovação da PEC 300 no Congresso Nacional.  
Os estudantes só têm uma alternativa para lutar contra o Governo de Roseana Sarney e é a partir da aliança com os reais trabalhadores e o conjunto da população pobre, e não com os órgãos repressores do Estado que farão de tudo para desarma-los em qualquer tipo de resistência.

 Nesse sentido, felizmente a posição da ANEL-MA não é consenso dentro da Entidade. Na USP aonde milhares de estudantes estão em greve contra a presença da PM no campus quem diz que a PM está para proteger é a Reitoria, o governo Alckmin, a Veja e Reinaldo Azevedo, justamente para esconder o caráter de repressão ao movimento estudantil e os trabalhadores. Será que é diferente no Maranhão? Provavelmente não, a única diferença está no PSTU que em São Paulo diz lutar contra a PM, porém no Maranhão defende “as melhores condições de trabalho” para repressão com o argumento de garantir  segurança para a população.

Nós da Juventude às Ruas que construímos a ANEL não nos solidarizamos com a greve dos policiais e bombeiros no Maranhão, porque consideramos que os estudantes brasileiros devem seguir o exemplo dos jovens que em Tahir organizam milícias de auto defesa no processo revolucionário egícpcio contra a junta militar, e dos encapuzados do Chile que se enfrentam com a polícia na defesa da educação pública. Assim como não é possível democratizar o capitalismo, também não é a sua polícia, por isso defendemos a dissolução de todo os órgãos repressores do Estado. Exigimos que a Executiva Nacional se reúna e publique nossa posição nos materiais e site da Entidade, já que a ANEL deve ser uma instrumento de frente única dos estudantes possibilitando a maior forma de democracia interna e não sendo apenas um aparato difusor da política do PSTU.  

Felipe Campos- Membro da Executiva Nacional da ANEL pela Juventude As Ruas (LER-QI + Independentes)