Juventude às Ruas!

Fim do massacre ao povo palestino! Fim dos ataques do Estado de Israel à Faixa de Gaza! Palestina LIVRE!!

terça-feira, 22 de julho de 2014

Galinhada solidária dos estudantes para o fundo de greve



Há mais de 50 dias os trabalhadores da USP seguem uma corajosa greve contra as medidas anti-operarias da Reitoria, dentre elas o arrocho salarial imposto pelos 0% de aumento declarado pelo CRUESP. Em meio a ações de apoio aos metroviários de SP, aos operários da LEAR (fábrica argentina onde a patronal vem numa ofensiva reacionária contra os trabalhadores) e muita luta pela libertação dos presos por lutar em todo o Brasil, lembrando o nome de seu companheiro de trabalho Fabio Hideki, estes trabalhadores vem construindo uma das greves mais politicas e mais solidarias ao conjunto da classe trabalhadora e da juventude que se coloca nas ruas. 

Estes trabalhadores vem nos permitindo fazer um exercício de aliança operaria-estudantil que nos é muito caro e, na noite de ontem, em apoio a sua greve que concentra uma força especial no Hospital Universitário, nos juntamos aos trabalhadores com um jantar preparado por nós, estudantes da USP da Juventude Às Ruas e do Pão E Rosas, que apoiamos e ajudamos a construir não apenas essa greve, mas uma tradição de aliança operaria-estudantil pela via também de pequenas ações de solidariedade como essa. Usamos toda a nossa disposição e criatividade para fortalecer a luta operária, o que é também fortalecer a luta da juventude.

O dinheiro arrecadado com a Galinhada de ontem e todos as próximas refeições que levaremos serão destinados ao fundo de greve que os trabalhadores já vem construindo. Porque se vier corte de ponto, NÃO TEM ARREGO!

Estamos e estaremos ao lado de nossa classe nesta batalha até o final, e em todas as outras que virão!

Viva a aliança operária-estudantil!

Todos à greve da USP cercar os trabalhadores de solidariedade!



Contra a privatização da Companhia de Trólebus de Araraquara!

Os ataques sofridos pela CTA (Companhia de Trólebus de Araraquara) nos últimos tempos, com a entrega de linhas para a empresa privada Paraty e a precarização dos serviços oferecidos e das condições de trabalho da CTA, fazem parte de um plano programado de privatização, já em andamento, dos serviços públicos na cidade de Araraquara e região que, no caso do CTA, está em vias de se realizar completamente. Com a privatização completa deste serviço mais de 500 funcionários da CTA serão demitidos e terão seus direitos trabalhistas atacados.
Existe um grupo de trabalhadores se organizando para fazer frente ao processo. O programa proposto pelas organizações de esquerda, PSOL e PSTU, para o problema da CTA é um programa de viabilidade financeira que não se propõe a mobilização de trabalhadores e usuários, limitando a luta às vias legais, subordinando a “salvação” da CTA à mesma casta de políticos, que, em realidade, são os responsáveis por sua privatização. Assim, não dão peso à construção de espaços de deliberação dos trabalhadores pra que organizem sua própria luta.
Nós, da Juventude às Ruas e outros estudantes independentes da UNESP, panfletamos diariamente praticamente todas as trocas de turno (à 00h e às 4:30) focando nossa argumentação no arrocho salarial e na piora das condições de trabalho caso ocorra a privatização, nos métodos de luta da classe trabalhadora relembrando os exemplos dos garis do Rio e ABC, ressaltando sempre a expressa necessidade da auto organização desde às bases para sobrepor-se ao desmandos do patrão e do sindicato pelego. Com esse trabalho, somado a disposição de luta dos trabalhadores, conseguimos implodir a audiência pública que daria um passo decisivo no processo de privatização. Cerca de 100 trabalhadores compuseram a ação.
O transporte é um direito de todos, sendo a própria cobrança de tarifas um ataque àqueles que necessitam deste serviço para trabalhar, ter acesso à cidade, cultura, lazer, saúde, educação. A estatização dos transportes, inclusive das linhas da empresa Paraty, com controle pelos trabalhadores e usuários com custeio público deste serviço e o não pagamento da divida da empresa com empresas privadas são a única possibilidade frente aos ataques ao direito ao transporte público, gratuito e de qualidade. Agora, estamos ajudando a construir uma assembléia no dia 26 de Julho para que os trabalhadores consigam deliberar suas próximas ações.
CONTRA A PRIVATIZAÇÃO! ESTATIZAÇÃO DA PARATY SOB CONTROLE DE TRABALHADORES E USUÁRIOS!
MELHORES CONDIÇÕES DE TRABALHO E PASSE LIVRE JÁ!
ASSEMBLÉIA DE TRABALHADORES!
UNIDADE DOS TRABALHADORES CONTRA O PROJETO PRIVATISTA!

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Uma só classe, uma só luta. Nossa luta é internacional!

Estudantes e trabalhadores da Unesp em greve


A Juventude Às Ruas está ao lado dos trabalhadores, porque entendemos que a única forma de conquistar as demandas que tem a juventude hoje é lutando ao seu lado, que fazem tudo funcionar com seu trabalho, por isso são eles que podem mudar como as coisas são. Nesta perspectiva, atuamos ao lado do Movimento Nossa Classe em todas as greves e lutas operárias, mas a classe operária é uma só, em todo o mundo, o que torna nossa a luta de todos os trabalhadores.

Na Argentina, para responder à crise econômica, o governo aumenta os impostos e tarifas e as empresas começam a demitir trabalhadores, para manterem os lucros bilionários. Mas por trás de cada trabalhador há uma família que depende daquele salário para se sustentar, não podemos aceitar que passe nenhuma demissão! Sabemos que o ataque a um trabalhador é um ataque a todos a classe operária e um ataque também a juventude que está em luta!

A gigante norte-americana Lear corporation está demitindo 100 trabalhadores e suspendendo mais 100 sem pagar nada, o sindicato está ao lado da empresa e dos governos contra os trabalhadores que se estão se organizando para barrar as demissões, com diversas medidas de luta e apoio ativo da juventude e dos deputados dos trabalhadores da Frente de Esquerda e dos Trabalhadores - FIT.

Ontem, 16 de julho, os trabalhadores da Lear organizaram o segundo dia de luta nacional, com atos, piquetes e paralisações contra as demissões. Nós da Juventude às Ruas tiramos fotos em apoio nesse dia de luta, inclusive lado a lado dos trabalhadores em piquetes que fecharam as estaduais paulistas, onde os trabalhadores também estão em greve.

Viva a aliança operário-estudantil!
A classe operária é uma só, nossa luta é internacional!

Trabalhadores da Lear, sua luta é nossa luta! Todo apoio!

As demissões na Lear NÃO passarão! 




Estudantes e trabalhadores da Unicamp em greve


Estudantes da USP em greve



Trabalhadores da USP em greve


Estudantes do Amapá


Estudante de Araraquara em greve


Arte em apoio à luta dos trabalhadores da Lear


Mande sua arte em apoio à Lear: https://www.facebook.com/artistasenapoyoalear


Página de apoio aos trabalhadores da Lear: 

https://www.facebook.com/solidaridad.trabajadores.Lear

Juventude Às Ruas do Amapá rumo ao ENE e à 9ª Assembleia Nacional da ANEL

A Juventude Às Ruas no Amapá vem se organizando nos últimos dias para participar de dois eventos que irão ocorrer no Rio de Janeiro: o Encontro Nacional da Educação que será nos dias 8, 9 e 10 de agosto e a 9° Assembleia Nacional da ANEL!

Entendemos a importância da nossa participação em eventos de conjuntura nacional como esses. Eventos assim vem para ajudar os militantes que constroem a Juventude Às Ruas no Amapá a compreender e conhecer mais profundamente as bandeiras de luta levantadas nacionalmente, além de conhecer militantes de outros estados e junto com eles iniciar debates e críticas a situação do atual sistema de educação e decidirmos juntos sobre as nossas posições dentro da ANEL e os rumos que as lutas deverão tomar.
Após a primeira reunião realizada foi decidida e confirmada a nossa presença no encontro. Antecipamos a nossa campanha financeira pra evitar possíveis ataques da majoritária da ANEL-AP (PSTU), que na última assembleia priorizou as cadeiras a militantes do PSTU e simpatizantes do partido, apesar da participação dos atuais membros do Juventude Às Ruas nos pedágios.

Também divulgamos a nossa campanha financeira aos demais militantes. Iremos vender no Encontro e Assembleia camisetas (aceitamos encomendas), botons e gengibirra, uma bebida típica do Amapá (cachaça de gengibre doce).

ÀS RUAS

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Nota de Solidariedade ao PSTU no Amapá



A Juventude Às Ruas Amapá vem através dessa nota se solidarizar com os militantes do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) que na madrugada dessa segunda 14/08 tiveram sua sede invadida. Objetos foram revirados e além disso, eletroeletrônicos e documentos do partido foram furtados. Os militantes do PSTU não descartam a possibilidade que o ato seja de intimidação politica. Este partido no Amapá já tem um histórico de perseguição politica por fazer denúncias contra a atual prefeitura de Macapá dirigida pelo PSOL e por denúncias feitas ao Sindicato do transporte do Amapá (SETAP). Também por estar atualmente na direção do sindicato dos rodoviários do Amapá e também atuar nos movimentos sociais.

A Juventude Às Ruas repudia qualquer tipo de perseguição politica ou atentado a partidos de esquerda e movimentos sociais!

sexta-feira, 11 de julho de 2014

A Juventude Às Ruas está ao lado da Nossa Classe!


    Somos a Juventude às Ruas, um coletivo de estudantes que atuam no movimento estudantil, com a perspectiva de se ligar aos trabalhadores. Estamos lado a lado dos trabalhadores em todas as lutas operárias que vem acontecendo, como a greve dos garis do Rio e do ABC, a greve dos rodoviários e dos metroviários e agora a greve nas três estaduais paulistas, nas quais estamos em cada piquete, ato, atividade e assembleia. Muitos trabalhadores nos tem visto nos atos, trancaços e assembleias, assim como diariamente nos piquetes da COSEAS, da Reitoria, da Prefeitura, da Odontologia, do HU e também na colaboração com a organização do “cantinho das crianças” para que as trabalhadoras mães possam participar ativamente do movimento de greve.
    Atuamos sempre ao lado do Movimento Nossa Classe, pois acreditamos que única forma de conquistar as demandas da juventude é fazendo da aliança operário-estudantil nossa prática cotidiana,  não só em suas lutas mas também colocando o conhecimento que adquirimos na universidade à serviço de todos os trabalhadores e trabalhadoras que não podem entrar aqui. Foi com essa perspectiva que participamos da atividade organizada pelos trabalhadores da COSEAS e do SESMT sobre saúde do trabalhador e doenças ocupacionais. Lutamos no movimento estudantil para que todas as correntes também atuem dessa forma, pra que principalmente a gestão do DCE, composta pelo PSTU e pelo PSOL, partidos que também estão no movimento de trabalhadores, comece a atuar ao lado dos trabalhadores ativamente fortalecendo a sua luta e dos estudantes, como estamos fazendo.
    Nessa greve estamos desde o primeiro dia ao lado dos trabalhadores da USP, que são reconhecidamente uma das categorias mais combativas do país, porque não podemos deixar passar esse ataque brutal que é o 0% de reajuste salarial, sabemos que este é só o começo para precarizar, elitizar e privatizar ainda mais a universidade. Mas também porque entendemos que são os trabalhadores que fazem a universidade funcionar, e por isso são os únicos que podem transforma-la.
    Trabalhadores, nós da Juventude às Ruas estaremos sempre ao lado de vocês, estamos unidos na luta por um salário digno, pela universidade pública de verdade e para todos, por uma sociedade sem exploração e opressão. Estamos ao lado da Nossa Classe, a classe operária.
Abaixo a repressão, liberdade imediata a Fábio Hideki!
Viva a greve das trabalhadoras e trabalhadores da USP!
Viva a aliança operário-estudantil!


A terceirização humilha, divide e mata!
    A terceirização impõe que uma parte dos trabalhadores recebam salários menores, não tenham direitos básicos como vale transporte, vale refeição, assistência médica, que tenham condições de trabalho precarizadas e com isso tenham suas vidas precarizadas. São muitos os acidentes de trabalho, recentemente uma terceirzada da Higilimp (que presta serviço também para USP) morreu limpando o banheiro no metro porque não pode ir ao médico, pois mesmo com atestado médico perderia o dia e a cesta básica.
    A maior parte dos postos de trabalho terceirizados são ocupados por mulheres negras, que sustentam suas famílias com dificuldade, elas não tem direito nem ao circular na USP, imagina então direito à creche. Sabemos que os governos, reitorias e empresas fazem isso para lucrar bilhões em cima da semi-escravidão, mas principalmente para dividir os trabalhadores, enfraquece-los, impedir que se unam os efetivos e terceirizados na mesma luta por seus direitos. Não podemos mais permitir isso! Eles já trabalham aqui há anos indo de empresa a empresa, precisam ser efetivados sem concurso público. Os efetivos estão recebendo 0% e os terceirizados muitas demissões, a luta é uma só.
Basta de demissões aos terceirizados!
Efetivação imediata de todos sem concursos públicos!
A classe operária é uma só, e unida é muito mais forte!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

AS DIREÇÕES PRÉ-JUNHO

Uma polêmica aberta com PSTU, PSOL e o Levante Popular da Juventude, que rompe com a greve, mas não rompe com a Dilma.







             A Universidade de São Paulo tem passado nas últimas semanas por uma das maiores greves de sua história. Com dezenas de unidades paralisadas por diversos campi espalhados pelo estado, com unidades que há mais de 20 anos não paravam, como o Hospital Universitário. Com um comando de greve fortalecido que vem dirigindo a mobilização desde as bases, os funcionários da USP vêm sendo ponta de lança desse movimento. Mesmo com o CRUESP se mantendo intransigente nas negociações, essa fortaleza construída pouco a pouco pela força independente dos trabalhadores continua erguida e promete ultrapassar o mês de julho com a mesma força de antes. Diante desse decisivo cenário, a entidade representativa dos estudantes, o DCE, vem boicotando espaços abertos e democráticos do movimento e implementando sucessivas tentativas de implosões desses espaços, se retirando de dois desses fóruns, um em um comando de greve e outro em uma Assembleia Geral, e desde então não participando de outras instâncias do movimento estudantil.
                    Nós da Juventude Às Ruas queremos problematizar com o conjunto do movimento estudantil da USP e das outras duas estaduais paulistas as atitudes da atual gestão do nosso DCE. Na verdade não se trata de nada novo. Nos últimos anos vimos as mesmas correntes que hoje compõem a atual gestão do DCE, sendo elas RUA, Juntos! e PSTU, se retirando de Assembleias quando encaminhava-se alguma questão política que eles discordavam. Em uma das primeiras reuniões do comando de greve, quando os espaços abertos do movimento ainda estavam cheios, com delegados que representavam mais de 1500 estudantes presentes em assembleias de curso, o DCE decidiu se retirar após uma votação que eles discordavam. O comando deu continuidade e votamos a mesa da Assembleia Geral da semana seguinte, e o DCE quase implodiu aquela Assembleia por discordar da composição da mesa. Dias depois, na faculdade de Direito do Largo São Francisco, novamente os coletivos Juntos! e PSTU que compõem a gestão do DCE deslegitimaram um fórum legítimo do movimento estudantil se retirando da plenária antes mesmo de ocorrerem falas. Após esses acontecimentos, Juntos!, RUA e PSTU não participaram dos espaços abertos do movimento, como comandos de mobilização ou chamar Assembleias Gerais. Não vimos até agora nenhuma nota pública esclarecendo os acontecimentos.
          O movimento estudantil da USP deve se organizar frente a tudo o que vem acontecendo! Estamos diante de uma crise orçamentária que impacta profundamente a conjuntura das universidades públicas e que fez deflagrar uma greve histórica na USP, Unesp e Unicamp! Há uma mobilização surpreendente por parte dos trabalhadores da Universidade!  Estamos em um momento político no qual trabalhadores e jovens do Brasil inteiro se levantam por seus direitos! Em contrapartida, vemos claramente um avanço na repressão por parte da polícia e dos governos (como a prisão de Fábio Hideki e as 42 demissões do Metrô) e a Copa do Mundo a cada dia que passa extrapola ainda mais as contradições sociais no país. Desde o começo da mobilização, no final de Maio deste ano, nós da Juventude Às Ruas viemos construindo os espaços abertos do movimento com o intuito de levar a frente as pautas estudantis em unidade com os trabalhadores. A única maneira de fazer frente aos ataques que a reitoria desferiu (cortando bolsas, demitindo terceirizados, congelando contratações, cortando pesquisas, etc.), seria através da mobilização organizada a partir das assembleias de base. Defendemos nessas assembleias a necessidade de se abrir o livro de contas da universidade e das fundações privadas; a construção de um novo estatuto universitário, que coloque em xeque a atual estrutura de poder arcaica e antidemocrática, que concentra suas forças no reitorado e no Conselho Universitário; a democratização radical do acesso, através da implementação imediata de cotas raciais proporcionais ao número de negros no Estado e do fim do vestibular e da estatização das universidades privadas, fazendo com que todas as vagas particulares hoje se transformem em vagas públicas; defendemos a permanência para toda a demanda estudantil e a devolução imediata dos blocos K e L; a construção de creches para mães estudantes e trabalhadoras, de acordo com a demanda.
        Mas infelizmente a atual gestão do DCE atuou contra a construção e massificação da mobilização estudantil desde o começo do ano. Alguns meses depois das mobilizações de junho, em ano de Copa, quando lutas em respostas aos cortes de Zago eram uma necessidade óbvia, a primeira assembleia do ano aconteceu no fim de maio e votou greve sem qualquer tipo de preparação. Na assembleia seguinte, o DCE votou contra a conformação de um comando de greve com delegados eleitos nas bases para organizar e ampliar a greve, proposta defendida por nós, outras correntes e centenas de estudantes independentes que felizmente foi vitoriosa. Hoje, barra qualquer possibilidade de organização mínima dos estudantes ao votar sucessivamente contra a realização de Assembleias de curso (como na Letras, mesmo quando havia cerca de 100 pessoas presentes na plenária da noite), boicotar as deliberações de Assembleia Geral (como os atos em defesa dos metroviários), e implodir os espaços que deveriam servir de ferramenta para organizar a luta.
                   Esse tipo de atitude é recorrente por parte do Juntos! e do PSTU (e o RUA acaba indo atrás) quando eles não conseguem controlar o movimento, quando a mobilização ultrapassa e supera suas direções. A resposta que dão é que 500 pessoas em uma Assembleia não vão derrotar o governo do Estado. Também achamos que não, por isso construímos a Assembleia da melhor maneira possível para que a próxima seja muito mais cheia. Por isso vamos aos atos por cotas, atos em defesa da EACH, atos pela readmissão dos metroviários. Por isso tentamos levar a frente às deliberações de Assembleias de base e construímos o comando de greve. O movimento estudantil caminha para um questionamento importante acerca do acesso e da permanência na Universidade, exigindo Cotas raciais e permanência para toda a demanda. A aliança com os trabalhadores da Universidade e outras categorias só aumenta. E a gestão do DCE vem sucessivamente desrespeitando as centenas de estudantes sinceros que veem na mobilização uma saída para os problemas estruturais da Universidade, e mesmo da sociedade.
              Na Copa está tendo luta, mas não das correntes que hoje compõem o DCE. Enquanto dezenas de ativistas estão sendo presos em atos de rua, metroviários e rodoviários estão sendo demitidos, estudantes da USP apanhando violentamente da polícia nos atos de rua, o DCE prepara-se para as campanhas eleitorais de fim de ano. Não é essa entidade que queremos!
                  Como não podia ser diferente, O Levante Popular da Juventude não só tem postura semelhante ao DCE frente a recente mobilização estudantil, como declara isso abertamente e tenta transformar a traição em virtude para, como sempre, se colar com os estudantes que são contra o movimento estudantil. Na carta eles dizem que os espaços como Assembleias Gerais e comando de greve estariam "distorcendo a real correlação de forças políticas” existente na base da universidade. Na prática isso significa boicotar esses espaços e construir o CCA (Conselho de Centros Acadêmicos, uma espécie de parlamento estudantil onde o poder de decisão é restrito aos centros acadêmicos). A questão é, porque a organização por cima seria mais eficaz do que a mobilização em Assembleias Gerais sendo que as primeiras Assembleias continham cerca de 1000 estudantes? Porque os CA's seriam mais aptos a mobilizar as bases dos cursos agora, no final do semestre e não antes? Porque as assembleias com 500 pessoas não eram mais suficientes para o LPJ e o DCE? Achamos importante costurarmos a mobilização com os Centros Acadêmicos, inclusive fazer um chamado amplo que aos CA's de cursos não mobilizados a fazerem assembleias de curso e construírem a greve desde a base. Uma coisa não pode ocorrer em detrimento da outra, mas infelizmente é o que vem ocorrendo. Essas correntes vivem no pré-junho, no período anterior à greve dos garis, têm uma dificuldade enorme de ver que a organização superestrutural, por cima, distante das bases, não encontra mais espaço. A consciência da juventude e dos trabalhadores mudou e todos querem ser sujeitos da transformação. Nós da Juventude Às Ruas sempre defendemos a organização desde as bases e é por meio destes espaços que os estudantes fazem sua política, pois neles está garantida a democracia direta em que se apoia o movimento estudantil. Mesmo quando estes espaços não representam toda a diversidade da base, eles permanecem sendo nossas ferramentas mais avançadas de organização, portanto, nossa luta se direciona para a ampliação destes espaços a todos os estudantes da USP, para que estes estudantes se sintam representados e tomem os fóruns do movimento para si, os legitimando, e não o contrário, que é romper com a auto-organização dos estudantes em plena greve dos três setores, numa tentativa de deslegitimar os fóruns do movimento estudantil.

O Levante Popular da Juventude não rompe com o governo Dilma.


    Enquanto o PSOL e PSTU atuam como entrave para a mobilização nas estaduais paulistas, o Levante Popular atua em apoio envergonhado ao governo federal. Eles rompem com a greve da USP, mas não rompem com a Dilma. Rompem com as instâncias do movimento estudantil para conter as mobilizações grevistas durante a Copa, pois sabem do perigo que representa uma greve forte na USP para o governo do PT, ainda mais se essa greve avança e dá novos exemplos de luta às outras categorias, como fizeram os Garis do RJ no carnaval, que abriram espaço para uma ascensão grevista em abril e maio. Rompe com as instâncias da greve, mas não rompe com o apoio sistemático ao projeto de educação precária do governo federal, como o REUNI (contra o qual as greves das instituições federais da educação já se levantaram diversas vezes) e nem rompe com o projeto privatista da educação, no apoio ao PROUNI, onde o governo paga milhões aos grandes monopólios da educação por uma vaga na universidade privada, reforçando o caráter de mercadoria da educação, ao invés da maior criação de vagas nas universidades públicas.

  Nós da Juventude Às Ruas, junto de outros coletivos e estudantes independentes, estamos construindo ativamente os fóruns do movimento estudantil porque acreditamos que é possível reverter o esvaziamento da greve estudantil frente ao período de “férias” e Copa e retomar uma mobilização forte neste começo do segundo semestre. Mas também porque sabemos da importância que faz o apoio do maior número possível de estudantes a heroica greve de trabalhadores da USP que se mantêm firme. Convidamos todos os estudantes a participarem das atividades dos trabalhadores, como os piquetes, as reuniões de unidade, os atos, as assembleias. Levemos a aliança operário-estudantil a frente porque para conseguirmos barrar os cortes orçamentários, abrir os livros de contas, democratizar o acesso à Universidade, lutar pela permanência, libertar Fábio Hideki, readmitir os 42 metroviários, nós precisamos de muito mais. À luta que continua em julho!

Nossas ideias são a prova de tudo


Depoimento do estudante de Filosofia e Letras da UBA e militante da Juventude do PTS, Facundo Gomez, sobre a repressão que sofreram os estudantes e trabalhadores que cortavam a Rodovia Panamericana ontem, em protesto contra as demissões de 200 famílias pela empresa Lear, na Argentina.





Hoje parei no hospital, resultado da repressão na Panamericana. Além das balas de borracha que recebi, uma dessas mulas das empresas me agarrou por trás e me derrubou à base de cacetetes no chão. Mulas dos patrões. Dizem que atuam para “defender o povo” e são os primeiros cachorros raivosos a irem reprimir os trabalhadores que lutam para manter seus postos de trabalho. Enviados pelo governo “dos direitos humanos”, que defende empresas como a Lear, empresa yanki que para aumentar seus lucros demite trabalhadores e substitui sua produção importando de fábricas de outros países para abastecer a Ford e deixar 200 famílias na rua.

Sinto muito orgulho das minhas companheira do Pão e Rosas e das dezenas de trabalhadoras que resistiram desde o primeiro momento. Ficou claro que se esses miseráveis não estivessem protegidos atrás de seus capacetes, escudos e cacetetes minhas companheiras teriam passado por cima deles, por que elas, assim como meus companheiros da Juventude do PTS, tem convicção e moral, coisa que a polícia não tem, por não serem nada mais que ratos treinados para reprimir trabalhadores, estudantes, mulheres guerreiras e todos que saem em luta por seus direitos.

Quero contar também uma coisa muito importante: a solidariedade operária que encontrei à caminho do hospital. Primeiro nos acompanhou por alguns quilômetros um vizinho do bairro onde nos refugiamos depois de sair da repressão. No carro, ele mostrava sua indignação com a repressão de hoje contra os trabalhadores da Lear e a de ontem contra os trabalhadores da EMFER, e dizia que deveríamos ter corrido para o meio dos carros que estavam parados na Panamericana para que os custos da repressão fossem ainda maiores. Uma vez no Hospital Pacheco, um trabalhador voluntário nos disse que além de trabalhar alí, também dava aulas de história. Ele nos disse que a luta deles é contra o Scioli (governador da província de Buenos Aires pelo Partido Justicialista), que precarizou os hospitais e as escolas. Nos disse que todo o hospital viu a repressão, que todos sabem o que está acontecendo na Lear e muitos eram apoiavam a luta, que faz uma semana que passam pela porta da fábrica e vêem o acampamento dos trabalhadores.

Literalmente, me disse que “esse governo fala do macrismo e eles são piores. Obrigadas meninos por fazerem o que fazem”. O médico que me fez os curativos também estava indignado. Mais tarde a polícia chegou no hospital, queria saber quantos éramos e que feridas tínhamos. A médica da clínica se levantou e perguntou para uma companheira do Hospital Garrahan “O que querem esses desgraçados? Outro Kosteky e Santillán?” (dois jovens assassinado por tiros da polícia nas mobilizações de 2001 contra a crise, num bloqueio de uma ponte). Depois disse que a seus chefes e a polícia que terminantemente não daria nenhum informação e mandou que eles saíssem.

Mostras contundentes da solidariedade operária, da solidariedade de classe, em apenas algumas horas. Que continuem mandando a polícia, os caminhões de água, os cachorros, as balas e os cacetes. Nada vai barrar a força dos trabalhadores quando se unem. Nada vai parar os estudantes como nós que lutamos lado a lado com eles. Como mostramos hoje, a partir dos centros acadêmicos de Filosofia, Sociais e Psicologia, nossas ideias são a prova de tudo, verão a classe operária no poder!

VIVA A LUTA DA LEAR! VAMOS PELA REINCORPORAÇÃO DE TODOS E TODAS!

VIVA A ALIANÇA OPERÁRIO-ESTUDANTIL!
VAMOS VENCER COMPANHEIRXS!


Veja o vídeo da repressão aos estudantes: https://www.youtube.com/watch?v=9HWuMF7yU9I
Outros vídeos da repressão na Panamericana: 

https://www.youtube.com/watch?v=G9mK-vZx_Fc&feature=youtu.be 

- https://www.youtube.com/watch?v=uJUqhj7hF4g&feature=youtu.be

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Ocupação e reintegração de posse em Araraquara: Abaixo a repressão aos estudantes em luta!

A ocupação de 2007 da Diretoria da FCL (Faculdade de Ciências e Letras) – Araraquara ocorreu contra a repressão na UNESP e os decretos do governador José Serra que ameaçavam a autonomia das universidades estaduais. Os decretos tinham o objetivo de aprofundar a dependência do conhecimento universitário aos interesses de grandes empresas. A reintegração de posse, ocorrida em 2007, é um símbolo da intransigência do Estado contra as/os lutadoras/es, pois foi a primeira entrada da Polícia Militar em uma universidade pública desde o período da Ditadura Militar. 
No dia 20 de junho de 2014, exatamente 7 anos após a reintegração de 2007, a Polícia Militar entrou novamente na UNESP - Araraquara, a pedido da atual direção, para cumprir um novo mandato de reintegração de posse à Ocupação da Diretoria da FCL da UNESP – Araraquara. Dessa vez, a ocupação da diretoria faz frente à crise programada que vêm sendo implantada nas três estaduais paulistas como parte de um projeto, em andamento, de privatização da universidade pública, transformando-a em um pólo de serviços.
Esse projeto inclui o desmonte do caráter social da universidade e o aprofundamento da relação com os interesses privados e reflete-se, para as/os estudantes, no descaso com a política de permanência estudantil, no desmonte do tripé universitário (ensino, pesquisa e extensão) - precarização dos cursos, aumento das restrições à autonomia universitária e cortes massivos no número de bolsas de extensão - e repressão sistemática às/aos estudantes em luta. Às/aos trabalhadoras/es, os ataques desse projeto são observados nas políticas salariais (o reajuste salarial deste ano foi de 0%) e no aprofundamento da terceirização, que é uma forma de precarizar e fragmentar a classe trabalhadora.
A pauta motora da ocupação foi a expulsão de 38 estudantes da moradia estudantil por critérios arbitrários, como rendimento escolar (aplicado neste caso em uma bolsa socioeconômica!) para eliminar estudantes pobres do programa de permanência e utilizar desta “solução” absurda para abrir vagas às/aos cotistas e intercambistas, em detrimento da real solução que é a ampliação dos números de vagas na moradia estudantil à todas/os aquelas/es que necessitarem. A elitização da universidade colocada em prática pelos governos e reitorias, além de impedir a entrada das/os negras/os e pobres através do filtro social do vestibular, impede também que os poucos que entram na universidade, mesmo que através da baixa porcentagem de cotas, não possam continuar seus estudos pela questão da permanência estudantil, ou seja, por não terem como morar, comer, ou estrutura básica para poderem estudar.
A crise orçamentária anunciada nas universidades paulistas tem em seu contexto os abusivos salários de uma casta de burocratas que regem essas universidades e definem seus rumos. Esta burocracia, intimamente atrelada ao governo estadual, gasta grande parte do orçamento das universidades em favorecimento do interesse de empresas privadas nas pesquisas universitárias e também é constantemente acusada de desvios de verbas, improbidade administrativa ou envolvimento com cartéis e propinas, além dos gastos faraônicos com edifícios que não servem ao ensino e com seus próprios luxos pessoais. Diversos destes burocratas são donos de empresas privadas de limpeza e segurança que prestam serviço às universidades públicas, ou seja, são os primeiros a imporem aos trabalhadores sua fragmentação e a não terem interesse no fim da terceirização e incorporação das/os terceirizadas/os ao quadro do funcionalismo público. E mais, esta corja burocrática, culpada pela crise orçamentária, impõe agora um reajuste de 0% no salário das/os trabalhadoras/es, abaixo até da inflação, como um claro ataque àquelas/es que movem a universidade e que mais dependem de seus salários, e sem sequer abrir as contas das universidades, para que a população tenha acesso a real situação e ao destino do orçamento público da educação superior.
Às/aos estudantes que se colocam em luta contra esse projeto, a política das reitorias e diretorias é a criminalização e perseguição política, seguindo à risca a política dos governos estaduais e federal de repressão aos movimentos e entidades sociais. A greve das/os metroviárias/os de São Paulo, por exemplo, demonstra que a posição dos governos não é a do dialogo, mas sim a da repressão, aplicada no ataque feroz da Polícia Militar aos piquetes e atos das/os trabalhadoras/es do Metrô, na criminalização legal da greve, nas multas milionárias ao Sindicato dos Metroviários e, principalmente, nas 42 demissões das/os trabalhadoras/es grevistas, já anunciando qual seria a resposta do Governo estadual para a luta nas UNESP. 
Em resposta à greve de 2013, existem mais de 100 processos administrativos abertos contra estudantes da UNESP e alguns tantos outros processos na justiça comum. Durante essa ocupação, 5 estudantes receberam mais um processo acusando-os de ameaça, turbação e esbulho possessório. Depois de negar-se inúmeras vezes ao dialogo, numa política orientada pelo CRUESP, a diretoria da FCL – Araraquara, representada por Arnaldo Cortina, impôs a reintegração de posse via o braço armado do Estado, o que mostra que o “dialogo” com comunidade e as/os estudantes só será feito pela Polícia Militar.
A greve da educação superior se estende pelo Estado de São Paulo, fortalecida de piquetes das/os trabalhadoras/es e com amplo apoio estudantil. Este ataque não ficará sem resposta e lutaremos para que a greve se unifique cada vez mais entre as três universidades e os quatro setores que as compõe, para que assim alcancemos tanto as demandas estudantis e de trabalhadoras/es, como uma universidade aberta a todas/os e à serviço da classe trabalhadora e do povo pobre e oprimido.

- Contra a repressão ao movimento estudantil! Pelo fim das sindicâncias!
- Nenhuma punição às/aos estudantes detidos na reintegração de posse da Unesp de Araraquara! Negociação já!
- Foram PM das Universidades, periferias, favelas e das nossas manifestações! Pelo fim da polícia!


Juventude às Ruas Araraquara

segunda-feira, 9 de junho de 2014

CARTA AO MOVIMENTO ESTUDANTIL NACIONAL - reitoria ocupada da UFMG


Nós, estudantes da UFMG, que estamos ocupando a reitoria da universidade neste momento, nos solidarizamos com todas as lutas estudantis e de trabalhadores que vem acontecendo pelo país, e nesse sentido expressamos o nosso mais amplo apoio à todas estas lutas e repudiamos qualquer tipo de repressão.
Desde a luta dos metroviários de SP, entre outras, os governos mostram o seu caráter de defensores dos lucros e interesses dos grandes empresários e burocratas. O seu braço armado, a polícia, a cada dia mais mostra o quanto pode ser violenta na repressão à luta dos trabalhadores, dos estudantes e do movimento social. Assim como todos estes, também estamos sofrendo repressão, perseguições e processos por parte da reitoria e da polícia, inclusive pela ocupação do ano passado. Junto a todos estes, gritamos também: ABAIXO A REPRESSÃO!
Através desta, viemos trazer nossa mais ampla solidariedade aos estudantes e trabalhadores das estaduais paulistas, USP, UNICAMP e UNESP, que estão travando uma forte greve contra o arrocho salarial promovido pelo governo PSDB e contra a privatização e elitização da universidade. Nos solidarizamos também com os estudantes da UNESP – Araraquara, que neste momento estão ocupando a diretoria de sua faculdade. Também queremos nos colocar ao lado dos estudantes da UFVJM (Diamantina), que estão ocupando um prédio inacabado da moradia universitária e lutando por permanência estudantil. Enviamos também todo o nosso apoio à luta dos estudantes da UERJ, que, por motivos semelhantes aos nossos, estão lutando contra a utilização do seu campus pela FIFA. Aos estudantes ocupados na reitoria da UnB todo apoio! Pelo atendimento de todas as reivindicações!
Ocupação da Reitoria / UFMG
Belo Horizonte, 08 de junho de 2014