Juventude às Ruas!

Fim do massacre ao povo palestino! Fim dos ataques do Estado de Israel à Faixa de Gaza! Palestina LIVRE!!

sábado, 28 de fevereiro de 2015

NOTA DE APOIO À LUTA DAS E DOS ESTUDANTES DA EACH EM DEFESA DOS ESPAÇOS ESTUDANTIS

     Quarta-feira 25/02, dezenas de estudantes da EACH USP (USP Leste) organizadas/os em assembleia decidiram pela ocupação do espaço da incubadora no campus. As/Os estudantes reivindicam um espaço estudantil que atenda as suas demandas, já que o espaço que eles tinham foi desapropriado pela direção em pleno período de férias do início do ano (dia 27/01), sendo essa a terceira vez que a direção ataca os espaços estudantis nos últimos 3 anos. Não é de hoje os esforços do movimento estudantil do campus de dialogar (sem resposta) com a direção em seus órgãos representativos exigindo que se debatesse essa questão que vem se arrastando há tanto tempo, por isso consideramos essa uma luta legítima em seu conteúdo e método.
      Os espaços estudantis (e de trabalhadores) são de extrema importância para a organização política e socialização. Por isso, nós da Juventude Às Ruas! nos colocamos lado a lado a esses lutadores e lutadoras, apoiando e construindo a mobilização junto com esses que já começaram o ano em movimento, e em plena calourada estão se mobilizando.
     Apenas com a luta poderemos arrancar os nossos direitos, não somente o espaço estudantil, mas também a descontaminação da EACH, verdadeiros programas de permanência e tantos outros problemas vivenciados pelo conjunto dos setores que realmente constroem a universidade. Chamamos a todas as organizações e entidades a apoiarem política e financeiramente essa luta legítima.


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Juventude Às Ruas realiza importante oficina na USP




Nesta quarta-feira, dia 25/02, ocorreu a primeira atividade da Juventude Às Ruas da USP em 2015, onde realizamos uma oficina com o tema "Nem água na torneira, nem pátria educadeira".


Em formato de roda de conversa, a discussão foi aberta por Odete, estudante de Letras da USP, que nos forneceu um completo panorama das lutas que se apresentam na universidade hoje, onde os cortes dos governos já começam a ser sentidos e os problemas tendem a se aprofundar, como é o caso da crise hídrica que já atinge também as universidades e pode ter graves consequências para seu funcionamento.


Os cortes do governo precarizam a universidade também com as recentes demissões de trabalhadores, em que o REItor Zago deu inicio ao Programa de Demissão Voluntária que já teve mais de mil e quatrocentos funcionários adeptos sem que seus postos de trabalho sejam preenchidos por novas contratações, o que gerou fechamento de bandejões, não abertura de vagas nas creches e uma crescente precarização das condições de trabalho na USP.


Também pudemos ter mais acesso às informações sobre este sucateamento das condições de trabalho na universidade com o relato de Babi, trabalhadora do Hospital Universitário, que além de nos contar sobre as importantes batalhas que fizeram na greve do ano passado para defender a saúde pública da região, o que unificou os trabalhadores e lhes deram força para vencer, também nos apresentou a situação degradante em que os trabalhadores se encontram hoje no HU, por conta dos ataques da REItoria e do governo que buscam sua privatização e sucateamento.


Outro importante debate que fizemos em nossa oficina, com a presença da Patrícia, trabalhadora da FFLCH, foi o caso da Biblioteca da faculdade, que nesta semana de calourada se encontra fechada por causa de contaminação cancerígena em alguns de seus livros. Isso levou os trabalhadores a terem que enfrentar a direção de Sergio Adorno para que os livros fossem isolados e os funcionários não sofressem mais com os problemas de saúde que a contaminação já vinha gerando. Patrícia nos relatou a força que os trabalhadores vinham tendo neste conflito, assim como a intransigência da direção, que não queria retirar os livros contaminados da biblioteca mesmo sabendo do risco à saúde eles representam.


Contamos em nossa roda de discussão com professores da rede estadual de ensino, que nos apresentaram a calamidade que se encontram as escolas devido a não contratação de professores neste ano. Com salas superlotadas, professores desempregados, e o ensino público atacado como um todo, as professoras presentes nos deram a perspectiva de que a categoria entre em greve já na sua primeira assembleia do ano, dia 13/03. Isto será um primeiro momento importante de luta contra os ataques do governo, onde os professores de São Paulo poderão seguir os professores do Paraná, que deram verdadeiras aulas de como se luta contra os cortes: fazendo greve, indo às ruas e ocupando assembleia legislativa para barrar os pacotes de ajustes que o governo de lá queria implantar.


Os ingressantes saudaram a oficina como um espaço muito importante de discussão, apresentando a vontade de levar aquelas informações para todos os que estão entrando na universidade esta semana, reforçando a perspectiva de que este ano será necessária uma ampla unidade entre nós estudantes, com profundos debates, para que possamos fazer frente aos ataques dos governos à educação pública e às condições dos trabalhadores em geral.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

A crise da UERJ precisa de uma resposta à altura

Por Carolina Cacau, coordenadora do Centro Acadêmico de Serviço Social da UERJ e militante da Juventude Às Ruas.



A UERJ está em uma imensa crise. Atrasam bolsas estudantis e dos residentes, atrasam salários dos técnicos e professores contratados, constantes quedas de energia, salas de aula sem climatização em meio a um verão com recorde de calor, déficit de professores e neste momento a escandalosa situação de centenas de famílias que passam fome pelo atraso de já dois meses nos salários dos terceirizados da limpeza, manutenção e segurança. E esta situação, se não a derrotarmos tende a se repetir e piorar nos próximos meses.


Esta precarização da universidade atinge a toda educação e a saúde da população atendida pelo Hospital Pedro Ernesto, mas antes de mais nada atinge os negros. Justamente na universidade que era um símbolo nacional por ser a primeira universidade a ter cotas, quem fica sem salários são os terceirizados, em sua maioria negros, e os bolsistas, que são em uma grande parcela justamente os negros cotistas. Ou seja esta precarização da UERJ é também sua elitização e “embranquecimento”.


Quem faz estes ataques? O reitor Vieiralves que atua de forma ditatorial na universidade, fazendo tudo via decretos e sem a menor discussão com a comunidade universitária sobre o que deve ser priorizado, como ela deve funcionar. E isto é feito sob as ordens do Governador Luiz Fernando Pezão que está implementando um corte em todo o funcionalismo. Ele anunciou um corte de 25% no orçamento de custeio em todas as áreas no Estado do Rio de Janeiro. Com a queda da arrecadação no estado do Rio de Janeiro pretendem arrochar os salários, cortar verba nos serviços públicos, como na saúde e educação, aumentar várias tarifas e impostos, como luz e transporte, ao mesmo tempo continua milionárias isenções de impostos às grandes empresas e continuam as obras faraônicas das Olímpiadas, entre outras.. Na UERJ, UEZO e UENF, o ataque vai atingir maiores proporções: na última semana Pezão declarou que cortará 144 milhões das estaduais. Ou seja a atual situação da UERJ só tende a piorar.


Um ataque neste nível exige uma resposta à altura: a perspectiva que estudantes, trabalhadores e professores construam uma grande greve massiva, que mobilize dezenas de milhares em cada unidade e curso para barrar este ataque. É preciso que uma forte greve de todos os setores da universidade que permita defende-la mas também reorganizá-la, democraticamente, escolhendo sua forma de funcionamento, financiamento, etc. Para avançar em organizar uma força e perspectiva como esta que nós propomos todos os setores da universidade: estudantes, funcionários, professores, terceirizados, trabalhadores do Hospital Universitário Pedro Ernesto, e CAP à construir um Congresso da UERJ que debata a luta que precisaremos travar e um programa com o conjunto da universidade para responder a crise. Um espaço como este é fundamental para a construção da luta e que fortaleça com uma saída de fundo a greve em unidade desde a base de todos setores.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Os encochadores e o machismo de cada dia

por Letícia Oliveira

Foto UOL

Nos últimos dias recebemos a denúncia de que havia um grupo público do Facebook intitulado "Encochadores" divulgando matérias e histórias repugnantes de casos de assédio sexual nos transportes públicos. Tal grupo defende e propagandeia essa prática livremente pela web sem nenhum tipo de punição ou investigação.

Os encochadores e o machismo de cada dia
Após horas e horas de expediente de trabalho, mulheres em todo o país são forçadas pela péssima qualidade do transporte público a pegar ônibus, trens e metros extremamente lotados. A prática de assédio sexual, a qual faz referência esse grupo do Facebook, é um dos maiores medos de cada trabalhadora em nosso país. É certo dizer que quase toda mulher já passou por isso em uma ida ou volta ao trabalho, e que sentiu-se totalmente indefesa para evitar tal abuso. De fato, o que se pode fazer? Em um transporte tão lotado, não há muito para onde fugir, e por vezes diversas mulheres, como me foi testemunhado a partir das denúncias que abrimos no Facebook, desistem de fazer qualquer coisa e torcem para que o abuso da "encochada" acabe o mais rápido possível.
Os "encochadores" relatam livremente a sua repugnância: "meu junior durasso pra fora da cueca... só sei que na plataforma da estação anhangabaú eu já estava cutucando a polpa da bunda esquerda dela bem a vontade esfregando de leve... quando entramos lá dentro me posicionei e já mergulhei meu pau deitando no meio da bunda dela... a que sensação d bem estar maravilhoso... rs... dai eu deixei ele reto e entuxava no meio dela a calça entrou mais ainda... rs... ela quieta o tempo todo até a estação carrão na saida apertei a bunda dela... aaaahhhhhhh... fiquei com essa ecochada até agora no pensamento... rs".
Independentemente das denúncias realizadas por uma série de mulheres, o Facebook mantém a página ativa, alegando que "não fere os princípios de comunidade do Facebook".
Ao fazer uma alegação como essa o Facebook nos leva a compreender ainda melhor uma triste realidade: no machismo de cada dia, que perpassa todas as relações, principalmente as de trabalho, abusos como este estão muito longe de ser considerados por qualquer empresa ou grande corporação como uma violência como de fato é.
O prazer que estes homens sentem não é nem de longe um desvio social. É apenas uma expressão mais aguda do que a sociedade nos educa todos os dias através das relações de trabalho e da ideologia dominante presente em cada filme, novela, propaganda ou jornais produzidos pelas grandes corporações de imprensa. Aprendemos em todos esses espaços que a mulher vale muito pouco ou quase nada, recebendo em média 2/3 do salário de um homem, e se for negra, menos da metade do salário de um homem branco.

Reagir ou não reagir, eis a questão
As mulheres vivem todos os dias de sua vida com a ameaça constante de algum tipo de violência moral, sexual ou doméstica. O Brasil lidera os rankings de casos de violência, tendo totalizado no primeiro semestre do ano passado mais de 260 mil denúncias de violência doméstica. No ano passado, o IPEA revelou que a cada 90 minutos uma mulher é assassinada no Brasil vítima de violência doméstica. Em 2013, o Sistema Único de Saúde brasileiro recebeu cerca de 2 mulheres por hora com sinais de violência sexual, totalizando mais de 2300 casos, sem contar as mulheres atendidas no sistema privado e as multidões de mulheres que por vergonha deixam de procurar auxílio médico nesse tipo de situação.
Por essa realidade, não são poucas as mulheres que evitam andar sozinhas durante a noite, usar roupas curtas ou envolver-se com pessoas desconhecidas. Apesar de corretas em sua prevenção, essas medidas dão a entender que o problema da violência sexual é culpa da própria mulher. Que seus hábitos e vestuário são os grandes culpados por aquele trauma, quando na verdade o culpado por toda essa violência que sofremos é um sistema econômico que desenvolve uma ideologia machista totalmente favorável a sua dominação.
Ao convencer o conjunto dos trabalhadores de que as mulheres são inferiores, facilitam a super exploração de metade da humanidade e economizam com serviços que, se não cumpridos pelas mulheres, sairiam bastante caros para esses que precisam de tanto lucro, como são os serviços de lavanderia, cuidado de filhos e idosos, alimentação etc.
Contra a sua própria responsabilização sobre cada um desses casos de violência, o Estado burguês nos culpabiliza ao passo que cria Globelezas e mulheres submissas em suas novelas e, se durante o dia rouba nosso dinheiro, à noite tenta nos fazer escandalizar nos jornais com os casos de estupro.
Nenhuma mulher deve se envergonhar ao ser assediada nos transportes ou em qualquer outro lugar. A vergonha deve ser carregada por esses homens e pela burguesia que lucra todos os dias com a nossa opressão, inclusive com os transportes cada vez mais lotados que pagam suas festinhas privadas e seus ganhos extras com corrupção.

É possível que o transporte seja um lugar agradável?
Sim! A vontade de todo trabalhador ao sair do trabalho é pegar um metro, um trem ou um ônibus sem estresse. A qualidade de vida de uma realidade dessa é impensável para nós hoje em dia. A única justificativa para que o transporte siga sendo assim é o fato de que é gerido e administrado pelos que não usam o transporte como meio de locomoção e que dele não extraem nada a não ser os lucros exorbitantes.
Durante as recentes jornadas do transporte e as que colocaram o Brasil no cenário da juventude internacional em junho de 2013 já defendíamos que a única saída para que o transporte fosse de fato público, de qualidade e atendesse às necessidades dos trabalhadores era a partir da estatização sob controle dos trabalhadores e usuários.
Nesse espaço, a partir da clareza de que a opressão à mulher não deve ser reproduzida pelos trabalhadores pois a nós de nada serve essa ideologia, é possível que as mulheres trabalhadoras e usuárias do transporte possam pensar medidas efetivas de combate ao assédio sexual nos trens, metros e ônibus. Não houve por parte das administradoras públicas e privadas nenhuma medida efetiva de combate a essa prática a não ser campanhas estéreis e esparsas que jamais passaram pela solidariedade entre as trabalhadoras e as usuárias ou em campanhas de vigilância dos próprios usuários para denunciar e repreender cada caso que presenciassem.
Os homens são parceiros na luta contra o assédio?
Neste tipo de discussão é comum que as mulheres passem a encarar todos os homens como seus inimigos na luta contra a opressão. A verdade é que os homens, apesar de parcialmente beneficiados pelo machismo dentro de suas casas e pelo direito que recebem de nos insultar na rua, tocar em nossos corpos ou nos violar, não são os que verdadeiramente ganham com o machismo. Apenas a burguesia - proprietária dos meios de reprodução da vida como as fábricas, os bancos e outros - ganha qualitativamente não apenas com a opressão às mulheres, mas também com o racismo, a homofobia, a transfobia, a xeonofobia e todas as possíveis formas de opressão. Esse é o melhor caminho que ela encontra para dividir e enfraquecer a classe trabalhadora e lucrar mais ao determinar postos de trabalho mais precários para aqueles que não obedecem o padrão "homem, branco, heterossexual".
Portanto, a melhor luta contra a opressão é aquela que se faz lado a lado, trabalhadores e oprimidos, numa luta unitária contra toda forma de opressão e exploração, negando a divisão das fileiras operárias e abraçando a causa de todos aqueles, trabalhadores ou não, que sofrem cotidianamente da opressão de gênero, raça, etnia ou nacionalidade.
Assim, é possível reconhecer que em cada vagão de metro, trem ou em cada ônibus em todo o mundo as mulheres encontrarão nos trabalhadores e nas outras mulheres solidariedade para interromper o assédio que estiverem sofrendo, e que a tarefa de cada uma dessas mulheres é lutar para que possa, junto aos seus irmãos de classe e oprimidos, determinar o que será feito de cada um desses vagões e ônibus através de um controle operário e popular dos transportes.
Registros de telas usados para a denúncia de conteúdo feita ao Facebook




Ato contra o aumento da tarifa em SP: Mesmo sendo reprimidos novamente, seguimos em luta!

por Guilherme Kranz, estudante de Letras da USP

"Não, não tem arrego! Contra a tarifa eu vou pra rua o ano inteiro!"
Esse é o clima que dá o tom para esse início de ano!


O aumento das tarifas de ônibus e metrô na cidade de São Paulo e nos municípios ao redor tem desencadeado uma série de protestos. No dia 16 de janeiro milhares de jovens e trabalhadores foram ao centro da cidade de São Paulo protagonizar o segundo grande ato contra o aumento da tarifa. Uma vez mais a população se rebela contra esse ataque desferido pelo governo de Geraldo Alckmin e pelo prefeito Haddad para demonstrar toda a indignação daqueles que sofrem no transporte público todos os dias. Janeiro de 2015 já está sendo um mês de luta e a resposta dos governos têm sido a mesma de sempre a todos que se levantam contra o atual estado de coisas: repressão brutal.
Ocupando o coração da cidade, caminhando da Av Consolação até a prefeitura da cidade, os milhares de manifestantes foram reprimidos constantemente pela Polícia Militar. Como se não bastasse o policiamento ostensivo antes do ato começar, com revistas a inúmeras pessoas que caminhavam pelas proximidades, a polícia reprimiu gratuitamente os manifestantes com bombas de gás lacrimogêneo, efeito moral e balas de borracha. Diversos ativistas foram feridos em frente a prefeitura e pelo menos 13 foram detidos, já liberados.
A polícia que reprime as manifestações é a mesma polícia que reprimiu violentamente a greve dos metroviários no ano passado que lutavam por seus direitos e pela redução da tarifa (e que hoje mais de 40 seguem demitidos pelo governo Alckmin). É a mesma polícia que mata cotidianamente nas periferias o povo pobre e negro. A polícia do Estado de SP é uma das polícias que mais mata no mundo. Sabemos que enquanto levamos balas de borracha no centro da cidade, na periferia a polícia mata desenfreadamente. Por isso devemos lutar contra a repressão, não apenas nos atos e nas greves como também nos morros. É tarefa nossa lutar pela readmissão imediata dos metroviários demitidos por lutar. Trata-se de uma perseguição política inadmissível que indigna a todos.

Mas nem a chuva nem a repressão vão conseguir frear nossa vontade de mudar. Mesmo debaixo de um calor desigual, a população de SP mostrou que está com disposição para lutar. Os manifestantes atravessavam o centro da cidade entoando "Não, não tem arrego! Contra a tarifa eu vou pra rua o ano inteiro!". Esse é o clima que dá o tom para esse começo de ano. Sabemos também que a redução da tarifa não é suficiente para resolver os problemas do transporte público hoje. Apenas com a aliança entre os trabalhadores dos transportes e a população usuária é possível retirar das mãos dos grandes empresários, verdadeiros mafiosos, e estatizar todo o sistema de transporte colocando-o sob controle operário. Apenas com essa aliança conseguiremos efetivamente dobrar os governos do PSDB e do PT e acabar com o privilégio daqueles que lucram em cima da população esmagada como sardinhas no transporte público todos os dias. Na terça feira, dia 20 de Janeiro, às 17h na Praça Silvio Romero, próximo à estação Tatuapé, haverá o terceiro grande ato contra o aumento da tarifa. Chamamos toda a juventude e os trabalhadores para participarem deste ato e aumentar o caldo desta luta que está apenas começando. Amanhã vai ser maior!

Uma matemática que só o filho do prefeito entende

por Nelson Fordelone Neto, estudante de Letras da USP



Frederico Haddad, filho do prefeito Fernando Haddad, escreveu, há poucos dias, um extenso texto de polêmica sobre o passe livre, defendendo o aumento da passagem para R$ 3,50.
A título de exemplo, falemos apenas da Viação Santa Brígida, que atende a região Noroeste e teve lucro líquido de R$ 7.346.690 (sete milhões, trezentos e quarenta e seis mil, seiscentos e noventa reais) em 2012. É um exemplo ainda modesto, se comparado ao lucro de R$ 39.680.300,00 da Viação Campo Belo no mesmo período.
Seus modelos urbanos mais recentes, como o Caio Millenium Vip, são de 2003, o que no varejo custa cerca de 50 mil reais. Para efeito de absurdo, estimemos cada um a 100 mil reais. Este valor, portanto, cobriria 73 novos ônibus apenas em 2012. Consideremos que o lucro caia pela metade, e ainda seriam 36 novos ônibus, renovação de cerca de 5% da frota. Quem pega ônibus lotado sabe a falta que fazem.
Seus motoristas e cobradores, que consomem nas palavras de Haddad, 50% do orçamento, têm média salarial de R$ 1.541,70, em valores atualizados com o reajuste de 2013. 4.764 trabalhadores com esta média salarial, portanto, poderiam ser custeados em seus salários novos apenas pelos lucros antigos. 2.382, se pensarmos nos encargos trabalhistas os quais o empresariado tanto lastima. Mais de 1300, se a taxa de lucro fossem os "desejados" 10% (o valor que o prefeito Haddad declara que busca que as empresas aceitem diminuindo do valor atual). A Santa Brígida possui aproximadamente 3.500 colaboradores, ao todo.
Para Haddad, é absolutamente natural que um punhado de acionistas detenham o equivalente a supostamente um quinto do que é gasto em salários. É desejável que a sexta parte do valor pago ao total dos trabalhadores corresponda ao orçamento de pouquíssimos proprietários que não utilizam o serviço, não organizam as linhas, não conhecem os percursos, nem o equipamento e não representam, enfim, nenhum interesse para além do lucro ao mediar - ainda sob a forma de monopólio - o direito à cidade.
Haddad acha razoável que a população não tenha acesso aos valores e detalhes das transações realizadas, as licitações, salários e contratos diversos. E sem nenhuma cerimônia, dá como verdade a correção da auditoria realizada por técnicos que sabem melhor do que nós o que é ou não aceitável na administração de nossos interesses, embora não nos ofereçam claramente nem seus critérios, nem seus resultados. À contrariedade, respondem com bombas, tiros e difamação pública.
Em matemática simples, se o aumento é de aproximados 16% e o lucro gira em torno de 18%, sem acrescer um único centavo nos gastos públicos, sem congelar salários, sem demitir ninguém, ainda sobrariam R$ 816.298,89 limpos na mão de meia dúzia de parasitas.

Estamos iniciando uma nova onda de lutas contra os ataques promovidos pelos empresários e seus governos. A única saída para garantir aos jovens e ao povo pobre o direito à cidade, aos hospitais, à arte, diversão e à vida, enfim, é nos lançarmos em aliança com os trabalhadores contra a corrupção e os lucros, tomando em nossas mãos o controle do transporte estatizado e em nossos dentes a primavera.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Fuvest: o filtro social que fecha a USP


Nos dias 4, 5 e 6 de janeiro será realizada a segunda fase da Fuvest. Mais de 30 mil inscritos para pouco mais de 11 mil vagas. Todos os anos o filtro social do vestibular impede que milhões de alunos por todo o país tenham acesso a uma educação pública e de qualidade.
 
A apreensão e o nervosismo na hora da prova são só alguns dos desafios que os candidatos precisam enfrentar. O vestibular foi criado para selecionar e para excluir a maioria dos jovens do acesso à educação. Não é a mesma coisa para um aluno que estudou a vida inteira nos “colégios de ponta” fazer a Fuvest do que é para um aluno de escola pública. E apoiando-se nos poucos que conseguem furar esse filtro, superando todas as dificuldades encontradas, que a universidade sustenta que o vestibular é o meio mais democrático de acesso ao ensino superior. Afinal, se você se esforçar e se dedicar, passará pelo vestibular. O mérito individual se sobressai e o Estado não garante um direito democrático mínimo: o acesso à educação.
 
A juventude excluída da universidade através desse filtro chamado vestibular é majoritariamente negra e filha da classe trabalhadora e a USP hoje, uma das universidades mais racistas e elitistas do Brasil, procura se fechar cada vez mais em si mesma e nem ao menos discute demandas mínimas como as cotas raciais.
 
A grande maioria dos alunos das escolas públicas nem sequer se inscreveram para a Fuvest. A dura realidade desses alunos, quando conseguem se formar já que os números de evasão escolar são altíssimos, passa longe de uma universidade pública. Na maioria das vezes tudo o que eles almejam é passar em uma universidade privada, cuja graduação é totalmente voltada para o mercado de trabalho e a produção de conhecimento para atender os interesses do capitalismo. Para pagarem sua formação, trabalham em empregos precários e deixam grande parte do seu salário com os grandes capitalistas que lucram fazendo da educação uma mercadoria.
 
A educação é um direito básico e é dever do Estado garantir que todos tenham acesso a esse direito. Contudo em uma sociedade dominada pelos interesses do capitalismo, onde a educação não passa de mercadoria para atender os interesses dos grandes magnatas do ramo, esse direito é negado a maior parte da população. Mas para que todos tenham acesso à educação é preciso lutar uma democratização radical da universidade através das cotas proporcionais ao número de negros do estado e rumo ao fim do vestibular! E essas reivindicações não bastam! É preciso também lutar também pela estatização de todo o sistema de ensino, sob controle dos estudantes e trabalhadores. Essa é a única forma de garantir esse direito básico para toda população.


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Carta da Juventude do PTS aos jovens mexicanos: todos somos #43!

Em nome da Juventude do PTS na Argentina saudamos e nos solidarizamos com as e os jovens e trabalhadores que se colocaram de pé em todo o México, contra este verdadeiro crime de estado, levado a frente pelos partidos dirigentes, o PRI, PAN e o PRD, encarnados hoje na figura de Peña Neto, com a cumplicidade com as forças de segurança, estatais e paraestatais e os cartéis de narcotráfico.
Nos somamos a luta e protesto internacional exigindo a aparição com vida dos 43 estudantes “normalistas”, contra as desaparições forçadas e pela liberdade dos presos políticos que Peña Neto e a “justiça” desta democracia assassina está encarcerando em seus cárceres desde o 20N e antes.
Ayotzinapa atravessou fronteiras, destapando uma realidade de dar calafrios. Contabilizando-se desde 2006 até agora se estima que houveram, segundo organizações civis, de familiares e de direitos humanos, 40 mil pessoas desaparecidas. Também se registram 120 mil assassinatos e 300 mil desaparecidos. Dados alarmantes.

Os normalistas de ayotzinapa são jovens estudantes que aspiram ser professores, lutam contra a reforma educativa e a repressão. Por isso este ataque foi direto contra os lutadores sociais, tocando assim as “fibras” mais profundas e sensíveis de todo um país.

A indignação aumenta a cada minuto. Já são dezenas de milhares os que nas ruas do México e todo o mundo reivindicamos a aparição com vida dos 43 estudantes normalistas desaparecidos. São dezenas de milhares os que gritam “Basta”! É um povo inteiro que se levanta contra os governos opressores mostrando ao mundo uma lição valiosíssima de luta.

A partir de nossa organização irmã no México, o Movimento dos trabalhadores socialistas (MTS) viemos sendo parte ativa deste enorme grito internacional!

Os jovens que se revelaram e ocuparam a praça Tahrir no Egito durante a primavera árabe em 2011 contra uma ditadura de outrora; os indignados que tomaram a Praça do sol no Estado Espanhol e enfrentaram os planos de ajuste de Zapatero e o regime; a juventude “sem medo” chilena, são os mesmos que hoje gritam: VIVOS OS LEVARAM, VIVOS OS QUEREMOS! FOI O ESTADO! FORA PEÑA NETO!

São os “Yanques” de sempre

Esta realidade que vive o povo do México, não somente é responsabilidade do governo mexicano atual, como é planejada pelos Estados Unidos, sempre interessado em manter a América Central e Latina como seu jardim dos fundos, usando sua hegemonia no mundo para impor governos e políticas que estejam a seu serviço em todo continente. É o imperialismo norte-americano que sustenta o estado assassino e o regime mexicano.
A raiva que mostra a juventude do México é a mesma que expressam os jovens nos Estados Unidos que se levantam contra o racismo e querem justiça por Mike Brown. A juventude indignada sai as ruas, mas também reivindica moradia, trabalho e saúde. Luta para acabar com a repressão policial, a perseguição e amedrontamento da população afro-americana e latino-americana. Não acreditamos que um presidente negro fosse expressão de mudanças na vida dos explorados e oprimidos nem nos EUA, assim como tampouco no resto do mundo; e as condições de vida dos negros e latinos, assim como as políticas militaristas e de invasão da Ásia ou América Latina são prova disso.

Na Argentina, um jovem é assassinado pelas forças repressivas a cada 28 horas. A polícia hostiliza e persegue a quem se negue a roubar e trabalhar para eles, como o caso de Luciano Arruga, assassinado pela polícia de Buenos Aires que desapareceu pela segunda vez com Julio López, testemunha nos julgamentos contra os genocidas da última ditadura militar, que levou a desaparição de 30 mil companheiros; pelos quais seguimos lutando de maneira incansável, junto a organismos sociais e de direitos humanos independentes, exigindo memória, verdade e justiça, denunciando a cumplicidade do governo do momento e do estado.
É a mesma maldita Polícia no México, Argentina e nos EUA. Porque nãos e trata de um policial, mas de toda a instituição, aqui e no mundo.

6D: que o grito pelos estudantes normalistas se escute em “Argentinos Juniors”


Em nosso país, no entanto, não temos assistido a mobilizações massivas. O descontentamento que atravessa os jovens e trabalhadores vem se expressando de maneira paciente mas sustentada. A partir da Juventude do PTS, como parte da Frente de Esquerda, colocamos todas nossas forças para organizar os jovens estudantes e trabalhadores nos locais de estudo e trabalho. Lutamos para construir centros acadêmicos de estudantes, militantes, nas principais universidades do país, assim como em secundaristas e “terciários”, mostrando a unidade operária-estudantil nas ruas junto dos indomáveis operários e operárias de LEAR, assim como de Madygraf, ex-Donneley; questionando o caráter de classe da universidade e impulsionando atividades culturais, aonde participam centenas de estudantes. Somos os que bancamos as duras repressões do Governo na “Panamericana”,que lutamos nas fábricas contra as burocracias sindicais amigas da presidenta Kirchner (como o SMATA) ou do resto dos partidos dos governantes. Somos as jovens que nos organizamos em nossos locais de estudo, trabalho ou bairro e cercamos as ruas contra a violência contra as mulheres e pelo direito ao aborto legal, seguro e gratuito e por isto uma delegação do Pão e Rosas de mais de 1200 companheiras disse “PRESENTE” no Encontro Nacional de Mulheres este ano em Salta. Desde a Juventude do PTS, como direção dos Centros Estudantis da Faculdade de Filosofia e Letras e a Faculdade de Ciências Sociais da UBA (Universidade de Buenos Aires), demos a luta e conseguimos que suas autoridades se pronunciassem pela aparição com vida dos 43 estudantes normalistas. Nos identificamos no Congresso e legislaturas com nossos deputados da Frente de Esquerda como Nicolas Del Caño, que dão estas lutas nesta cova de ladrões para que a voz dos trabalhadores, jovens e as mulheres chegue ali, assim como também se enfrentam com a polícia nas repressões e se mobilizam junto a nós.

Seria um orgulho para nós se nossxs irmãs e irmãos mexicanxs fossem parte do ato no dia 6 de dezembro em “Argentinos Juniors”, para fechar um ano repleto de iniciativa política em todos os terrenos, mas com objetivos claros: preparar esta força poderosa de trabalhadores, jovens e mulheres que, organizados em um partido revolucionário, se disponha a conquistar a todos nossos direitos e neste sentido, como diria Marx, nos preparar para tomar o céu de assalto. Os esperamos!

Um abraço Fraternal
Xs Companheirxs da Juventude do PTS- Argentina/2014

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

UERJ DCE - Varrer o governismo do DCE



VARRER GOVERNISMO DO DCE

ALIADO DO PEZÃO E DA REITORIA



VOTE NA PROPORCIONALIDADE

PARA DEMOCRATIZAR O DCE
QUE O DCE CONVOQUE ASSEMBLEIAS PARA ORGANIZAR A LUTA!





Começaram as campanhas de chapa para o Diretório Central dos Estudantes (DCE) UERJ. DCE este, que por quase 2 anos esteve nas mãos de setores da base governista (PT), sendo totalmente invisíveis para nós estudantes, sem pautar nossas demandas e sem organizar a BASE  através de assembleias.
Neste período de gestão  fantasma convocaram um conselho de CAs, depois de serem pressionados por parte de setores da esquerda que organizaram de forma independente uma reunião ampliada de centros acadêmicos e estudantes com mais de 150 pessoas e uma assembleia estudantil para debater a crise da UERJ com mais de 200. Sumiram esse tempo  todo só  voltaram estabelecer o calendário eleitoral vigente. Estão de costas para os estudantes porque tem rabo preso com a reitoria e os vetos do Pezão, do mesmo jeito que estavam de costas para as manifestações de Junho, porque tinham rabo preso com Cabral!
Enquanto o REItor junto ao Pezão atacam os professores, colocando em risco o ano letivo de vários cursos, sobra dinheiro para a folha de pagamento de funcionários fantasmas, e até hoje não sabemos para onde foi o dinheiro de quando o REItor transformou a UERJ em estacionamento da FIFA!


CONTRA O VETO DOS 6% DO PEZÃO E O PLANO DE SUCATEAMENTO DA UERJ PELAS MÃOS DO GOVERNADOR E DA REITORIA, ÉSTE PROCESSO ELEITORAL TEM QUE SERVIR PARA QUE OS ESTUDANTES TOMEM DE VOLTA O DCES E OS CAS. A CRISE DA UERJ É A REITORIA AUTORITÁRIA, QUE GOVERNA POR DECRETO. 


A partir de 2015 enfrentaremos no Brasil os efeitos da crise, Dilma já anuncia ajustes na economia, corte na saúde e a educação pública será um dos primeiros setores a sofrerem ataques do governo. A atual gestão do DCE, que abandonou o mandato depois de quase 2 anos sem fazer nada  é aliada da REItoria, do Governador Pezão e do governo Dilma,  na contramão da luta necessária contra a  precarização da UERJ.
Precisamos nos organizar para barrar os ataques que virão. Por isso queremos arrancar estes burocratas do DCE, e tornar esta entidade uma ferramenta para as lutas do movimento estudantil, ao invés do freio que tem sido até hoje. O DCE precisa estar à altura dos desafios colocados pela realidade. A antiga gestão governista vem agora tentando se passar como novidade, a Chapa 1 Por Todxs: O NOVO PEDE PASSAGEM nada mais é que uma nova configuração da chapa governista com as velhas posições, porém, com novos militantes. Virá com o discurso de “serem novos”, de que não tem nenhuma relação com a  gestão anterior, porém não faz nenhuma critica a esta e se mantém alinhado com a mesma política. Não podemos esperar nada de novo da Chapa 1, sabemos que na prática e no discurso suas ações seguirão as mesmas:  de costas viradas para os estudantes e trabalhadores da UERJ, aliados da REItoria em nome de um dialogo que é atropelado pela estrutura de poder.  Defenderão também a majoritariedade para que apenas sua posição política seja expressa. 
Este processo eleitoral tem se dado de forma antidemocrática, devido ao pouco tempo para aprofundamento dos debates e posicionamentos dos estudantes, visto o calendário super corrido que não permite nenhum envolvimento dos estudantes.
Isso funciona para manter os estudantes alheios ao processo de disputa do DCE, por fora da construção desta entidade que é fundamental para articulação e conquistas estudantis, que deve organizar a luta de todos os campis, Maracanã, São Gonçalo, CAP, Caxias, Friburgo, Teresópolis e os demais.
 Não é uma tarefa simples reverter anos de imobilismo construído pelas diferentes gestões da entidade, mas queremos aproveitar o processo para armar os estudantes com ideias que ajudem a tomar de volta o DCE.



VOTE NA PROPORCIONALIDADE
PARA DEMOCRATIZAR O DCE




Defendemos que todas as chapas que concorrem à entidade componham  proporcionalmente a gestão, com direito à um número de integrantes proporcional ao número de votos que recebeu. 
A majoritariedade só beneficia os que estão aí há 2 anos e não fizeram nada, deixa o caminho livre para mais um ano de DCE omisso e pelego, expressando apenas uma única posição.  As entidades têm que ser democráticas, e desta forma buscar representar todas as posições, mesmo as minoritárias, devem poder se expressar democraticamente para que os estudantes façam experiência com as distintas concepções políticas  e tomem parte ativa na política da entidade ao longo do ano.
Para que isto ocorra, também é necessário que o DCE organize assembleias gerais e nos cursos, e sirva de ferramenta efetiva, de organização dos estudantes na UERJ.
A PROPORCIONALIDADE é a melhor forma de varrer o governismo, mas para ter um DCE de luta também é necessário atuar em cada curso, construindo na base a luta dentro e fora da universidade. A única forma de reorganizar o Movimento Estudantil para lutar pela permanência estudantil e para colocar a universidade a serviço da classe trabalhadora e do povo pobre é a organização desde a base, para que esta controle as entidades. 
Temos a ambição de levar os exemplos que construímos junto às integrantes da gestão do CASS, para o DCE e todo o movimento estudantil da UERJ, buscando implementar o programa pelo qual fomos votados e construindo na base com assembleias que atingem quase metade do curso.
Não comporemos a formação de chapa da esquerda tradicional, organizada na Chapa 2  UM NOVO DIA VAI RAIAR, que não construiu com peso nenhuma luta dos estudantes desde que saiu do DCE. E que  agora voltam também com todo peso para a disputa no DCE.
 Não vemos exemplos práticos nas gestões de CAs, que comprovem o programa que vão cumprir o que estão prometendo. A oposição de esquerda que se adapta ao revezamento na entidade com o governo, que se coloca como novidade, mas são os mesmos de gestões passadas do DCE e não fazem nenhum balanço da greve de 2012 e de não terem construído nenhuma luta na UERJ este tempo todo.
O Inimigos do Rei, que se coloca no campo da oposição da esquerda, defende a majoritariedade, facilitando com isso para o lado do governo, porque não estão preocupados em tomar a entidade de volta para os estudantes. 
Só o movimento estudantil organizado junto aos trabalhadores da universidade pode dar uma resposta para a Crise da UERJ, para a luta por permanência estudantil,  varrendo o governismo do DCE. Para nós a proporcionalidade é o mínimo elementar que deve ser defendido para aproximar o DCE das diferentes posições que existem no Movimento Estudantil, deixando de ser monopólio de um grupo só.
Além disso, para o DCE se torne realmente uma ferramenta de luta, será preciso que as diferentes oposições de esquerda mude o que tem sido sua prática até então, colocando a entidade à serviço de convocar assembleias para organizar a luta. Por isso, queremos com esta campanha fazer um chamado aos estudantes que estão participando ativamente do processo eleitoral à se comprometer com a construção de um movimento estudantil democrático de luta e pela base! Nós da Juventude às Ruas Fazemos um CHAMADO a todos os estudantes que concordem que para construir uma forte luta, para resistir à crise da UERJ, em defesa da permanência estudantil, contra essa estrutura de poder corrupta que é a REItória do VieiraAlves, e derrubar o governismo do DCE, o primeiro passo é a luta pela vitória da PROPORCIONALIDADE. CONSTRUIR A LUTA CONTRA A CRISE DA UERJ, PELA PERMANÊNCIA DOS ESTUDANTES E CONTRA A CORRUPÇÃO DA REITÓRIA COM ASSEMBLEIAS DESDE AS BASES!!

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Panfleto UFRJ: BASTA DE DCE OMISSO!!!

BASTA DE DCE OMISSO!!!
ALIADO DOS GOVERNOS E DA REITORIA.
POR UM DCE PROPORCIONAL DE LUTA, DEMOCRÁTICO E PELA BASE



Estudar na UERJ hoje significa aprender a driblar os obstáculos impostos pelos ataques que precarizam a educação pública. Faltam bolsas no valor adequado para se viver nesta cidade, faltam professores, e por isso turmas inteiras de alguns cursos correm o risco de perder semestres, é constante a falta d'água nos bebedouros e banheiros. Enquanto isto, Pezão blindado pela REItoria, veta  o repasse de 6% do orçamento que deveria ser investido nas universidades do Estado. Esta casta corrupta de políticos não está a serviço para gerir a universidade pública, mas para desmontá-la, são responsaveis diretos pela crise da universidade.  Beneficiam  os interesses dos empresários, tem salários exorbitantes, estão envolvidos em escandalos de contratação de funcionários fantasmas. Cedeu espaço da universidade à Globo para que cobrisse a Copa do Mundo, assim como colocou a UERJ à serviço de ser estacionamento da FIFA. Até hoje não sabemos onde está a dinheiro desta grande negociata feita às costas dos estudantes, dos técnicos e dos professores, mas já sabíamos há muito tempo que não seria para aumentar o valor das bolsas de assistência e das condições mínimas para estudar, mas sim para encher os cofres



A CRISE DA UERJ É ESTRUTURAL, é a REItoria aliada com o governo do Estado do Rio de Janeiro, que prefere investir bilhões nas UPPs que matam Amarildos e Cláudias todos os dias, enquanto os negros e os estudantes de baixa renda tem que dar o seu suor para se manter dentro da UERJ.


A partir de 2015 enfrentaremos no Brasil os efeitos da crise, Dilma já anuncia ajustes na economia, corte na saúde e a educação pública será um dos primeiros setores a sofrerem ataques do governo. A atual gestão do DCE, que abandonou o mandato depois de quase dois anos  sem convocar eleições é aliada da REItoria, do Governador Pezao e do governo Dilma,  aliança contra os estudantes que vão resistir à estes ataques. Por isso queremos arrancar estes burocratas do DCE, e tornar esta entidade uma ferramenta  para as lutas do movimento estudantil, ao invés do freio que tem sido até hoje. O DCE precisa estar à altura dos desafios colocados pela atualidade
Nós da Juventude Às Ruas que construímos o  CASS junto à vários independentes, Defendemos  os  que as entidades tem que ser democráticas (PROPORCIONALIDADE), para que todas as posições  possam se expressar democraticamente. Que o DCE se coloque a tarefa de organjzar pela base, com assembleias democráticas que sirvam para organizar os estudantes para lutar por permanência  estudantil, para que os estudantes sejam sujeito da própria luta contra a reitoria e os governos. Temos a ambição de levar os exemplos que construímos junto as integrantes da gestão do CASS, para o DCE, e todo o movimento estudantil da UERJ.


Nós da Juventude às Ruas colocamos a PROPORCIONALIDADE como primeiro passo pra derrubar o governismo do DCE. É Fundamental construir essas fundações necessárias para começar tornar as entidades estudantis mais democráticas e colocá-las a serviço do conjunto dos estudantes e trabalhadores da UERJ. As bases escolheram proporcionalidade. Chamamos a todos os estudantes a votarem pela PROPORCIONALIDADE entre os dias 9 e 11 de dezembro.


É FUNDAMENTAL que toda a esquerda faça esta campanha, caso contrário, serão CONIVENTES com a vitória do governismo na nossa entidade, deixando o caminho livre para mais um ano de DCE omisso e pelêgo. Sofreremos os ataques do governo completamente desarmados.A melhor forma de varrer o governismo é atuar em cada curso, construindo na base a luta dentro e fora da universidade.
Por isso não comporemos a formação de chapa da esquerda tradicional,  que não construiu com peso nenhuma luta dos estudantes, no entanto, agora darão todo peso para a disputa de cadeiras no DCE. não vemos exemplos práticos nas gestões de CAS dirigidas pela esquerda tradicional. Só  o movimento estudantil organizado pode dar uma resposta para a luta por permanecia e para varrer o governismo do DCE.



Nós da Juventude às Ruas Fazemos um CHAMADO a todos os estudantes que concordem que para construir uma forte luta contra essa estrutura de poder corrupta que é a REItória do VieiraAlves, o primeiro passo é a luta pela vitória da PROPORCIONALIDADE.
POR UM DCE PROPORCIONAL, DEMOCRÁTICO, QUE CONSTRUA A LUTA PELA PERMANENCIA DOS ESTUDANTES E CONTRA A CORRUPÇÃO DA REITÓRIA COM ASSEMBLEIAS DESDE AS BASES!!!


REUNIÃO QUARTA FEIRA 26/NOVEMBRO 18H HALL DO 9ª ANDAR


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