Juventude às Ruas!

Fim do massacre ao povo palestino! Fim dos ataques do Estado de Israel à Faixa de Gaza! Palestina LIVRE!!

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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Viva a luta dos professores municipais, estaduais e da FAETEC! Abaixo o corte de ponto de Cabral! Pela greve geral da educação!

Por: Juventude às ruas - Rio


 As manifestações de junho desse ano mudaram o país. Depois de anos de lutas isoladas, a situação do transporte público, o estopim das manifestações, levou milhares às ruas de todo o país. No dia 11 de julho alcançamos um passo a mais na luta: os trabalhadores também entraram em cena, com greves, fechamento de estradas e rodovias por todo o país.
 O que gritamos naqueles dias de junho foram coisas que sempre estiveram na ponta da língua: saúde, educação, transporte. Em nosso estado temos condições de dar um grande passo à frente para retomar o caminho das mobilizações de junho.
Pela construção de uma greve geral da educação no Rio de Janeiro, como parte da construção da greve de 30/08!
Os professores municipais estão na maior greve em 20 anos. No dia 14/08 foram mais de 15 mil às ruas. Os professores estaduais e a FAETEC também estão em greve – e os professores estaduais enfrentam mais uma das ordinárias medidas de repressão do governador Sérgio Cabral: corte do salário dos grevistas. Sabemos que o salário dos professores já é um “salário de fome” e o governador quer calar o protesto dos professores, que é um direito: o direito a greve.
As reivindicações dos professores e funcionários da educação são justíssimas: por salários e melhores condições de trabalho. As greves se somam as manifestações de junho e também as paralisações que os trabalhadores da saúde têm feito contra a privatização dos hospitais federais com a empresa EBSERH; e se junta às paralisações que várias categorias votaram a favor no Rio de Janeiro e em todo o resto do país para o dia 30/08.
Podemos continuar o caminho aberto em 2012, quando todo o funcionalismo federal parou. Agora é unificar toda a educação para construirmos uma greve geral em todo o Estado e país!
Não faltam recursos aos empresários, a corrupção e à repressão!
A educação é precária: dos salários às condições de trabalho e estudo; há poucas vagas nas universidades públicas e escolas públicas de qualidade. Falta ar-condicionado, mesa e cadeiras nas escolas, bandejão, bibliotecas, laboratórios adequados nas universidades e escolas técnicas.
Porém, Sérgio Cabral e Eduardo Paes nunca poupam recursos para fazer “mobilizações” para que eles controlem o dinheiro do petróleo, nem poupam recursos para armar suas polícias e guardas-metropolitanas para nos reprimir em manifestações e matar nas favelas. Continuaremos nas ruas!
Não faltam recursos às obras faraônicas da Copa do Mundo e Olímpiadas, para ajudar o seu amigo e empresário, Eike Batista, e o seu outro amigo e milionário do transporte, Jacob Barata – e tantos outros empresários que lucram com as privatizações. Também não faltam recursos para intermináveis privilégios aos deputados, vereadores, juízes, Ministério Público, Tribunal de Contas da União etc.
São salários mais de 20 vezes maiores que o salário de um professor ou merendeiro, auxílios gravata, viagem, e muitos outros. A situação é tão absurda que a ALERJ tem um orçamento similar ao da UERJ incluindo o hospital Pedro Ernesto! Educação não é mercadoria! Que nenhum parlamentar, juiz, funcionário indicado e de alto escalão ganhe mais que um professor! Que nenhum professor ganhe menos do que prevê a constituição R$ 2.800,00!
Podemos e devemos começar a dar um FIM nesta situação construindo esta greve geral da educação. Fortalecer os setores que estão em luta, nos apoiar na força dos professores municipais para barrar o corte de ponto no estado. Fazendo assembleias e mobilizações na volta às aulas das universidades e escolas, e assim construirmos uma greve geral que nos ajudará a retomar o caminho de junho e julho – e superá-lo. Este será o caminho não só para conquistar salário e condições de trabalho e estudo, mas demonstrar para todo o país um passo adiante e colocar a pauta da educação no centro do debate. Este será um grande passo para lutar pelo “Fora Cabral” e contra seu aliado Eduardo Paes.
Todo apoio à luta dos professores e trabalhadores da educação! Não ao corte de ponto! Pelo imediato atendimento das reivindicações! Pela greve geral da educação!
Não a EBERSH e privatização da saúde!
Pelo imediato atendimento das pautas pendentes das greves das universidades de 2012!
Chega de privilégios: que todo parlamentar e juiz ganhe o mesmo que um professor!
Imediata reversão destes recursos para garantir que nenhum funcionário da educação ganhe menos que o salário mínimo do DIEESE (R$ 2750,00)!
Pelo confisco dos bens de corruptos e corruptores e conversão desses recursos na educação!
Pelo uso de TODOS OS RECURSOS do petróleo na educação, saúde e moradia! Pelo controle operário e popular destes recursos!



 Não basta pararmos ao mesmo tempo: é preciso coordenar a luta
Diversas vezes em que várias categorias estão em greve, ocorre alguns atos unificados. São um passo adiante. No entanto, é preciso muito mais. Precisamos nos coordenar para apoiar as lutas um do outro, unir as forças, o que permitirá muito mais que a soma, será a multiplicação. As ideias de uma categoria ajudam a outra, as pessoas se completam e pensam novas iniciativas.

É preciso criar comandos de greves (incluindo as direções sindicais) eleitos nas bases de cada categoria e coordená-los. Os estudantes poderiam fazer o mesmo e assim termos uma efetiva greve geral da educação! Chega de divisão, o SEPE pode e deve unificar as lutas dos professores municipais e estaduais, primeiro passo para uma coordenação de toda a educação!

terça-feira, 9 de abril de 2013

CALOURADA 2013 - Juventude às Ruas Rio de Janeiro














 
Longe do que a burguesia tanto propagandeou de “fim da classe operária e de revoluções”, chegamos
ao sexto ano de uma crise capitalista que só pode ser comparada a crise dos anos 30, onde a luta de classes volta a ser um elemento determinante para decidir o futuro coma derrubada de ditadores no Oriente Médio e levantes da juventude pelo mundo. Em meio a este cenário internacional, temos que nos preparar para impactos mais agudos da crise no Brasil e mesmo para derrotar os reacionários como Feliciano, que são aliados de Dilma, e dos ataques ao movimento estudantil e movimentos sociais nacionalmente.

O sistema universitário que temos é completamente elitista e racista. As cotas existem apenas em alguns lugares e centenas de milhares de negros e a juventude pobre ficam de fora da universidade mesmo com as cotas, o sistema de educação impede que a classe trabalhadora tenha acesso às universidades públicas. A educação básica, as creches, hospitais, quando existem são precarizados.

É preciso lutar para que todos possam estudar, acabando com o funil social que é o vestibular! Precisamos lutar pela estatização das universidades privadas sem indenização, para garantir uma universidade a serviço da classe trabalhadora, que coloque seu conhecimento a serviço das necessidades da população e não de interesses da burguesia! É preciso lutar para que todos possam permanecer na universidade com restaurantes e alojamentos de qualidade, gratuitos e sem terceirização do trabalho! Pois a terceirização serve para escravizar pois com ela paga salários menores, cortando direitos dos trabalhadores, humilhando criando um setor de trabalhadores supostamente "inferiores" e divide a classe trabalhadora entre efetivos e precários para que não se vejam como uma única classe! 
Por isso devemos lutar pelo fim da terceirização e efetivação dos terceirizados sem necessidade de concurso publico!

A precarização do trabalho está presente em todos os lugares, dos canteiros de obras do PAC e das obras das Olimpíadas e Copa do Mundo até as universidades, baseado na superexploração dos trabalhadores que na grande maioria são negros e mulheres. O Brasil Potência vendido como projeto de país de Lula e Dilma esta baseado no trabalho precário e que aqui no Rio tem fortes aliados como Cabral e Paes, que pelas mãos das UPP´s, reprime e assassina cotidianamente a juventude negra e pobre das favelas, como vimos nos brutais assassinatos no Jacarezinho e em Manguinhos.


Não são só os tucanos e peemedebsitas tomam medidas contra os lutadores, mas as patronais, os latifundiários e também o governo Dilma. Por isso, consideramos fundamental em meio repressão dos governos lutar contra a repressão e prisão dos trabalhadores em Jirau e Amapá, os assassinatos de militantes do MST no campo, o brutal ataque contra o Pinheirinho, o despejo da Aldeia Maracanã, a perseguição e internação compulsória aos usuários de crack em São Paulo e no Rio de Janeiro, a repressão cotidiana a juventude negra e pobre dos morros, favelas e periferias. Nesse sentido, consideramos uma das tarefas centrais da Assembléia Nacional de Estudantes – Livre (ANEL) coordenar nacionalmente as lutas contra o governo e a repressão, em defesa dos 72 estudantes da USP e de todos os lutadores que vem sendo processados e perseguidos, como os estudantes da UFMT que foram violentamente reprimidos pela PM por lutar por permanência estudantil. Relacionando a repressão dentro das universidades com a repressão cotidiana nas periferias, morros e favelas, é preciso colocar de pé uma ampla campanha contra a repressão!



 A juventude hoje precisa dar um basta aos ataques racistas, machistas e homofóbicos que aliados de Dilma como Marco Feliciano vem fazendo. Porém não achamos que isto será feito só com pressão ao parlamento e substituindo Feliciano por algum congressista‘progressista’. Para realmente lutar pelo direito ao aborto, livre, legal, seguro e gratuito, contra a homofobia e pelo direito ao casamento igualitário e pela livre expressão da sexualidade não será pela via de parlamentares e do parlamento que arrancaremos nossos direitos, mas sim pela mobilização independente da juventude junto a classe trabalhadora!


Podemos e devemos buscar o apoio da classe trabalhadora ajudá-la a superar os preconceitos que as patronais, as igrejas e a burocracia sindical incutem! O machismo, o racismo, a homofobia são funcionais à burguesia! Na luta os trabalhadores avançam contra os preconceitos e contra a divisão das fileiras da classe trabalhadora!

LUTEMOS CONTRA TODAS AS FORMAS DE VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES!



Desde o último sábado, 30 de março, dia em que uma jovem norte americana foi estuprada por 3 homens dentro de uma van no Rio de Janeiro, notícia que estampou manchetes no mundo todo, novos casos de estupro contra mulheres vêm vindo a tona gerando grande repercussão, inclusive vítimas dos mesmos agressores que antes não conseguiram denunciar os estupradores romperam agora com o silêncio. O caso se tornou tão noticiado e os agressores foram punidos rapidamente pois compromete o projeto de cidade implementado pela burguesia e os governos de Dilma, Cabral e Eduardo Paes frente aos grandes eventos que a cidade sediará cuja atratividade para o turismo também encontra respaldo numa política de “segurança pública” que tem como um dos principais pilares as UPPs. Porém é necessário lembrarmos que estupros e casos de violência contra as mulheres ocorrem diariamente na cidade e no Brasil, inclusive mulheres estupradas por policiais, mas que não ganham tamanha proporção na mídia.

O estupro é uma forma de violência brutal contra a mulher, e estima-se que nos últimos anos os dados têm aumentado bastante em diferentes cidades no Brasil como em São Paulo que só no mês de janeiro foram registrados 1.138 contra 944 no mesmo mês de 2012, e no Rio de Janeiro com 509 casos denunciados, ou seja, 22 a mais que em janeiro do ano passado. Porém não existem mecanismos fornecidos pelo Estado para uma interpretação mais apurada capaz de afirmar se são os casos de estupro que vem aumentando ou se são as mulheres vítimas da violência que agora denunciam mais do que antes. O fato é que cerca de 70% das mulheres em todo o mundo sofrem algum tipo de violência no decorrer de sua vida, e em sua imensa maioria por integrantes do seu núcleo familiar. Por mais que as mulheres possam de sentir mais seguras com a Lei Maria da Penha, muitos casos nos mostram que mesmo denunciando os agressores à polícia, sua segurança não é garantida.

A lei Maria da Penha, criada em 2006 durante o governo Lula permite que agressores que fazem parte do núcleo doméstico ou familiar das mulheres agredidas sejam presos em flagrante ou de forma preventiva caso sejam denunciados, sendo que desde a denúncia, são policiais que acompanham as mulheres durante todo o processo. É necessário refletirmos qual é o papel da polícia, que reprime manifestações de trabalhadores, estudantes e do povo nas ruas, assassina a juventude negra e pobre nas favelas e morros, esculacha e humilha moradores e estupra as mulheres. Temos que denunciar a violência da polícia, que defende com unhas e dentes a propriedade privada e não exigir mais delegacias femininas. Numa sociedade como essa, que respira opressão por todos os poros, seja contra as mulheres, contra os negros, contra os LGBTT´s, e que usa todas essas opressões para legitimar a exploração que é sua coluna vertebral, é mais do que necessário que nós sejamos sujeitos e lutemos contra todas as formas de violência contra as mulheres, partindo na nossa auto-organização, independente do Estado, dos governos, da burguesia e sem qualquer ilusão de que a polícia, braço armado do Estado, possa dar qualquer resposta.

Defendemos a necessidade de levar adiante uma enorme campanha que parta de exigir o fim da violência às mulheres, ao mesmo tempo em que exigimos refúgios e casas transitórias para as mulheres vítimas de violência e seus filhos e filhas, garantidos pelo Estado e sob controle das próprias vítimas, organizações de mulheres e trabalhadoras, com profissionais e sem a presença da polícia e da justiça. Nos locais de trabalho e nos sindicatos defendemos a criação de comissões de mulheres, independentes dos patrões, que deem atenção aos casos de assédio sexual e trabalhista ou de discriminação às trabalhadoras. Defendemos subsídios de acordo com o custo de vida para as vítimas de violência que estejam desempregadas, acesso à moradia e trabalho para todas. Licenças remuneradas para as trabalhadoras que atravessam situações de violência, com acesso à saúde pago integralmente pela patronal. Nos casos de estupro e assassinato, exigimos a prisão dos culpados.

Tomemos como exemplo as nossas irmãs indianas, que após o escabroso caso de uma jovem estuprada coletivamente dentro de um ônibus e morta poucos dias depois no último mês de dezembro estão indo às ruas travando uma luta exemplar contra a violência às mulheres e inclusive contra as medidas do próprio Estado! Façamos da dor de cada mulher violentada uma força a mais para lutar contra a exploração e todas as formas de opressão às mulheres! Não somos uma mulher no poder, temos que ser milhares nas ruas!!!



É PRECISO DIFUNDIR AS LUTAS DAS MULHERES TRABALHADORAS PORQUE NÓS NÃO COMEÇAMOS DO ZERO!


A nova edição impulsionada pelo grupo de mulheres Pão e Rosas conta a apaixonante experiência da luta das trabalhadoras terceirizadas da limpeza na USP em 2005, que travaram uma luta pelos seus direitos e contra os patrões, além de outras experiências mais recentes de trabalhadores precarizados que decidem se organizar denunciando suas péssimas condições de trabalho. Mostra ainda que no Brasil de Lula e Dilma são as mulheres, e em especial as mulheres negras, quem ocupam os postos mais precários de trabalho e que sua auto organização e luta é a verdadeira resposta frente a opressão e a exploração.

Mostra ainda a necessidade de que a juventude e os estudantes na universidade sejam porta voz desses setores mais precários, unificando suas lutas diárias com as lutas dos trabalhadores forjando uma verdadeira aliança operária estudantil contra esse sistema de exploração que escraviza, humilha e divide a classe trabalhadora!


Te convidamos a conhecer o livro e discutir conosco! EM BREVE LANÇAMENTO NO RIO


JUVENTUDE ÀS RUAS ORGANIZA ATIVIDADES 
SOBRE QUESTÃO NEGRA E MARXISMO


O Brasil é o maior país de população negra fora da África. Isto é assim porque foi o país que mais traficou e escravizou negros no planeta. Ao contrário do que diz a academia, a escravidão não foi “cordial”, “maleável”. Aqui, na pele dos negros foram inventadas várias técnicas de tortura. Ao contrário do que quer a burguesia, a escravidão também não é uma coisa do passado! Ela vive no trabalho doméstico, precário, na terceirização que atinge em primeiro lugar os negros e negras. Sobrevive nas mãos da polícia mais assassina do planeta com seus “autos-de-resistência”.

Contra o mito da “democracia racial” sabemos também qual é a cor da maioria que mora nas favelas. Esta realidade é garantida pelos diferentes representante da burguesia como os governos Dilma, Cabral e Paes. 

Nós da Juventude às Ruas, ao contrário de uma nefasta tradição da esquerda que não se importava com a questão negra pensamos que é impensável uma revolução no Brasil que não tenha como um de seus motores centrais acabar com o racismo e com a precarização do trabalho que atinge principalmente os negros, e assim, que não tenha como sujeitos da revolução a classe trabalhadora e sua maioria negra. Também não achamos que a questão negra é algo para ser debatida só em “datas comemorativas”. É algo para o cotidiano! Por isto temos realizado uma série de atividade e iniciativas como seminários para discutir marxismo e questão negra e passeios pelo centro do Rio para lembrar da história não contada nos livros de história. História de dor e luta do maior pólo de tráfico de escravos do planeta que era nossa cidade! Precisamos estudar e nos armar para intervir na realidade para erguermos uma teoria revolucionária, baseada no marxismo para enfrentar a realidade nacional calcada neste passado escravocrata e neste presente igualmente racista.

Participe de nossas atividades! Conheça e faça parte da juventude Às Ruas!



domingo, 24 de março de 2013

Juventude Às Ruas – Rio de Janeiro organiza importante seminário sobre questão negra


Por Ana Carolina Oliveira, estudante de Serviço Social da UERJ e Jenifer Tristan

A Juventude Às Ruas - Rio de Janeiro (LER-QI + Independentes) organizou um importante seminário com o tema "Marxismo, questão negra e revolução no Brasil" para abrir as discussões e reflexões sobre como a questão negra é crucial para pensar um processo revolucionário no Brasil. A partir de reflexões iniciais e o resgate da história dos negros internacionalmente e em especial no Brasil, partimos de regatar a nossa história de luta desde as várias revoltas quilombolas e diversas formas de resistência negra neste país, parte da nossa história que não nos ensinam nas escolas para fazer-nos crer que a escravidão foi passiva. Pensar a revolução brasileira é também parte fundamental de ver que a história dos negros sempre foi de revoltas e resistências, com o maior quilombo da Américas que foi o Quilombo dos Palmares e todas as ações do negrxs de resistências, fugas, envenenamento de senhores, incêndios nos engenhos são as primeiras expressões de luta de classes no Brasil.

O Brasil de hoje foi criado sobre as bases da escravidão e é na marca das condições de vida dos setores mais explorados que vemos a herança da escravidão. Por trás dos postos de trabalho precário, das moradias precárias nos morros, favelas e periferias, no alvo fácil da repressão sistemática nas mãos da policia que mais mata no mundo, na maior parte da população carcerária, vemos os negros e negras hoje.




A esquerda em diversos momentos de sua trajetória nunca deu a centralidade necessária para debater a questão negra, seja porque acreditava que esta questão dividia a classe trabalhadora ou ignorando a dinâmica racial, colocando como única pauta a revolução e como se esta fosse pensável sem os negros e o combate ao racismo em um país que foi o maior país escravocrata do mundo. No Movimento Negro diversos setores não colocam a luta pelos direitos dos negros como parte da mesma trincheira da classe trabalhadora. Para superar este atraso histórico precisamos resgatar o legado do marxismo, que desde sua origem sempre deu como tarefa central a libertação da mulher e dos negros, como parte fundamental de libertação da humanidade.

A expressão destes atrasos históricos primeiramente da esquerda ao não enxergar a questão negra como parte fundamental da perspectiva revolucionaria, nunca a fez ser uma alternativa real para os negros e para o próprio movimento negro. Isso faz com que hoje estes setores se limitem a defender demandas mínimas extramente insuficientes como são as cotas raciais, que apesar de ser um avanço não respondem a altura da precarização e elitismo nas universidades e mantém vários milhões de jovens negros e pobres fora das universidades.

 O debate no seminário além de se debruçar neste pontos, também debateu ativamente a situação do negro em nossa cidade em meio a sua profunda transformação para atender aos projetos da elite. Na menina dos olhos de Dilma, Cabral e Paes, frente a preparação do País que vai sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas, vivemos em base a um projeto de cidade privatista, de remoções, higienista que varre das ruas o conjunto dos negros e pobres, militarização as favelas a partir das UPP’s, remove milhares de moradores para dar lugar a especulação imobiliária, além de um projeto de Lei que proíbe qualquer tipo de manifestação nos meses antes destes megaevento, o AI5 da Copa. O principal alvo desta ofensiva privatista e militarista é a população trabalhadora, e sua ampla maioria são os negros. 

Diante deste cenário debatemos as tarefas de uma um juventude revolucionária que deve dar uma resposta a altura e se colocar a tarefa de atingir amplos setores desde a perspectiva da transformação revolucionária desta sociedade como aliada da classe trabalhadora.  O avanço da discussão e reflexão sobre a questão negra, somado a papel que cumpre a juventude e o peso que tem o proletariado negro no Rio de Janeiro pode e deve ser um aporte para a luta dos negros no Brasil e no mundo todo.

Com esta imensa tarefa e desafio, mesmo que ainda só com um pontapé inicial deste seminário que continuaremos com diversas outras atividades, ele foi um marco para todos presente e serve de um ótimo começo para nos fazermos à altura deste imenso desafio de relembrar a história da luta dos negros e da classe trabalhadora para acabar definitivamente com as heranças da escravidão e abrir caminho a um a nova sociedade e humanidade, o socialismo. 

sexta-feira, 22 de março de 2013

JUVENTUDE ÀS RUAS - Rio de Janeiro - CONVIDA: SEMINÁRIO MARXISMO, QUESTÃO NEGRA E REVOLUÇÃO NO BRASIL


Há 6 anos do inicio da crise capitalista são antes de mais nada as massas trabalhadoras, sobretudo os jovens, os imigrantes e os negros que sofrem as conseqüências do imperialismo e as distintas burguesias buscarem descarregar sobre suas costas a crise. Vemos isto na perseguição do Estado e do neonazismo aos imigrantes africanos na Grécia, às absurdas proibições de atendimento médico aos sem documentos no Estado Espanhol. Em nosso país, que ainda não sofre as conseqüências mais drásticas da crise, vemos os setores mais precários da classe trabalhadora sofrerem duríssimas condições de trabalho nas obras do PAC e sofrerem repressão policial do governo Dilma nas mesmas.

Nosso país é inegável herdeiro da escravidão, continuada nas piores condições de moradia e trabalho dos negros. Na violência policial, no sistema prisional. Construirmos uma juventude revolucionária em nossa época e em nosso país passa necessariamente por enfrentar esta herança histórica e sua reprodução atual!

Precisamos afiar as armas da crítica, partindo dos aportes do marxismo para pensar a questão negra, para enfrentarmos esta questão estrutural em nosso país. Precisamos recuperar o papel da luta dos negros na construção do país e como a elite e o Estado brasileiro se construíram mediante a repressão das massas, particularmente negras. Não haverá revolução em nosso país sem a mobilização revolucionária da maioria negra da população e particularmente da classe trabalhadora. Não há como pensar uma revolução em nosso país que não coloque em seu centro o combate e destruição do racismo.

Nos propomos a construir um grande acampamento e seminário no final de Abril, agora, no dia 23 de março faremos um primeiro seminário para iniciarmos esta discussão.

Mesa: “Racismo ontem e hoje e as tarefas da juventude?”

Contribuições: Suplemento especial sobre a Questão Negra disponível em:http://pt.scribd.com/doc/113978620/Suplemento-Completo

Texto " Só haverá democracia quando houver revolução: um olhar marxista sobre a questão negra" do Manifesto por uma juventude revolucionária da Juventude às Ruas http://juventudeasruas.blogspot.com.br/2013/03/so-havera-democracia-quando-houver.html


Para aprofundar na história do Brasil e papel da luta negra na formação nacional:
- "Rio de Janeiro: capital mundial do genocídio negro e de suas lutas escondidas pela burguesia" disponível em: http://www.ler-qi.org/spip.php?article3741

Maiores informações no email juventudeasruasrj@gmail.com

quarta-feira, 20 de março de 2013

Mais uma tragédia produzida pela ganância capitalista e descaso dos governos!


NOVA TRAGÉDIA NO RIO DE JANEIRO

Mais uma tragédia produzida pela ganância capitalista e descaso dos governos!

Declaração de emergência da Juventude às Ruas – RJ


Na madrugada de domingo para segunda-feira (18/3) mais uma tragédia atingiu o povo fluminense, particularmente na cidade de Petrópolis que já havia sido atingida na imensa tragédia de janeiro de 2011. A partir de novas fortes chuvas a ganância capitalista e o descaso dos governos Dilma e Cabral ceifaram mais de 27 vidas e deixaram milhares desabrigados e desalojados.

O governador Sérgio Cabral (PMDB), como sempre, culpou o volume histórico de chuvas em pouco tempo. Porém a recorrência das tragédias na história recente bem como intermináveis registros históricos de desmoronamentos e alagamentos em mesmos locais (registros em alguns casos de recorrência de mais de um século) denuncia como não há nada de imprevisível e anormal nestas chuvas. O que há de anormal é o repetido descaso que mata a população em geral, mas muito mais particularmente os trabalhadores, e, sobretudo a parcela – maioria – que tem as condições de vida, trabalho e moradia mais precárias, os negros.

Dilma por sua vez culpou os próprios moradores e ao contrário de outras tragédias onde repetia um script de solidariedade e oferta de um grande plano (retórico) de ajuda ofereceu novidades frente a segunda grande tragédia na região serrana em 26 meses. Desta vez Dilma não só prestou solidariedade e disponibilizou recursos (que nunca chegam à população atingida) mas saiu em ataque contra os moradores. Disse que seria necessário tomar medidas “drásticas” contra as pessoas que moram em áreas de risco (só em Petrópolis são quase vinte mil pessoas). Quando questionada nesta terça sobre o que seriam estas medidas “drásticas” explicou: proibir que construam e remoções.

Estas medidas anunciadas por Dilma e o olhar para os céus esperando menos chuvas de Cabral encobrem suas responsabilidades diretas nestas tragédias anunciadas e recorrentes.Porém a política do estado está voltada para um projeto de cidade que tem o objetivo de colocar dinheiro nas mãos de empresários com especulação imobiliária, com grandes construções que não atendem em nada as necessidades dos trabalhadores e do povo pobre do Rio, tudo isso para ser o país sede da Copa do Mundo e Olimpíadas.  Foi sob seus governos e no governo Lula que cerca de duas mil pessoas morreram no estado do Rio em uma sucessão de tragédias: Angra dos Reis, Bumba, Região Serrana, Xerem, Região Serrana novamente. Estes governos também buscam ao jogar à metereologia e à população a culpa, isentar de culpa o capitalismo e o Estado que eles administram por produzir estas tragédias.



A população da região serrana, bem como de todos centros urbanos do país, não morre na beira de córregos e rios, em encostas de morros por diversão mas por necessidade econômicas produzidas pelo capitalismo. Fruto dos baixos salários, terríveis condições de transporte e especulação imobiliária que tem se intensificado ainda mais com a Copa do Mundo e as Olimpíadas a partir da concentração de terras (rurais e urbanas) não sobra a população trabalhadora outra opção que espremer-se e arriscar-se em locais perigosos, mas que tenham facilidades de acesso ao emprego e aos escassos direitos como saúde e educação. É o capitalismo, neste país herdeiro da escravidão e do latifúndio, que coloca as pessoas recorrentemente em risco e mata todo verão!

Em Petrópolis, palco destas repetidas tragédias, esta história da escravidão, do latifúndio, e dos privilégios dos latifundiários é ainda mais viva do que no resto do país, ali temos a continuidade legal de um privilégio monárquico da família de Bragança e Orleans: o laudêmio. Nesta cidade todo e qualquer imóvel que for vendido no centro e alguns bairros adjacentes deve pagar 1,5% de imposto para a família herdeira de Pedro II, para sempre. A cidade é propriedade eterna destes “nobres”. Este título hereditário é uma das bases para fortalecer a especulação imobiliária e jogar os trabalhadores, sobretudo os negros e migrantes, aos morros naquela cidade.

A implementação do programa de Dilma de proibição de construção e remoção só pode ser efetuado sob as botas da polícia (que nunca faltam nas tragédias para garantir a propriedade privada dos supermercados e seus preços abusivos) e não tem a menor lógica que não a da especulação imobiliária e favorecimento das construtoras. Qualquer estudo sério de engenharia, urbanismo, arquitetura e geologia constatará (como volta e meia aparece nos jornais) que é mais barato realizar obras de contenção de encostas do que remover dezenas de milhares de pessoas a locais longínquos, sem infra-estrutura, sem emprego. Esta remoção só favorecerá as empresas que construiriam estas casas e – para piorar ainda fariam provavelmente os trabalhadores terem que pagar por estes imóveis.

A juventude não pode assistir calada a mais uma tragédia capitalista. É preciso começar a dar um basta nisto! Lutemos pelo imediato confisco dos estoques de supermercados, farmácias, e quartos de hotéis e pousadas disponíveis. Organizemos nos locais de trabalho e estudo, coletas para organizar uma solidariedade independente dos governos para que as necessidades emergências da população sejam atendidas, mas coloquemos de pé um movimento como este pois a forma mais econômica e eficiente de atender estas necessidades é utilizando o que já está disponível! Lutemos para colocar um fim a estas tragédias colocando o conhecimento de nossas universidades a serviço da população. Os estudantes, professores, e técnicos das universidades, junto a sindicatos e associações de moradores podemos elaborar planos de emergência para estes locais e oferecer moradia segura e decente a todos a partir de um plano de obras públicas  financiado com o dinheiro dos royalties, com impostos as fortunas dos Eike Batistas e da família imperial!   

sábado, 2 de março de 2013

Todo apoio à luta dos rodoviários!


Juventude às Ruas Rio de Janeiro

Hoje, 01 de março os rodoviários deram início a uma forte greve contra as terríveis condições de trabalho que enfrentam diariamente. Toda a população trabalhadora e pobre sofre as consequências da exploração destes trabalhadores. Suas principais reivindicações são redução da jornada e fim da dupla função (acumulo de funções de motorista e cobrador), além de outras reivindicações econ. A vitória de seu movimento representaria uma vitória para todos os trabalhadores da cidade, não só porque melhores condições de trabalho para uma das categorias mais exploradas significaria que outros trabalhadores de outras categorias se sentiriam mais fortalecidos a lutar como, também, toda a população se beneficiaria de viagens de ônibus mais seguras. Por estes motivos nós da Juventude às Ruas manifestamos nosso apoio incondicional à luta dos rodoviários!

A juventude não pode aceitar os argumentos da mídia e do governo que buscam isolar os rodoviários e fazer a população culpá-los pelo caos na cidade no dia de hoje. O caos do transporte desta cidade é organizado diária e sistematicamente pelo governo Cabral, o prefeito Paes, sua agência Fetranspor e a entidade patronal Rio Ônibus.

Eles são os culpados pelo caos cotidiano que fazem os trabalhadores do transporte e os trabalhadores que usam o transporte público sofrer em ônibus lotados, com horários irregulares, inseguros por economia na manutenção e inseguros por metas de horários que os motoristas precisam cumprir e terríveis jornadas de trabalho além do exercício de dupla função. Estes mesmos hipócritas que hoje falam que os rodoviários atacam a população usaram esta greve ou qualquer outra desculpa para subir o valor da passagem em poucos meses. Não aceitemos esta manobra da patronal e dos governos que busca somente seus lucros!  

A revolta dos rodoviários contra esta exploração, contra este caos, precisa ser apoiada. Ao contrário de culpar os rodoviários devemos exigir dos governos e das empresas que todos trabalhadores que não conseguiram chegar ao trabalho hoje que tenham seus dias abonados recebendo integralmente  seus salários e direitos! Uma reivindicação como esta se levantada pelos rodoviários poderia ajudar a desarmar o discurso do governo e da mídia e agora também da justiça.

Não à intervenção da "justiça" do trabalho na greve! O TRT decretou que 80% da frota deve rodar diariamente, esta intervenção busca quebrar as costas do forte movimento que garantiu que somente 20% da frota rodasse hoje chegando a parar inclusive as linhas de ônibus associadas ao Metrô.

A juventude não pode ficar parada enquanto os trabalhadores se levantam contra a exploração. Chamamos os Centros Acadêmicos, Grêmios, entidades estudantis, mandatos parlamentares do PSOL, partidos e organizações políticas da esquerda anti-governista a organizarmos urgentes atos de solidariedade aos rodoviários. Todos aqueles que construimos os atos no começo do ano contra o aumento das passagens precisamos agora tomar às ruas em apoio aos rodoviários, a vitória de sua luta fortalecerá a luta por um transporte público, gratuito, seguro e de qualidade sob controle dos trabalhadores!

A partir de um forte movimento da juventude em apoio aos rodoviários podemos começar a nos dirigir a outras categorias de trabalhadores e exigir que seus sindicatos defendam a luta dos rodoviários. Os sindicatos dirigidos pela esquerda, como o SEPE - sindicato estadual dos profissionais da educação - deveriam estar à frente de um movimento como estes. A luta dos rodoviários toca a toda a população, sua vitória seria uma vitória de todos trabalhadores do Rio!
Viva a luta dos rodoviários! Pelo fim da dupla função (motorista-cobrador)! Pela jornada de 6 horas e imediato atendimento de todas outras reivindicações dos rodoviários!
Não a intervenção do TRT, pelo direito de greve! Pelo abono dos dias dos trabalhadores que não conseguiram trabalhar!

Não ao aumento das passagens!
Pela estatização sob controle dos trabalhadores de todo sistema de transporte, para garantir um transporte seguro e gratuito!