Juventude às Ruas!

Fim do massacre ao povo palestino! Fim dos ataques do Estado de Israel à Faixa de Gaza! Palestina LIVRE!!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Trocar a burocracia sindical pelos novos dirigentes operários!

A politização nacional e o dia 11 vistos de dentro de uma fábrica com a burocracia no sindicato
por W., operário numa fábrica em São Paulo
As enormes manifestações que tomaram as ruas do país durante o mês passado também marcam uma profunda mudança na politização geral do proletariado. Está visto e confirmado por todos, manifestações de rua conseguem resultados. Ainda que o principal sujeito social que se depreende desse processo seja uma massa de jovens, policlassista, chamada de “manifestantes”, a classe operária industrial não só acompanhou cada passo da luta numa crescente expectativa, fazendo desse o tema predominante nas rodas de conversa durante duas ou três semanas seguidas, como também participou pontualmente, a partir das manifestações organizadas nas periferias; viu seus elementos mais avançados tentarem se organizar para atender aos chamados de greve geral feitos nas redes sociais, para os dias 26/06 e 01/07 e ainda puderam, em alguns locais, participar das manifestações do dia 11, bem controladas pela burocracia.
O chamado para o dia 11 desde o início não esteve à altura do espírito que tomava conta do proletariado. Primeiro por ser tardio, pois ainda que as pautas fossem muitas, o aumento das passagens já havia sido barrado e o movimento tinha passado seu ápice. A classe operária gostaria de ter participado organizadamente dessa conquista e certamente se veria mais forte se assim tivesse sido. Mais do que isso, o dia 11, pelo que a burocracia sindical quis e fez dele, cobrou caro aos elementos mais progressivos do processo. Os trabalhadores que mais sintetizavam a politização nacional, os que agitavam as rodas de conversa em defesa das lutas e que convocavam os colegas a se somarem, foram os que mais se desmoralizaram com a não aparição do sindicato, a não paralisação organizada da categoria ou da fábrica e também com as notícias, vistas durante o almoço, sobre como estava sendo fraco aquele dia de paralisação nacional.
Como deve ser nas revoluções e processos avançados de luta de classes, o pré dia 11 nos mostra novos dirigentes operários surgindo por todos os lados, sedentos para dar um novo sentido às suas vidas, perdidas numa rotina pobre, quando se passa ao menos 12 horas diárias em função do trabalho. O processo de politização nacional que antecede o dia 11 foi profundo o suficiente para esses novos dirigentes levantarem suas cabeças e começarem a ensaiar seus discursos. Não só havia subjetividade o suficiente para uma forte paralisação naquele dia, como a mesma poderia ser coordenada a partir do chão de fábrica. A incapacidade do salário para suprir uma vida digna e a necessidade de elevar o mínimo para R$ 1, 5 mil era o eixo que colocava um jovem que se despertava como dirigente operário, que não participou de manifestação alguma, mas que estava incendiado o suficiente para passar o dia 10 inteiro contagiando e organizando o seu setor para a paralisação seguinte. Os trabalhadores combinavam de chegarem juntos e assim ninguém sofrer sozinho a possível pressão da patronal para que entrassem, outros pediam aos que chegam primeiro que avisasse se estavam parados mesmo, pois assim nem iriam. Naquele dia, passos e conversas ansiosas afastavam o frio do final de madrugada enquanto caminhávamos até o portão da fábrica. Vamos entrar em cena!
Experiência amarga com a burocracia sindical, para a maioria, no escuro. Em um período de fragilidade do governo Dilma/PT por diversas vias, CUT, Força Sindical, CTB, CGTB, UGT e Nova Central), marcam posição com uma pequena vazão localizada e controlada das forças do proletariado nacional, permitindo a entrada em cena de alguns milhares. Trotsky nos antecipou, “Os burocratas fazem todo o possível, em palavras e nos fatos, para demonstrar ao estado "democrático" até que ponto são indispensáveis e dignos de confiança em tempos de paz e, especialmente, em tempos de guerra.” (Os sindicatos na época da decadência imperialista, 1940), portanto, atuamos durante esse processo, por fora das fábricas, com o Boletim Classista, a Juventude às Ruas e o Sintusp, que fazem parte das forças da ala esquerda “dos manifestantes” que barraram o aumento das tarifas. Nossa juventude e trabalhadores atravessavam qualquer muro ou catraca com seus panfletos e ideias em rodas de conversas sobre a situação nacional e os rumos do movimento.
Buscamos nos ligar aos operários mais avançados das fábricas, pois queremos ser parte do despertar revolucionário desse estratégico setor, que deve retomar seus sindicatos sob controle dos trabalhadores, sem burocracia, se preparando para os enfrentamentos mais duros contra a burguesia, que a crise irá trazer inevitavelmente. Mais uma vez, Trotsky ajuda, “É por essas razões que as seções da IV Internacional devem esforçar-se constantemente não só em renovar o aparelho dos sindicatos, propondo audaciosa e resolutamente nos momentos críticos novos líderes prontos à luta no lugar dos funcionários rotineiros e carreiristas, mas inclusive criar, em todos os casos em que for possível, organizações de combate autônomas que respondam melhor às tarefas da luta de massas contra a sociedade burguesa, sem vacilar mesmo, caso seja necessário, em romper abertamente com o aparelho conservador dos sindicatos. Se é criminoso voltar as costas às organizações de massa para se contentar com facções sectárias, não é menos criminoso tolerar passivamente a subordinação do movimento revolucionário das massas ao controle de camarilhas burocráticas declaradamente reacionárias ou conservadoras disfarçadas ("progressistas"). O sindicato não é um fim em si, mas somente um dos meios da marcha para a revolução proletária.” (O Programa de Transição, 1938).



quinta-feira, 25 de julho de 2013

Abaixo o decreto 43302! Abaixo o DOI-CODI de Cabral!

Por: Jean Ilg e Leandro Ventura

O governo Cabral está acuado com as manifestações. Vendo sua popularidade despencar (19% na última pesquisa, sendo que se elegeu com 66%), sofrendo questionamentos justamente de seus mais importantes legados começa a tomar medidas dignas do que sempre se cantou nas manifestações: “Cabral é Ditador”. Seu principal legado, junto a Dilma e Paes, era mostrar um Rio pacificado (com as UPPs) e que fosse uma vitrine do país com os grandes eventos. Pois bem, da Rocinha surge um forte movimento para aparição de Amarildo (pedreiro desaparecido por policiais das UPPs), da Maré pela punição dos assassinatos de 13 moradores. E nas ruas os manifestantes cantam pela aparição de Amarildo e “Maré resiste”. Da Copa, nem falar, o slogan “Da Copa eu abro mão” ganhou profundamente as ruas. Este é o pano de fundo para o imenso ataque aos manifestantes, às liberdades civis e a constituição que Cabral procura fazer.
O governo e o MP são agentes e criadores interessados do discurso ecoado na grande mídia e da campanha suja que esta vem fazendo contra as manifestações. A natureza desta parceria se dá pela necessidade de jogar a opinião pública contra os manifestantes, como é o caso desta narrativa que distingue artificialmente as manifestações entre “pacíficas” e “desordeiras”, para que então se apresente uma solução imediata para o falso problema. A maior desordem são as condições de moradia, saúde, educação, trabalho neste Estado! O maior vandalismo são as mortes na Maré, o desaparecimento na Rocinha, são as infiltrações da ABIN de Dilma, da civil e da PM de Cabral nas manifestações!
Um projeto original digno de AI-5
Com o apoio do MP (que até umas semanas atrás bancava-se o bonzinho, aquele que controlaria a polícia para conseguir gente que fosse a rua lhe defender recusando a PEC 37), o Governo Estadual pretende reviver os DOI-CODI com outro nome, a CEIV: Comissão Especial de Investigações de Atos de Vandalismo em Manifestações Públicas. No texto original publicado em 19/07, entrando em vigor na última segunda-feira , teve terá poder de investigação e repressão sem limites especificados.
Ou seja pela letra da lei podem ter feito de segunda até hoje, quando alteraram o decreto, torturas ou mesmo sumiços de alguém (quantos Amarildos estão dispostos para sufocar as manifestações?) para buscar os “vínculos internacionais” dos “vândalos”. É importante pontuar que a criação da CEIV se dá em um clima de reação, logo após a manifestação na casa do governador Sérgio Cabral no Leblon (17/07), que é um dos bairros com o m² mais caro do país, no cartão postal do Rio de Janeiro. Isto aconteceu depois de mais declarações do presidente Fifa, Joseph Blatter que “talvez tenha sido um erro escolher o Brasil”.
O raciocínio é de que as manifestações de rua exigiram que o Estado lubrificasse a sua máquina repressora (Polícias Militar e Civil, Ministério Público e Secretaria de Segurança do Estado do Rio de Janeiro) tomando “todas as providências necessárias à realização da investigação da prática de atos de vandalismo, podendo realizar diligências, requisitar informações e praticar quaisquer atos necessários à instrução de procedimentos criminais com a finalidade de punição de atos ilícitos praticados no âmbito de manifestações públicas ”(Art. 2).
Isso significa que a polícia pode perseguir os manifestantes suspeitos de vandalismo em suas casas. É como o Ato Patriota de Bush, só que ao invés de Guantánamo, temos a Bangu I. Em outro artigo (3º) está previsto a quebra de sigilo telefônico e virtual, com o prazo máximo de até 24h para que a empresa prestadora do serviço forneça as informações requisitadas sobre os indivíduos pela CEIV. Significa que o número de prisões arbitrárias, os policiais infiltrados dentro do movimento, os disparos com munição letal ou o contingente absurdo exercendo o policiamento nesta semana, no Rio de Janeiro, por causa da vinda do papa, não dão mais conta da repressão, portanto é preciso seguir os indivíduos em suas casas, seus e-mails, facebooks, telefonemas. Cria uma agência como a da CIA de Obama para nos espionar com o objetivo de amedrontar e impedir manifestações.
Após intensas críticas Cabral retira aspectos do projeto mas mantém seu objetivo: caça às bruxas
Cabral colocou o decreto 43302 em prática. Mesmo com intensas críticas na mídia e até da OAB-Nacional quantos sigilos foram quebrados, quantas arapongas montadas, que caça as bruxas se iniciou? A OAB pronunciou-se sobre a inconstitucionalidade de três itens do decreto: que nenhum órgão de investigação pode ser criado por decreto estadual, a falta de limites à ação da comissão (artigo segundo), e que a quebra de sigilos seja feita pela comissão e não pela justiça.
Feitos estes questionamentos Cabral emitiu novo decreto nesta quinta-feira onde deixa o artigo segundo intacto e altera o terceiro falando que a justiça que autorizará as quebras de sigilo. A OAB-RJ segue declarando a inconstitucionalidade do decreto apoiando-se no argumento que não pode ser criada comissão de investigação por decreto estadual.
A OAB-RJ limita-se ao papel de questionar a constitucionalidade do o decreto, quando deveria estar se colocando contra a criação de qualquer CEIV. Se nos limitarmos a questionar a legalidade do decreto, perdemos a oportunidade de questionar para que servem estas forças de segurança, estas investigações. Esta postura é uma continuidade das declarações do presidente da OAB-RJ, Felipe Santa Cruz, depois da manifestação no Leblon. Naquela ocasião ele defendeu que fossem tomadas enérgicas medidas para prisão dos “vândalos”. A presidência da OAB quer ordem, não emite um comunicado sequer sobre Amarildo e este vandalismo. Cabral quer ordem. Divergem no respeito à constituição. Não devemos criar ilusões de que uma força tarefa semelhante a esta CEIV, por exemplo, poderia ser criada para investigar e punir os assassinos dos 13 moradores da maré ou investigar o paradeiro do Amarildo de Souza, morador da rocinha que foi levado por polícias para verificação. Nem devemos criar ilusões em órgãos como a OAB que ora posam de nossos aliados ora são os primeiros a querer manifestantes presos. Quem é vândalo o Estado que some com um pedreiro ou quem pega um lixo na calçada, joga ele na rua para se defender da brutalidade da PM de Cabral?
Fortalecer a luta independente do Estado, do governo e de sua “justiça”
Esta demonstração de silêncio da OAB-RJ é patente de que a Justiça, no nosso Estado Democrático de Direito, tem a função única de ratificar os privilégios de uma parcela da população sobre a outra. Ao eliminar “qualquer dúvida quanto ao respeito ao processo legal”, a Ordem dos advogados cumpre a função de dar o caráter legal à função de mantenedora da Ordem das forças repressivas do Estado. Chamamos os advogados progressistas, que a despeito de sua ordem, tem defendido todos os manifestantes a seguirem nas manifestações e nas portas das delegacias. Juntos derrotaremos as arbitrariedades de Cabral, os assassinatos nas favelas e a repressão no asfalto! Abaixo o AI-5 de Cabral! Liberdade a todos os presos políticos! Pelo fim de todos inquéritos! Pela aparição imediata de Amarildo! Abaixo a ABIN de Dilma! Pela extinção do serviço reservado! Abaixo as UPPs! Pelo fim de todas forças repressivas do Estado!

Juventude às Ruas – RJ organiza debate/passeio sobre história da luta dos negros e dos trabalhadores no Rio de Janeiro


Por Jenifer Tristan, Rio de Janeiro
História de luta e resistência negra


Nós da Juventude às Ruas queremos ser parte ativa na reconstrução da verdadeira história da luta dxs negrxs e da classe trabalhadora deste país. Neste último sábado dia 20/07 realizamos um passeio/debate no Centro do Rio, que tem o objetivo de caminhar pelas ruas desenterrando a nossa história que Pereira Passos e todos os governantes que o sucederam fazem questão de permanecer enterradas a cimento e cal até hoje.
Relembrando a primeira greve operária nesta cidade, em 1857, que é uma greve de trabalhadores do estaleiro Mauá, assalariados mas não livres, a primeira greve de assalariados livres no ano seguinte quando os gráficos imprimiam seu jornal de greve defendendo a abolição da escravidão. Vimos nestas experiências, e outras, a importância da aliança entre trabalhadores negros e brancos como parte da luta por emancipação humana, por ruas importantes onde aconteceram revoltas como a rua onde a ultima barricada da revoltada da vacina foi apagada depois de muito tempo de resistência, mesma rua onde está o IPN (Instituto dos Pretos Novos) que é um grande cemitério de escravos, onde também foi esquecido não só ideologicamente mas fisicamente com mais cimento e moradias na rua onde fica esse cemitérios que hoje tem casas, carros por cima como se nada houvesse acontecido ali. Aquele que é o maior cemitério de escravos que se conhece em todo o planeta: uma grande vala onde se jogavam os "lixos" daquela época desde lixo urbano a escravos mortos por doença, por não agüentar a viajem nos navios negreiros ou mesmo por não servir para venda.
Nosso passeio/debate teve fim nos jardins suspensos do Valongo, jardim lindo que também esconde a história, pois nesse jardim belíssimo é onde ficavam os armazéns de engorda. Neles os africanos trazidos de toda parte eram mantidos depois das extenuantes viagens nos navios negreiros, muitos chegavam fracos, magros e os armazéns de engorda eram onde os traficantes os alimentavam assim como animais para que ganhassem corpo para serem vendidos.
Achamos extremamente necessário resgatar a história dos negros que é um pilar estrutural de como se conformou esse país, pois essa elite brasileira que nasceu espremida pela elite colonial e revoltas negras carrega consigo o racismo como marca até hoje, e resgatar essa história para nós é parte fundamental para vingar nossos mortos e reconstruir nossa história, pois os monumentos da cidade escondem a nossa resistência e luta para que não aprendamos com o passado e façamos de cada barricada destruída, de cada revolta da vacina, da chibata, presente nos dias de hoje para trazer abaixo não só esta elite herdeira da escravidão, do latifúndio, de suas instituições nascidas e perpetuadas para caçar negros e trabalhadores como a polícia, mas também para superar o racismo.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Estudantes apoiam a luta dos terceirizados da limpeza da Unicamp!



Nessa segunda-feira, dia 22 de julho, as trabalhadoras terceirizadas da limpadora Centro da Unicamp, decidiram cruzar os braços e iniciar uma greve contra as precárias condições de trabalho, por aumento no salário e garantia de direitos, além da readmissão das trabalhadoras que foram demitidas politicamente, por denunciarem essas condições de trabalho. Nós, da Juventude Às Ruas! viemos prestar a nossa solidariedade ativa a luta desses trabalhadores.

O trabalho precarizado, no qual os trabalhadores são submetidos a uma jornada diária de 12 horas com forte assédio moral, sem direito a faltas médicas, sem nenhum direito garantido, para receberem muitas vezes menos de um salário mínimo (como ocorre aqui na Unicamp) é a realidade de diversos trabalhadores por todo país, que para o governo contam como trabalhadores formais, escondendo a precariedade desse trabalho semi-escravo.

Sabemos, que a maioria desses trabalhos precarizados, ligados a extensão do serviço doméstico, são realizados por mulheres, recebendo menos que os homens. A “precarização tem rosto de mulher”! E hoje, o governo e os empresários estão preparando mais um ataque à classe trabalhadora, com o projeto de lei PL 4330 que permite a legalização da terceirização em todas as atividades, ou seja, a regulamentação do trabalho semi-escravo em todos os níveis na empresa - hoje apenas as atividades consideradas meios, ou seja, atividades “secundárias” da empresa como por exemplo a limpeza, o refeitório, podem ser terceirizados.


Na universidade o trabalho terceirizado é a outra face da moeda do projeto da universidade de excelência, cada vez mais privatizada e elitista. Ao invés de funcionários efetivos contratados pela Unicamp, o Reitor e a burocracia da universidade mantém a terceirização como uma via de enxugar os seus gastos com funcionários, mantendo seus acordos com as máfias das empresas terceirizadas que estão na limpeza, no restaurante, nas construções da universidade e se isentando de qualquer responsabilidade sob as condições de trabalho a que estão submetidas estes trabalhadores. Além disso, a terceirização também é uma forma de dividir os trabalhadores, dificultando a sua organização e diminuindo as suas forças de mobilização. Recentemente, os trabalhadores da limpeza da USP, da empresa Higilimp, também entraram em greve para receberem os seus salários atrasados, o mesmo ocorreu em 2011 com a empresa União, e em 2007 com a empresa Dima, em todas estas lutas as trabalhadoras organizadas conseguiram conquistar os seus salários atrasados.

Mas com um diferencial da atual greve na Unicamp, que seguindo o espírito de lutas e mobilizações instalado no Brasil, não é uma luta de defesa de postos de emprego e salários frente demissões, mas sim uma luta que vai por mais conquistas, essas trabalhadoras se colocam na ofensiva contra a precarização do trabalho e do projeto de universidade que paga super salários para os reitores e cargos de chefia enquanto para xs terceirizadxs recebem menos que um salário mínimo. Projeto de Universidade esse que impedem que elas tenham acessos ao conhecimento produzidos nas salas e laboratórios que elas mantem limpos, em ordem e em condições para o uso diário. Uma luta que escancara a fundo o caráter machista da universidade, empregando centenas de mulheres para cumprirem as tarefas de limpeza em condições sub humanas de acidentes de trabalho, legitimando a ideologia que a mulher é inferior, que seu trabalho vale menos e que sua única função social é a da reprodução, da limpeza, de um trabalho repetitivo e embrutecedor.

Os sindicatos desses trabalhadores são em grande parte diretamente patronais, passando demissões, denunciando trabalhadores, estão totalmente a serviço dos interesses dos chefes. Por isso é central que xs trabalhadores se auto organizem por fora e em combate a essas burocracias patronais, para que eles mesmos reconquiste os sindicatos como instrumento de luta próprio, servindo seus interesses. Nós como juventude e estudantes estamos ao lado de todas as iniciativas de luta dos trabalhadores, como também em defesa em caso de ataques que possam vir dessas burocracias e patrões.

Vimos milhares de jovens saindo as ruas no Brasil e conquistando direitos reivindicando melhores condições de saúde, educação, transporte. Essa foi a prova viva de como a juventude pode cumprir um papel central nas lutas, mas sozinhos sua luta fica pela metade, só com os trabalhares que são os reais produtores de riquezas, é possível arrancarmos direitos e colocar os governos e reitorias em xeque. A solidariedade dos estudantes pode fazer a diferença, dar maior impulso e visibilidade a luta das terceirizadas da Unicamp, ao mesmo tempo em que a luta contra a precarização do trabalho e as condições desumanas sob a qual se ergue a Unicamp é também a luta por outro projeto de universidade. Pelo fim da terceirização e pela incorporação dessxs trabalhadorxs sem concurso público, uma vez que já mostram diariamente que são capazes de realizar esse serviço! Pelo fim do vestibular, acesso a toda população a universidade publica, com creches, moradia, e auxilio alimentação, transporte, e estudos, garantindo o acesso a todos que necessitem!

Fazemos um chamado às entidades estudantis para se posicionarem e fazerem um chamado aos estudantes para se mobilizarem. Achamos que é fundamental o movimento estudantil estar preparado para apoiar os trabalhadores para que todas as suas reivindicações sejam aceitas e nenhuma punição seja passada!

Por salários dignos, melhores condições de trabalho e aumento do quadro de funcionários!

Pela readmissão das trabalhadoras demitidas por perseguição política! Abaixo o assédio moral aos trabalhadores!

Pelo fim da terceirização e pela incorporação dessxs trabalhadorxs sem concurso público, uma vez que já mostram diariamente que são capazes de realizar esse serviço!

Pelo fim do vestibular, acesso a toda população a universidade publica, com creches, moradia, e auxilio alimentação, transporte, e estudos, garantindo o acesso a todos que necessitem!

Que a UNICAMP se responsabilize pelas condições de trabalho, chega de precarização e super-exploração do trabalho enquanto a universidade paga super-salários a seus dirigentes!


Em Belo Horizonte, os estudantes panfletam em fábrica!

Por Juventude às Ruas - BH

Hoje (22/07) a Juventude às Ruas, junto a estudantes independentes da UFMG, panfletamos na Manesmann, grande siderúrgica de Contagem (cidade da região de Belo Horizonte), e de muita tradição de luta nas décadas de 70 e 80. Fomos muito bem recebidos pelos trabalhadores, entre operários efetivos e terceirizados, que se interessavam quando dizíamos que éramos estudantes e se tratava das manifestações de junho. Em meio às conversas, vimos que as maiores denúncias e reclamações dos operários eram relacionadas ao sindicato – não apenas dessa fábrica, mas também de outros locais de trabalho que já passaram – que, segundo eles, é um “sindicato da empresa”.

No mês de junho, a juventude brasileira protagonizou a maior mobilização dos últimos 20 anos, saindo às ruas reivindicando questões elementares, como transporte, saúde e educação, e contra a FIFA e a Copa do Mundo a ser sediada no Brasil. Todas essas questões sintetizam a intensa indignação da população com a precarização das condições de vida da juventude, dos trabalhadores e do povo pobre! Nada disso passou sem repressão, deixando mortos, feridos e presos. Em Belo Horizonte, a repressão chegou a vir de dentro da UFMG, que alojou a Força Nacional de Segurança, mostrando que, ao invés de se colocar ao serviço e aberta aos trabalhadores, a Universidade se colocou a serviço da repressão dos governos Dilma (PT) e Anastasia (PSDB), e a serviço da FIFA.

Fomos aos trabalhadores levar essa discussão, colocando que para avançarmos nessa luta é necessário que nós, estudantes, nos aliemos a eles, nos colocando ao seu lado e lutando por suas demandas. Sabemos que a aliança operário-estudantil é estratégica e necessária, pois se as mobilizações de junho já arrancaram conquistas, nos somando aos trabalhadores, com eles tomando a frente das lutas, se organizando desde seus locais de trabalho, questionando essa precarização e suas condições de trabalho, independentes dos governos, do patrão e da burocracia sindical, poderemos muito mais, e poderemos colocar que xeque vários pilares desse sistema!

Avante juventude e trabalhadores! Pela aliança operário-estudantil! Pela organização desde os locais de trabalho e estudo, independente dos governos, burocracias sindical e estudantil, patrões e reitorias!







*****

Abaixo, o panfleto escrito e panfletado pela Juventude às Ruas-BH junto à estudantes independentes da UFMG:

Trabalhadores, estudantes, jovens e todo o povo explorado: nossa luta é uma só!

            Nós, estudantes da UFMG, da agrupação de estudantes Juventude às Ruas e independentes, participamos das manifestações de junho buscando nos unir aos trabalhadores, à juventude e a todo o povo que estava nas ruas lutando por seus direitos. Desde a UFMG nos colocamos contra o projeto de educação que fecha as portas das universidades públicas à maioria da população (que não pode entrar aqui devido ao filtro de classe do vestibular, que os exclui), mas abre para a Polícia Militar, o Exército e a Força de Segurança Nacional para que reprimam a população, como aconteceu na manifestação do dia 22/06. Isso mostra à serviço de quem está essa universidade elitista, que apesar de sustentada com os impostos de todos e o trabalho de muitos, serve ao lucro de uma minoria de empresários. Quem garante essa universidade tal como está é o governo Dilma (PT) e um setor de professores burocratas que servem aos empresários e aos governos dos partidos burgueses que governam o país.

Por isso lutamos pelo fim da estrutura de poder da universidade e pelo fim do vestibular! Universidade à serviço da classe trabalhadora! Que todos tenham direito de estudar! Pela estatização das universidades privadas: a juventude trabalhadora não pode se endividar por algo que é seu direito!

Pelos direitos da juventude, dos trabalhadores e do povo, fomos às ruas!

            As manifestações que estouraram em junho tiveram início pela questão do transporte, mas avançaram, devido a uma insatisfação geral, para questionar o que há de mais elementar na vida da população, como a falta de educação, saúde e moradia de qualidade e para todos, além de questionar o destino do dinheiro público, que constrói grandes estádios e obras voltadas para a copa do mundo, mas não garante obras públicas de caráter urgente e direitos democráticos da população. Esses direitos democráticos não foram e nem podem ser garantidos pelos governos PT (Dilma/Lula) e PSDB (Anastasia/Aécio), que governam à serviço da burguesia, se aliando a empresários, latifundiários e setores reacionários como Sarney e Feliciano (que é presidente da Comissão de Direitos Humanos e segue atacando as mulheres, homossexuais e negros; garantindo que projetos como a “Cura Gay” e o “Estatuto do Nascituro” ganhem força e sejam aprovados). Foi no governo Lula/Dilma também que mais se criaram postos de trabalho precários (90% de todos os postos de trabalhados gerados em 10 anos), como vemos com o avanço da terceirização, que é a expressão brutal da precarização do trabalho e da vida, retirando direitos trabalhistas, diminuindo o nível geral dos salários (pois cria todo um setor da classe trabalhadora que cumpre as mesmas funções por menos salário e menos direitos, e isso aumenta a competitividade entre empresas, levando outras a pagarem menos ao quadro efetivo o contratarem menos efetivos), e afetando majoritariamente os setores historicamente mais explorados devido a opressão que sofrem, como os negros, as mulheres e os homossexuais.

A terceirização humilha, escraviza e divide! Pelo fim da terceirização dentro e fora da universidade! Incorporação imediata ao quadro de efetivos de todos os terceirizados!

Nas ruas, a resposta dos governos foi a brutal repressão!

            Esses mesmos governos que governam para uma minoria de empresários colocaram seu aparato repressivo, a Polícia Militar, o Exército e a Força Nacional de Segurança Pública para reprimir aqueles que decidiram sair às ruas para questionar a precarização da própria vida. A repressão às manifestações teve como resultado centenas de presos e feridos, além da morte dos jovens trabalhadores Douglas Henrique, de 21 anos, e Luiz Felipe Aniceto de Almeida, de 22 anos, que caíram do viaduto José Alencar enquanto fugiam das bombas da repressão. Esse aparato repressivo que tentou calar a revolta nas ruas é o mesmo que cotidianamente reprime e assassina jovens e trabalhadores, na maioria negros, nas favelas e periferias, e também reprime greves nas obras do PAC, em Jirau, Belo Monte,  promove massacres entre os índios Terena do MS, os Guarani-Kaiowá, e na aldeia Maracanã no RJ, entre os trabalhadores sem terra, no Haiti, entre tantos outros. É por tudo isso que no dia 16/7 construímos e participamos do ato de mudança do nome do Viaduto José Alencar para Viaduto Douglas Henrique e Luiz Felipe, em homenagem aos jovens mortos e contra a repressão!

Abaixo a violência policial! Abaixo a repressão! Liberdade a todos os presos políticos das recentes manifestações! Fim dos inquéritos policiais contra os manifestantes! Fora PM das universidades, favelas, morros e periferias!

Qual saída à juventude, aos trabalhadores, ao povo?

            Não podemos esperar mais. As jornadas de junho mostraram que a única saída à juventude e aos trabalhadores na luta por seus direitos e contra a precarização da vida, é a aliança entre trabalhadores, estudantes e todo o povo, contra os empresários e os capitalistas que os exploram e oprimem, e contra os governos que estão à serviço desses capitalistas. Para isso, devemos nos organizar de maneira independente, desde nossos locais de estudo e trabalho para lutarmos juntos pelos nossos direitos.

Pelo passe livre para estudantes, desempregados e aposentados! Pelo fim da cobrança do vale-transporte ao trabalhador! Chega de subsídios aos empresários da máfia dos transportes! Reestatização dos serviços de saúde, educação e transporte, e para garantir sua qualidade, impostos progressivos sobre as grandes fortunas dos empresários e dos altos funcionários do poder público!




quinta-feira, 18 de julho de 2013

Às ruas contra a repressão à juventude em BH!

Ato em homenagem aos jovens mortos pela repressão durante as manifestações de junho em BH!

Por Juventude às Ruas - Belo Horizonte            

Douglas Henrique de Oliveira Souza e Luiz Felipe Aniceto de Almeida. Nas últimas semanas, esses dois nomes até então desconhecidos foram repetidos inúmeras vezes por inúmeras bocas. Os jovens, de 21 e 22 anos respectivamente, foram mortos pela repressão policial às manifestações de junho em Belo Horizonte. Repressão essa que veio não apenas da PM de Anastasia (PSDB), mas também da Força Nacional de Segurança, de Dilma (PT), que fez da UFMG sua base militar, com a permissão do reitor Campolina. Ambos caíram do viaduto José Alencar quando fugiam das inúmeras bombas de gás e balas de borracha.


            No último dia 16/07 nós, da Juventude às Ruas, construímos desde a Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça - MG da qual fazemos parte, um importante ato contra a repressão e a violência policial. Por quase uma hora desviamos o trânsito da Av. Antônio Carlos e, em homenagem aos dois jovens, mudamos o nome do viaduto, do burguês ex vice presidente, para "Viaduto Douglas Henrique e Luiz Felipe". A manifestação contou com cerca de 200 pessoas, além das famílias e amigos de Douglas e de Luiz Felipe. Foram feitas saudações das organizações, correntes, movimentos sociais e sindicatos presentes. Em uma importante e emocionante fala, um amigo de Luiz Felipe denunciou a truculência policial que tirou a vida de seu amigo. Não permitiremos que nossos mortos sejam esquecidos, nem deixaremos  nossos presos para trás!

 

            Ao fim do ato, em mais uma mostra de repressão e de uma verdadeira temporada de caça aos "vândalos" aberta pelos governos e suas polícias, as manifestantes Iaci Maria e Luísa, militantes da Juventude às Ruas e estudantes da UFMG, foram presas devido a um flagrante de pixação forjado pelo capitão da polícia militar, que pegou uma lata de spray do chão e declarou ter visto às duas pixando no viaduto os nomes dos companheiros homenageados. Não por acaso, elas haviam feito e segurado durante o ato uma faixa que denunciava que a polícia que reprime é a mesma que mata nas favelas todos os dias. As  duas foram liberadas de madrugada, depois de 7 horas na delegacia, onde chegaram a receber voz de prisão por dano ao patrimônio público e houve uma tentativa de fazer passar uma prisão por formação de quadrilha. As duas companheiras, mesmo negando o flagrante, responderão por crime ambiental em uma audiência marcada para setembro.


            Após a intensa jornada de manifestações de junho e a brutal violência e repressão com que foram respondidas, fica cada vez mais evidente a necessidade da luta contra a repressão e a violência policial! No dia seguinte ao ato, em mais um exemplo de repressão, a militante Mariah, do PSTU, foi presa enquanto participava de uma reunião dos GTs construídos a partir da Assembléia Popular Horizontal de BH. Em São Paulo, 119 estudantes foram presos na reintegração de posse da reitoria da Unesp, ocupada para exigir melhores condições de permanência estudantil. Há, por parte dos governos e suas polícias e mídias, a tentativa de dividir o movimento iniciado mês passado, entre "vândalos" e "manifestantes legítimos". Essa divisão legitima que sigamos tendo repressão, principalmente aos jovens pobres e negros, além de prisões arbitrárias e quase 100 mandados de prisão para serem encaminhados. Não podemos permitir tal divisão, nem que jovens manifestantes sejam considerados vândalos, perseguidos pela polícia! O necessário combate à repressão deve servir também para unificar toda a juventude que se levantou nas jornadas de junho, e deve ser parte de toda essa luta que se iniciou pelo transporte, e avançou por questões elementares, como saúde e educação.
            Essa polícia que reprime com truculência, e todos os dias assassina jovens, negros, trabalhadores, nas favelas e periferias, é herdeira da ditadura militar! A imprescindível luta contra a repressão de hoje deve ser também a luta pela memória e justiça de ontem. Que cada torturador e responsável por torturas, mortes e desaparecimentos da ditadura seja punido!
            Basta da repressão e violência policial! Pela liberdade imediata a todos presos políticos das manifestações! Pelo arquivamento de todos processos e mandados de prisão! Pela dissolução da polícia e todo aparato repressivo do Estado! Responsabilizamos os governos estadual (Anastasia/PSDB) e federal (Dilma/PT) pelas mortes de Douglas Henrique e Luiz Felipe!

Abaixo, vídeo da fala de Flávia Vale, militante do grupo de mulheres Pão e Rosas e da LER-QI, que constrói a Frente Independente pela Memória,Verdade e Justiça - MG:

           

COMPANHEIROS DOUGLAS HENRIQUE E LUIZ FELIPE: PRESENTE!

quarta-feira, 17 de julho de 2013

ABAIXO A REPRESSÃO DO GOVERNO ESTADUAL E DA REITORIA DA UNESP!

Por Juventude Às Ruas - Frente UNESP Marília e Frente UNESP Franca.


LUTAR NÃO É CRIME, LIBERDADE IMEDIATA ÀS/AOS ESTUDANTES PRESAS/OS! NÃO ACEITAREMOS NENHUM B.O OU PROCESSO! A JUVENTUDE DA UNESP NÃO SE CALARÁ!

Ocupação do prédio da Reitoria da Unesp em SP
Ontem, dia 16/07/2013, o prédio da reitoria da UNESP foi ocupado pela segunda vez em dois meses, frente à tentativa do reitor Durigan - que entrou de férias duas vezes para não falar com o movimento estudantil, de professores e trabalhadores - retroceder no encaminhamento da última reunião realizada entre a vice-reitora e o movimento estudantil que conseguia pontos parciais da nossa pauta, e da intransigência da burocracia acadêmica em atender o conjunto das reivindicações dos estudantes em luta há mais de três meses por permanência estudantil, acesso efetivo dos trabalhadores à universidade e democratização dos seus espaços deliberativos, contra a estrutura de poder vigente.

Para garantir o projeto de universidade elitista, racista, machista e homofóbico, a reitoria e o governo estadual, mandaram na calada da noite um grande efetivo de policiais militares para cumprir uma reintegração de posse no prédio público contra as/os estudantes que lutam pela melhoria da universidade, que todxs possam estudar e que sua função social seja cumprida: seu ensino e pesquisa em prol da maioria da população.

Agora, ainda há alguns estudantes presos no 2DP no Bom Retiro, sendo que aos poucos todos estão sendo fichados pela polícia militar por lutarem e vão sendo "liberados". A reitoria da UNESP, junto com a polícia irá dar continuidade em um processo contra nossos lutadorxs e nós devemos organizar desde já uma forte Campanha pela retirada de todos os processos!! NENHUMA PUNIÇÃO AQUELES QUE LUTAM!! Xs estudantes da UNESP mostram a força das suas ideias e não se intimidaram com a repressão policial e com a intransigência da reitoria, e em frente à delegacia cantam: "Governador, deu algo errado, é o DP que agora está ocupado" "Recua, PM recua, é o movimento estudantil que está na rua!" "Chega de chacina, eu digo fora PM ASSASSINA!" “Educação de qualidade, trabalhador na universidade”, deixando claro que o movimento estudantil da UNESP toma em suas mãos as demandas que ocuparam as ruas por todo o país e que a nossa luta aliada ao potencial transformador da classe trabalhadora só terminará quando tiver nossas pautas atendidas.
 Reivindicamos muito xs camaradas da Mídia Ninja (que esteve transmitindo ao vivo a ocupação desde a noite de 16/07) e de tantxs outrxs camaradas que estiveram todo o tempo divulgando noticiais mostrando as diversas facetas truculentas dos Cães de guarda da burguesia. Durante toda a desocupação os policiais do CHOQUE não estavam com nomes, vimos a agressão de um PM à uma estudante, a falta de um lugar adequado para que todos ficassem tendo uma estudante passado mal e foi levada ao hospital (o que até agora ninguém sabe qual foi), além do próprio processo de reintegração ter ocorrido sem um mandando e sem um oficial de justiça, sem contar os casos das inúmeras pessoas que estavam do outro lado de fora cerco e acabaram sendo levadas presas.

Reforçamos o chamado do Diretório Central dos Estudantes da Unesp – Fatec Helenira Resende a todas entidades estudantis, sindicatos, comissões de Direitos Humanos, advogados e todxs lutadores a prestarem solidariedade ativa ao movimento estudantil da UNESP e comparecerem no 2DP no Bom Retiro na Rua Jaraguá, 383.
Pela liberdade imediata de todos os presos políticos da UNESP! Não aceitaremos nenhum processo contra os lutadores! Fora PM das universidades, dos bairros, favelas e das nossas manifestações! Abaixo a estrutura de poder que mantém a universidade elitista, racista, homofóbica e repressiva! Por permanência estudantil efetiva e por cotas raciais proporcionais como parte da luta pelo fim do vestibular!




domingo, 14 de julho de 2013

Em Hortolândia, região de Campinas, estudantes e professores apoiam paralisação de metalúrgicos!

Foto: AGORA em Hortolândia... por aqui ninguém trabalha hoje... Com operário eh assim: dia de luta eh dia de luta. Mabe, Maxion e  Cafi prontas para a luta

Nós da Juventude às Ruas junto aos Professores pela Base, estivemos nessa última quinta feira, 11/07, dia de nacional de luta com paralisações e manifestações, prestando solidariedade aos trabalhadores da Mabe, AmstedMaxion, Caf entre outras empresas do distrito industrial de Hortolândia.

O acesso à fábrica foi bloqueado e logo na entrada do primeiro turno os trabalhadores, junto ao sindicato, organizaram uma assembleia conjunta, entre todos os trabalhadores do cordão industrial, onde deliberaram a paralisação e incorporação às manifestações que ocorreriam ao longo do dia, que dentre várias pautas, colocavam a questão da diminuição da jornada de trabalho, pelo fim do fator previdenciário, questionando a terceirização do trabalho e reivindicando também, melhores condições nos serviços públicos, como saúde, educação e transporte.

Ouvíamos, ao conversar com os trabalhadores e questionar sobre o processo de mobilização em curso, palavras sinceras de apoio e um ânimo contagiante ao dizerem: “A gente apoia às manifestações, mas tem muita coisa errada ainda, temos mesmo que parar tudo” (se referindo a participação ativa dos trabalhadores com seus métodos de paralisações e greve na produção).

Há cerca de dois meses, uma dessas empresas, a Mabe, passou por um processo de greve importante no qual os trabalhadores receberam apoio ativo da corrente Professores pela Base. Por conta dessa experiência de luta e também pelo momento privilegiado de politização em que se encontra o país inteiro, com a maior mobilização popular e de juventude em décadas, pudemos sentir a moralização dos trabalhadores quanto à solidariedade prestada pelos estudantes e professores ali presentes, se expressando um forte sentimento de unidade e uma expectativa de que todos os setores de trabalhadores se unam aos estudantes nessa aliança que é de fato revolucionária!


Viva a Aliança Operária-Estudantil!
Pelo fim da Terceirização e precarização do trabalho: incorporação
imediata dos trabalhadores! Abaixo o PL 4.330!
Pelo salário mínimo de acordo com DIEESE! (R$2.870,00).
Abaixo à repressão! Liberdade imediata a todos os presos por lutar!