Juventude às Ruas!

Fim do massacre ao povo palestino! Fim dos ataques do Estado de Israel à Faixa de Gaza! Palestina LIVRE!!

Mostrando postagens com marcador JUVENTUDE ÁS RUAS - ABC - FSA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador JUVENTUDE ÁS RUAS - ABC - FSA. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

FSA - AVANÇA UM PROJETO DE REITORIA! O QUE OS ESTUDANTES PRECISAM SABER?



Durante o ano passado e todo 2012 muito se ouviu falar sobre repressão nas universidades. Desde novembro do ano passado com a prisão de 73 alunos e trabalhadores que ocupavam a reitoria da USP, contra o acordo estabelecido entre a reitoria Rodas e a PM. Assim como as prisões e expulsões na UNIFESP e também a repressão recorrente no campus da UNESP. Sem falar na greve das federais em que professores junto ao movimento estudantil lutaram contra um projeto de universidade pública implantada pelo governo federal baseado na precarização, ausência de moradias, bandejões, convênios com instituições privadas, salas de aula superlotadas e sem professores, ou seja: um projeto de universidade cada vez mais privatista e precária.

Para aqueles que não sabem a Fundação Santo André quando foi fundada tinha um caráter público e não cobrava mensalidades. Com o passar dos anos, as mensalidades simbólicas que surgiram pela falta de financiamento publico tornaram-se grandes mensalidades aumentando ano a ano, expulsando os trabalhadores e a juventude pobre. Os estudantes que desde 2010 se levantavam contra esse projeto e por uma educação pública, gratuita e de qualidade tem sido reprimidos e caluniados pela reitoria, o que tem dividido bastante os estudantes, que não conseguem acessar um canal confiável que lhes conte: pelo o que de fato lutam, fazem barulho, brigam, e são reprimidos estes estudantes que participam do movimento estudantil?

Por que existe um D.A e por que a REITORIA o quis fechado?

Historicamente os estudantes criaram seus mecanismos de auto-organização, entidades que foram construídas pelos estudantes como C.A´s, D.A´s, DCE´s e Grêmios estudantis; na época da ditadura os militares entravam nos espaços dos D.A´s e os trancavam para manter em desuso, pois os estudantes questionavam naquele momento um regime ditatorial e que os impedia de se manifestar, assim o fez a reitoria da FSA, fechando nosso espaço que assim como os outros foi construído historicamente.

Não ter este espaço de organização estudantil é muito perigoso, pois assim a reitoria tem passe-livre para desferir seus ataques, e os estudantes não tem onde discutir, protestar, se organizar, pois o D.A da FAFIL também é um espaço politico, cultural e recreativo. Cursos como Letras e Química estão com os equipamentos do laboratório sem se renovar a anos, em Biologia o biotério não tem verba da reitoria, são praticamente os estudantes e funcionários que o mantem, Geografia está trocando os professores doutores por professores novos e menos titulados com salários menores, Ciências Sociais não tem laboratório, fora outros cursos que também tem problemas graves. A infraestrutura do prédio é precária, banheiros e bebedouros quebrados, não tem energia elétrica nas tomadas para usar os notebooks, poucas mesas para estudar fora das salas, a estrutura do prédio não corresponde as altas mensalidades que pagamos, que aumentou 18% no ano passado. E nesse contexto a reitoria segue perseguindo aos estudantes inadimplentes, com negociações cada vez mais difíceis de serem cumpridas, fazendo com que boa parte dos estudantes trabalhadores não se matricule no próximo ano.

CATRACAS E ESTACIONAMENTO PRIVATIZADO.

As últimas mudanças chegam agora a atingir todos os estudantes. As catracas vêm junto com um discurso da reitoria de segurança, que pode facilmente ser desmentido se verificarmos como o ponto de ônibus ficará ainda mais inseguro com essa medida, ao mesmo tempo em que sabemos que estas catracas na verdade servem para a reitoria impedir que os alunos inadimplentes entrem no campus, além de impedir também que os trabalhadores e seus filhos que moram nas comunidades do entorno da FSA utilizem o espaço da universidade.

Nesse sentido queremos esclarecer nossas ideias e sensibilizar o conjunto dos estudantes a organizarem reuniões de curso abertas discutindo não apenas as propostas que apresentamos, mas também suas necessidades específicas, ligando-as com os problemas mais gerais da universidade.

Cada órgão e espaço dos estudantes, DEFENDE e DEPENDE unicamente dos estudantes e não da reitoria! Por isso chamamos a todos os estudantes, a gestão do D.A. “ A FSA que queremos”, Espaço Socialista e PSTU a impulsionar uma campanha em frente única, para:

- Reconstruirmos os espaços estudantis e lutar pela melhoria de nossos cursos e universidade!

- Pela retomada do espaço do D.A (Espaço Legitimo dos estudantes!)

- Contra a perseguição da reitoria aos lutadores! Pelo fim das sindicâncias!

- Pela rematrícula de todos os inadimplentes! Anistia da divida dos estudantes/trabalhadores que entregam grande parte de seus salários para pagar as altas mensalidades da FSA!

-Pela redução de no mínimo 50% das mensalidades!- Por uma educação pública, gratuita e de qualidade a serviço dos trabalhadores!

terça-feira, 22 de maio de 2012

Marxismo e Sexualidade Por que a revolução se dará em todos os níveis!

            Durante o decorrer da história a figura dos jovens sempre trouxe consigo a contestação e o questionamento, a inquietação de entender o mundo e compreender sua existência enquanto individuo dentro da sociedade. Hoje, novos tempos se abrem para a juventude que, por todo mundo, vem se levantando contra a burguesia que quer nos fazer pagar pela crise econômica mundial que ela mesma criou: jovens gregos, espanhóis, americanos, egípcios, tunisianos, chilenos dão o tom de como deve se portar a juventude nos novos tempos que se abrem.
           
            Durante séculos a burguesia dominou nossas vidas, criou uma moral que nos reprimiu e oprimiu para que nossa força de luta fosse subjetivamente soterrada pelo individualismo e egoísmo tão típicos de nossa época, nos fez acreditar que toda aproximação humana é desprovida de sentimentos mais profundos e sinceros, que a aproximação dos corpos é um erro pecaminoso, nesse sentido a família, a escola e a religião cumprem um papel fundamental quando reproduzem a moral burguesa como verdade absoluta de geração em geração.
            Nesse sentido, nós da JUVENTUDE ÀS RUAS (LER-QI + Independentes), questionamos essa moral que legisla sobre nossos corpos nos proibindo de nos relacionar sexualmente de forma saudável e profunda, essa moral que torna impura a satisfação e o prazer é a mesma que reduz as relações a patamares utilitaristas e sem nenhum compromisso. A sexualidade deve cumprir o papel de nos satisfazer ao sentir prazer e dar prazer a outras pessoas (sem a culpa do pecado), ao mesmo tempo em que possamos manter com nossos parceiros relações profundas de amizade. Questionamos o papel que a mulher e os homossexuais cumprem dentro da sociedade capitalista e porque estes sofrem mais com a repressão sexual: o prazer é uma prerrogativa do homem que goza com outras mulheres (que não tem compromisso) e com SUA (pois é sua propriedade) esposa mantém um sexo recalcado somente para reprodução; os homossexuais ainda não podem demonstrar sua verdadeira sexualidade sem sentir-se ameaçada pela repulsa existente na sociedade em relação a sua opção sexual! 
           
            Chamamos a juventude para estudar, compreender e construir uma alternativa revolucionária que reúna a juventude para apresentar um programa combativo de luta que abranja desde já todos os aspectos de nossas vidas e dê, de fato, uma alternativa revolucionaria ao capitalismo.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Policia na Fundação NÃO! Miriam Lernic (diretora da FAFIL) e a reitoria Cacalano são os responsáveis!

No dia de ontem, depois da ação de um grupo de estudantes que indignados com o “muramento” do D.A resolveram quebrar o muro que foi construído pela reitoria na entrada de nosso espaço, a PM foi chamada para dentro da universidade pela diretora da FAFIL Mirian Lernic (obviamente respaldada pela reitoria) para reprimir os estudantes caso fosse necessário (se houvesse ocupação do espaço ou algo do tipo).

Essa atitude só ratifica o caráter autoritário dessa reitoria, que tem como objetivo claro destruir o movimento estudantil da FSA para implementar de forma definitiva seu projeto de universidade privada e elitista. A presença da PM no campus é mais um dos muitos ataques que a reitoria Cacalano vem desferindo sobre a autonomia universitária no ultimo período, apesar de poder parecer para alguns apenas uma atitude “pontual”, a naturalização dessa medida pode ser o golpe mortal para o movimento estudantil da FSA e para todos que se colocam criticamente diante os planos da reitoria.

Longe de acabar com o problema da segurança no campus - resultado das desigualdades sociais, do distanciamento e estranhamento das comunidades do entorno em relação à universidade, que só pode ser resolvido a partir de um novo projeto de universidade que inclua de forma plena essas pessoas, uma universidade publica, gratuita e de qualidade a serviço dos trabalhadores e do povo pobre – a presença da PM no campus, tanto cotidiana quanto “pontual” tem o objetivo de “manter a ordem”: isso significa reprimir todos os setores, principalmente o movimento estudantil, que se coloquem em luta contra a reitoria.

Esse contexto só ratifica a importância do movimento estudantil de conjunto levantar uma ampla campanha democrática contra a repressão na FSA, pela retomada dos espaços estudantis e contra o projeto de universidade da reitoria Cacalano, chamando a base dos estudantes, professores e funcionários a se incorporarem a luta, já que em ultima instancia o projeto de universidade da reitoria é nocivo para a grande maioria da comunidade acadêmica.

A retomada física do espaço do D.A é muito importante, porém a retomada politica do D.A enquanto organizador dos estudantes é tão ou mais necessária, inclusive para termos condições objetivas de retomar de maneira definitiva o espaço físico do D.A, além de preenchermos essa retomada de conteúdo que conteste frontalmente o caráter autoritário da reitoria Cacalano e seu projeto de universidade que de fundo visa excluir ainda mais os trabalhadores e o povo pobre da universidade.

A reitoria se utiliza de métodos baixíssimos para tentar identificar os estudantes que participaram da ação de ontem, disseminando e incentivando entre os estudantes o método de “caguetagem”, tento como base o argumento hipócrita de que “quem tem direitos a reivindicar não usa máscara nem violência”. Violência é roubar o espaço legitimo dos estudantes de organização politica, cultural e confraternização!

Apesar de nós da Juventude As Ruas não concordarmos com a ação tática de derrubar o muro do D.A por fora das instancias de base do movimento estudantil, devido isso abrir um espaço brutal para a reitoria punir boa parte dos principais ativistas do movimento estudantil e impor mais facilmente seu projeto de universidade, nos colocamos totalmente na defesa desses companheiros contra as possíveis punições por parte da reitoria, já que é uma tarefa essencial do movimento estudantil da FSA na atual conjuntura se unificar em torno da luta contra a repressão na universidade, pela retomada do D.A e contra o projeto de universidade da reitoria Cacalano, para começarmos a virar o jogo contra a reitoria.

Logo o movimento estudantil tem que se rearticular para conseguir responder aos ataques que viram por parte da reitoria; é necessário que exista unidade contra o inimigo comum, além de gana e coragem para disputar com a reitoria a influencia sobre os estudantes e a comunidade acadêmica de conjunto.