
Os milhares de
jovens, que hoje exigimos nosso direito de fazer um 'rolê' nos shoppings (centro
de consumo e lazer da classe média), exigimos na verdade o nosso direito à
cidade. Queremos poder comer, nos divertir, paquerar e consumir como qualquer
outro jovem de classe média. Somos os mesmos jovens que ano passado barramos o
aumento da tarifa e que queremos um transporte público, gratuito e de qualidade
para podermos nos locomover das periferias aos centros das cidades. Que
queremos o direito de frequentar praças, teatros, cinemas, parques e baladas
sem sermos humilhados, reprimidos ou assassinados pela polícia por sermos
negros, pobres ou homossexuais (QUEM MATOU KAIQUE?) e “não pertencermos a esses
espaços”.
O povo negro e
a juventude que está nos trabalhos precarizados não queremos entrar nas
Universidades Públicas ou nos estádios e clubes somente pelos andaimes ou pelos
banheiros, mas exigimos nosso direito à educação, cultura e lazer. São essas
contradições que os 'rolezinhos' expressam, e a preocupação dos governos e
empresários é porque sabem que a Copa do Mundo irá aprofundá-las ainda mais. É
por isso que Haddad, pela via do Netinho de Paula, demagogicamente diz querer
dialogar com os jovens e pretende “institucionalizar” os ‘rolezinhos’
limitando-os aos estacionamentos dos shoppings, aceitando e reforçando
descaradamente a segregação social e racial evidenciada.
* Basta de apartheid!
Exigimos nosso direito de desfrutar livremente todos os espaços!!!
* Pelo direito à cidade: estatização dos
transportes públicos sob controle de trabalhadores e usuários!
* Pela
construção de áreas e espaços públicos (praças e clubes) de lazer, cultura e
prazer para a juventude!
* Basta de
genocídio ao povo negro! Fim da polícia!
NÃO ESQUECEREMOS, QUEREMOS SABER: CADÊ O
AMARILDO? QUEM MATOU KAIQUE?
“Tá vendo aquele edifício moço?
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição
Eram quatro condução
Duas pra ir, duas pra voltar
Hoje depois dele pronto
Olho pra cima e fico tonto
Mas me chega um cidadão
E me diz desconfiado, tu tá aí admirado
Ou tá querendo roubar?
Ajudei a levantar
Foi um tempo de aflição
Eram quatro condução
Duas pra ir, duas pra voltar
Hoje depois dele pronto
Olho pra cima e fico tonto
Mas me chega um cidadão
E me diz desconfiado, tu tá aí admirado
Ou tá querendo roubar?
“Cidadão” – Lúcio Barbosa”
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