Juventude às Ruas!

Fim do massacre ao povo palestino! Fim dos ataques do Estado de Israel à Faixa de Gaza! Palestina LIVRE!!

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Estudantes apoiam a luta dos terceirizados da limpeza da Unicamp!



Nessa segunda-feira, dia 22 de julho, as trabalhadoras terceirizadas da limpadora Centro da Unicamp, decidiram cruzar os braços e iniciar uma greve contra as precárias condições de trabalho, por aumento no salário e garantia de direitos, além da readmissão das trabalhadoras que foram demitidas politicamente, por denunciarem essas condições de trabalho. Nós, da Juventude Às Ruas! viemos prestar a nossa solidariedade ativa a luta desses trabalhadores.

O trabalho precarizado, no qual os trabalhadores são submetidos a uma jornada diária de 12 horas com forte assédio moral, sem direito a faltas médicas, sem nenhum direito garantido, para receberem muitas vezes menos de um salário mínimo (como ocorre aqui na Unicamp) é a realidade de diversos trabalhadores por todo país, que para o governo contam como trabalhadores formais, escondendo a precariedade desse trabalho semi-escravo.

Sabemos, que a maioria desses trabalhos precarizados, ligados a extensão do serviço doméstico, são realizados por mulheres, recebendo menos que os homens. A “precarização tem rosto de mulher”! E hoje, o governo e os empresários estão preparando mais um ataque à classe trabalhadora, com o projeto de lei PL 4330 que permite a legalização da terceirização em todas as atividades, ou seja, a regulamentação do trabalho semi-escravo em todos os níveis na empresa - hoje apenas as atividades consideradas meios, ou seja, atividades “secundárias” da empresa como por exemplo a limpeza, o refeitório, podem ser terceirizados.


Na universidade o trabalho terceirizado é a outra face da moeda do projeto da universidade de excelência, cada vez mais privatizada e elitista. Ao invés de funcionários efetivos contratados pela Unicamp, o Reitor e a burocracia da universidade mantém a terceirização como uma via de enxugar os seus gastos com funcionários, mantendo seus acordos com as máfias das empresas terceirizadas que estão na limpeza, no restaurante, nas construções da universidade e se isentando de qualquer responsabilidade sob as condições de trabalho a que estão submetidas estes trabalhadores. Além disso, a terceirização também é uma forma de dividir os trabalhadores, dificultando a sua organização e diminuindo as suas forças de mobilização. Recentemente, os trabalhadores da limpeza da USP, da empresa Higilimp, também entraram em greve para receberem os seus salários atrasados, o mesmo ocorreu em 2011 com a empresa União, e em 2007 com a empresa Dima, em todas estas lutas as trabalhadoras organizadas conseguiram conquistar os seus salários atrasados.

Mas com um diferencial da atual greve na Unicamp, que seguindo o espírito de lutas e mobilizações instalado no Brasil, não é uma luta de defesa de postos de emprego e salários frente demissões, mas sim uma luta que vai por mais conquistas, essas trabalhadoras se colocam na ofensiva contra a precarização do trabalho e do projeto de universidade que paga super salários para os reitores e cargos de chefia enquanto para xs terceirizadxs recebem menos que um salário mínimo. Projeto de Universidade esse que impedem que elas tenham acessos ao conhecimento produzidos nas salas e laboratórios que elas mantem limpos, em ordem e em condições para o uso diário. Uma luta que escancara a fundo o caráter machista da universidade, empregando centenas de mulheres para cumprirem as tarefas de limpeza em condições sub humanas de acidentes de trabalho, legitimando a ideologia que a mulher é inferior, que seu trabalho vale menos e que sua única função social é a da reprodução, da limpeza, de um trabalho repetitivo e embrutecedor.

Os sindicatos desses trabalhadores são em grande parte diretamente patronais, passando demissões, denunciando trabalhadores, estão totalmente a serviço dos interesses dos chefes. Por isso é central que xs trabalhadores se auto organizem por fora e em combate a essas burocracias patronais, para que eles mesmos reconquiste os sindicatos como instrumento de luta próprio, servindo seus interesses. Nós como juventude e estudantes estamos ao lado de todas as iniciativas de luta dos trabalhadores, como também em defesa em caso de ataques que possam vir dessas burocracias e patrões.

Vimos milhares de jovens saindo as ruas no Brasil e conquistando direitos reivindicando melhores condições de saúde, educação, transporte. Essa foi a prova viva de como a juventude pode cumprir um papel central nas lutas, mas sozinhos sua luta fica pela metade, só com os trabalhares que são os reais produtores de riquezas, é possível arrancarmos direitos e colocar os governos e reitorias em xeque. A solidariedade dos estudantes pode fazer a diferença, dar maior impulso e visibilidade a luta das terceirizadas da Unicamp, ao mesmo tempo em que a luta contra a precarização do trabalho e as condições desumanas sob a qual se ergue a Unicamp é também a luta por outro projeto de universidade. Pelo fim da terceirização e pela incorporação dessxs trabalhadorxs sem concurso público, uma vez que já mostram diariamente que são capazes de realizar esse serviço! Pelo fim do vestibular, acesso a toda população a universidade publica, com creches, moradia, e auxilio alimentação, transporte, e estudos, garantindo o acesso a todos que necessitem!

Fazemos um chamado às entidades estudantis para se posicionarem e fazerem um chamado aos estudantes para se mobilizarem. Achamos que é fundamental o movimento estudantil estar preparado para apoiar os trabalhadores para que todas as suas reivindicações sejam aceitas e nenhuma punição seja passada!

Por salários dignos, melhores condições de trabalho e aumento do quadro de funcionários!

Pela readmissão das trabalhadoras demitidas por perseguição política! Abaixo o assédio moral aos trabalhadores!

Pelo fim da terceirização e pela incorporação dessxs trabalhadorxs sem concurso público, uma vez que já mostram diariamente que são capazes de realizar esse serviço!

Pelo fim do vestibular, acesso a toda população a universidade publica, com creches, moradia, e auxilio alimentação, transporte, e estudos, garantindo o acesso a todos que necessitem!

Que a UNICAMP se responsabilize pelas condições de trabalho, chega de precarização e super-exploração do trabalho enquanto a universidade paga super-salários a seus dirigentes!


Em Belo Horizonte, os estudantes panfletam em fábrica!

Por Juventude às Ruas - BH

Hoje (22/07) a Juventude às Ruas, junto a estudantes independentes da UFMG, panfletamos na Manesmann, grande siderúrgica de Contagem (cidade da região de Belo Horizonte), e de muita tradição de luta nas décadas de 70 e 80. Fomos muito bem recebidos pelos trabalhadores, entre operários efetivos e terceirizados, que se interessavam quando dizíamos que éramos estudantes e se tratava das manifestações de junho. Em meio às conversas, vimos que as maiores denúncias e reclamações dos operários eram relacionadas ao sindicato – não apenas dessa fábrica, mas também de outros locais de trabalho que já passaram – que, segundo eles, é um “sindicato da empresa”.

No mês de junho, a juventude brasileira protagonizou a maior mobilização dos últimos 20 anos, saindo às ruas reivindicando questões elementares, como transporte, saúde e educação, e contra a FIFA e a Copa do Mundo a ser sediada no Brasil. Todas essas questões sintetizam a intensa indignação da população com a precarização das condições de vida da juventude, dos trabalhadores e do povo pobre! Nada disso passou sem repressão, deixando mortos, feridos e presos. Em Belo Horizonte, a repressão chegou a vir de dentro da UFMG, que alojou a Força Nacional de Segurança, mostrando que, ao invés de se colocar ao serviço e aberta aos trabalhadores, a Universidade se colocou a serviço da repressão dos governos Dilma (PT) e Anastasia (PSDB), e a serviço da FIFA.

Fomos aos trabalhadores levar essa discussão, colocando que para avançarmos nessa luta é necessário que nós, estudantes, nos aliemos a eles, nos colocando ao seu lado e lutando por suas demandas. Sabemos que a aliança operário-estudantil é estratégica e necessária, pois se as mobilizações de junho já arrancaram conquistas, nos somando aos trabalhadores, com eles tomando a frente das lutas, se organizando desde seus locais de trabalho, questionando essa precarização e suas condições de trabalho, independentes dos governos, do patrão e da burocracia sindical, poderemos muito mais, e poderemos colocar que xeque vários pilares desse sistema!

Avante juventude e trabalhadores! Pela aliança operário-estudantil! Pela organização desde os locais de trabalho e estudo, independente dos governos, burocracias sindical e estudantil, patrões e reitorias!







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Abaixo, o panfleto escrito e panfletado pela Juventude às Ruas-BH junto à estudantes independentes da UFMG:

Trabalhadores, estudantes, jovens e todo o povo explorado: nossa luta é uma só!

            Nós, estudantes da UFMG, da agrupação de estudantes Juventude às Ruas e independentes, participamos das manifestações de junho buscando nos unir aos trabalhadores, à juventude e a todo o povo que estava nas ruas lutando por seus direitos. Desde a UFMG nos colocamos contra o projeto de educação que fecha as portas das universidades públicas à maioria da população (que não pode entrar aqui devido ao filtro de classe do vestibular, que os exclui), mas abre para a Polícia Militar, o Exército e a Força de Segurança Nacional para que reprimam a população, como aconteceu na manifestação do dia 22/06. Isso mostra à serviço de quem está essa universidade elitista, que apesar de sustentada com os impostos de todos e o trabalho de muitos, serve ao lucro de uma minoria de empresários. Quem garante essa universidade tal como está é o governo Dilma (PT) e um setor de professores burocratas que servem aos empresários e aos governos dos partidos burgueses que governam o país.

Por isso lutamos pelo fim da estrutura de poder da universidade e pelo fim do vestibular! Universidade à serviço da classe trabalhadora! Que todos tenham direito de estudar! Pela estatização das universidades privadas: a juventude trabalhadora não pode se endividar por algo que é seu direito!

Pelos direitos da juventude, dos trabalhadores e do povo, fomos às ruas!

            As manifestações que estouraram em junho tiveram início pela questão do transporte, mas avançaram, devido a uma insatisfação geral, para questionar o que há de mais elementar na vida da população, como a falta de educação, saúde e moradia de qualidade e para todos, além de questionar o destino do dinheiro público, que constrói grandes estádios e obras voltadas para a copa do mundo, mas não garante obras públicas de caráter urgente e direitos democráticos da população. Esses direitos democráticos não foram e nem podem ser garantidos pelos governos PT (Dilma/Lula) e PSDB (Anastasia/Aécio), que governam à serviço da burguesia, se aliando a empresários, latifundiários e setores reacionários como Sarney e Feliciano (que é presidente da Comissão de Direitos Humanos e segue atacando as mulheres, homossexuais e negros; garantindo que projetos como a “Cura Gay” e o “Estatuto do Nascituro” ganhem força e sejam aprovados). Foi no governo Lula/Dilma também que mais se criaram postos de trabalho precários (90% de todos os postos de trabalhados gerados em 10 anos), como vemos com o avanço da terceirização, que é a expressão brutal da precarização do trabalho e da vida, retirando direitos trabalhistas, diminuindo o nível geral dos salários (pois cria todo um setor da classe trabalhadora que cumpre as mesmas funções por menos salário e menos direitos, e isso aumenta a competitividade entre empresas, levando outras a pagarem menos ao quadro efetivo o contratarem menos efetivos), e afetando majoritariamente os setores historicamente mais explorados devido a opressão que sofrem, como os negros, as mulheres e os homossexuais.

A terceirização humilha, escraviza e divide! Pelo fim da terceirização dentro e fora da universidade! Incorporação imediata ao quadro de efetivos de todos os terceirizados!

Nas ruas, a resposta dos governos foi a brutal repressão!

            Esses mesmos governos que governam para uma minoria de empresários colocaram seu aparato repressivo, a Polícia Militar, o Exército e a Força Nacional de Segurança Pública para reprimir aqueles que decidiram sair às ruas para questionar a precarização da própria vida. A repressão às manifestações teve como resultado centenas de presos e feridos, além da morte dos jovens trabalhadores Douglas Henrique, de 21 anos, e Luiz Felipe Aniceto de Almeida, de 22 anos, que caíram do viaduto José Alencar enquanto fugiam das bombas da repressão. Esse aparato repressivo que tentou calar a revolta nas ruas é o mesmo que cotidianamente reprime e assassina jovens e trabalhadores, na maioria negros, nas favelas e periferias, e também reprime greves nas obras do PAC, em Jirau, Belo Monte,  promove massacres entre os índios Terena do MS, os Guarani-Kaiowá, e na aldeia Maracanã no RJ, entre os trabalhadores sem terra, no Haiti, entre tantos outros. É por tudo isso que no dia 16/7 construímos e participamos do ato de mudança do nome do Viaduto José Alencar para Viaduto Douglas Henrique e Luiz Felipe, em homenagem aos jovens mortos e contra a repressão!

Abaixo a violência policial! Abaixo a repressão! Liberdade a todos os presos políticos das recentes manifestações! Fim dos inquéritos policiais contra os manifestantes! Fora PM das universidades, favelas, morros e periferias!

Qual saída à juventude, aos trabalhadores, ao povo?

            Não podemos esperar mais. As jornadas de junho mostraram que a única saída à juventude e aos trabalhadores na luta por seus direitos e contra a precarização da vida, é a aliança entre trabalhadores, estudantes e todo o povo, contra os empresários e os capitalistas que os exploram e oprimem, e contra os governos que estão à serviço desses capitalistas. Para isso, devemos nos organizar de maneira independente, desde nossos locais de estudo e trabalho para lutarmos juntos pelos nossos direitos.

Pelo passe livre para estudantes, desempregados e aposentados! Pelo fim da cobrança do vale-transporte ao trabalhador! Chega de subsídios aos empresários da máfia dos transportes! Reestatização dos serviços de saúde, educação e transporte, e para garantir sua qualidade, impostos progressivos sobre as grandes fortunas dos empresários e dos altos funcionários do poder público!




quinta-feira, 18 de julho de 2013

Às ruas contra a repressão à juventude em BH!

Ato em homenagem aos jovens mortos pela repressão durante as manifestações de junho em BH!

Por Juventude às Ruas - Belo Horizonte            

Douglas Henrique de Oliveira Souza e Luiz Felipe Aniceto de Almeida. Nas últimas semanas, esses dois nomes até então desconhecidos foram repetidos inúmeras vezes por inúmeras bocas. Os jovens, de 21 e 22 anos respectivamente, foram mortos pela repressão policial às manifestações de junho em Belo Horizonte. Repressão essa que veio não apenas da PM de Anastasia (PSDB), mas também da Força Nacional de Segurança, de Dilma (PT), que fez da UFMG sua base militar, com a permissão do reitor Campolina. Ambos caíram do viaduto José Alencar quando fugiam das inúmeras bombas de gás e balas de borracha.


            No último dia 16/07 nós, da Juventude às Ruas, construímos desde a Frente Independente pela Memória, Verdade e Justiça - MG da qual fazemos parte, um importante ato contra a repressão e a violência policial. Por quase uma hora desviamos o trânsito da Av. Antônio Carlos e, em homenagem aos dois jovens, mudamos o nome do viaduto, do burguês ex vice presidente, para "Viaduto Douglas Henrique e Luiz Felipe". A manifestação contou com cerca de 200 pessoas, além das famílias e amigos de Douglas e de Luiz Felipe. Foram feitas saudações das organizações, correntes, movimentos sociais e sindicatos presentes. Em uma importante e emocionante fala, um amigo de Luiz Felipe denunciou a truculência policial que tirou a vida de seu amigo. Não permitiremos que nossos mortos sejam esquecidos, nem deixaremos  nossos presos para trás!

 

            Ao fim do ato, em mais uma mostra de repressão e de uma verdadeira temporada de caça aos "vândalos" aberta pelos governos e suas polícias, as manifestantes Iaci Maria e Luísa, militantes da Juventude às Ruas e estudantes da UFMG, foram presas devido a um flagrante de pixação forjado pelo capitão da polícia militar, que pegou uma lata de spray do chão e declarou ter visto às duas pixando no viaduto os nomes dos companheiros homenageados. Não por acaso, elas haviam feito e segurado durante o ato uma faixa que denunciava que a polícia que reprime é a mesma que mata nas favelas todos os dias. As  duas foram liberadas de madrugada, depois de 7 horas na delegacia, onde chegaram a receber voz de prisão por dano ao patrimônio público e houve uma tentativa de fazer passar uma prisão por formação de quadrilha. As duas companheiras, mesmo negando o flagrante, responderão por crime ambiental em uma audiência marcada para setembro.


            Após a intensa jornada de manifestações de junho e a brutal violência e repressão com que foram respondidas, fica cada vez mais evidente a necessidade da luta contra a repressão e a violência policial! No dia seguinte ao ato, em mais um exemplo de repressão, a militante Mariah, do PSTU, foi presa enquanto participava de uma reunião dos GTs construídos a partir da Assembléia Popular Horizontal de BH. Em São Paulo, 119 estudantes foram presos na reintegração de posse da reitoria da Unesp, ocupada para exigir melhores condições de permanência estudantil. Há, por parte dos governos e suas polícias e mídias, a tentativa de dividir o movimento iniciado mês passado, entre "vândalos" e "manifestantes legítimos". Essa divisão legitima que sigamos tendo repressão, principalmente aos jovens pobres e negros, além de prisões arbitrárias e quase 100 mandados de prisão para serem encaminhados. Não podemos permitir tal divisão, nem que jovens manifestantes sejam considerados vândalos, perseguidos pela polícia! O necessário combate à repressão deve servir também para unificar toda a juventude que se levantou nas jornadas de junho, e deve ser parte de toda essa luta que se iniciou pelo transporte, e avançou por questões elementares, como saúde e educação.
            Essa polícia que reprime com truculência, e todos os dias assassina jovens, negros, trabalhadores, nas favelas e periferias, é herdeira da ditadura militar! A imprescindível luta contra a repressão de hoje deve ser também a luta pela memória e justiça de ontem. Que cada torturador e responsável por torturas, mortes e desaparecimentos da ditadura seja punido!
            Basta da repressão e violência policial! Pela liberdade imediata a todos presos políticos das manifestações! Pelo arquivamento de todos processos e mandados de prisão! Pela dissolução da polícia e todo aparato repressivo do Estado! Responsabilizamos os governos estadual (Anastasia/PSDB) e federal (Dilma/PT) pelas mortes de Douglas Henrique e Luiz Felipe!

Abaixo, vídeo da fala de Flávia Vale, militante do grupo de mulheres Pão e Rosas e da LER-QI, que constrói a Frente Independente pela Memória,Verdade e Justiça - MG:

           

COMPANHEIROS DOUGLAS HENRIQUE E LUIZ FELIPE: PRESENTE!

quarta-feira, 17 de julho de 2013

ABAIXO A REPRESSÃO DO GOVERNO ESTADUAL E DA REITORIA DA UNESP!

Por Juventude Às Ruas - Frente UNESP Marília e Frente UNESP Franca.


LUTAR NÃO É CRIME, LIBERDADE IMEDIATA ÀS/AOS ESTUDANTES PRESAS/OS! NÃO ACEITAREMOS NENHUM B.O OU PROCESSO! A JUVENTUDE DA UNESP NÃO SE CALARÁ!

Ocupação do prédio da Reitoria da Unesp em SP
Ontem, dia 16/07/2013, o prédio da reitoria da UNESP foi ocupado pela segunda vez em dois meses, frente à tentativa do reitor Durigan - que entrou de férias duas vezes para não falar com o movimento estudantil, de professores e trabalhadores - retroceder no encaminhamento da última reunião realizada entre a vice-reitora e o movimento estudantil que conseguia pontos parciais da nossa pauta, e da intransigência da burocracia acadêmica em atender o conjunto das reivindicações dos estudantes em luta há mais de três meses por permanência estudantil, acesso efetivo dos trabalhadores à universidade e democratização dos seus espaços deliberativos, contra a estrutura de poder vigente.

Para garantir o projeto de universidade elitista, racista, machista e homofóbico, a reitoria e o governo estadual, mandaram na calada da noite um grande efetivo de policiais militares para cumprir uma reintegração de posse no prédio público contra as/os estudantes que lutam pela melhoria da universidade, que todxs possam estudar e que sua função social seja cumprida: seu ensino e pesquisa em prol da maioria da população.

Agora, ainda há alguns estudantes presos no 2DP no Bom Retiro, sendo que aos poucos todos estão sendo fichados pela polícia militar por lutarem e vão sendo "liberados". A reitoria da UNESP, junto com a polícia irá dar continuidade em um processo contra nossos lutadorxs e nós devemos organizar desde já uma forte Campanha pela retirada de todos os processos!! NENHUMA PUNIÇÃO AQUELES QUE LUTAM!! Xs estudantes da UNESP mostram a força das suas ideias e não se intimidaram com a repressão policial e com a intransigência da reitoria, e em frente à delegacia cantam: "Governador, deu algo errado, é o DP que agora está ocupado" "Recua, PM recua, é o movimento estudantil que está na rua!" "Chega de chacina, eu digo fora PM ASSASSINA!" “Educação de qualidade, trabalhador na universidade”, deixando claro que o movimento estudantil da UNESP toma em suas mãos as demandas que ocuparam as ruas por todo o país e que a nossa luta aliada ao potencial transformador da classe trabalhadora só terminará quando tiver nossas pautas atendidas.
 Reivindicamos muito xs camaradas da Mídia Ninja (que esteve transmitindo ao vivo a ocupação desde a noite de 16/07) e de tantxs outrxs camaradas que estiveram todo o tempo divulgando noticiais mostrando as diversas facetas truculentas dos Cães de guarda da burguesia. Durante toda a desocupação os policiais do CHOQUE não estavam com nomes, vimos a agressão de um PM à uma estudante, a falta de um lugar adequado para que todos ficassem tendo uma estudante passado mal e foi levada ao hospital (o que até agora ninguém sabe qual foi), além do próprio processo de reintegração ter ocorrido sem um mandando e sem um oficial de justiça, sem contar os casos das inúmeras pessoas que estavam do outro lado de fora cerco e acabaram sendo levadas presas.

Reforçamos o chamado do Diretório Central dos Estudantes da Unesp – Fatec Helenira Resende a todas entidades estudantis, sindicatos, comissões de Direitos Humanos, advogados e todxs lutadores a prestarem solidariedade ativa ao movimento estudantil da UNESP e comparecerem no 2DP no Bom Retiro na Rua Jaraguá, 383.
Pela liberdade imediata de todos os presos políticos da UNESP! Não aceitaremos nenhum processo contra os lutadores! Fora PM das universidades, dos bairros, favelas e das nossas manifestações! Abaixo a estrutura de poder que mantém a universidade elitista, racista, homofóbica e repressiva! Por permanência estudantil efetiva e por cotas raciais proporcionais como parte da luta pelo fim do vestibular!




domingo, 14 de julho de 2013

Em Hortolândia, região de Campinas, estudantes e professores apoiam paralisação de metalúrgicos!

Foto: AGORA em Hortolândia... por aqui ninguém trabalha hoje... Com operário eh assim: dia de luta eh dia de luta. Mabe, Maxion e  Cafi prontas para a luta

Nós da Juventude às Ruas junto aos Professores pela Base, estivemos nessa última quinta feira, 11/07, dia de nacional de luta com paralisações e manifestações, prestando solidariedade aos trabalhadores da Mabe, AmstedMaxion, Caf entre outras empresas do distrito industrial de Hortolândia.

O acesso à fábrica foi bloqueado e logo na entrada do primeiro turno os trabalhadores, junto ao sindicato, organizaram uma assembleia conjunta, entre todos os trabalhadores do cordão industrial, onde deliberaram a paralisação e incorporação às manifestações que ocorreriam ao longo do dia, que dentre várias pautas, colocavam a questão da diminuição da jornada de trabalho, pelo fim do fator previdenciário, questionando a terceirização do trabalho e reivindicando também, melhores condições nos serviços públicos, como saúde, educação e transporte.

Ouvíamos, ao conversar com os trabalhadores e questionar sobre o processo de mobilização em curso, palavras sinceras de apoio e um ânimo contagiante ao dizerem: “A gente apoia às manifestações, mas tem muita coisa errada ainda, temos mesmo que parar tudo” (se referindo a participação ativa dos trabalhadores com seus métodos de paralisações e greve na produção).

Há cerca de dois meses, uma dessas empresas, a Mabe, passou por um processo de greve importante no qual os trabalhadores receberam apoio ativo da corrente Professores pela Base. Por conta dessa experiência de luta e também pelo momento privilegiado de politização em que se encontra o país inteiro, com a maior mobilização popular e de juventude em décadas, pudemos sentir a moralização dos trabalhadores quanto à solidariedade prestada pelos estudantes e professores ali presentes, se expressando um forte sentimento de unidade e uma expectativa de que todos os setores de trabalhadores se unam aos estudantes nessa aliança que é de fato revolucionária!


Viva a Aliança Operária-Estudantil!
Pelo fim da Terceirização e precarização do trabalho: incorporação
imediata dos trabalhadores! Abaixo o PL 4.330!
Pelo salário mínimo de acordo com DIEESE! (R$2.870,00).
Abaixo à repressão! Liberdade imediata a todos os presos por lutar!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Dia nacional de greves e mobilizações - Campinas

Manifestação terminou de forma pacífica na frente da Prefeitura de Campinas

Por Marie C.,

Em Campinas a Juventude ÀS RUAS! esteve presente no ato convocado pelas Centrais Sindicais para o Dia Nacional de Lutas. O ato teve cerca de mil pessoas e compusemos um bloco de professores, trabalhadores da cidade, juventude secundarista e universitária.
Levantamos a solidariedade ativa à luta da classe trabalhadora, defendendo suas demandas reais, por entendermos que só é possível arrancar vitórias para a população fazendo viva a aliança operário-estudantil. Colocamos a centralidade da luta pela educação, saúde, moradia e transporte públicos e de qualidade, sob controle operário e popular! Denunciamos também a tentativa de desvio de Dilma, que diz ouvir a voz das ruas, mas cujo plebiscito não passa de enganação e enrolação. Nos colocamos também contra todas as formas de opressão, inclusive pautando o Fora Feliciano, rumo ao Estado Laico! Liberdade imediata a todos nossos presos políticos! Queremos ser a juventude, que aliada aos setores oprimidos sejamos aliados estratégicos da classe operária!

Viva a luta dos trabalhadores! Viva a aliança operária-estudantil!

11 de Julho: Na periferia de Campinas estudantes e professores realizam ato e panfletagem no Terminal Ouro Verde




Por Tatiane Lima

Nesse dia 11 de julho, dia nacional de mobilização e paralizações dos trabalhadores, nós da Juventude ÀS RUAS fomos ao Terminal Ouro Verde, na periferia de Campinas, em uma atividade chamada por professores da região, levar a nossa solidariedade e agitação aos trabalhadores do transporte, que não puderam paralisar, e chamar a população que circula diariamente pelo terminal para o ato das 17h – “ô Ouro Verde, vim convidar, às 17h Campinas vai parar!”.
Fomos com estudantes secundaristas e universitários nos somar aos professoresemum pequeno ato e panfletagem para discutir com os trabalhadores e usuários sobre a importância desse dia nacional de luta, no qual os trabalhadores do brasil entraram organizados para fazer parte do cenário de milhares nas ruas que o Brasil vem assistindo nas últimas semanas, colocando as suas demandas por trabalho e salário dignos, mas também por transporte, saúde e educação de qualidade. Agitamos palavras de ordem que iam desde a necessidade de um transporte estatizado para oferecer verdadeira qualidade aos trabalhadores e usuários, passando pela necessidade de educação e saúde dignas para os trabalhadores e para a população, até palavras de denúncia à tentativa do governo Dilma e da burocracia sindical de desviar a nossa luta com uma enrolação-farsa que é o plebiscito.
Fomos bem recebidos, com as pessoas ouvindo e mostrando a ânsia de querer fazer parte das discussões, além do claro apoio à juventude que se liga com os trabalhadores na luta para transformar a sociedade em um lugar melhor.