Juventude às Ruas!

Fim do massacre ao povo palestino! Fim dos ataques do Estado de Israel à Faixa de Gaza! Palestina LIVRE!!

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Juventude às Ruas junto aos trabalhadores da Volks, Mercedes, Scania e Toyota. Contra o governo e o patrão!

Juventude às Ruas segue da porta da fábrica da Volkswagen em caminhada até o Paço Municipal de São Bernardo. Outro ocorreu na cidade junto com Movimento Negro e setores do Movimento Passe Livre.

















Trabalhadores das fábricas da região de Osasco fazem concentração em frente a Meritor


Juventude às Ruas no ABC! Dia de paralisação!

Hoje, no dia de paralização nacional a Juventude às Ruas está presente na porta da fábrica da Volkswagen em São Bernardo.




Preparando os materiais ontem em Santo André...




Campinas: Juventude às Ruas participa da paralisação da refinaria petromíquica Replan em Paulínia

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Neste dia de luta nacional estivemos na Replan, prestando solidariedade ao trabalhadores da refinaria. Somente no turno da manhã, mais de 8.000 trabalhadores terceirizados da construção civil trabalham nessa fábrica, além de petroleiros, e trabalhadores da limpeza.
Temendo a mobilização do trabalhadores criminosamente a patronal promoveu um lockut, os ônibus fretados não passaram nos pontos e assim poucos trabalhadores chegaram a porta da fábrica. Do que chegaram a grande maioria é de um terceirizada que tem por volta de 300 trabalhadores,e estão com salários e vale refeição paralisados. Esse 300 trabalhadores se concentraram em frente ao portão da refinaria e hoje paralizaram suas atividades se somando ao dia nacional de lutas.
Dentre as discussões mais vivas entre os trabalhadores destaque para recente ações contra os pedágios que ganhou projeção nacionalmente, com várias cabines incendiadas. Tomamos conhecimento pela via dos trabalhadores que por causa dessa ação três trabalhadores foram presos pela PM que se atreveu a entrar dentro da fabrica para prendê-lo!

Viva a paralização dos trabalhadores! Viva aliança operário-estudantil!
Incorporação imediata de todos os trabalhadores sem necessidade de concurso público!
Pelo fim dos leilões do petróleo! Petrobras 100% estatal sobre controle dos trabalhadores!
Abaixo a repressão! Liberdade imediata a todos os trabalhadores presos por lutar!


quarta-feira, 10 de julho de 2013

Nota de esclarecimento sobre acusação de “agressão” por parte de militante da Juventude Às Ruas.


André Bof, militante da Juventude Às Ruas e LER-QI
Mateus Pinho, militante da Juventude Às Ruas


Nos últimos dias, tem circulado pelas listas de e-mails de coletivos feministas e outros grupos a acusação de que o companheiro Bof, militante da LER-QI e da Juventude Às Ruas, teria agredido uma companheira, chamada Laura, durante uma manifestação do dia 28/07, por transporte público, ocorrida em Osasco.

Segundo a acusação, ainda não formalizada em nota, mas apenas num e-mail enviado pela garota aos coletivos, o companheiro teria, durante determinado momento do ato, puxado os braços, empurrado e “enfiado o dedo em sua cara”, afim de intimidá-la e impor sua vontade política.Viemos por meio desta nota esclarecer que este fato não ocorreu, bem como pontuar esta questão.

Em diversos momentos de seu relato nos surpreendemos com o fato de que Laura mistura as acusações de agressão com avaliações e críticas sobre a atuação política dos membros de nossas organizações.

Isto fica especialmente claro quando, em conjunto com as acusações morais, nos acusa de não permitir que outros falassem ao mega-fone do ato, de impormos uma decisão unilateral sobre o trajeto e quando insinua que não respeitamos a comissão de organização e segurança do ato.
São todas acusações graves, porém políticas, as quais, estamos, estivemos e estaremos, sempre dispostos a responder visando o melhor para o movimento.

No entanto, há que, em primeiro lugar, tratar os debates de forma separada, para que não se confundam as questões e, assim, não se prejudique a busca por soluções e conclusões.

Desde o início da jornada, a Juventude Às Ruas esteve presente na “Frente popular democrática de luta contra o aumento”, o organismo que se formou para articular as iniciativas na região de Osasco, construindo e divulgando a luta.

Não há problema algum, no entanto, em dizermos que nesta frente existem profundas diferenças e diversos grupos políticos. Entre eles, correntes internas do PT (Partido dos Trabalhadores), do qual são filiados alguns dos militantes que nos acusam.
Durante o ato divergimos destes militantes em diversas questões, no entanto em momento algum impusemos nossa vontade à força. Não é nosso método.

Este é o plano político e a ele responderemos nas próximas plenárias de organização do movimento o que, se tomado de maneira séria, pode fortalecer o movimento.
Entretanto, o que queremos reforçar aqui é nossa surpresa e preocupação com o fato de que, somadas a estas acusações políticas, surgiram graves acusações morais contra um companheiro de nossa organização.

Estas acusações morais, no entanto, só podem ser definidas como calúnias e mentiras.

Como membros das comissões, tanto Bof (segurança) quanto Mateus (delegado e mobilização), estiveram a frente do ato ajudando a organizar o trajeto e as palavras de ordem, compartilhando a todo o momento o megafone e mantendo o ato coeso.

Como dissemos, as diferenças se expressavam e, num determinado momento próximo ao fim do ato, após Mateus, responsável pela organização, fazer uma consulta ao conjunto do ato sobre qual trajeto iria se seguir, foi aprovado uma proposta que não agradou aos membros do grupo de Laura, que foram para cima de Mateus para arrancar-lhe o megafone, gritar, etc.
Imediatamente, nossas e nossos companheiros puxaram Mateus para que viesse próximo de nós.

No meio desta situação, a única frase dita por Bof para Laura, que estava aos berros, foi: “Fale sua proposta para todo mundo ouvir, Laura. Não ajuda nada causar”.

Não houve contato físico, agressão verbal e nem sequer um tom de voz elevado.

A isto se seguiu que Laura e outros militantes, após um momento, vieram para cima do companheiro berrando e acusando-o de ter “enfiado o dedo na cara da garota” o que, ao fim do ato, em discussão com alguns militantes que trouxeram novamente as acusações “mescladas”, inclusive pontuando que “não permitiriam entrismo da LER-QI” em Osasco, foi negado pelo companheiro Bof, que se surpreendeu com a acusação.

O que muito nos surpreende é que tais acusações, políticas e morais, estejam mescladas, dando a entender que nos utilizamos de um método machista e burocrático para impor nossa decisão política. Nos perguntamos quais os objetivos desta denúncia? Igualmente, nos perguntamos quem se beneficiaria de uma acusação e métodos como estes?

Os companheiros, militantes de uma Juventude Revolucionária, entendem bem a luta cotidiana das mulheres contra toda a lógica machista imposta pela sociedade capitalista.
Atuam, ombro a ombro, com o Grupo de mulheres Pão e Rosas que buscam, a todo momento, demonstrar como a miséria machista é funcional e um instrumento de dominação capitalista.

Para a Juventude Às Ruas e para a LER-QI, a questão da luta das mulheres é uma questão de estratégia e sua defesa é um princípio. É uma acusação moral gravíssima que deve ser acompanhada da maior seriedade.

Sendo assim, por reconhecer nesta acusação uma calúnia e saber que em nenhum momento discutiu-se isto com nossas organizações ou com o membro acusado, estamos a disposição para discutir numa próxima plenária do movimento em Osasco, o conteúdo da acusação, para que se coloquem as claras todo o ocorrido e se dê a verdadeira importância a um tema vital para todo e qualquer um que se diga revolucionário.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Campinas: Os estudantes vão às fábricas!


Por Daniel Fernandes e Tatiane Lopes

Ontem, 05 de julho de 2013, a partir da deliberação da última assembleia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, nós da Juventude ÀS RUAS Campinas, juntamente com estudantes independentes da Unicamp e estudantes secundaristas da cidade, construímos a atividade “Os estudantes vão às fábricas” com uma panfletagem na saída de uma das empresas localizadas no chamado “tapetão”, nas proximidades da Unicamp.

Diante do atual momento histórico em que vivemos, onde a juventude protagoniza uma das maiores mobilizações brasileiras das últimas décadas, num movimento que reivindica demandas democráticas, econômicas e sociais básicas, como a questão do transporte, da saúde e educação, questionando também os investimentos em eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas, se colocando contra Marco Feliciano que é a figura de um estado cada vez menos laico, repudiando aos absurdos do projeto de “cura gay” e estatuto do nascituro que são ataques diretos aos nossos corpos, entre outras demandas absolutamente sensíveis a juventude, destacamos a importância de nos aliarmos profundamente à classe trabalhadora, reconhecendo nela o sujeito histórico capaz de realizar as transformações que trabalhadores, juventude e povo pobre anseiam.

Hoje os trabalhadores em todo o Brasil reivindicam melhores condições de vida e trabalho, com a diminuição da jornada diária e melhores salários, além do fim do fator previdenciário; eles que produzem todas as riquezas do mundo tem o total direito de usufruir delas, nós da Juventude às Ruas entendemos que a luta desses trabalhadores é também a NOSSA LUTA e reinteramos o chamado feito pelas centrais sindicais de paralisação para o dia 11 de julho em todo o Brasil! Estamos ao lado dos trabalhadores! Se as mobilizações recentes já arrancaram vitórias importantes e que devem nos servir como exemplo de que a luta dá resultado, unificando trabalhadores e estudantes, independentes do governo, das burocracias sindicais e dos patrões podemos muito mais!

Queremos que essa primeira experiência de estar ao lado dos trabalhadores, trocando informações, ouvindo seus anseios e levando nossas ideias, de forma que se gere uma relação de confiança entre estudantes e trabalhadores, seja um exemplo e se generalize no conjunto do movimento estudantil, reavivando as melhores tradições do maio de 68 e sendo um passo importante na construção orgânica de uma aliança operário-estudantil.


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Morre Mc Daleste, só mais um moleque do funk



“...mente criminosa, coração bandido, sou fruto de guerras e rebeliões”
 


Com apenas 20 anos de idade, no meio de um show numa quebrada em Campinas, Daleste foi atingido por um tiro. Ainda não existe explicação sobre o caso e assim permanecerá, tal como a morte de milhares de moleques todos os dias nas periferias do país. As explicações sempre oscilam entre auto de resistência ou acerto de contas do tráfico. Como Daleste morreu no palco, resta a segunda explicação. O mesmo foi no caso do garoto Wendel, de 18 anos, que apenas iniciava sua atividade como Mc, assassinado há dois meses em São Gonçalo, RJ. Ano passado, em Santos, o assassinato de Mc Primo, conhecido por criticar ações policiais em seus shows, também sem explicação, culminou num protesto de Mc’s, que denunciavam como há tempos vinham ocorrendo assassinatos como esses.

O fato é que o funk, por mais que a indústria cultural e certo espírito de época tentem reduzi-lo à temática da “ostentação” (exaltando o consumo de produtos e marcas de luxo e caras), nunca deixou de ser uma expressão artística musical das periferias do país, ou seja, produzida sobretudo por e para a juventude proletária. Sendo assim, era inevitável a temática de denúncia das principais contradições sociais enfrentadas por esse setor, que literalmente enfrenta uma política de genocídio organizada pelo Estado há décadas. Um grande sucesso do início da década de 90 já denunciava essas mortes sem explicações, quando se cantava “e é só mais um Silva, que a estrela não brilha, ele era funkeiro, mas era pai de família” (“Rap do Silva”, Mc Bob Bum). As chacinas policiais nas periferias, sempre noticiadas como mortes sem explicação, ou acertos de contas do tráfico, também são denunciadas pelo funk, como canta JK 13, “...de motoca e de carro eles tocaram o terror, vários tiros de oitão matando trabalhador/ passou no SPTV, tá na capa do jornal, ninguém disse é bandido, isso foi policial!”, denunciando ocorrido em Osasco em 2012.

O caso de Mc Daleste não é diferente. Sua sensibilidade social permitiu que o jovem artista mais do que se fazer porta voz de uma juventude sem perspectivas, atiçando Alckmin e demais políticos corruptos a legitimarem o extermínio da juventude proletária com propostas de redução da maioridade penal, quando cantava músicas como “Mata os polícia é nossa meta”, conseguisse ainda captar os sentimentos de outros setores da sociedade que sofrem dramas como as vidas perdidas nas cadeias que abrigam uma das maiores populações carcerárias do mundo (“Dia de visita”), ou o sofrimento das famílias que veem seus filhos serem levados pelo tráfico (“Mãe de traficante”). O espírito de artista que tenta sintetizar um momento histórico também já havia se contaminado com o novo momento do país, quando cantava em nova música “é porque cansamos de acreditar em alguns salafrários, aumenta lei da condução e cadê o aumento dos nossos salários” (“O gigante acordou”).

Do alto de suas breves duas décadas de vida, Mc Daleste mereceu morrer, provavelmente por decisão de um Estado que recentemente aprovou a criminalização dos bailes funk organizados de improviso pelas ruas da cidade por uma juventude que não tem seu lugar, proposta da “bancada da bala” paulistana, com nomes como Conte Lopes (famoso ex-PM conhecido por matar centenas de jovens negros nas periferias) à frente. Contudo, o funk não irá parar. Atos em protesto contra o assassinato do jovem já estão marcados e centenas de outros jovens talentosos estão produzindo sua arte por todas as quebradas, melhor ainda do que em qualquer momento, agora fazendo parte de um país em ebulição. Exemplo claro disso é o recente sucesso de Mc Garden (“Isso é Brasil”), que mais parece ter sido escrito para transformar em música os coros que tomaram conta das ruas do país nas últimas semanas.

Lutamos por uma arte livre e para que a juventude proletária tenha mais direito à vida!

RIO DE JANEIRO Construindo no dia a dia um programa e uma prática política para construir uma forte juventude pró-operária, combativa e desde a base

Por Ana Carolina Oliveira - estudante de Serviço Social da UERJ

Junto aos companheirxs da Juventude às Ruas temos buscado atuar junto a dezenas de companheiros das mais distintas trajetórias políticas (alguns deles de outros grupos como o “Operação Pare o Aumento”) para formar um programa que dê lugar a uma atuação comum nas manifestações, nos “fóruns de luta contra o aumento da passagem”, e, mais importante, para construir na base, nas escolas, universidades e levando o apoio da juventude a que os trabalhadores se organizem.

O cenário estratégico em que estamos inseridos, com centenas de milhares nas ruas e outras centenas de milhares que mesmo sem ir às ruas se politizam, não nos é permitido mais que fiquemos satisfeitos com nossas velhas práticas políticas, com nossas antigas conquistas e números. Podemos e devemos fazer parte de um processo de atuação comum de vários companheiros. Mas não queremos nos unir como um fim. Queremos nos unir na prática e conforme os acordos que forem possíveis.


Porém, somar números não é um fim. É um meio para fazer a diferença na luta de classes, para organizar o movimento na base. Estamos juntos buscando contribuir para que o movimento se organize da maneira mais democrática, fazendo assembleias nos cursos, faculdades e locais de trabalho (coisa que temos encontrado enorme resistência ou falta de iniciativa no restante da esquerda para fazermos juntos em diversos locais), para levantar em alto e bom som o programa de estatização sem indenização sob controle dos trabalhadores e usuários do sistema de transporte, para denunciar a violência policial, para lutar contra o estatuto do nascituro e várias outras demandas, para que o movimento se coordene democraticamente a partir de eleição de delegados nestes locais, e que uma fração da juventude se ligue a classe trabalhadora contribuindo com sua energia para que esta confie em suas forças, que exija assembleias das burocracias sindicais e saia a luta não para ajudar os governos mas para impor suas reivindicações! Com o programa à frente e uma prática política comum pautada em construir uma juventude pró-operária e decidida em organizar o movimento desde as bases podemos juntos contribuir para que o movimento seja mais massivos, mais combativo, e mais radical não só em seus métodos, mas fundamentalmente em sua política e organização!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Em São Bernardo e na UEG a polícia segue reprimindo a juventude! Não vão nos calar! Todo apoio às lutas!

Recentemente testemunhamos a brutal morte do companheiro Douglas Henrique, um jovem metalúrgico de 21 anos que participava nos atos em BH, por responsabilidade da polícia de Anastasia e da Força Nacional de Segurança de Dilma, que reprimiam o ato e que impediram a prestação de socorro a Douglas quando este caiu de um viaduto. Também vimos a chacina feita pela polícia do Rio na favela da Maré em reprimenda aos protestos. A repressão segue aumentando como instrumento da burguesia e de seus governos para tentar calar a voz da juventude, dos trabalhadores e do povo negro que se rebela frente à exploração e opressão cotidianas impostas para manter os lucros destes parasitas.