Juventude às Ruas!

Fim do massacre ao povo palestino! Fim dos ataques do Estado de Israel à Faixa de Gaza! Palestina LIVRE!!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Repressão no ato na Copa das Confederações!Liberdade aos presos políticos dos governos Dilma, Cabral e Paes! Em defesa da liberdade de manifestação e contra a repressão e censura no Rio de Janeiro!


Na tarde deste domingo, dia 16/06, cerca de 2 mil pessoas foram mais uma vez duramente reprimidas no entorno do Maracanã quando se concentravam para a realização de uma manifestação contra o aumento do custo de vida na cidade e contra a a precarização da vida, que aumenta a cada dia frente aos grandes eventos. Com um enorme aparato repressivo - eram cerca de 10 mil em torno do estádio, de policiais do Batalhão de Choque, da Guarda Municipal, 3 helicópteros da PM, e o apoio de um contingente desconhecido da Força Nacional, (pois o governo federal não informou o contingente que cedeu ao estado do Rio) não vacilaram em reprimir brutalmente a manifestação que tinha como objetivo chamar a atenção para todo o dinheiro gasto pelos governos para sediar eventos internacionais em detrimento do investimento na saúde, na educação, que pesam ainda mais com o aumento do custo de vida, dos transportes, da alimentação, dos aluguéis, etc. reprimiram ofensivamente os manifestantes com bombas de gás e tiros de balas de borracha, encurralaram manifestantes e transeuntes nas estações de metro próximas ao estádio, além de terem mantido presos manifestantes dentro do parque da Quinta da Boa Vista. 
Como se não bastasse, a FIFA censurou as rádios que noticiavam sobre a repressão ao ato, fazendo sumir qualquer notícia sobre a manifestação e colocando no ar a narração do jogo! Não podemos aceitar a censura e a brutal repressão dos governos e da polícia! Ainda não sabemos o número exato dos presos de hoje, mas precisamos cercar de solidariedade os companheiros presos e exigir sua liberdade imediata! É necessário nos unir e nos levantar em total apoio à esses companheiros, exigindo a liberdade de todos os presos políticos em SP, RJ, Goiás e em todos os lugares onde tenham sido presos manifestantes e além disso, lutar pela retirada imediata de todos os processos policiais.

É necessário fortalecermos nosso movimento, construindo desde as bases um comitê a partir de delegados eleitos nas escolas e universidades, assembléias gerais e paralisação das aulas nos dias dos atos! Nossa pauta também deve expressar a luta dos trabalhadores do transporte, e temos que lutar pelo fim da precarização nesses trabalhos, fim da dupla função e pela estatização do transporte público, sob controle dos trabalhadores e usuários!

Defendamos nosso direito à manifestação política e pela libertação de todos presos por lutar! E sejamos milhares nas ruas lutando contra a precarização da vida!



sábado, 15 de junho de 2013

É necessário ir às ruas com uma estratégia para triunfar! Um debate necessário com o MPL

Texto de Polêmica com a Atuação do Movimento Passe Livre (MPL) - escrito por Fernando Pardal ex militante do MPL e militante da Juventude Às Ruas




Na última quinta-feira, 13-06, o Movimento Passe-Livre (MPL) publicou no jornalFolha de S. Paulo um artigo intitulado “Por que estamos nas ruas”. Este texto, junto a outros materiais e posicionamentos públicos doMPL, leva a um necessário debate com este movimento sobre os rumos da crescente mobilização que vem ganhando as ruas aos milhares, e se tornando o mais importante fenômeno político de massas dos últimos anos no país. Não é possível triunfar sem uma estratégia correta, e nossos inimigos estão bem preparados; devemos discutir abertamente entre nós como seguir com nosso movimento.

Em primeiro lugar, cabe questionar a posição do MPL diante das mobilizações: em todos os últimos aumentos de tarifa, este movimento teve a iniciativa de convocar comitês abertos a voz e voto para que todos os que participam das mobilizações, bem como as entidades estudantis, sindicais e populares, e as organizações políticas, pudessem decidir os rumos do movimento. É verdade que em nenhum momento anterior se conseguiu massificar o movimento como está ocorrendo agora, por conta de uma conjuntura política nacional e internacional bastante distinta. Mas já nestes comitês, em 2006, 2011, se mostraram divergências táticas e estratégicas importantes para as mobilizações. No limite deste texto, não retomarei todas as polêmicas que surgiram e que continuam atuais. Coloco esta questão para apontar o problema fundamental da democracia de base no movimento. A ligação com as bases, com os que estão efetivamente mobilizados nas ruas, é um aspecto fundamental para massificar ainda mais o movimento e para que as distintas concepções políticas, as distintas propostas e estratégias, possam debater publicamente e serem colocadas à prova na prática.

Hoje, o MPL não convoca mais comitês abertos e vem dirigindo o movimento “por cima”, convocando atos pelo FB e com declarações na mídia. Na prática, isto leva a que atuem de forma burocrática com o movimento, como eles próprios corretamente criticaram em muitos momentos em relação a organizações governistas que levaram a desvios no movimento impedindo que chegassem à vitória, tal como foi o caso de UNE e UBES no episódio que ficou conhecido como “Revolta do Buzu”, quando houve o aumento de tarifas em Salvador em 2003. O MPL iniciou uma atuação deste tipo quando declaroupublicamente que aceitaria o acordo de “suspensão” do aumentodas tarifas por 45 dias proposto pelo Ministério Público de SãoPaulo, e cancelaria o ato já marcado para a última quinta-feira.

Em seguida, o MPL publica um texto na Folha de S. Paulo, órgão de imprensa que só abriu espaço para que este movimento se pronunciasse colocando apenas as suas próprias posições, graças aos massivos atos de rua. Depois, são convidados para uma entrevistano programa Roda Viva. Ou seja, mesmo que sejam chamados para falar “como MPL”, este é um espaço conseguido graças à força da mobilização, e, assim, deveria expressar as posições políticas do movimento de conjunto, e não de apenas uma das organizações políticas que o compõe. E, por fim, e mais grave, o prefeitoFernando Haddad convocou o MPL para uma reunião de negociaçãonesta terça-feira.

Independente da correção ou não das divergências que apresentamos, consideramos que a única forma correta de se decidir como proceder diante do acordo do ministério público, da mídia ou da reunião com o prefeito é através da democracia de base, em que se expressem os setores que hoje estão nas ruas, na linha de frente da luta. Por isto, é fundamental a criação de um comitê com um funcionamento democrático. Diante da magnitude da luta, um comitê aberto como o que foi feito nos últimos aumentos não poderia mais responder à necessidade de organização. É necessário um comitê que represente as posições das bases, e, portanto, com delegados que fossem eleitos a partir de discussões em cada escola, universidade, bairro ou local de trabalho que esteja se organizando para construir a mobilização. Só assim poderemos nos ligar cada vez mais à população, aos trabalhadores do transporte e massificar ainda mais nosso movimento.

Libertem nossos presos! Não há trégua enquanto houver repressão!



O movimento tem crescido exponencialmente. Graças a isto, os governos de Haddad e Alckmin se uniram para reprimir as manifestações de forma exemplar e impedir que nos apoiemos nos exemplos de PortoAlegre, Goiânia e Teresina para impor a revogação do aumento e transformemos São Paulo em um grande exemplo nacional da luta contra os aumentos de tarifa. Diante disto, já são centenas de manifestantes presos e feridos, sendo que mais de quinze já estão sendo processados por crimes como formação de quadrilha. A primeira tarefa de nosso movimento é a luta para que nenhum manifestante sofra nenhum tipo de criminalização ou repressão, e por isto precisamos colocar como primeira pauta a libertação de todos os presos e a anulação de todas as acusações feitas contra os que foram detidos. É necessário deixar claro para o governo que sem o atendimento desta demanda, não haverá negociação sobre nenhuma outra pauta. O MPL não apenas não tem colocado isto como pauta central do movimento (sequer citaram a repressão em seu artigo na Folha), como tem dado declarações na mídia com disparates como “arepressão da polícia é desproporcional”(e o que seria uma repressão proporcional?!). Pior de tudo, o MPL para se mostrar como "ordeiro", tem procurado se desvencilhar de "atos de vandalismo" com o argumento de que não aprovam estas "atitudes isoladas" que "não tem como controlar". Este discurso é funcional à mídia e ao governo para criminalizar manifestantes e reprimir. É fundamental levantar a bandeira contra a repressão como linha de frente do movimento, nos apoiando inclusive em recentes conquistas na luta contra a criminalização dos movimentos sociais, como foi a negativa do Juiz a respeito da denúncia de formação de quadrilha contra 72 estudantes e trabalhadores da USP feita pelo MP paulista.

A luta deve ir além dos vinte centavos! Tarifa “justa” de R$2,16, “Tarifa Zero” ou estatização sob controle dos trabalhadores e usuários?

Qualquer um que esteja nas ruas hoje pode dizer que nossa luta não é por vinte centavos da tarifa. Deter o aumento, que privará uma parte ainda maior da população de usar o transporte é uma questão fundamental. Mas a força e massificação de nosso movimento hoje nos permite ir por muito mais do que isto, além de que a própria brutal repressão do governo e da polícia transformou nosso movimento também em uma luta contra a criminalização estatal à organização política dos trabalhadores e da juventude.

O MPL há anos defende o projeto denominado Tarifa Zero, criado por Lúcio Gregori, Secretário de Transportes da gestão petista de Luiza Erundina na prefeitura de São Paulo. Hoje, colocam como pauta de seu movimento a demanda deste projeto, sem questionar em seu programa a questão crucial do controle privado do transporte público, tal como colocam em seu texto na Folha de S. Paulo: “Por isso defendemos a tarifa zero, que nada mais é do que uma forma indireta de bancar os custos do sistema, dividindo a conta entre todos, já que todos são beneficiados por ele.”. O próprio prefeito Fernando Haddad disse que não poderia reduzir a tarifa pois isto implicaria em aumentar o subsídio que a prefeitura desembolsa para as empresas privadas de ônibus (no ano passado foram R$ 821 milhões), e que neste ano o reajuste estava abaixo da inflação devido a isenções fiscais concedidas pelo governo Dilma a estes empresários e ao aumento do subsídio dado pelo governo municipal. Ora, o que Haddad está dizendo é que não pode reduzir as tarifas porque se não iria onerar o orçamento da prefeitura com mais subsídio. A isto o MPL responde dizendo que “a tarifa deve ser dividida entre todos” (subsídio de 100%, portanto) e ainda dizem que “Não somos nós que afirmamos que o aumento está abaixo da inflação sem considerar que, de 1994 para cá, com uma inflação acumulada em 332%, a tarifa deveria custar R$ 2,16 e o metrô, R$ 2,59”.

A tarifa não deveria custar R$2,16 de forma alguma! Só poderia custar isto se levássemos em conta, como Haddad e MPL o fazem, que o transporte continuará sendo fonte de lucro para empresários! Se queremos um transporte que possa ser de fato gratuito, precisamos estar nas ruas levantando a bandeira de estatização imediata de todas as empresas privadas de ônibus! Sem indenização e muito menos subsídio para os empresários parasitas, que ao longo de anos lucraram às custas de nosso direito ao transporte! O MPL se furta a levantar esta demanda, e enquanto na última quinta-feira apánhavamos da polícia nas ruas, Haddad anunciava a uma licitação no valor de R$46,3bilhões para renovas as concessões às empresas privadas por mais15 anos! E o MPL não diz uma palavra a respeito disto, nem levanta esta demanda em momento algum! Precisamos estatizar o transporte, mas não queremos que ele fique nas mãos dos governantes corruptos e suas maracutaias! Quem sabe as reais necessidades de transporte são os trabalhadores dos transportes e os usuários! Por isto, defendemos que a bandeira central de nosso movimento seja a ESTATIZAÇÃO SEM INDENIZAÇÃO DAS EMPRESAS DE TRANSPORTE SOB CONTROLE DOS TRABALHADORES E USUÁRIOS! Só desta forma podemos lutar de forma consequente pela bandeira de PASSE-LIVRE PARA A JUVENTUDE, ESTUDANTES E DESEMPREGADOS! E também pela REDUÇÃO RADICAL DAS TARIFAS!

Da “Tarifa Zero” ao desvio da luta para a "suspensão" do MP

Contudo, o que o MPL tem feito concretamente hoje na luta é muito aquém da luta pela Tarifa Zero ou até mesmo da suposta “tarifa justa” que, segundo eles, “deveria custar R$2,16”. Isto porque, falando de forma ilegítima em nome dos milhares que estão nas ruas, o MPL anunciou em uma audiência pública que suspenderia as manifestações caso a prefeitura aceitasse o acordo proposto pelo Ministério Público de São Paulo de “suspender” o aumento por 45 dias. Com isto, o MPL quer mostrar ao governo e a mídia que vem nos atacando virulentamente que não são “intransigentes” e estão “dispostos ao diálogo”. Mas, na verdade, se trata de um balde de água fria na luta. O MP quer interceder na luta para desmobilizar os milhares que estão nas ruas e garantir para Haddad e Alckmin um cenário mais favorável para o aumento. E o MPL, ao invés de apostar na mobilização independente dos trabalhadores e da juventude para dobrar o governo, aposta nos acordos “por cima” com as instituições do regime. Para nós da Juventude às Ruas e da LER-QI, isto é um grande equívoco: partimos da concepção de que a juventude e a classe trabalhadora devem confiar apenas em suas próprias forças, e não dar crédito à “boa vontade” das instituições do regime, seja o judiciário, o executivo ou o legislativo. Um exemplo recente que mostra o tamanho do equívoco de nos iludirmos com estas concessões (que na verdade só são feitas graças à força do movimento e para tentar desviar nossa luta sem que ela conquiste suas verdadeiras demandas), é o caso do Pinheirinho, em que a organização que dirigia as mobilizações em defesa dos moradores (PSTU), “cantou vitória” antes da hora com a decisão judicial de suspender a reintegração de posse e, assim, os moradores foram pegos de surpresa na madrugada pelo contingente policial.

É para impedir que o MPL ou qualquer outro “representante” ilegítimo de nosso movimento tente vender nossa mobilização por migalhas que precisamos de um Comitê democrático, formado por entidades sindicais, estudantis, organizações políticas e delegados eleitos em assembleias de base, para que possamos decidir coletivamente e de forma democrática, pelos que estão na luta, quais as nossas demandas, quais as nossas táticas e como vamos negociá-las com o governo.

Vamos às ruas apostando nas forças de nossa mobilização independente para derrotar a polícia, o governo e os empresários do transporte! Nenhuma ilusão no acordão do MP!

Por um Comitê democrático para decidir os rumos da mobilização!

Liberdade a nossos presos! Arquivamento de todas as acusações!

Estatização sem indenização das empresas de ônibus sob controle dos trabalhadores e usuários!

Passe-Livre para os estudantes, a juventude e os desempregados! Redução radical das tarifas!

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Abaixo o aumento! Estatização dos transportes já!!!

Panfleto Juventude as Ruas RJ para o ato contra o aumento da passagem


Pela liberdade dos presos políticos em SP, pela retirada dos processos no Rio e em todo país!

Passe livre já para estudantes e desempregados!!!




Todos os anos sofremos com o aumento abusivo dos transportes em todo país e no Rio não é diferente. Pagamos caro para andar como sardinhas enlatadas nos ônibus, metrô e barca, num transporte caro e de péssima qualidade, assim o estado que serve como balcão de negócios dos grandes empresários garante que esses tenham mais lucro sobre nossas costas. Esse aumento foi determinado por Eduardo Paes e uma casta de parasitas que vive das nossas custas como é a câmera de vereadores e a ALERJ. Enquanto falam que não há dinheiro para saúde, educação e transporte esta centena de parlamentares privilegiados custam R$ 1,231 bilhões!! Que cortem de seus salários , benefícios e todos seus laranjas para garantir o transporte seja publico, gratuito e de qualidade! pois apesar da dita “falta de recursos” da prefeitura e do estado para garantir a diminuição das tarifas, não faltou lugar no orçamento para as bombas, balas de borracha e cassetetes usados como o instrumento do “diálogo” contra nosso movimento.

O Rio de Janeiro cidade utilizada de vitrine do Brasil para o mundo, tem um projeto de cidade coordenado com o projeto de país implementado por Dilma, Cabral e Paes, para sediar os grandes eventos (Copa e Olimpiadas) atacando os trabalhadores e a juventude com remoções urbanas e indígenas, militarização e altos custos de vida e daqui pra frente vai ser cada vez mais repressão, qualquer ato ou manifestação que questione o projeto de cidade que só garante lucros para os grandes empresários como Eikes Batistas, o nível de repressão é tão grande que existem notícias de que até mesmo a ABIN (a CIA brasileira) tem se infiltrado e espionado nossos atos e isto num governo de uma “ex-combatente” contra a ditadura...

Foram diversos os feridos e presos nos atos aqui no Rio, assim como nas cidades aonde a luta continua, como em SP, Porto Alegre, Goiânia, etc.

Apesar disto, em algumas destas cidades, como Goiânia, conseguimos uma importante vitória, que foi barrar o aumento que buscavam impor à juventude e aos trabalhadores.

Querem taxar nosso movimento de violento, nos chamando de vândalos e outros nomes, mas não falam sobre a violência que está na miserável condição de vida dos trabalhadores brasileiros, pois apesar do governo do PT ter criado empregos, não se diz que são trabalhos precários, terceirizados com salários de fome, pois enquanto tudo aumenta o salário mínimo é de R$ 678, salário de fome imposto a Juventude pobre e da periferia; Esse estado se faz presente na completa ausência de acesso a saúde, moradia, educação e transporte, todos estes privatizados, nas mãos dos grandes empresários; não dizem que é a tarifa absurda do transporte público que impede milhões do direito de “ir e vir”, e não os atos de rua;


Nossa luta continua e, para isto, devemos ter clareza de nossos objetivos e de que não somos diferentes da juventude que luta por seu futuro em todo o mundo! Não podemos admitir nenhuma prisão ou repressão sob o argumento do “vandalismo”; Vandalismo é impor a um jovem e trabalhador que gaste 6 ou 7 reais por dia, enjaulado numa lata de sardinhas, esperando e levando horas no transporte público! Por isso, devemos exigir a imediata retirada de quaisquer processos e liberdade aos presos políticos contra aqueles que se colocam em luta: Lutar não é crime!

Nossa luta é para barrar o absurdo aumento das passagens, não só dos ônibus, mas também dos trens, metrô, no entanto, sabemos, este é mais um efeito deste sistema nas mãos do estado que gerencia para os Eikes do transporte! Precisamos ir além, lutando para impor o passe livre para desempregados e estudantes imediatamente e, junto disto, lutar pela estatização do transporte público!

Para decidir os rumos do movimento é preciso ter formas democráticas de organização! Massificar o fórum contra o aumento das passagens, organizando para que seja aberto a todos os independentes, grupos, associações, sindicatos, grêmios, entidades e partidos, para organizar a luta contra o aumento, construindo uma unidade, tirando representantes votados nas escolas e Universidades, nos possíveis locais de trabalho, etc , a fim de criar uma aliança operária, estudantil e popular para arrancar nossos direitos!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Chega das máfias: Barrar o aumento, arrancar o passe livre para desempregados e estudantes e estatizar o transporte!



PANFLETO JUVENTUDE ÀS RUAS


Chegamos ao terceiro ato contra o aumento das tarifas de ônibus, metrô e trens!

Apesar da dita “falta de recursos” da prefeitura e do estado para garantir a diminuição das tarifas, não faltou lugar no orçamento para as bombas, balas de borracha e cassetetes usados como o instrumento do “diálogo” contra nosso movimento.

Foram diversos os feridos e presos nos atos em SP, assim como nas cidades aonde a luta continua, como no Rio, Poá, Goiânia, etc. Apesar disto, em algumas destas cidades, como Goiânia, conseguimos uma importante vitória, que foi barrar o aumento que buscavam impor à juventude e aos trabalhadores.

Eleito como o “novo” e “socialista”, que propunha uma mudança em SP, Haddad e seus comparsas em outras cidades, demonstram que são mais do mesmo “velho”: Reprimem brutalmente a juventude, declaram apoio a ação da PM, taxam o movimento de “violento”, fazem demagogia em algumas cidades, diminuindo passagens em ridículos 10 centavos para tentar desviar a luta e, em outras, “chacota”, dizendo que somos um movimento “utópico”, declarando ser impossível garantir o transporte como um direito público e gratuito. Negam assim, sem nenhum constrangimento, um direito mínimo, social, ao transporte público e gratuito para todos, como a constituição diz ser “garantido”, ao mesmo tempo em que garantem rios de dinheiro aos grandes grupos privados do transporte.

Não dizem nada, estes “socialistas”, sobre a violência que está na miserável condição de desemprego imposta a Juventude pobre e da periferia; ou que ela está na completa ausência de qualquer direito em saúde, moradia, educação e transporte, todos estes privatizados, nas mãos de máfias; não dizem que é a tarifa absurda do transporte público que impede milhões do direito de “ir e vir”, e não os atos de rua; enfim, só mais do mesmo.

Muito têm em comum, estes senhores, com os “líderes” europeus, turcos ou árabes que, enquanto dão fartura aos capitalistas, para a Juventude reservam apenas o futuro da miséria, da opressão, do sangue e das lágrimas.

Nossa luta continua e, para isto, devemos ter clareza de nossos objetivos e de que não somos diferentes da juventude que luta por seu futuro em todo o mundo! Não podemos admitir nenhuma prisão ou repressão sob o argumento do “vandalismo”; Vandalismo é impor a um jovem e trabalhador que gaste 10 reais por dia, enjaulado numa lata de sardinhas, esperando e levando horas no transporte público! Por isso, devemos exigir a imediata liberação de todos os presos e a retirada de quaisquer processos: Lutar não é crime!

Nossa luta é para barrar o absurdo aumento das passagens, no entanto, sabemos, este é mais um efeito deste sistema nas mãos das máfias do transporte! Precisamos ir além, lutando para impor o passe livre para desempregados e estudantes imediatamente e, junto disto, lutar pela estatização do transporte público!

Estatizar, ao invés de “municipalizar”- como diz o MPL -, é preciso, pois significa que o transporte será público, do Estado, ou seja, não estará organizado de acordo com interesses de SPTrans ou quaisquer máfias dos patrões.

Haddad disse não ter 6 bilhões para zerar a tarifa, nem falar para estatizar. Se a situação é tão grave, que abra as contas do orçamento, para vermos quais são as prioridades da prefeitura! Veríamos, então, um orçamento bilionário pagando bilhões a “dívidas” com meia dúzia de bancos, tudo isto, contra os direitos de 32 milhões de nossa cidade.

Não é preciso falar, é claro, no quão irônico é esbravejar a falta de dinheiro enquanto, na câmara municipal, na qual se encontram vereadores do PT que apoiaram eleitoreiramente a luta contra o aumento em 2011 e hoje nos chamam de “filinhos de papai” e “violentos”, gastam mais de 3 bilhões com “custos” de um punhado de parasitas.

Para tudo isto, então, precisamos de formas democráticas de organização! Há notícias de que até mesmo a ABIN (a CIA brasileira) tem se infiltrado e espionado nossos atos e isto num governo de uma “ex-combatente” contra a ditadura...

É preciso que organizemos um comitê que seja aberto a todos os independentes, grupos, associações, sindicatos, grêmios, entidades e partidos, para organizar a luta contra o aumento, construindo coletivamente idéias e propostas e construir uma unidade, tirando representantes votados nas escolas e Universidades, nos possíveis locais de trabalho, etc , a fim de criar uma aliança operária, estudantil e popular por nossos direitos e isolar esta espionagem!

terça-feira, 11 de junho de 2013

MOÇÃO DE APOIO ÀS/AOS TRABALHADORAS/ES TERCEIRIZADAS/OS EM PARALISAÇÃO


Nesta segunda-feira (10), trabalhadoras/es terceirizadas/os da USP paralisaram os trabalhos em função da falta (total ou parcial, em alguns casos) do pagamento de salários e benefício alimentação por parte de empresas terceirizadoras. Nós, da Juventude Às Ruas, nos colocamos ao lado dessas/es trabalhadoras/es para que elas/es recebam aquilo que foi acordado como seus salários e benefícios; denunciamos, ainda, a reiterada e conhecida prática de empresas terceirizadoras que, não satisfeitos em explorar os trabalhadores com salários extremamente baixos, trabalhos extenuantes e assédio cotidiano, ainda deixam de pagar os salários e direitos trabalhistas, como garantia no emprego, informalidade e insegurança das relações de emprego, acidentes de trabalho e falta de pagamento de verbas salariais mediante a não responsabilização do tomador do serviço terceirizado em cumprir com as obrigações trabalhistas.
Temos clareza que o trabalho terceirizado é uma forma de explorar e dividir ainda mais a classe trabalhadora, bem como maximizar a margem de lucro das empresas. Na universidade o alto volume de trabalho terceirizado tem a ver com o sucateamento e precarização geral das relações trabalhistas o que diz respeito a um projeto privatista e elitista de universidade. Especificamente quanto à precarização, fala-se que as mesmas são inevitáveis em decorrência da falta de verbas. O que este discurso omite é que as três estaduais paulistas deixaram em caixa no último ano 6 bilhões de reais, montante que poderia ser aplicado para reverter as terceirizações e garantir os mesmos salários e direitos a todos trabalhadores da USP. 
Sabemos que esse tipo de situação (falta de pagamento, reabertura de empresas com testas-de-ferro diferentes, seleção de trabalhadores que residam próximo ao local de trabalho, para se eximirem do pagamento de VT etc) só poderá ser sanado mais profundamente com a efetivação, sem concurso público, desses trabalhadores, essenciais para o funcionamento da universidade, para que façam parte do corpo de efetivos da USP e possam, unidos pela categoria, construir uma universidade de excelência, que não se sustente sobre as costas de trabalhadores mal-pagos.

PELO PAGAMENTO IMEDIATO DE SALÁRIOS E DIREITOS!
QUE A USP SE RESPONSABILIZE POR GARANTIR A EFETIVAÇÃO DESSES DIREITOS!
EFETIVAÇÃO, SEM CONCURSO PÚBLICO, PARA TODAS/OS OS TRABALHADORAS/ES TERCEIRIZADAS/OS! IGUAL TRABALHO, IGUAL SALÁRIO!

São Paulo, 29 de Maio de 2013
 
Nós estudantes da Escola Estadual Architiclinio Santos, viemos por meio desta pedir ajuda em relação aos acontecimentos ocorridos no ultimo mês em nosso meio escolar. A busca por um ensino melhor, envolve toda a comidade, não somente os alunos e professores.  Por isso, nos sentimos no direito de protestar e lutar contra um sistema de repressão e autoritarismo, que vivenciamos no nosso dia-a-dia.
A repressão começou a ficar mais visível a partir do momento em que os alunos de nossa escola, foram barrados pela falta do uso dos uniformes. Há uma lei estadual que consta com que o uniforme escolar só pode ser obrigatório a partir do momento em que o mesmo é distribuído gratuitamente, caso contrário, não pode ser exigido. Um grupo de alunos mobilizados pela má atuação da direção, debatera com a mesma, chegando ao consenso de que haveria um plebiscito para decidir se o uso do uniforme seria obrigatório ou não, juntamente com pais e alunos. O plebiscito ocorreu e o uso obrigatório do uniforme foi negado, e foi decidido que somente seria obrigatório o uso da carteirinha escolar, dada gratuitamente pela escola. A direção insinuou que o plebiscito foi burlado pelos professores e alunos, anulando assim o mesmo, e criando um clima de tensão entre direção e professora/aluno.
Através da greve dos professores estaduais que começou no dia 19 de abril (19/04), os alunos influentes se mobilizarão pela falta de assistência à educação, a desvalorização do professor, e a precarização do ensino público. Com o objetivo de criar um sistema democrático em que todos tenham voz, ocorreu uma assembléia com os principais argumentos a serem discutidos acima ditos, em que os alunos decidiram entrar em greve juntos por uma semana, com o objetivo de apoia-los na luta pela educação pública de qualidade! No ultimo dia de greve, houve uma passeata organizada pelo alunos da escola Architiclinio (Arch), com intuito de fortalecer a mobilização. Tal movimento reuniu estudantes e professores da várias instituições de ensino. Tanto nós alunos como professores, sofremos assédio moral pela direção, a partir da invasão em redes sociais, como convocações particulares na sala da direção. 
E por último mas um fato muito importante, foi a demissão do nosso querido professor Rafael Limongelli. Sim, querido professor adorado por todos os alunos da escola. O professor Rafael foi demitido por injusta causa, já que os motivos aparentes são de que ele tenha sido demitido por conversar com seus alunos sobre tal greve dos professores que havia ocorrido. Essa demissão é algo que não podemos aceitar, já que estamos sendo prejudicados em relação as aulas de Sociologia, matéria que o professor Rafael nos ensinava com muito amor, e sabedoria! Mesmo tendo um professor substituto, já estávamos acostumado com o modo de trabalho do professor Rafael, que nos ensinava muito bem! Exigimos com que o professor Rafael seja readmitido na nossa escola, já que não há uma causa realmente plausível para sua demissão, e levando em conta também que sentimos falta de suas aulas, e que isso vai nos prejudicar no futuro. Exigimos um ensino de  qualidade, e gratuito!

Gremio estudantil do Arch

Juventude Às Ruas agradece e sauda as lutas dos estudantes!

A proeza também é realizar um apaixonado esforco por sacudir aqueles que estao entorpecidos pela rotina, obrigar-lhes a abrir os olhos e fazer-lhes ver o que se aproxima. (Trotsky, L.)

Após quatro dias de congresso da ANEL, saímos certos de que com a política correta o movimento estudantil e a juventude pode ser, mais uma vez, sujeito histórico e aliado estratégico dos trabalhadores e dos setores oprimidos.
Fomos para o congresso com o claro intuito de fazer com que nossa ideias se ligassem aos mais amplos setores do pais, para construir a ANEL nas lutas, ou seja, para que o congresso servisse para articular os processos de lutas que estão ocorrendo nacionalmente e tirar um claro plano de lutas que colocasse o projeto de educação elitista, precário e repressivo dos governos em xeque, contra o petismo que há 10 anos tenta aparecer com uma cara de esquerda, mas que sabemos bem que sua verdadeira face é do lucro aos monopólios, é do maior monopólio da educação do mundo (Kroton e Anhanguera), é da repressão aos indigenas e do genocidio da população negra, com uma clara política independente dos governos e reitorias e de embate direto através de greves, atos, paralizações, para assim disputarmos a base da UNE, e trazermos todos os estudantes, jovens, trabalhadores para a cena da política nacional, por um projeto de educação a serviço dos trabalhadores e da população pobre e oprimida.
Internacionalistas, temos que ser também, a Juventude que nasceu sem medo, tal como a chilena que luta a 2 anos por educação de qualidade, publica e gratuita.
Agradecemos a todas as delegações e estudantes que atenderam ao nosso chamado, participaram conosco de discussões, intervieram conjuntamente, agitaram, cantaram, gritaram. Para além, saudamos a todxs xs lutadores que não se calam frente a opressão, das milhares de mulheres que morrem por abortos clandestinos. Queremos lutar conjuntamente por aborto legal, seguro, gratuito e garantido pelo Estado; contra a violência aos LGTTBIs, contra a precarização e terceirização do trabalho que violenta e oprime milhares de mulheres, que condena a juventude pobre e negra aos acidentes de trabalho e aos salários de fome. Estamos todos com os operários de Jirau e Belo Monte lutando contra a repressão e a precarização da vida! Pela incorporação de todos os terceirizados a planta efetiva de trabalhadores! Igual trabalho, Igual salário!
            Cantamos juntamente “Fora PM das favelas e Dilma do Haiti”, contra o massacre da policia mais assassina do mundo, que persegue o movimento operário, estudantil e a juventude negra, não só no Brasil, mas também no Haiti, onde é treinada estuprando mulheres em troca de comida. Por isso, nenhum apoio as forças militares nem melhores salários que na verdade quer dizer melhores condições para reprimir.
            Como ponto culminante, saber e nos ligar a setores como Piauí, Pará, Alagoas, Rio Grande do Sul, Goiás etc, que estão em luta, com resalte a este ultimo que tem 14 campus da Universidade Estadual de Goiás, em greve (!), ao mesmo tempo que também as UNESPs tem hoje 14 campus em greve, colocando como é concreta a possibilidade de nacionalizarmos a luta contra a precarização da educação do governo, e pela radicalização do acesso com permanência estudantil para todos que precisem, nos apoiando na pauta da greve da UEG e das UNESPs: luta pelas cotas proporcionais como paço para conquista do fim do vestibular! Pela democratização da estrutura de poder: assembleia estatuinte já! Contra a repressão e fim dos processos! E estatização das Universidades privadas! Todo apoio as reivindicações de trabalhadores e docentes das estaduais paulistas! E por permanência estudantil, contra a precarizção e com investimento imediato em infraestrutura e contratação! Todo apoio as reivindicações dos trabalhadores e professores em greve! Pela equiparação salarial entre efetivos e não efetivos!
            É com essas ideias base - que queremos chamar todos os estudantes que estavam na ANEL e/ou que querem reorganizar o movimento estudantil para lutar, a discutir, mandar opiniões, contribuições, saudações. Atuamos como corrente dentro da ANEL para construir uma entidade militante, pró operaria, democrática, internacionalista, contra toda forma de opressão e contra o governo nacional do PT e o projeto de educação da burguesia, e assim fazermos na ANEL um instrumento que consiga dar resposta a todos os anseios dos jovens e trabalhadores.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

LIBERDADE AOS MAIS DE 30 PRESOS JÁ!! CONTRA A REPRESSÃO DE DILMA, CABRAL E PAES!!!

No dia 10 de junho, centenas de jovens e trabalhadores foram às ruas do centro do Rio de Janeiro se colocando contra o recente aumento das passagens de ônibus que chegaram ao absurdo valor de R$2,95 e também do metrô que no último período chegou ao valor de R$3,50 e foram brutalmente reprimidos pela polícia de Dilma, Sérgio Cabral e Eduardo Paes!

Esse é o projeto de cidade dos governos que frente aos grandes eventos se aliam à burguesia e aos grandes empresários e reprimem duramente a população que se mobiliza e vai às ruas por um direito elementar como o direito ao transporte público!

Depois da brutal repressão, foram presos mais de 30 companheiros. Mesmo após declaração do Ministério Público dizendo que a polícia não poderia fazer qualquer uso de violência contra o ato pacífico da população, o que vimos foi um verdadeiro cenário de guerra que contava com um operativo absurdo de policiais, contando até com helicópteros e blindados! Não podemos ter qualquer ilusão de que a justiça burguesa irá garantir que a polícia não reprima aqueles que se colocam em luta! Precisamos cercar de solidariedade os companheiros presos e exigir sua liberdade já! Nesse momento, cerca de 100 manifestantes estão na porta da delegacia em defesa dos companheiros! Não à repressão!!! Todos à plenária unificada da luta contra o aumento das passagens no dia 11 na UERJ!!! Pela estatização dos transportes públicos sob controle dos trabalhadores!




JUVENTUDE ÀS RUAS –RIO DE JANEIRO

Clément presente! Os fascistas NÃO PASSARÃO!

Por Cristiane Ciancio e Anderson Martins - militantes da Juventude às Ruas
 
 
É com enorme dor e revolta que nós da Juventude às Ruas ficamos ao saber do assassinato do militante francês Clément Méric por um grupo de skinheads de extrema direita na cidade de Paris. O fato ocorrido na última quarta-feira, 5 de junho, nos toca profundamente!

A distância territorial, e as diferenças econômicas e culturais que por muitas vezes nos levam a ignorar as expressões das lutas de classes em outros países não nos educam numa perspectiva revolucionária. A morte de Clément é mais uma das inúmeras vidas que são violentamente destruídas reflexo de uma ditadura burguesa, maquiada de "democracia", que não tem interesses em tomar medidas que acabem com grupos fascistas. A seguir fazemos uma breve discussão sobre a necessidade do internacionalismo como uma estratégia necessária para que possamos colocar o capitalismo onde ele merece: na cova! Após transcrevemos uma nota de solidariedade da Corrente Clase contra Clase, organização irmã da LER-QI na Espanha.
 
A partir da análise marxista temos que a sociedade se divide em classes sociais, e que o inimigo dos setores oprimidos é a burguesia! Já durante as experiências da juventude de Marx, principalmente com as revoluções na Europa de 1848, são expressos os antagonismos irreconciliáveis dos interesses do proletariado com os da burguesia. Não é a toa que a partir daí Marx dedica todos seus esforços para entender os mecanismos do capitalismo, buscando traçar então quais as táticas mais eficazes para o triunfo operário. Suas elaborações são hoje grandes fortalezas que temos para seguir a luta.

O elemento da divisão das classes sociais, combinado com a análise dos mecanismos de produção e reprodução do sistema econômico capitalista, demonstram como a derrubada deste, só será possível com uma grande aliança internacional da classe trabalhadora e setores oprimidos. A solidariedade e a fraternidade por aquelas/es que sofrem a miséria desse sistema capitalista é elemento de grande importância para todas/os militantes! Um/a revolucionário/a não se faz só de teoria. A ardência no peito diante de tantas injustiças, o ódio de classe que nos sensibiliza e nos revolta profundamente diante das inúmeras opressões diárias que milhões estão submetidas/os. Tudo isso nos dá mais certeza que é preciso lutar por aquelas/es que hoje, não possuem condições objetivas de se libertar de sua condição de explorado e se tornar sujeito de sua própria história. Nos dá mais certeza que a nossa moral não será nunca a da burguesia, que utiliza-se da opressão às mulheres, aos homoafetivos, aos negros e outras raças e etnias que não se enquadrem no padrão burguês branco ocidental, para avançar em suas políticas imperialistas.  Só poderemos pensar em acalmar nossos ânimos quando todos tiverem o que comer, um lugar saudável para viver, tiver liberdade para auto-determinar seus corpos e mentes, etc..

Mas este internacionalismo fraterno, só pode ser concretizado se pensamos no internacionalismo estratégico que é consequência da relação direta dos mecanismos econômicos do capitalismo:  apropriação privada à serviço dos grandes monopólios da produção coletiva industrial realizada a nível mundial. Soma-se a isso, o fato das burguesias jamais serem capazes de levar a frente as conquistas mais elementares da classe trabalhadora e setores oprimidos, como o direito a moradia, a alimentação, a saúde, educação, cultura, direitos das mulheres, dos homoafetivos, dos povos indígenas e outros.
Por isso é fundamental, que empreguemos grande energia para a construção de um programa internacionalista da classe trabalhadora para a classe trabalhadora e setores oprimidos, onde, as principais demandas democráticas, como por exemplo: reforma agrária nos países semicoloniais, estejam combinadas com demandas essencialmente socialistas (planificação econômica, controle do comércio exterior, desenvolvimento de mecanismos soviéticos de poder, etc).
 
Com a primeira Guerra Mundial (1914-1918) um novo período do capitalismo se abre, e que brilhantemente Lenin estudou e tirou importantes lições que foram expressas em seu livro "Imperialismo: fase superior do capitalismo". Neste, Lenin demonstra que a acumulação de riqueza dos grandes monopólios, e a fusão destes com o capital bancário deram origem ao capital financeiro, levando as burguesias dos países imperialistas a entrarem em choque na luta por mercados consumidores, o que resultou na primeira e segunda grande guerra mundial, ou seja, a disputa armada entre grandes potências para partilhar os mercados consumidores mundiais. A guerra mundial entre os imperialistas, torna explicita a incompatibilidade entre o desenvolvimento das forcas produtivas e as fronteiras nacionais, como aponta Trotsky em “ Stalin o Grande Organizador de Derrotas”.


Com a repartição dos mercados mundiais entre os imperialistas, se desenvolve uma situação onde, as burguesias dos países coloniais e semicoloniais tem como única possibilidade subordinar o seu desenvolvimento aos interesses das potências imperialistas. O ponto culminante do cenário que se abre nesse período é o de que as burguesias semicoloniais e coloniais, já não podem seguir o mesmo caminho percorrido pelas burguesias imperialistas em seu desenvolvimento, em outras palavras, não podem solucionar demandas democráticas atraindo para sua influência amplos setores da pequena burguesia, pois qualquer concessão feita nas semicolônias entra em direta contradição com os interesses defendidos pelas potencias.  

 É fundamental compreendermos que os países imperialistas, que hoje oferecem melhores condições de vida a um setor da classe trabalhadora (aristocracia operaria) e da pequena burguesia, só podem levar essa política a frente com base na espoliação das semicolônias, ou seja, com base no desenvolvimento das forcas produtivas mundiais (economia mundial). Trotsky já apontava em “Stalin o Grande Organizador de Derrotas” que mesmo a Inglaterra, um pais imperialista, se isolada do mercado mundial estaria fadada ao fracasso econômico em poucos meses, quanto maior o desenvolvimento econômico de uma nação maior a sua dependência da economia mundial.

Essa compreensão é chave para nós, enquanto marxistas, e militantes revolucionários, estarmos mais convictos da necessidade de lutarmos por uma aliança internacional da classe trabalhadora. Para nós não deve existir fronteiras, pois a classe trabalhadora que tudo produz é uma só. Políticas sociais para a classe trabalhadora e setores oprimidos só existem por causa da luta, a burguesia só defende seu lucro, as migalhas que ela "nos dá" são o mínimo para tentar nos conter. E não nos iludamos, em qualquer País, quando ela precisa fazer cortes para manter sua posição, é nas costas dos setores mais precarizados e oprimidos que ela irá atacar com suas forças armadas, com seus grupos fascistas.
 
 Todavia, a resistência se mantém cada dia mais do que vida! Um novo período se abre de lutas em todo o mundo, cada uma dessas mobilizações, inspiram milhares, que em suas escolas, cidades, universidades, locais de trabalho, pensam em como mudar, em como dar um fim a tanta dor, tanta crueldade e injustiça. É central que cada um de nós pense em como estabelecer um elo de comunicação e solidariedade ativa, lutando ferozmente para que a democracia de base esteja presente em todos os momentos da luta, buscando ao máximo colocar nossas ideias na ofensiva.

Temos a certeza de que ainda temos muito para aprender, que as tarefas são enormes, e que é a vida de muitas pessoas que estão em jogo, por isso mesmo que necessitamos nos fortalecer, nos organizar, ter muita seriedade, estudo, balanços de processos, para que consigamos dar um soco forte com uma mão certeira, que nos garanta a nossa proteção para continuar avançando para a reorganização da sociedade através da planificação da economia, e do governo operário.

Compartilhamos ainda de muitas dúvidas, mas temos um programa, com um método que nos fortalece, e temos que ser audazes! Audazes por Edson Luíz, Elenira Rezende, Manuel Gutierrez, por Clément Méric! Audaz pelas milhares de mulheres que morrem todos os dias vítimas do feminicídio, audaz pelo povo negro e indígena que é assassinado pelas mãos das forças repressivas! Audaz como os milhares de jovens e trabalhadoras/es que hoje se levantam por toda a Tunísia contra um governo que cumpre os ditames norte-americanos e acirra as desigualdades sociais. Sejamos uma juventude que retoma com toda vivacidade o internacionalismo!!


Abaixo traduzimos a declaração da corrente Clase contra Clase - Organização irmã da LER-QI na Espanha.
 
Clément presente! Os fascistas NÃO PASSARÃO!
Declaração de Repúdio de Clase contra Clase

 Frente o assassinato de Clément, militante antifascista francés

...Desde Clase contra Clase, Estado Espanhol, declaramos nosso enérgico repúdio ao assassinato de Clément Méric, um jovem estudante de 18 anos, militante da Ação Antifascista Paris-Balieue e do Sindicado SUD-Solidaires de Scienes-Po, nas mãos de três skinheads de extrema direita pertencentes a Juventude Nacionalista Revolucionária. Clément, foi ferozmente atacado e golpeado, o que causou a sua morte nas mediações da estação de metro Sait Lazare de Paris.

Enquanto nos solidarizamos com seus familiares e companheiros/as de militância, apoiamos ativamente todas as manifestações e ações que estão sendo organizadas para os próximos dias no Estado Espanhol e outros países em repúdio ao assassinato de Clément.

O estado espanhol, correspondente com o crescimento da extrema direita na Europa, - Aurora Dourada na Grécia, o Ukip na Grã-Bretanha e a Frente Nacional na França -, também é cenário de ações de grupos de ultradireita. São constantes os ataques aos imigrantes, aos homossexuais, as mulheres que se manifestam pelo direito ao aborto; assim como também aos jovens ativistas e de militância de esquerda. A impunidade com que circulam pelas ruas golpeando e provocando atos racistas, xenófobos e homofóbicos estão garantidas pela cumplicidade das forças policiais, do Regime do Governo de PP; governo que favorece as vozes mais obscuras e reacionárias, como a Igreja Católica contra o matrimônio homoafetivo e a Lei do aborto, ou aos velhos franquistas que ressuscitam cada vez mais nos meios de comunicação. 

Assim se prepara na Europa para atuar como futuros grupos de choques e bandas fascistas contra a mobilização operária e popular; amparados pelos governos tanto social-democratas, como conservadores, garantidores do racismo estatal da União Européia. Um exemplo disso são os CIEs, Centro de Internamento para Estrangeiros, espalhados por toda a Europa: os novos 'campos de concentração' para os imigrantes sem papéis.
 
Por isso, contra os cada vez mais estendidos ataques dos grupos fascistas, é necessário organizarmos, responder com as mobilizações e com o legítimo direito de autodefesa das organizações operárias, junto com os coletivos de direitos humanos e juvenis, a esquerda sindical e política. A única forma efetiva de combater e derrotar os grupos de choque de extrema direita é com a organização operária e juvenil e a mais ampla mobilização.
 
¡Clément Presente!

¡FASCISTAS... NÃO PASSARÃO!
 
 
 








 
 








 

 

 

 
 
 
 

domingo, 9 de junho de 2013

Juventude às Ruas no II Congresso da ANEL! Saudamos todos os valorosos lutadores que conhecemos, e queremos avançar para construir uma ANEL que esteja a altura das tarefas do movimento estudantil!

Após quatro dias de congresso da ANEL, saímos certos de que com a política correta o movimento estudantil e a juventude pode ser, mais uma vez, sujeito histórico e aliado estratégico dos trabalhadores e dos setores oprimidos.
Fomos para o congresso com o claro intuito de fazer com que nossa ideias se ligassem aos mais amplos setores do pais, para construir a ANEL nas lutas, ou seja, para que o congresso servisse para articular os processos de lutas que estão ocorrendo nacionalmente e tirar um claro plano de lutas que colocasse o projeto de educação elitista, precário e repressivo dos governos em xeque, contra o petismo que há 10 anos tenta aparecer com uma cara de esquerda, mas que sabemos bem que sua verdadeira face é do lucro aos monopólios, é do maior monopólio da educação do mundo (Kroton e Anhanguera), é da repressão aos indigenas e do genocidio da população negra, com uma clara política independente dos governos e reitorias e de embate direto através de greves, atos, paralizações, para assim disputarmos a base da UNE, e trazermos todos os estudantes, jovens, trabalhadores para a cena da política nacional, por um projeto de educação a serviço dos trabalhadores e da população pobre e oprimida. Internacionalistas, temos que ser também, a Juventude que nasceu sem medo, tal como a chilena que luta a 2 anos por educação de qualidade, publica e gratuita.
Agradecemos a todas as delegações e estudantes que atenderam ao nosso chamado, participaram conosco de discussões, intervieram conjuntamente, agitaram, cantaram, gritaram. Para além, saudamos a todxs xs lutadores que não se calam frente a opressão, das milhares de mulheres que morrem por abortos clandestinos. Queremos lutar conjuntamente por aborto legal, seguro, gratuito e garantido pelo Estado; contra a violência aos LGTTBIs, contra a precarização e terceirização do trabalho que violenta e oprime milhares de mulheres, que condena a juventude pobre e negra aos acidentes de trabalho e aos salários de fome. Estamos todos com os operários de Jirau e Belo Monte lutando contra a repressão e a precarização da vida! Pela incorporação de todos os terceirizados a planta efetiva de trabalhadores! Igual trabalho, Igual salário!
            Cantamos juntamente “Fora PM das favelas e Dilma do Haiti”, contra o massacre da policia mais assassina do mundo, que persegue o movimento operário, estudantil e a juventude negra, não só no Brasil, mas também no Haiti, onde é treinada estuprando mulheres em troca de comida. Por isso, nenhum apoio as forças militares nem melhores salários que na verdade quer dizer melhores condições para reprimir.
            Como ponto culminante, poder debater com setores do Brasil inteiro, onde mais de 10 estados compareceram a reunião aberta da Juventude às Ruas, como os estudantes de Goiás que estão em luta com 14 campus em greve (!), ao mesmo tempo que também as UNESPs com vários campus em greve, colocando como é concreta a possibilidade de nacionalizarmos a luta contra a precarização da educação do governo, e pela radicalização do acesso com permanência estudantil para todos que precisem, nos apoiando na pauta da greve da UEG e das UNESPs: luta pelas cotas proporcionais como paço para conquista do fim do vestibular! Pela democratização da estrutura de poder: assembleia estatuinte já! Contra a repressão e fim dos processos! E estatização das Universidades privadas! Todo apoio as reivindicações de trabalhadores e docentes das estaduais paulistas! E por permanência estudantil, contra a precarização e com investimento imediato em infraestrutura e contratação! Todo apoio as reivindicações dos trabalhadores e professores em greve! Pela equiparação salarial entre efetivos e não efetivos!
           Em breve soltaremos nosso balanço público sobre o Congresso, e convidamos a todos os companheiros para que opinem, mandem suas visões, para que juntos possamos pensar quais são as tarefas da ANEL frente aos desafios movimento estudantil hoje. É com essas ideias base - que queremos chamar todos os estudantes que estavam na ANEL e/ou que querem reorganizar o movimento estudantil para lutar, a discutir, mandar opiniões, contribuições, saudações. Atuamos como uma ala dentro da ANEL para construir uma entidade militante, pró operaria, democrática, internacionalista, contra toda forma de opressão e contra o governo nacional do PT e o projeto de educação da burguesia, e assim fazermos na ANEL um instrumento que consiga dar resposta a todos os anseios dos jovens e trabalhadores.