Juventude às Ruas!
Fim do massacre ao povo palestino! Fim dos ataques do Estado de Israel à Faixa de Gaza! Palestina LIVRE!!
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Moção de apoio dos professores em greve de Campinas à luta dos estudantes da Unesp
Moção de apoio à luta dos estudantes da UNESP
Os professores da rede estadual de São Paulo em greve reunidos em Assembléia regional de Campinas (SP) manifestam seu apoio à luta dos estudantes da UNESP por permanência estudantil. Nesse momento que nós também estamos em luta pela educação pública e contra os ataques do governo Alckmin, queremos somar nossas vozes junto a todos aqueles que lutam por uma educação verdadeiramente pública, gratuita e de qualidade.TODO APOIO A LUTA DOS ESTUDANTES DA UNESP!
quarta-feira, 24 de abril de 2013
NÃO AS EXPULSÕES E SUSPENSÕES NA FSA (Fundação Santo André)! EM DEFESA DOS LUTADORES PARA SEGUIRMOS LUTANDO POR UM PROJETO DE UNIVERSIDADE ABERTA AOS TRABALHADORES E POVO POBRE!
Desde segunda-feira (22.04), os estudantes de Ciências Sociais,
Geografia e História decidiram paralisar em defesa dos estudantes perseguidos
politicamente por lutarem pela democratização da universidade. Essa luta
passava por retomar o D.A fechado ILEGALMENTE pela reitoria de Oduvaldo
Caccalano, sóbrios da história de nosso país como os anos de chumbo da ditadura
civil-militar. Essa mesma REItoria profundamente anti-democrática, foi a mesma
que impediu os estudantes de se organizarem contra a privatização do
estacionamento da universidade (que sempre foi caótico e não atendia a demanda
dos estudantes, que este ano foi privatizado e passou a ser cobrado uma quantia
mensal), fecharam a quadra da universidade que era de TODOS os estudantes e
colocaram na mão da atlética, que é o principal aliado da reitoria hoje dentre
os estudantes, impedindo o acesso a quadra com a implementação de catraca,.
para restringir ainda mais o acesso à Universidade, cerceando os espaços que
são dos estudantes!
Toda a perseguição política ao movimento estudantil representada pelas expulsões e por essas suspensões de 15 dias são de total responsabilidade do reitor Oduvaldo Caccalano e seus “companheiros” Flavio Morgado, Edna Mara, a da família Lernic; Assim tentam com essas medidas expulsar os lutadores da universidade e disciplinar o movimento estudantil de conjunto a não lutar, para que fiquem livres para fazer o que bem entenderem com universidade.
Sendo assim, não podemos confiar na reitoria e na atlética que defende esse mesmo projeto dentro do movimento estudantil, é preciso relembrarmos o último processo do qual o movimento estudantil tirou suas conquistas para não repetirmos os mesmos erros novamente. Oduvaldo Cacalano, atual REI-tor da universidade se elegeu às custas do movimento estudantil que se levantava contra o antigo reitor que roubou 20 milhões da universidade.
Essa luta ficou a merece da figura de um professor que se mostrava bastante próximo das posições dos estudantes, professores e funcionários e impedia que o movimento estudantil enxergasse a estrutura de poder que está por traz dos candidatos decididos pela prefeitura da cidade.A ilusão que é possível ter um reitor que defenda os interesses da maioria da universidade se desfaz com a experiência que tivemos em 2011 com o avançar do projeto de privatização, onde a mesma empresa que implementa as catracas também receberá parte dos lucros com o estacionamento. Só será possível que nossos intereresses decidam os rumos da universidade se superarmos essa estrutura de poder de reis e os setores orgânicos da universidade: professores, estudantes e alunos se auto-organizem, conformando assembléias estatuintes, onde cada cabeça equivalha a um voto, para constuição um governo universitário tripartite, com maioria estudantil .
O mesmo projeto privatista, elitista e repressivo que a REItoria da Fundação Santo André quer fazer avançar é a expressão de um projeto de educação voltado a atender somente os interesses das grandes empresas capitalistas. Não a toa, a mobilização dos estudantes da FSA acontece concomitantemente coma luta dos estudantes da Unesp por permanência estudantil, e da greve dos professores da rede pública por melhores condições de trabalho e salário. Os campus de Ourinhos e Marília já estão com uma greve estudantil aprovada, sendo que em Marília os estudantes ocuparam o prédio da Administração do campus, para lutar por política de permanência estudantil que possibilite que os filhos dos trabalhadores possam se manter dentro da universidade pública. Estamos ao lado dos estudantes da Unesp, dos professores da rede estadual, e dos perseguidos políticos da FSA para lutar por outro projeto de educação. É necessário nos unificar à esses processos vivos para somarmos forças contra mais esse ataque perpetrado pela Reitorias do Estado de São Paulo.
É necessário que encararmos a política repressiva como uma política de Estado que visa silenciar os lutadores e impor seu projetos reacionários. A repressão se generaliza como uma prevenção aos futuros conflitos que virão fruto do avançar da crise, vemos desde o caso mais emblemático dos 72 estudantes e trabalhadores que foram denunciados no inicio do ano pelo Ministério Público exigindo a prisão destes estudantes por formação de quadrilha, com pena mínima de 8 anos. Seguem as perseguições a Bia Abramidez (Professora da PUC) e Ricardo Antunes (Professor da Unicamp), seguem três operários desaparecidos nas obras do PAC em Belo Monte, seguem dezenas de estudantes processados na Unifesp de Guarulhos e seguem a repressão policial cotidiana nos morros, periferias e favelas, para além dos constantes assassinatos no campo conta os militantes da reforma agrária, como também o violento despejo da Aldeia Maracanã (RJ) para “preparar o Brasil para a Copa”. Para dar um basta a tudo isso, defendendo nossos lutadores é mais do que necessário que levantemos uma grande campanha Contra a Criminalização dos Movimentos Sociais, sendo essa uma tarefa central que está colocada para todas as entidades estudantis, como CA’s, DCE’s, e as organizações nacionais estudantis ANEL e UNE, como também para os movimentos sociais, partidos de esquerda´, intelectuais da universidade, e centrais sindicais.
Somente assim será possível levantar uma ampla campanha democrática que consiga barrar esses ataques na defesa de nossos lutadores!
Por isso que nós da Juventude ÁS RUAS, que construímos a ANEL (Assembleia Nacional dos Estudantes Livre), uma entidade anti-governista, achamos que é fundamental rumo ao nosso II Congresso conseguirmos levar essas experiências e demandas para que seja um congresso bastante vivo com reflexo dos últimos processos de mobilização que a juventude se colocou a frente e que possamos coordenar um plano de luta nacional contra a repressão, em defesa dos lutadores perseguidos em diversas universidades e escolas e assim fazer a ANEL ser um instrumento real de organização dos estudantes brasileiros na luta contra a precarização do trabalho e do ensino, contra as perseguições políticas aos lutadores. Não deixaremos que nos ataquem novamente!
ESTUDANTES DA UNESP DE MARÍLIA ENTRAM EM GREVE E OCUPAM A DIREÇÃO!

A situação de calamidade em que
se encontram as políticas de permanência estudantil nos campi da UNESP denuncia
o caráter do projeto de universidade que temos por parte da REItoria e do
governo do estado de São Paulo. Os estudantes filhos da classe trabalhadora,
que já encontram dificuldade no acesso ao ensino superior através do filtro
social do vestibular, uma vez ingressos, sentem na pele a dificuldade em
permanecerem na universidade. A universidade pública, mantida com os impostos
pagos pelos trabalhadores, nega a eles o acesso, restringe a eles a
permanência, e volta sua produção de conhecimento a fins privados.
Os estudantes da Unesp de
Ourinhos, que além da infra-estrutura inadequada, têm políticas de permanência
quase zero, encontram-se ainda com atrasos de pagamento das poucas bolsas que
possuem. Frente a esta situação, contra este projeto de universidade imposto
por uma estrutura de poder autoritária, deram um exemplo aos outros campi
entrando em greve desde o dia 17 de Abril. (Mais informações em http://juventudeasruas.blogspot.com.br/2013/04/mocao-de-apoio-da-juventude-as-ruas.html)
Desde a deflagração da greve em Ourinhos temos estudantes de diversos campi da Unesp e de outras universidades articulando mobilizações. Não foi diferente na Unesp de Marília. A precariedade de políticas de permanência na UNESP de Marília é um impulso à luta dos estudantes. As bolsas BAAE (sócio-econômicas) nem de longe atendem as demandas. O recente anúncio dos contemplados gerou imensa revolta e preocupação dos estudantes que ficaram na lista de espera, sem perspectivas de como se manterem na universidade. O Restaurante Universitário está com sua capacidade mais do que insuficiente. É recorrente a chamada “fila dos desesperados” (estudantes que ficam de fora, sem refeições). Os trabalhadores do RU estão trabalhando para além de suas atribuições. A moradia estudantil está superlotada. (Mais informações em http://juventudeasruas.blogspot.com.br/2013/04/unesp-marilia-luta-por-permanencia.html)
Desde a deflagração da greve em Ourinhos temos estudantes de diversos campi da Unesp e de outras universidades articulando mobilizações. Não foi diferente na Unesp de Marília. A precariedade de políticas de permanência na UNESP de Marília é um impulso à luta dos estudantes. As bolsas BAAE (sócio-econômicas) nem de longe atendem as demandas. O recente anúncio dos contemplados gerou imensa revolta e preocupação dos estudantes que ficaram na lista de espera, sem perspectivas de como se manterem na universidade. O Restaurante Universitário está com sua capacidade mais do que insuficiente. É recorrente a chamada “fila dos desesperados” (estudantes que ficam de fora, sem refeições). Os trabalhadores do RU estão trabalhando para além de suas atribuições. A moradia estudantil está superlotada. (Mais informações em http://juventudeasruas.blogspot.com.br/2013/04/unesp-marilia-luta-por-permanencia.html)
Somam-se a este quadro os ataques
aos estudantes do CAUM (Cursinho Alternativo da Unesp de Marília), que vem
sofrendo com corte de materiais, suspensão de direitos de uso da
infra-estrutura da faculdade pelos alunos, redução da autonomia política da
auto-organização dos estudantes, ausência de acessibilidade adequada a
estudantes com deficiências motora, ausência de intérpretes de libras a
estudantes com deficiência auditiva.
Estas e outras demandas têm
impulsionado as lutas dos estudantes desde o começo do ano, com atos e "entraços" no RU. As reivindicações por permanência estudantil no fundo são reivindicações
contra um projeto de educação que não se encerra na Unesp de Marília. Neste
sentido, uma das importantes lutas que em Marília travamos é um combate ao PIMESP,
que é uma ameaça aos trabalhadores e negros do estado de São Paulo.
Recentemente demos saltos de
organização, ao fazermos assembléias gerais conjuntas dos estudantes da
graduação com os estudantes do CAUM, tendo estes últimos direito a voz e voto. Da
assembleia geral tiramos uma agenda de mobilizações que, partindo das pautas
mais locais, nos permite entender a necessidade de lutar contra a estrutura de
poder da universidade, que é um instrumento para a implementação deste projeto
elitista de educação.
No dia 23, após uma congregação
aberta na qual ficou clara a impossibilidade de atendimento de nossas demandas
por dentro da estrutura de poder deste órgão máximo de deliberação do campus,
ocorreu uma ampla assembléia estudantil no gramado do saguão principal da Unesp
de Marília, como não se via desde de 2007. Cerca de 500 estudantes deliberaram
por greve e ocupação do prédio da direção por tempo indeterminado! A decisão se
deu por contraste, e na mesma noite os estudantes deram início à mobilização! Na
quarta-feira já soltamos um cronograma de atividades!
O projeto de universidade tem a
mesma lógica elitista em todos em campi da Unesp. Portanto, urge a construção
de um CEEUF combativo, e a unificação da lutas a nível estadual e federal!
Não deixaremos de lutar enquanto
nossas demandas não forem atendidas!
Abaixo o Pimesp! Por cotas
proporcionais!
Por uma universidade pública à
serviço da classe trabalhadora!
Pelo acesso irrestrito à
universidade com o fim do vestibular e políticas efetivas de permanência
estudantil!
Juventude às Ruas - Marília
terça-feira, 23 de abril de 2013
Juventude Às Ruas construindo o II Congresso da ANEL na Unicamp
Na última quarta-feira, dia 10, a Juventude ÀS RUAS realizou uma reunião aberta na Unicamp, que culminou na formação de uma chapa para as eleições de delegados para o II congresso da Anel (Assembleia Nacional dos Estudantes Livre). Tendo em vista a importância da atuação dos estudantes e de sua tarefa enquanto aliado dos trabalhadores nas lutas que ocorrem nacionalmente e internacionalmente, contra os planos de austeridade na União Europeia, pela educação gratuita no Chile, contra a repressão no México e no Brasil, queremos nos ligar à toda a juventude que vem saindo em luta, sermos como no Chile, a "juventude que nasceu sem medo". Este é o espírito de nossa chapa.A discussão teve como centralidade a reorganização do movimento estudantil para lutar. Nesse sentido, para organizar a luta dos estudantes é necessário a construção de uma entidade estudantil nacional, que possa articular as lutas para combater as políticas governo com um só punho. Por isso, frente ao II Congresso da ANEL que ocorrerá no final de maio, abrimos a discussão com uma análise da UNE e da ANEL. Partindo da caracterização das amarras da UNE, forjadas pelo governismo que resulta em burocratização e esterilidade desta entidade, além disto, a organização independente dos estudantes é impossibilitada pelas alianças da UNE com o governo. Colocamos a importância de construirmos uma entidade que de fato possa levar adiante as lutas dos estudantes, não burocraticamente, disputando cargos e aparatos, como é o caso da Oposição de Esquerda que atua dentro da UNE.Assim, a Juventude ÀS RUAS constrói a ANEL, como uma opção independente e anti governista, capaz de reorganizar a vanguarda do movimento e, assim, poder disputar também aqueles que ainda possuem ilusões e esperanças na UNE e no governo petista. Mas essa construção se faz de forma crítica, pois ainda que essa entidade tenha capacidades de ser uma ferramenta de organização que o movimento estudantil necessita para vencer, as políticas da sua ala majoritária, o PSTU, culmina em inúmeros equívocos, como, por exemplo, o apoio congressual da PEC 300, reivindicando melhores condições de “trabalho” para os militares, que na verdade significa melhores condições para reprimir a população. A Anel também não foi capaz, nem se quer se deu a tarefa de, organizar solidariedade aos trabalhadores da GM, que estão sofrendo diversos ataques de sua patronal, com a demissão de mais de 600 operários. Até mesmo a grande oportunidade que a ANEL teve, frente a greve das universidades federais em 2011, de reorganizar o movimento estudantil e ser um entrave para os ataques do governo, foi em grande parte desperdiçada, pois não teve como centralidade a organização das bases dos estudantes em assembleias para que estes fossem sujeitos das lutas. O que fez foi manter o comando de greve em Brasília, afastado de suas bases, e levantou a pauta de 10% do “PIB Já” para educação, sem se delimitar do próprio governismo, que também tinha essa reivindicação para longo prazo, ou seja, sem colocar para que projeto de universidade servirá esse financiamento, não respondendo assim com um programa que ofereça uma alternativa a universidade de elite branca, precarizada e privatista que temos hoje.Com a aproximação do II Congresso da ANEL, a nossa discussão se deu no sentido de refletir sobre os importantes temas que devemos levar para o debate conjunto aos estudantes, a nível nacional. Como a questão da Repressão aos 72 estudantes e trabalhadores da USP, que foram denunciados pelo Ministério Público e estão sob o risco de serem presos e levarem uma pena de até oito anos, por lutarem em defesa da universidade pública e contra a polícia que mais mata no mundo. Essa discussão gerou uma profunda reflexão sobre a necessidade de defendermos esses lutadores para não deixar passar esse ataque e sobre a própria função social da polícia, que é a de braço repressivo do Estado burguês. A mesma polícia que entra na USP e prende os que lutam é a que assassina os jovens, pobres e negros, nos morros e nas periferias. A repressão na USP está ligada a repressão em nível nacional a toda a vanguarda que se coloca em luta, como é o caso da UFMT, onde estudantes foram presos quando protestavam por moradia estudantil. Entretanto a repressão mais dura que estamos vivendo hoje são nos canteiros de obras do PAC, Santo Antônio, Belo Monte e Jirau, onde centenas de trabalhadores vem sofrendo repressão da Força de Segurança Nacional, criada por Dilma. Há relatos de espionagem, desaparecimento, sequestro e assassinato. O II Congresso da Anel é uma grande oportunidade para construirmos uma campanha nacional contra a repressão e cercar de solidariedade todos aqueles que lutam, não só nas universidades, como na USP e UFMT, mas principalmente aos trabalhadores da construção civil!Também é uma marca do governo do PT, desde Lula até Dilma, a precarização do trabalho. A abertura de postos de trabalho e a expansão do credito veio acompanhados da terceirização, que é uma das formas mais profundas da precarização do trabalho, que divide as categorias, corta seus direitos e reduz seus salários. Esta forma de precarização esta por todo o país, em todos os ramos da produção, esta nos canteiros de obra, nas fabricas, nas escolas, no telemarketing e nas universidades, e afeta principalmente jovens e mulheres, em sua maioria, negras. Nas universidades a terceirização dos serviços precariza os postos de trabalho, mas também as estruturas físicas. Na Unicamp temos muitos exemplos, são dezenas de obras inacabadas, ou que demoraram décadas para serem construídas e que já são entregues com problemas, como é a biblioteca do IFCH e o novo prédio da geografia. Também é fruto da terceirização e falta de contratação de funcionários o incêndio da biblioteca do IEL e da sala da pós graduação do IFCH. É necessário lutarmos nacionalmente contra precarização do trabalho junto aos trabalhadores, conjuntamente a uma luta contra a precarização da educação, reivindicando o fim das empresas terceirizadas e a incorporação imediata dos trabalhadores terceirizados ao quadro de efetivos sem necessidade de concurso público.Colocamos também a discussão sobre o PIMESP, projeto das estaduais paulistas, baseado no mérito, racista, pois mantém os negros por dois anos em cursos técnicos com disciplinas mercadológicas, como “gestão do tempo”, antes de poderem cursar o curso que escolheram, ficando claro todo o elitismo e racismo que embasam os projetos de universidade implementados pelo governo do estado, o PSDB. A partir dessa discussão, abrimos a reflexão sobre verdadeira inclusão social e acesso, como as cotas só inclui uma parcela ínfima dos negros, a verdadeira democratização do acesso só pode vir da luta pelo fim do vestibular e a estatização das universidades privadas, que é a única forma de todos os jovens terem direito a cursar uma universidade pública, gratuita e de qualidade, conjuntamente à tirada da educação das mãos dos grandes monopólios, que exploram a juventude que trabalha e estuda, em troca de um ensino precário.Na discussão, passamos pela reflexão sobre a conjuntura nacional e as questões democráticas inflamadas, graças à aliança de setores reacionários e o governo do PT que busca barra-las, como o caso da legalização do aborto rifada em um acordo com a bancada evangélica, em troca de votos na eleição da primeira mulher para a presidência do Brasil. O rechaço a Marco Feliciano, que assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, o debate colocado pela Comissão Federal de Medicina, que foi isolada pela bancada evangélica e setores reacionários, ao propor a legalização do aborto no Congresso, bem como todos os escandalosos episódios e trotes nas universidades do país, racistas, machistas e homofóbicos, chegamos a conclusão da necessidade de uma maior politização dessa discussão, sendo necessário encararmos esses entraves como ataques à juventude e aos trabalhadores por parte do governo, onde os resultados são diretamente a criminalização e violência, as milhares de mortes e a negligência.Com base nessas ideias, conformamos com vários estudantes presentes na reunião a chapa “Juventude Às Ruas + Independentes” para disputar delegados para o II Congresso da ANEL, para que a força das nossas ideias envolva e apaixone ainda mais estudantes e possamos fazer da Anel um entrave real as ataques do governo e um polo de reorganização do movimento estudantil!Estendemos o chamado à reflexão e discussão para os demais estudantes que não puderam comparecer, mas que acreditam na possibilidade de mudança a partir da luta. Venham construir conosco II Congresso da ANEL!
segunda-feira, 22 de abril de 2013
UNESP MARÍLIA: a luta por permanência estudantil questiona a elitização da universidade!
Desde o início desse ano letivo (2013), o movimento estudantil da UNESP de Marília está se reorganizando em luta contra a precarização da Educação e a insuficiência de políticas de permanência estudantil. A falta de políticas adequadas de permanência não atinge apenas o campus de Marília, mas todos os campi da Unesp. Em Ourinhos-SP, um dos campi mais precarizados, os estudantes estão em greve desde o dia 17 de Abril contra a precarização e por políticas de permanência (Mais informações em http://juventudeasruas.blogspot.com.br/2013/04/mocao-de-apoio-da-juventude-as-ruas.html).
Em Marília, a mobilização iniciou-se com o lema “300 refeições para 3000 estudantes? Isso não é permanência estudantil!”, evidenciando a precariedade de nosso Restaurante Universitário (RU) que nem de longe atende toda a demanda dxs estudantes. Enquanto a REItoria e a direção afirmam não haver condições de reestruturar a infraestrutura e contratar mais funcionários para o R.U., recentemente foi construída uma cantina privada cujo prédio é maior que o prédio do RU. Cantina esta que não foi pautada pelxs estudantes.
É comum que diariamente grande parte dxs estudantes fiquem sem refeições. Para se ter ideia, o apelido dado à parte do excedente de estudantes que fica sem ticket todos os dias foi “fila dos desesperados”. Frente a esta demanda, que não é de hoje, a resposta das direções da Faculdade de Filosofia e Ciências, em consonância com as REItorias, vêm sendo nos últimos anos uma só política: privatização e terceirização.
Historicamente o movimento estudantil se posiciona categoricamente e luta contra a precarização do trabalho, que se expressa radicalmente na terceirização. Relembramos as mobilizações de 2007, 2009, 2010 e 2011 que, através de greves e ocupações, conseguiram avançar nessas demandas: conquistando o RU noturno e barrando sua terceirização, contratação de mais funcionários, possibilitando que estudantes do Cursinho Alternativo da Unesp Marilia (CAUM) possam pagar o mesmo valor de graduandos.
O CEES, uma clínica de reabilitação física e neurológica, que fazem estágio estudantes de diversos cursos (Fisioterapia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Pedagogia) e que atende pessoas de 62 cidades da região de Marília em convenio com o SUS, possui péssimas condições estruturais e é também uma reivindicação histórica do movimento estudantil. A partir da greve de 2009, a REItoria promoveu a reforma do prédio que estava com risco de desabamento, porém esta não resolveu os problemas de inadequação do prédio. Em 2012, o novo prédio começou a ser construído, porém o projeto de ‘prédio ecológico’ destruiu parte significativa da vegetação do campus, além de ter uma redução significativa da estrutura prevista no projeto, ou seja, ainda assim o novo prédio não terá a infraestrutura necessária e adequada para o público que atende. Ao iniciar suas atividades dentro campus da Unesp, os usuários do serviço e os estudantes que atendem se somarão à demanda de ampliação do RU.
Não podemos deixar de denunciar que todos os novos prédios da UNESP Marília foram construídos por uma mesma construtora, Miletto, que preza pelo trabalho precarizado, busca trabalhadorxs em outras cidades, alojando-os em casas de aluguel e fornecendo péssimas condições de sobrevivência!
Aliado à questão do RU, no dia 15 de Abril saiu o resultado dxs estudantes contemplados pela bolsa BAAE (Bolsa de Auxílio e Aprimoramento Estudantil), bolsa de caráter sócio-econômico. Foram 98 contemplados, e uma enorme lista de espera, mais de 300 estudantes que precisam e ficarão sem esta bolsa, sendo que, da própria moradia estudantil, apenas 18 estudantes foram ‘contempladxs’. A falta de auxilio econômico, somada a superlotação e falta de vagas na moradia e limitação do RU, obriga muitxs estudantes a abandonar seus cursos. Por isso, no mesmo dia de divulgação da lista, os estudantes da Moradia se organizaram em assembleia extraordinária e deliberaram por ato na faculdade, com panelaço, “conversa” com a direção e “entrasso” no RU!
Somaram-se a mobilização xs estudantes do Cursinho Alternativo da UNESP de Marília (CAUM), cursinho pré-vestibular que, além de ser produto das lutas estudantis, possui caráter socioeconômico e reuni estudantes de diversas periferias da cidade, e também vêm sofrendo vários ataques. Diversos direitos conquistados através da luta junto ao movimento estudantil, como o acesso pleno à biblioteca e ao laboratório de informática, estão sendo ameaçados (estão “temporariamente” suspensos). A diretoria da FFC cada vez mais percebe que o CAUM, para além de preparar para o vestibular, forma os estudantes também como sujeitos políticos. Além dos estudantes regulares (150), o cursinho hoje conta com um grande contingente de estudantes ouvintes (aproximadamente mais 150). A própria presença destes estudantes no interior da UNESP denuncia o caráter elitista da universidade pública e o filtro de classes que é o vestibular.
Não bastasse a exclusão do vestibular, a atual direção da FFC vem tendo sucessivas práticas de ataque axs estudantesdo CAUM, cortando a quantidade de materiais destinada ao cursinho, e buscando aumentar o peso de decisão dos docentes da UNESP sobre os rumos do CAUM, reduzindo, assim, a autonomia política da auto-organização estudantil. O CAUM desde 2010 cobra a direção no que toca suas demandas, neste ano evidenciou-se, sobretudo, a falta de acessibilidade para estudantes com dificuldade de locomoção, bem como a necessidade de intérpretes de libras para estudantes com deficiência auditiva. A direção alegou que estas não são demandas urgentes, dizendo ainda que a verba destinada à acessibilidade não é para construir rampas e/ou contratar intérpretes (sequer existe este cargo no subquadro de funcionários da UNESP).
Esses problemas são estruturais, e evidenciam a precariedade das políticas de permanência estudantil como parte importante do projeto de universidade elitista implementado pela REItoria e o governo de São Paulo. Fazem de tudo para que xs filhxs da classe trabalhadora continuem excluídxs das universidades, quando conseguem passar pelo vestibular, não têm condições de permanecerem em seus cursos.
Todas essas questões estão diretamente ligadas à estrutura de poder antidemocrática da Universidade, que tem como instrumento eficaz para a implementação deste projeto de universidade elitista, a estruturação de participação/representação e de voto para REItoria e direção o “70%15%15%”, esta proporção confere percentual mínimo de participação aos setores mais numerosos dentro de qualquer universidade, trabalhadorxs e estudantes.
Esta proporção diferenciada entre os setores foi estabelecida em 1996 com a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), restringindo a democracia ao enfatizar que “em qualquer caso, os docentes ocuparão setenta por cento dos assentos em cada órgão colegiado e comissão, inclusive nas que tratarem da elaboração e modificações estatutárias e regimentais, bem como da escolha de dirigentes” (artigo 56, parágrafo único).
No caso da escolha do reitor, a abertura das urnas, sempre seguindo a proporção estabelecida pela LDB, nada mais é do que uma consulta à comunidade acadêmica. Na realidade quem dá a palavra final sobre quem será o novo reitor é o Governador do Estado, escolhendo o candidato de sua preferência numa lista tríplice formulada pelo colégio eleitoral. A tradição “democrática” é de que o governador nomeie reitor o candidato vencedor da consulta à comunidade acadêmica, mas nada o impede de fazer o contrário.
Em meio a esta estrutura de poder anti-democrática, xs estudantes que se colocam em luta vêm sofrendo severas punições em todos os cantos do Brasil. Na USP, UNESP e na UNICAMP, a partir de regimentos que datam da ditadura militar, estudantes vêm sendo sistematicamente sindicados e reprimidos, como no caso dos 72 processados pelo MP da USP (http://juventudeasruas.blogspot.com.br/2012/09/defender-os-lutadores-e-unificar-as.html). Xs estudantes de Marília lutam também contra esta escalada repressiva que se faz sentir nas universidades.
Frente às exigências do movimento estudantil, o diretor da faculdade, José Carlos Miguel, juntamente com seu vice, Marcelo Navega, vem sempre com a mesma ladainha de que “o que vocês querem, eu também quero!”, mas que tem que respeitar os limites da legalidade. Com a falsa roupagem da ‘gestão democrática’, a direção da faculdade tenta nos enrolar para não se indispor com o conjunto de professorxs e com a reitoria, e querem, ainda, que acreditemos na ideia de que nossas reivindicações não estão ao alcance de suas mãos e de seus cargos, chegando a dizer que só podem lamentar frente a urgência de nossas demandas.
Frente a esta situação, o conjunto de estudantes deu um salto de organização ao se unificarem, pela primeira vez, mais organicamente junto xs estudantes do CAUM (secundaristas, trabalhadorxs da cidade, trabalhadoras terceirizadas da limpeza da faculdade) resultando em uma assembleia conjunta dia 17 de abril. Nesta mesma assembléia foi deliberada uma agenda de lutas, com paralisação total das aulas no dia 18, “entrasso” no RU de quinta até terça feira (23) – dia em que haverá congregação aberta e nova assembléia geral com as pautas: Permanência Estudantil, Estrutura de poder e Indicativo de Ocupação do prédio da direção.
A Juventude às Ruas! de Marília vem construindo ativamente estas lutas ao lado do conjunto dxs estudantes, buscando sempre aliar as pautas econômicas às políticas, não somente denunciando o projeto de universidade no qual estamos inseridos, mas também levantando o debate da necessidade de defender uma universidade democrática de fato para que a classe trabalhadora tenha acesso à educação pública, gratuita e de qualidade e possa colocá-la a serviço de seus interesses.
Acreditamos que esse processo de mobilização deve também contribuir para a reorganização do movimento estudantil da UNESP ao levantar a necessidade de reconstrução das entidades estudantis. Neste momento, estamos atuando junto a outrxs estudantes na organização de uma chapa para o Centro Acadêmico de Ciências Sociais (CACS) e também nos propomos a construir a participação dxs estudantes de Marília no II Congresso da ANEL (Assembleia Nacional dxs Estudantes Livre), importante espaço de articulação nacional contraposto a UNE e a política educacional do governo federal.
Total transparência dos critérios e do processo de seleção da BAAE, que sejam estabelecidos e organizados pelxs próprixs estudantes! Que não sejam meritocráticos, mas sim sócio-econômicos! Reivindicamos também que o número de bolsas atenda a toda demanda e que seu valor seja de pelo menos um salário mínimo! Ampliação imediata do Restaurante Universitário para que atenda toda demanda! Construção imediata de novos blocos na moradia! Democratização Radical da estrutura de poder!
domingo, 21 de abril de 2013
A precarização nacional da educação ganha novo REItor na Unicamp
No
dia 19, os professores da rede estadual do Ensino Básico entraram em
greve, contra esse mesmo governo que oferece apenas salários de fome,
divisão da categoria, e precarização do trabalho para os professores. Ao
mesmo tempo que, nas próximas semanas a universidade espera o veredito
final de quem será o novo gestor da universidade de excelência para o
grande capital na Unicamp pelos próximos quatro anos, dado pelo
governador do Estado de São Paulo Geraldo Alckmin. São duas faces de um
mesmo projeto de educação para o Estado, mas também para o país.
A consulta para o reitor nesse
ano foi ganha por Tadeu Jorge, que já ocupou este cargo durante os anos
de 2005-2009. Tadeu Jorge, o ex-reitor que ano passado foi intimado pelo
tribunal de contas da união a reaver os milhares de reais que ganhou
além do teto do seu salário nos anos de 2009 e 2011, apresentou
propostas muito claras de continuação do projeto do "centro de
excelência" Unicamp, a universidade que mais produz patente, que figura
os rankings internacionais, que promove relações como o Inova Unicamp,
uma agencia de incentivo à inovação que liga diretamente o conhecimento
gerado aos interesses do grande capital internacional, além de parques
tecnológicos.
Sabemos que o novo reitor estará
em consonância com o projeto de educação precário para a população
pobre, enquanto mantém alguns polos de excelência, restrito as elites,
para atender os interesses do desenvolvimento de tecnologia e
conhecimento para empresas, e ainda se sustenta sobre trabalho precário
por meio da terceirização. Que mantém o filtro social do vestibular,
excluindo os jovens da classe trabalhadora, justamente os alunos de
escola publica.
Esse projeto de educação se da a
nível nacional, de uma educação precária para a classe trabalhadora, de
escolas públicas que mais parecem um cárcere, numa política educacional
completamente repressiva que coloca a polícia dentro da escola, com a
precarização aos professores, que estão divididos em diversas categorias
com poucos direitos. A precarização do ensino, na escola, é o primeiro
passo para a precarização da vida desses trabalhadores.
Por isso é fundamental nos
colocarmos em solidariedade com os professores da rede pública do Estado
que sofrem diretamente com os ataques do governo do Estado de São
Paulo. Professores, estes que tem um histórico de lutas, nas quais o
governo tanto do PT como do PSDB, reprimiram e derrotaram duramente,
mantendo e aprofundando a precarização, e enfraquecendo a categoria
enquanto a divide. Esse elemento da divisão da classe vem como ataque
direto a organização dos trabalhadores, que divididos por salários e
direitos também acabam tendo maior dificuldade em se verem numa luta
unificada. Esses ataques tem o intuito de desmoralizar um setor tão
forte, como o de professores, tanto pelo numero como pelo papel social
que estes cumprem.
Por isso nós da Juventude, que
hoje construimos uma chapa para tiragem de delegados para o congresso da
ANEL (Assembleia Nacional do Estudantes Livres), colocamos todas nossas
forças para nos aliarmos a esses trabalhadores da educação para lutarmos
por uma real educação de qualidade, contra a precarização do trabalho e
a divisão que os governos querem impor aos trabalhadores. Reivindicamos, assim, que todos os professores temporários sejam
efetivados com os mesmo direitos e salários, somos pelo fim do
vestibular, a real democratização do ensino superior passa acabarmos com
esse filtro elitista, e a estatização das universidades privadas,
educação é um direito de todos, não deve ser o lucro de poucos.
Assim como, a educação superior
publica, elemento democrático elementar, não deve ser regida por uma
casta de professores titulares, a burocracia acadêmica, que é
estreitamente ligada as empresas e ao governo. Queremos o fim da
estrutura de poder antidemocrática, instaurando uma assembleia estatutária e um governo tripartite (funcionários, estudantes e
professores), para reger os rumos da universidade, e coloca-la a serviço
dos trabalhadores e população.
Construimos nossa chapa para
tiragem de delegados, com uma concepção que só nas lutas pela base,
junto aos trabalhadores podemos ser um entrave aos projetos do governo, e
impor nosso programa para educação. Estamos ao lado dos professores.
"Hoje são eles, amanha seremos nós, estudantes e professores, nossa luta
é uma só".
Juventude às Ruas leva solidariedade a greve de professores - Ao lado dos professores e na luta Juventude às Ruas se prepara para o II Congresso da ANEL
Juventude às Ruas leva solidariedade a greve de professores!
Ao lado dos professores e na luta, Juventude às Ruas se prepara para o II Congresso da ANEL!
Ontem, sexta-feira 19/04, professores da rede pública estadual se juntaram num ato na Av. Paulista, após assembleia de professores da Apeoesp no vão do Masp, que deliberou greve estadual da categoria! O ato tomou a paulista e contou com cerca de 10 mil pessoas, unificando professores, trabalhadores da saúde, estudantes universitários e secundaristas que avançaram durante a noite até a Praça da República onde fica a Secretaria estadual de Educação.
Nós da Juventude ÀS Ruas mais estudantes independentes nos juntamos aos Professores pela Base para formar um bloco classista, colocando claramente nossa principal demanda pela efetivação dos professores categoria O, os mais precarizados, e contra o governo e a burocracia sindical, que são entraves na luta dos professores. Entendemos que a solidariedade ativa que a Juventude, pode e deve levar, aos trabalhadores pode ser determinante para a vitória dessas lutas. A luta dos professores pelo fim da precarização de seu trabalho é também nossa luta por educação pública de qualidade para todos,não há como ter educação de qualidade precarizando o trabalho do professor. Por isso gritamos a plenos pulmões “somos todos trabalhadores, efetivos e temporários, contra a precarização, igual trabalho igual salario!”
Na perspectiva da construção do II Congresso da ANEL enxergamos esses momentos como uma grande oportunidade. Para nós uma entidade nacional estudantil como a ANEL, que se propõem a importante tarefa de reorganizar o movimento estudantil nacionalmente deve ser construída nas lutas, ativa, junto aos processos de mobilização da juventude e dos trabalhadores, demonstrando a importância da aliança operário estudantil na prática, deve ser uma entidade militante, presente desde as bases dos estudantes e dos trabalhadores. Nesta perspectiva que construímos e intervimos neste ato, fazendo deste um primeiro exemplo do que achamos que deve ser multiplicado por todo o país, da greve de professores do Estado de São Paulo, até aos trabalhadores em luta de Jirau, Belo Monte e Santo Antônio.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Moção de Apoio da Juventude as Ruas a greve e aos alunos mobilizados na UNESP- Campus de Ourinhos
Moção de Apoio da Juventude as Ruas a greve e aos alunos mobilizados na UNESP- Campus de Ourinhos
Nos últimos anos o governo do estado juntamente com a reitoria da UNESP tem adotado como postura criar novos cursos em campus espalhados pelo estado, como uma forma de “expansão de vagas” para lugares que não teriam até então uma universidade local ou próxima. Porém, essa expansão vem sendo feita sem qualquer cuidado, sem estudos do local, das proximidades e pior ainda, de forma totalmente precarizada.
A UNESP Ourinhos participou desse processo, e foi fundada como campus experimental no ano de 2003, com apenas o curso de Geografia ( bacharelado e licenciatura). Não diferente dos outros campus experimentais, fundados também nessa época, Ourinhos enfrentou e enfrenta graves problemas desde o inicio. Quando a primeira turma ingressa na universidade, encontra um local que não tem estrutura alguma (no inicio o campus funciona dentro de um Seminário da cidade), sem professores (aproximadamente 6) , sem laboratórios, cantina ou qualquer outra necessidade. Alguns anos depois a UNESP recebe “seu campus” afastado da cidade, que na verdade é um prédio da secretária de educação local e pertence a um centro de formação de professores municipais, o mesmo “empresta ,divide” o campus com a universidade. Esse mesmo prédio tem um problema judicial, pois teria sido construído com verba desviada irregularmente do FUNDEB pelo então prefeito.
O campus “ganha” uma estrutura mínima para os alunos e os problemas são resolvidos lentamente, quando são. O grupo de professores leva mais de 10 anos para se completar, enquanto isso os alunos sofrem com aulas que se iniciam com professores substitutos no meio do semestre. Além de todos os problemas estruturais a UNESP tem seus maiores problemas ligados a assistência estudantil. De acordo com uma pesquisa realizada pela VUNESP nos últimos anos, a unidade que recebe alunos mais carentes é a de Ourinhos, e a mesma finge não enxergar esses dados. A unidade não conta com moradia e nem restaurante universitário, as ajudas oferecidas aos estudantes carentes são bolsas de auxilio com valor um pouco maior que R$300,00, em números insuficientes para a demanda necessária, e com atrasos de até 3 meses. Outro problema vem com a precarização das bolsas para extensão que também tem baixo valor, atrasos e insuficiência.
Em visita ao campus em 2012 o atual reitor Julio Cezar Durigan teria dito que o programa de assistência da UNESP viria em forma de bolsas, que era possível viver com o valor pago por ela e que as mesmas não faltariam para os que precisavam. Pois bem, o campus parece que continua sendo esquecido, além de ser o único que continuará com apenas um curso (as outras UE estão em expansão), a construção bolsas continuam atrasando e insuficientes, alunos continuam indo embora por não conseguirem se manter na Universidade, que continua alegando falta de DEMANDA suficiente para alguns serviços. Já sabemos da precarização do Estado com a educação pública, desde o nível básico, com a educação oferecida pra classe trabalhadora cada vez mais insuficiente
e controladora, e tem atacado também cada vez mais nas universidades públicas, contra um ensino de qualidade e as mobilizações. As universidades tem cada vez menos autonomia, recursos, principalmente pros cursos que menos atendem as demandas do ensino mercadológico (como os de licenciatura), e está cada vez mais servindo a elite, não dando acesso aos trabalhadores, como aos precarizados e terceirizados que nelas trabalham.
Nós da Juventude as Ruas apoiamos os estudantes mobilizados da UNESP Ourinhos e nos colocamos juntos nessa luta, pois acreditamos que devemos lutar contra essa precarização do ensino na universidade, o mesmo ensino que formará futuros professores (função já abandonada pelo estado) , lutar contra o abandono da reitoria com o campus, lutar para que as bolsas venham em maior
quantidade, sem atrasos e com um valor que supra as necessidades dos alunos, que os projetos de pesquisa e extensão sejam estimulados e que seja dado a eles o real valor, e por fim lutar pela construção de um campus com a estrutura completa, moradia e restaurante universitário independente do seu numero de alunos.
Nos últimos anos o governo do estado juntamente com a reitoria da UNESP tem adotado como postura criar novos cursos em campus espalhados pelo estado, como uma forma de “expansão de vagas” para lugares que não teriam até então uma universidade local ou próxima. Porém, essa expansão vem sendo feita sem qualquer cuidado, sem estudos do local, das proximidades e pior ainda, de forma totalmente precarizada.
A UNESP Ourinhos participou desse processo, e foi fundada como campus experimental no ano de 2003, com apenas o curso de Geografia ( bacharelado e licenciatura). Não diferente dos outros campus experimentais, fundados também nessa época, Ourinhos enfrentou e enfrenta graves problemas desde o inicio. Quando a primeira turma ingressa na universidade, encontra um local que não tem estrutura alguma (no inicio o campus funciona dentro de um Seminário da cidade), sem professores (aproximadamente 6) , sem laboratórios, cantina ou qualquer outra necessidade. Alguns anos depois a UNESP recebe “seu campus” afastado da cidade, que na verdade é um prédio da secretária de educação local e pertence a um centro de formação de professores municipais, o mesmo “empresta ,divide” o campus com a universidade. Esse mesmo prédio tem um problema judicial, pois teria sido construído com verba desviada irregularmente do FUNDEB pelo então prefeito.
O campus “ganha” uma estrutura mínima para os alunos e os problemas são resolvidos lentamente, quando são. O grupo de professores leva mais de 10 anos para se completar, enquanto isso os alunos sofrem com aulas que se iniciam com professores substitutos no meio do semestre. Além de todos os problemas estruturais a UNESP tem seus maiores problemas ligados a assistência estudantil. De acordo com uma pesquisa realizada pela VUNESP nos últimos anos, a unidade que recebe alunos mais carentes é a de Ourinhos, e a mesma finge não enxergar esses dados. A unidade não conta com moradia e nem restaurante universitário, as ajudas oferecidas aos estudantes carentes são bolsas de auxilio com valor um pouco maior que R$300,00, em números insuficientes para a demanda necessária, e com atrasos de até 3 meses. Outro problema vem com a precarização das bolsas para extensão que também tem baixo valor, atrasos e insuficiência.
Em visita ao campus em 2012 o atual reitor Julio Cezar Durigan teria dito que o programa de assistência da UNESP viria em forma de bolsas, que era possível viver com o valor pago por ela e que as mesmas não faltariam para os que precisavam. Pois bem, o campus parece que continua sendo esquecido, além de ser o único que continuará com apenas um curso (as outras UE estão em expansão), a construção bolsas continuam atrasando e insuficientes, alunos continuam indo embora por não conseguirem se manter na Universidade, que continua alegando falta de DEMANDA suficiente para alguns serviços. Já sabemos da precarização do Estado com a educação pública, desde o nível básico, com a educação oferecida pra classe trabalhadora cada vez mais insuficiente
e controladora, e tem atacado também cada vez mais nas universidades públicas, contra um ensino de qualidade e as mobilizações. As universidades tem cada vez menos autonomia, recursos, principalmente pros cursos que menos atendem as demandas do ensino mercadológico (como os de licenciatura), e está cada vez mais servindo a elite, não dando acesso aos trabalhadores, como aos precarizados e terceirizados que nelas trabalham.
Nós da Juventude as Ruas apoiamos os estudantes mobilizados da UNESP Ourinhos e nos colocamos juntos nessa luta, pois acreditamos que devemos lutar contra essa precarização do ensino na universidade, o mesmo ensino que formará futuros professores (função já abandonada pelo estado) , lutar contra o abandono da reitoria com o campus, lutar para que as bolsas venham em maior
quantidade, sem atrasos e com um valor que supra as necessidades dos alunos, que os projetos de pesquisa e extensão sejam estimulados e que seja dado a eles o real valor, e por fim lutar pela construção de um campus com a estrutura completa, moradia e restaurante universitário independente do seu numero de alunos.
Combater as opressões para que o conjunto do movimento avance na luta contra a repressão!
Combater as opressões para que o conjunto do movimento avance na luta contra a repressão!
Na última semana uma grande discussão se abriu em torno de uma denúncia de um caso de machismo no movimento estudantil, mas principalmente em torno da postura do DCE (Diretório Central dos Estudantes). Nós, da Juventude Às Ruas, gostaríamos de nos pronunciar em primeiro lugar divergindo por completo do método do DCE que fez uma denúncia a um militante do movimento estudantil e não permitiu a ele o direito de resposta. Somos contrários ao método de escrachos e expulsões diante de casos de machismo antes do direito de resposta, antes de uma discussão política dentro do movimento e antes de permitir que o movimento possa definir seus próprios métodos – como poderia ser com uma comissão independente para averiguar a denúncia.
É por isso que a atual gestão da entidade foi responsável pela explosão de uma assembleia que discutiria dentre outros pontos a luta contra a repressão e contra o PIMESP, que são temas fundamentais a serem levados adiante hoje. Esta atitude do DCE, de não permitir uma discussão dentro do movimento, contribui para uma visão de que os homens são inimigos e que frente a uma acusação, não têm direito de se posicionar e discutir no movimento, única forma de dar passos para avançar em suas concepções, caso tenham de fato cometido uma agressão ou uma ofensa contra uma mulher, e educar todo o movimento.
Na prática, o DCE, ao acusar e não dar direito de resposta, transforma o militante acusado imediatamente em culpado, o que somos contrários. Essa forma de fazer política, além de não colaborar para que o movimento avance na discussão e luta contra a opressão, serve apenas para isolar um setor de estudantes e desviar o foco das principais tarefas do movimento, que necessita hoje garantir uma ampla e massiva campanha contra a repressão. Por isso nos colocamos completamente contra a proposta de expulsão do militante do PCO, e do próprio PCO, do movimento estudantil da USP.
Nós, que somos uma Juventude que quer estar ao lado da classe trabalhadora, consideramos que nossos inimigos não são os homens, nossos inimigos são outros. É a burguesia que utiliza a opressão às mulheres como forma de lucrar mais na exploração do trabalho. A Reitoria que emprega de maneira precária mulheres terceirizadas para cumprir trabalhos que gerarão doenças ocupacionais e as farão viver na fome. Os governos como o de Dilma Rousseff que permanecem mantendo o aborto ilegal.
Ao mesmo tempo, deixamos claro nessa nota que somos ativamente contra qualquer forma de opressão dentro do movimento, mas entendemos que essas são uma pequena parte do que há de opressão em toda a sociedade, sendo os espaços do movimento os mais privilegiados e avançados para lutar contra a opressão, por isso reivindicamos que, para cada caso, busquemos ganhar os companheiros para essa luta em lugar de expulsá-los de nossas fileiras.
Com o fortalecimento de homens e mulheres que lutam contra o machismo, é possível que atinjamos, junto aos trabalhadores, a raiz dessa opressão, que ainda que seja anterior ao modo de produção capitalista, é profundamente apropriado por este sistema que propaga a violência doméstica, a prostituição, os estupros, para manter as mulheres reproduzindo o trabalho doméstico gratuitamente, eliminando gastos exorbitantes que o Estado poderia ter caso financiasse – conforme sua obrigação – a manutenção da vida dos trabalhadores e trabalhadoras pela via de manter em funcionamento restaurantes públicos, lavanderias, creches, hospitais, etc.
Para nós, o método equivocado do DCE leva a uma concepção equivocada como colocamos acima, e também termina em uma política extremamente equivocada. Agora o eixo da luta contra a opressão para o DCE é uma “campanha contra o machismo no movimento estudantil”. Dizem querer pintar toda a USP de roxo. Porque não propuseram pintar a USP de roxo quando estudantes foram estupradas no CRUSP? Porque não propuseram pintar a USP de roxo quando as estudantes de São Carlos sofreram com os escandalosos atos de machismo durante a calourada? Porque não propuseram pintar a USP de roxo quando uma estudante foi torturada por policiais na reintegração de posse da Reitoria ocupada? Porque não propuseram pintar a USP de roxo quando uma jovem mãe, já expulsa da USP, foi expulsa também de sua moradia? E perguntamos de novo, porque não propuseram pintar a USP de roxo quando centenas de mulheres terceirizadas, em sua maioria negras, reviraram a universidade em uma explosiva greve contra as humilhações e péssimas condições de trabalho?
No entanto, não apenas ao DCE cabe a crítica de uma política equivocada, uma vez que se é verdade que as pressões machistas, racistas e homofóbicas são introjetadas pela própria ideologia capitalista na formação de homens e mulheres, é responsabilidade das organizações de esquerda combaterem o machismo em suas fileiras. Nesse sentido uma política correta de luta contra a opressão só tem a fazer avançar a consciência dos companheiros homens. Aqui cabe nossa crítica ao PCO, que na USP tem tido uma política abstencionista e se isentado de intervir em questões importantes como as citadas acima, política esta que acarreta em uma intervenção despolitizada em relação à questão das opressões.
Nenhuma mulher deve aceitar declarações machistas dentro do movimento e devemos lutar contra isso. Mas isso de forma alguma pode se alçar como o maior problema na luta contra a opressão dentro da USP. Nós, da Juventude às Ruas!, continuaremos lutando contra a opressão às mulheres sem transformar os problemas existentes dentro do movimento estudantil no eixo de nosso combate. Ao mesmo tempo que repudiamos as acusações feitas pelo PCO em sua nota às mulheres do DCE e exigimos uma retratação, nos colocamos firmemente contrários a expulsão de seus militantes, e do próprio PCO, do movimento estudantil.
Temos inúmeras diferenças políticas tanto com o PCO, como com a atual gestão do DCE, mas não achamos que essas diferenças devam ser definidas dessa forma.
Exigimos que o DCE reorganize imediatamente uma assembléia massiva para tratar dos temas do movimento, como a urgente luta contra a repressão e contra o PIMESP, e que nesta assembleia seja dado direito de resposta ao militante do PCO acusado, para que o movimento possa definir os encaminhamentos, assim como criar uma comissão para apuração do caso!
E propomos uma grande campanha contra a opressão na USP: por vagas no CRUSP para todas as mães; por assistência estudantil para que mantenham seus filhos; por vagas nas creches para toda a demanda de estudantes e trabalhadoras efetivas e terceirizadas! Basta de violência às estudantes do CRUSP! Fim dos trotes machistas! Por currículos que demonstrem a história de luta das mulheres! Por salários iguais entre mulheres e homens, passando pelo fim da terceirização do trabalho, com efetivação dos terceirizados sem concurso, já que a maioria desses são mulheres negras, vítimas da precarização do trabalho!






