Juventude às Ruas!

Fim do massacre ao povo palestino! Fim dos ataques do Estado de Israel à Faixa de Gaza! Palestina LIVRE!!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

LER-QI: ESCANDALOSA DENUNCIA AO MINISTÉRIO PÚBLICO É UM HISTÓRICO ATAQUE AOS ESTUDANTES E TRABALHADORES DA USP

Por Diana Assunção, diretora do Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP)


Hoje a reacionária promotora Eliana Passarelli denunciou ao Ministério Público os 72 estudantes e trabalhadores da USP que lutavam contra a presença da polícia militar fora e dentro da universidade, e por uma universidade verdadeiramente pública e democrática.

A denúncia é, entre outras coisas, de formação de quadrilha e depredação de patrimônio público que indica o mínimo de 8 anos de prisão. Fica evidente que as aparentes "penas mais leves" de Grandino Rodas que suspendeu dezenas de estudantes e trabalhadores estava sendo articulada com o governo do estado de São Paulo dirigido pelo PSDB para denunciar por formação de quadrilha estes mesmos estudantes e trabalhadores.

Um verdadeiro escândalo nacional, de parte de um governo que vem reprimindo desde os moradores do Pinheirinho até o assentamento Milton Santos, trabalhadores pobres e sem-teto, movimentos sociais e sindicais, com novas demissões. Ao mesmo tempo o Ministério Público não tem a menor vergonha de investigar por formação de quadrilha o movimento estudantil e de trabalhadores, quando os verdadeiros bandidos estão no Congresso Nacional, no Senado e nos próprios governos, perpetuando repressão e opressão para o conjunto da população e ganhando muito dinheiro pra isso - livres e impunes, estes sim "depredando o patrimônio público".

Todo o apoio democrático de centenas de professores, estudantes, intelectuais, jornalistas, artistas, juízes, trabalhadores, movimentos sindicais, de direitos humanos, devem se fazer sentir neste momento para rearticular uma enorme campanha democrática contra a criminalização dos movimentos sociais e pela anulação imediata desta denúncia absurda. Que todas entidades estudantis e de trabalhadores se manifestem urgentemente em apoio a todos os trabalhadores e estudantes. Estaremos nos articulando para tomar todas as medidas jurídicas e políticas diante deste enorme ataque. Se atacam um, atacam todos!




Fonte: http://www.ler-qi.org/spip.php?article3739

Fórum Aberto pela Democratização da USP: Nota pelo não recebimento da denúncia do MPE contra estudantes e funcionários da USP


No dia 31 de janeiro de 2013, a reitoria da USP finalizou o andamento de processos administrativos contra estudantes e funcionários tendo por fundamento o decreto n°52.906/1972, conhecido como regime disciplinar da USP, editado em consonância com o Ato Institucional n°5. As punições compreendem de 5 a 15 dias de suspensão para 72 estudantes e funcionários da USP por participarem do movimento político que ocupou o prédio da reitoria em novembro de 2011, na luta contra a militarização da Universidade e a violência policial.
Menos de uma semana após a determinação das punições administrativas, no dia 5 de fevereiro, o Ministério Público Estadual (MPE) denuncia os 72 estudantes, funcionários e manifestantes por formação de quadrilha, posse de explosivos, danos ao patrimônio público, desobediência e crime ambiental por pichação, que indicam o mínimo de 8 anos de prisão.
A criminalização do movimento político na universidade, além de ser confirmada com as punições aparentemente leves (suspensões de até 15 dias), previstas em regime disciplinar, tem nova faceta na investigação criminal do movimento político no Ministério Público Estadual e escancara a evidente criminalização dos movimentos sociais e políticos, fora e dentro da Universidade.
As punições referentes aos processos administrativos consolidam o fato de que a reitoria da USP, amparada pelo regimento disciplinar, segue empreendendo o acordo com a Polícia Militar, com a evidência, hoje, de que não há por parte da reitoria, qualquer tipo de política de “segurança” que não seja a presença da PM. Nada foi realizado no campus em relação à melhor iluminação das vias, por exemplo. Nesse sentido, a ameaça de prisão vem se constituir em mais uma medida de judicialização da política, que coíbe o debate, a participação e a manifestação de ideias.
Nesse sentido, faz-se necessário somar esforços em defesa dos estudantes e funcionários punidos administrativamente e, desde o dia 5 de fevereiro, denunciados pelo Ministério Público Estadual, para que se pleiteie junto ao juiz de direito competente o não recebimento da denúncia e para que se exija, perante a direção da Universidade, a imediata reconsideração dos processos disciplinares.
Assinam:
Fórum Aberto Pela Democratização da USP
ADUSP – Associação dos Docentes da USP
SINTUSP – Sindicato dos Trabalhadores da USP
DCE Livre da USP Alexandre Vanucci Leme
APG USP – Associação de Pós-Graduandos Helenira “Preta” Rezende
CAHIS – História/USP
Guima – Relações Internacionais/USP
CEUPES Ísis Dias de Oliveira – Ciências Sociais/USP
CAF – Filosofia/USP
CEPEGE – Geologia/USP
CEGE – Geografia/USP
CAER – Nutrição e Saúde Pública/USP
AAAXVO – Atlética, Pedagogia/USP
CAPPF – Pedagogia/USP
APROPUC
ANDES-Sindicato Nacional
UEE – União Estadual dos Estudantes de São Paulo
UNE – União Nacional dos Estudantes
João Adolfo Hansen – Docente FFLCH
Leon Kossovitch – Docente FFLCH
Adrián Pablo Fanjul – Docente FFLCH
Jorge Luiz Souto Maior – Docente FDUSP
Luiz Renato Martins – Docente ECA
Otilia B. Fiori Arantes – Docente FFLCH
Paulo Eduardo Arantes – Docente FFLCH
Franklin Leopoldo e Silva – Docente FFLCH
Luís César Oliva – Docente FFLCH
Zilda Iokoi – Docente FFLCH
Osvaldo Coggiola – Docente FFLCH
Claus Akira Horodynski-Matsushigue – Docente – Matemática UNB
Renato Hilário – Docente – Educação UNB
Altino Bomfim – Docente UFBA
Lighia B. Horodynski-Matsushigue – Docente IFUSP
Deputado Estadual Carlos Giannazi (PSOL)
Levante Popular da Juventude, Juntos, Ler-QI, Rompendo Amarras, Para Além dos Muros, Movimento Negação da Negação, Universidade em Movimento, Juventude às Ruas, Território Livre, Partido Operário Revolucionário, Consulta Popular


Para assinar, envie email para: democraciausp@gmail.com
Fonte: http://democraciausp.org/?p=61

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Declaração da Juventud del PTS: ¡ABAJO LA CAUSA CONTRA LOS 72!


¡ABAJO LA CAUSA CONTRA LOS 72!


Ante la escandalosa denuncia contra 72 estudiantes y trabajadores de la USP – Brasil

¡ABAJO LA CAUSA CONTRA LOS 72! ¡NINGÚN ESTUDIANTE NI TRABAJADOR PRESO POR LUCHAR CONTRA LA POLICÍA!

USP

El día martes 5 de febrero, al tiempo que en Argentina nos movilizábamos contra la avanzada represiva del Gobierno Nacional, en Brasil la fiscal Eliana Passarelli denunció ante el Ministerio Público a 72 estudiantes y trabajadores de la Universidad de San Pablo (USP) que fueron parte de la intensa lucha contra la presencia de la policía militar en 2011 dentro de la USP, y por la democratización de la Universidad Pública. Ese año, estudiantes y trabajadores de la USP, ocuparon el rectorado durante seis días para impedir la entrada de la policía militar a la Universidad, a partir del acuerdo firmado entre la Rectoría y el estado de San Pablo. En ese momento fueron reprimidos y detenidos por esta misma fuerza violando la autonomía universitaria y el derecho de estudiantes y trabajadores a pelear por sus reivindicaciones. Ahora, la fiscalía quiere procesar a las y los 72 estudiantes y trabajadores, entre ellos a militantes de la LER-QI, organización hermana del PTS en Brasil, acusándolos de “conspiración, daño a la propiedad, el graffiti y el incumplimiento de una orden judicial”, que tiene una pena mínima de 8 años de prisión.
Esta reaccionaria y escandalosa denuncia, se da en el marco de una escalada represiva y una de las mayores olas de violencia contra el pueblo pobre y la juventud en el Brasil gobernado por el PT de Dilma y Lula, y con particular virulencia en el Estado de San Pablo, donde los barrios pobres están sitiados por la policía militar, dejando un saldo diario de ¡16 muertes (tres de ellos niños/as)! a manos de esta reaccionaria fuerza, que quedan totalmente impunes.
Por eso, no es casual que quieran procesar a quienes se organizan para rechazar a la policía militar dentro y fuera de la USP. Pero este no es un caso aislado, es un nuevo ataque conjunto del Rector Grandino Rodas y el Estado de San Pablo para amedrentar y disciplinar a las y los estudiantes y trabajadores, en continuidad con la sistemática política antisindical y represiva dentro de la USP, que hasta ha llevado a estudiantes a intentos de suicidio (¡!),  y es la antesala para nuevas suspensiones y expulsiones a estudiantes y despidos de trabajadoras y trabajadores. Un ejemplo es el despido de Claudionor Brandão y el proceso contra varios dirigentes de SINTUSP por haber participado en una huelga en 2010, en un caso lleno de irregularidades.
Desde la Juventud del PTS repudiamos este reaccionario ataque. Nos solidarizamos y exigimos el desprocesamiento inmediato de las y los 72 estudiantes y trabajadores de la USP. Entendemos que es una tarea de primer orden, y llamamos a todas las organizaciones estudiantiles, Centros y Federaciones, organismos de DD.HH., docentes, artistas, etc., a impulsar una gran campaña democrática y de solidaridad con las y los hermanos brasileños, exigiendo el cese de la persecución.
Además de esta avanzada criminalizadora en Brasil, en los últimos años de agudización de la crisis internacional, hemos visto el enorme despliegue de las fuerzas represivas contra millones de jóvenes en todo el mundo. Miles de trabajadores y estudiantes toman las calles contra los ajustes y la miseria que los capitalistas pretenden descargar sobre el pueblo trabajador y pobre. Ya lo vimos en Europa de la mano de la juventud Griega, en España y Francia donde miles se ponen de pie; en Medio Oriente donde los jóvenes enfrentan a regímenes totalitarios; en EEUU con los “Ocupy” y en América Latina, con el poderoso movimiento estudiantil chileno y el “yosoy132” de México.
Los capitalistas despliegan todo su aparato militar, temiendo que la fuerza de estos trabajadores y los jóvenes combativos pongan en peligro sus intereses. Es por eso que la lucha de toda esa juventud que se levanta contra los ataques del capitalismo, se transforma también en nuestra propia lucha. Por eso es fundamental impulsar la más amplia solidaridad y nuestra unidad internacionalista para frenar estos ataques y evitar que la crisis se descargue sobre nuestras espaldas.
Basta de represión a la juventud y el pueblo trabajador y pobre!
Exigimos el inmediato desprocesamiento de todos los estudiantes y trabajadores de la USP!
Exigimos la salida inmediata de la policía militar del campus universitario y sus inmediaciones. Abajo la militarización de los barrios pobres!
Por la autonomía universitaria, basta de criminalización y persecución policial!
Toda nuestra solidaridad con nuestros hermanos en Brasil y con toda la juventud que se levanta en el mundo contra la represión y los ataques del capitalismo!


Fonte:  http://lossospechososdesiempre.wordpress.com/2013/02/07/abajo-la-causa-contra-los-72/

DCE-UNIFESP repudia ação do Ministério Público contra 72 Estudantes da USP


O Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de São Paulo, se manifesta por meio desta moção em repúdio à denúncia contra os estudantes da Universidade de São Paulo (USP), apresentada pelo Ministério Público, no último dia 5 de fevereiro, sustentando que, em meio à violenta reintegração de posse da Reitoria em 2011, os alunos teriam sido responsáveis por supostos danos ao patrimônio público, desobediência judicial, crime ambiental e formação de quadrilha.
Apoiamos o movimento Uspiano em sua denúncia à postura ditatorial do Reitor João Grandino Rodas, que faz uso da ausência de espaços democráticos na universidade para impor sua vontade à força, com o uso da polícia, sindicâncias e processos criminais.
Entendemos que a ação do Ministério Público, e o discurso da promotora Eliana Passarelli ao chamar publicamente os estudantes de bandidos e criminosos são um claro ataque, não só aos estudantes da USP, mas ao conjunto do Movimento Estudantil Nacional.
Chamamos, assim, os estudantes da Unifesp a se mobilizarem em torno destas reivindicações:
- CONTRA A PRESENÇA DA PM NOS CAMPI!
- PELO FIM DOS PROCESSOS NA USP E NA UNIFESP! LUTAR NÃO É CRIME!
- PELA DEMOCRATIZAÇÃO DAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS!


Fonte: http://chapavezdavoz.wordpress.com/2013/02/06/dce-unifesp-repudia-acao-do-ministerio-publico-contra-72-estudantes-da-usp/

ANEL: Os estudantes tem direito à lutar! Nota de repúdio ao Ministério Público de São Paulo.

  No dia de ontem, 05/02/2013, um dos maiores ataques ao movimento estudantil da Universidade de São Paulo foi concretizado pelo Ministério Público: a acusação dos 72 estudantes que estiveram na ocupação da reitoria da USP em 2011 por formação de quadrilha, danos ao patrimônio e descumprimento da ordem judicial.
Nós, da ANEL, repudiamos completamente tal ação, assim como as declarações de Eliana Passarelli; a promotora, que em suas falas chama os estudantes de bandidos e criminosos!Não temos duvida que esse é um ataque a organização dos estudantes que manifestam suas opiniões e se movem por suas reivindicações dentro da universidade e fora dela.

  Vimos ao longo da gestão de João Grandino Rodas uma forte perseguição ao movimento estudantil e de trabalhadores, fazendo coro a política do PSDB, em São Paulo, de criminalização dos movimentos sociais. Essa ação não vem descolada dessa política; que colocou a cavalaria, helicópteros e etc dentro da USP para retirar menos de 100 estudantes de uma ocupação; que desapropria terrenos com toda truculência possível, agredindo a população mais pobre, como no Pinheirinho; que assassina a população negra nas periferias todos os dias, com a polícia mais violenta do país; essa é a política do Governo de Geraldo Alckmin, que culmina nessa desmedida ação do M.P. contra os estudantes.

  Não temos duvida de que essa ação tem como principal objetivo assustar os estudantes e derrotar com o movimento estudantil da USP, que possui um histórico de lutas e um potencial que reverbera por todo país. A principal Universidade brasileira, a mais elitizada e a de maior prestígio, passa por um difícil processo, no qual está em curso uma batalha da reitoria com qualquer movimento de resistência e de luta por um outro projeto de universidade. O que a reitoria não conta é com a força de seu inimigo que travará uma disputa sem tamanho em defesa de seu direito de lutar.

  Nós, da ANEL, nos colocamos ao lado desses 72 estudantes e de mais todos aqueles que na USP se colocam contrários à esse projeto. Nos colocamos ao lado desses estudantes que há mais de um ano atrás se mobilizaram pra dizer não a política de mandos e desmandos da reitoria, a revelia dos trabalhadores, estudantes e professores. E, por isso, não temos duvida que esse movimento estudantil combativo e histórico dará uma resposta a altura até barrar esse ataque, e nós estaremos ao lado dessa luta.

  Desde já convocamos a todos para se somarem à esse processo, escrevendo moções de repúdio e de apoio ao corpo estudantil da Universidade de São Paulo.

  Todo apoio à luta dos estudantes e trabalhadores na USP! E pela retirada imediata da denúncia feita pelo MP. Assinem a petição:

http://www.avaaz.org/po/petition/Pela_retirada_imediata_da_denuncia_do_MP_aos_72_estudantes_da_USP_por_formacao_de_quadrilha/?cqeIxbb


[Assembleia na USP em 2011]


Fonte: http://anelonlinesp.blogspot.com.br/2013/02/nota-de-repudio-ao-ministerio-publico.html

Um histórico ataque ao movimento estudantil e de trabalhadores! Não passarão! Nota da Juventude Às Ruas contra à repressão aos 72 lutadores da USP

  Nesta terça-feira, 5 de Fevereiro, a promotora reacionária Eliana Passarelli denunciou ao Ministério Público do Estado de São Paulo os 72 estudantes e trabalhadores da USP que foram presos na reintegração de posse da ocupação da reitoria da universidade no final do ano de 2011, onde reivindicavam a saída da PM do campus, o fim do convênio entre a USP e a polícia militar e o fim dos processos movidos contra estudantes e trabalhadores. Essa luta passava por questionar o próprio papel da polícia, não só na universidade, mas também fora dela, como nos morros, favelas e periferias, e também questionava a própria universidade, sua elitização e ligação direta com a ditadura.

  A denúncia acusa os 72 de formação de quadrilha, dano ao patrimônio público, pichação e descumprimento de ordem judicial, que indicaria algo como 8 anos de prisão. Retomando o resultado dos processos administrativos que se encerraram na semana passada, onde o reitor Rodas puniu apenas alguns dos processados, com penas que iam de advertências escritas à suspensões de 15 dias (as mais duras foram aplicadas principalmente aos trabalhadores),  se torna evidente que as aparentes "penas mais leves" estavam sendo articuladas junto com o governo do estado de São Paulo dirigido pelo PSDB para tentar punir exemplarmente estes mesmos lutadores.

  Essa denúncia vem junto com uma ofensiva da grande mídia que, aliada ao governo, tenta ganhar a opinião pública para desmoralizar a luta e isolar o movimento estudantil e de trabalhadores da USP. Essa ofensiva retoma as mentiras veiculadas desde o processo de ocupação em 2011, onde tentam convencer que aquela mobilização é como um movimento “para usar drogas livremente na universidade” entre outras coisas, e tentam associar a imagem dos lutadores à de criminosos. Esse ataque preparado em conjunto tem como objetivo usar esse exemplo para aprofundar o processo de criminalização e repressão aos movimentos sociais, que já vem acontecendo fortemente como vimos no caso de Pinheirinho, a ameaça recente de reintegração do assentamento Milton Santos, a onda, que segue atualmente, de assassinatos no campo de ativistas sem-terra e tantos processos de repressão aos trabalhadores pobres e sem-teto, movimentos sociais e sindicais. Devemos repudiar essa campanha midiática e também a denúncia da promotora que não só tentam mentir sobre uma luta com pautas legítimas como também atacam os próprios métodos democráticos dos movimentos sociais, de estudantes e também de trabalhadores! 

  Para levar adiante essa ofensiva, a promotora passa por cima de elementos fundamentais da democracia, como o direito de se expressar e a liberdade política, e isso se evidencia quando a mesma reconhece que não há individualização dos fatos, mas todos são culpados porque simplesmente "não impediram que acontecesse", o que é escandalosamente inconstitucional. A mesma justiça que tenta criminalizar estudantes e trabalhadores, ignora os verdadeiros bandidos estão no Congresso Nacional, no Senado e nos próprios governos, perpetuando repressão e opressão para o conjunto da população e ganhando muito dinheiro pra isso - livres e impunes.

  Todo o apoio democrático de centenas de entidades, professores, estudantes, intelectuais, jornalistas, artistas, juízes, trabalhadores, movimentos sindicais, de direitos humanos, devem se fazer sentir neste momento para rearticular uma enorme campanha democrática pelo imediato arquivamento desta denúncia absurda. Ao mesmo tempo, é preciso lutar pela revogação de todas as suspensões e punições contra esses estudantes e trabalhadores, pela reintegração de Brandão e dos 8 estudantes eliminados, como parte da luta contra a criminalização de todos os movimentos sociais e de trabalhadores e pelos direitos democráticos de se manifestar. Não devemos aceitar a repressão que busca coibir a organização e manifestação política! Basta da política "do medo" e de repressão herdeiras da ditadura!







terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Curso de Férias da Juventude Às Ruas - O cenário internacional e a necessidade da construção de uma juventude revolucionária -


No final de semana dos dias 02 e 03 de fevereiro cerca de 100 jovens participaram do “Curso de Férias” da Juventude Às Ruas, reunindo estudantes universitários, secundaristas e jovens trabalhadores dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. 

O debate que motorizou a reflexão desse final de semana se deu em torno dos principais processos econômicos e políticos nesse quinto ano da crise capitalista, a partir do estudo do artigo "Luta de classes e novos fenômenos políticos no quinto ano da crise capitalista”, de Claudia Cinatti, publicado na revista Estratégia Internacional Brasil nº6. A Primavera Árabe, rastilho de grandes revoltas que desencadearam processos revolucionários, deu um golpe de morte nos 30 longos e penosos anos ausentes de qualquer revolução. Somado a isso, a intermitente crise na zona do euro, e a total falta de perspectiva de uma resolução burguesa para ela reatualizam a definição de Lênin de que vivemos em uma época de “crises, guerras e revoluções.” 

Com o reascender da luta de classes, na qual a classe operária começa a exercitar sua musculatura e a juventude luta contra o sombrio futuro anunciado pelo FMI, buscamos analisar detalhadamente os avanços e contradições desse momento histórico que vivemos. Diferentemente daqueles que são céticos ao despertar de amplos setores de massas à vida política como também daqueles que embelezam esses processos escondendo suas contradições, partimos do próprio legado estratégico do marxismo revolucionário para sacar conclusões que nos ponham ao lado da história e nos prepare para as tarefas que estão colocadas na ordem do dia. 

A intervenção militar do imperialismo na Líbia exercendo um efeito contra-revolucionário na luta contra a sangrenta ditadura de Kadafi, tentativas de desvios democráticos burgueses como no Egito, partidos reformistas como o Syriza (Grécia) que encantam a esquerda mundial, a emergência de enfrentar os planos de austeridades com ações de unificação da classe operária, e a necessidade que essa apresente uma alternativa independente para monstruosa crise do capitalismo em decomposição, foram alguns dos eixos que perpassaram o debate. 

Armados dessas conclusões surge a necessidade de construirmos uma forte juventude internacionalista que atue na perspectiva de se aliar à classe operária. Nos ligar à única classe verdadeiramente revolucionária, a única capaz de hegemonizar os interesses de todos os oprimidos, disputando o projeto de universidade para colocar seu conhecimento a serviço dos trabalhadores será determinante para darmos passos seguros na luta pela emancipação de toda humanidade. 

Queremos disputar cada entidade para que os estudantes possam se armar com um programa capaz de concretizar essa aliança. Sabemos que as atuais direções do movimento estudantil são um verdadeiro entrave para a consumação desse pacto operário universitário. Os braços do governismo no movimento estudantil já demonstrou que prefere estar do lado dos governos e dos grandes empresários. As organização anti-governistas como PSTU e PSOL se mostram cada vez mais adaptadas ao status quo do regime universitário se mantendo no velho corporativismo rotineiro que fecha os olhos aos reais problemas da atualidade. 

É necessário sacudir essas velhas práticas políticas incapazes de responder a própria realidade internacional. A atual etapa reacende a célebre frase de Marx: “as condições sociais petrificadas devem ser compelidas à dança, fazendo-lhes ouvir o canto da sua própria melodia”. Para transformar essas idéias em força vital, e pôr abaixo a atual ordem das coisas, convidamos cada jovem, estudantes e trabalhadores, a se incorporar nessa apaixonante e necessária tarefa, construindo conosco a Juventude Às Ruas.




quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Participem do Acampamento da Juventude às Ruas

Nos dias 2 e 3 de fevereiro iremos realizar na cidade de Campinas o primeiro “Acampamento da Juventude às Ruas” e convidando a todos para participaram desse encontro.

Em meio ao sexto da crise capitalista, onde a juventude e a classe trabalhadora saem à cena política, novos fenômenos políticos brotam em cada canto do mundo. Economicamente a burguesia não consegue apontar para um horizonte próximo qualquer resolução da monstruosa crise que gestou. O desaceleramento da economia chinesa, a estagnação da economia norte-americana e européia são claras evidencias da magnitude histórica da crise que hoje vivemos. No Brasil os primeiro reflexos dessa crise já podem ser sentidos, onde os governantes e a intelectualidade burguesa já se mostram temerosos com o obscuro ano que se desenha em 2013. Enquanto isso, é descarregado sobre os ombros da grande maioria da população os pesados custos da crise, ação que vem acompanhada de respostas de setores amplos de massas, onde a juventude se mostrou protagonista nesse primeiro momento de forte ebulição política e social. 

Após trinta anos de contra-ofensiva neoliberal, com anos de ataques e derrotas nas costas dos trabalhadores, a conjuntura internacional põe abaixo as tradicionais teorias dos ideólogos burguesas que sustentavam que a história havia acabado. Os levantes no Magreb e no Norte da África mostraram ao mundo milhões de pessoas derrubando velhos regemos sustentados pelo imperialismo norte-americano e europeu. No Chile, México, Canadá, EUA, Espanha e em todo o mundo mostra que nasceu sem medo está disposta a fazer o que for necessário para garantir seu futuro. 

Porém esses processos não ocorrem sem contradição, e com tentativas de desvios para contenção do descontentamento das massas. Governos fantoches, as burocracias do movimento estudantil e de trabalhadores, direções reformistas e pequeno-burguesas, e o próprio imperialismo armam suas armadilhas para que esses processos em curso não questionem os pilares do capitalismo. Para enfrentar esses desafios colocados no percurso dessas mobilizações é necessário que atuemos conscientes extraindo suas lições armados das experiências da história e da luta de classes relegados pelo marxismo revolucionário. Uma juventude internacionalista, que atue ao lado do que existe de mais avançado no mundo é uma tarefa fundamental para cada jovem que carrega consigo a ânsia de revolucionar o atual estado das coisas. A reatualização da etapa de crises, guerras e revoluções ferve sobre decadência da atual fase imperialista do capitalismo mundial. Para andarmos ao lado da história, propomos que esse seja um dos debates centrais de nosso acampamento, para que enriquecidos com essas conclusões e atuando de forma internacionalista possamos avançar para nos preparar para viradas mais abruptas da história. 

Motivados por esses debates e objetivos queremos convidar a todos para participarem do acampamento conosco, que para além da ebulição de idéias e políticas, também servirá de espaço para que possamos trocar experiências de luta e de vida, conhecer novas pessoas, e avançar para a construção de uma juventude revolucionária que faça diferença quando a realidade e a história exigirem. 


Participem! 

ÀS RUAS!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Liberdade imediata aos 6 presos no ato contra o aumento da passagem em Santo André

No dia de hoje 18/01 a policia reprimiu um ato unificado contra aumento da passagem de R$ 3,00 para R$ 3,30 em Santo André e nas outras cidades da região Santo André, São Bernardo, São Caetano e Mauá. No termino do ato em frente a Estação CPTM em Santo André, a policia reprimiu violentamente a manifestação e prendeu 6 estudantes. Mais uma vez a policia sai a defender com repressão os interesses dos empresários do transporte , para garantir seus lucros as custas da precarização da vida de trabalhadores e jovens, assim como fez na semana passada em Mauá, onde também reprimiu violentamente uma manifestação contra o aumento. A policia e as prefeituras destas cidades são os responsáveis. Exigimos a imediata libertação dos 6 jovens presos neste momento no 4º DP em Santo André.

POR TRANSPORTE PUBLICO, GRATUITO E DE QUALIDADE, ESTATIZADO, SEM INDENIZAÇÃO, SOB CONTROLE DOS TRABALHADORES E USUÁRIOS!

LIBERDADE IMEDIATA AOS 6 PRESOS NO ATO CONTRA O AUMENTO DA PASSAGEM EM SANTO ANDRÉ!

sábado, 12 de janeiro de 2013

Não à reintegração de posse da aldeia Maracanã! Nenhuma repressão aos índios!

Hoje o Batalhão de Choque da Policia Militar cercou a Aldeia Maracanã para implementar, mesmo sem mandato, a reintegração de posse que pretende desalojar várias famílias indígenas e destruir o local, construindo um estacionamento como parte das obras do Estádio do Maracanã.
Todos os milionários riem à toa com a Copa e as Olimpíadas. Cabral, Paes e Dilma falam como estes grandes eventos trarão benesses inimagináveis ao povo. Mas isto não é verdade! Estes eventos estão sendo construídos à base da exploração do trabalho dos operários nas obras que precisam fazer greve para conseguir água para beber e aumentos de salários. Está sendo construído privatizando áreas inteiras da cidade como na região portuária, e principalmente expulsando os pobres, os negros, os índios que estão no caminho da especulação imobiliária para estas obras. É assim que destruirão uma escola municipal junto ao Maracanã que é a 7ª melhor avaliada em todo o estado e querem destruir a aldeia Maracanã.

Esta aldeia é uma ocupação mantida por diferentes grupos indígenas de todo o país que reivindicam o seu direito a este território que foi historicamente o "Museu do Índio" e por muitos anos serviu de alojamento e "embaixada" dos povos indígenas no Rio. Com esta demolição, que já estão começando a fazer, pouco a pouco, começando pelos muros, estão querendo não só abrir mais espaço para estacionamentos e outros negócios que privatizaram e entregarão aos Eike Batista da vida, estão querendo retirar um pequeno mas importante símbolo de que esta terra não será privatizada, militarizada para seus negócios.

Além disso, começamos o ano com mais uma tragédia anunciada no Rio de Janeiro com as casas e morros soterrados e rios que transbordam, mortos nos distritos de Xerém em Duque de Caxias e mais de 3 mil desabrigados neste e nos demais municípios afetados como Nova Iguaçu, Angra dos Reis, Mangaratiba, Petrópolis e Teresópolis.

Lutemos em defesa da aldeia Maracanã e contra todas as remoções e a exploração do trabalho que estão fazendo com a Copa e Olimpíadas! Por assembleias nos locais de trabalho, nas escolas e universidades para a partir de nossos locais de trabalho e estudo votemos medidas de luta em defesa desta aldeia e de todos os trabalhadores e povos no caminho da Copa e Olimpíadas!

Juventude Às Ruas - Rio de Janeiro