Juventude às Ruas!

Fim do massacre ao povo palestino! Fim dos ataques do Estado de Israel à Faixa de Gaza! Palestina LIVRE!!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

DCE-UNIFESP repudia ação do Ministério Público contra 72 Estudantes da USP


O Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de São Paulo, se manifesta por meio desta moção em repúdio à denúncia contra os estudantes da Universidade de São Paulo (USP), apresentada pelo Ministério Público, no último dia 5 de fevereiro, sustentando que, em meio à violenta reintegração de posse da Reitoria em 2011, os alunos teriam sido responsáveis por supostos danos ao patrimônio público, desobediência judicial, crime ambiental e formação de quadrilha.
Apoiamos o movimento Uspiano em sua denúncia à postura ditatorial do Reitor João Grandino Rodas, que faz uso da ausência de espaços democráticos na universidade para impor sua vontade à força, com o uso da polícia, sindicâncias e processos criminais.
Entendemos que a ação do Ministério Público, e o discurso da promotora Eliana Passarelli ao chamar publicamente os estudantes de bandidos e criminosos são um claro ataque, não só aos estudantes da USP, mas ao conjunto do Movimento Estudantil Nacional.
Chamamos, assim, os estudantes da Unifesp a se mobilizarem em torno destas reivindicações:
- CONTRA A PRESENÇA DA PM NOS CAMPI!
- PELO FIM DOS PROCESSOS NA USP E NA UNIFESP! LUTAR NÃO É CRIME!
- PELA DEMOCRATIZAÇÃO DAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS!


Fonte: http://chapavezdavoz.wordpress.com/2013/02/06/dce-unifesp-repudia-acao-do-ministerio-publico-contra-72-estudantes-da-usp/

ANEL: Os estudantes tem direito à lutar! Nota de repúdio ao Ministério Público de São Paulo.

  No dia de ontem, 05/02/2013, um dos maiores ataques ao movimento estudantil da Universidade de São Paulo foi concretizado pelo Ministério Público: a acusação dos 72 estudantes que estiveram na ocupação da reitoria da USP em 2011 por formação de quadrilha, danos ao patrimônio e descumprimento da ordem judicial.
Nós, da ANEL, repudiamos completamente tal ação, assim como as declarações de Eliana Passarelli; a promotora, que em suas falas chama os estudantes de bandidos e criminosos!Não temos duvida que esse é um ataque a organização dos estudantes que manifestam suas opiniões e se movem por suas reivindicações dentro da universidade e fora dela.

  Vimos ao longo da gestão de João Grandino Rodas uma forte perseguição ao movimento estudantil e de trabalhadores, fazendo coro a política do PSDB, em São Paulo, de criminalização dos movimentos sociais. Essa ação não vem descolada dessa política; que colocou a cavalaria, helicópteros e etc dentro da USP para retirar menos de 100 estudantes de uma ocupação; que desapropria terrenos com toda truculência possível, agredindo a população mais pobre, como no Pinheirinho; que assassina a população negra nas periferias todos os dias, com a polícia mais violenta do país; essa é a política do Governo de Geraldo Alckmin, que culmina nessa desmedida ação do M.P. contra os estudantes.

  Não temos duvida de que essa ação tem como principal objetivo assustar os estudantes e derrotar com o movimento estudantil da USP, que possui um histórico de lutas e um potencial que reverbera por todo país. A principal Universidade brasileira, a mais elitizada e a de maior prestígio, passa por um difícil processo, no qual está em curso uma batalha da reitoria com qualquer movimento de resistência e de luta por um outro projeto de universidade. O que a reitoria não conta é com a força de seu inimigo que travará uma disputa sem tamanho em defesa de seu direito de lutar.

  Nós, da ANEL, nos colocamos ao lado desses 72 estudantes e de mais todos aqueles que na USP se colocam contrários à esse projeto. Nos colocamos ao lado desses estudantes que há mais de um ano atrás se mobilizaram pra dizer não a política de mandos e desmandos da reitoria, a revelia dos trabalhadores, estudantes e professores. E, por isso, não temos duvida que esse movimento estudantil combativo e histórico dará uma resposta a altura até barrar esse ataque, e nós estaremos ao lado dessa luta.

  Desde já convocamos a todos para se somarem à esse processo, escrevendo moções de repúdio e de apoio ao corpo estudantil da Universidade de São Paulo.

  Todo apoio à luta dos estudantes e trabalhadores na USP! E pela retirada imediata da denúncia feita pelo MP. Assinem a petição:

http://www.avaaz.org/po/petition/Pela_retirada_imediata_da_denuncia_do_MP_aos_72_estudantes_da_USP_por_formacao_de_quadrilha/?cqeIxbb


[Assembleia na USP em 2011]


Fonte: http://anelonlinesp.blogspot.com.br/2013/02/nota-de-repudio-ao-ministerio-publico.html

Um histórico ataque ao movimento estudantil e de trabalhadores! Não passarão! Nota da Juventude Às Ruas contra à repressão aos 72 lutadores da USP

  Nesta terça-feira, 5 de Fevereiro, a promotora reacionária Eliana Passarelli denunciou ao Ministério Público do Estado de São Paulo os 72 estudantes e trabalhadores da USP que foram presos na reintegração de posse da ocupação da reitoria da universidade no final do ano de 2011, onde reivindicavam a saída da PM do campus, o fim do convênio entre a USP e a polícia militar e o fim dos processos movidos contra estudantes e trabalhadores. Essa luta passava por questionar o próprio papel da polícia, não só na universidade, mas também fora dela, como nos morros, favelas e periferias, e também questionava a própria universidade, sua elitização e ligação direta com a ditadura.

  A denúncia acusa os 72 de formação de quadrilha, dano ao patrimônio público, pichação e descumprimento de ordem judicial, que indicaria algo como 8 anos de prisão. Retomando o resultado dos processos administrativos que se encerraram na semana passada, onde o reitor Rodas puniu apenas alguns dos processados, com penas que iam de advertências escritas à suspensões de 15 dias (as mais duras foram aplicadas principalmente aos trabalhadores),  se torna evidente que as aparentes "penas mais leves" estavam sendo articuladas junto com o governo do estado de São Paulo dirigido pelo PSDB para tentar punir exemplarmente estes mesmos lutadores.

  Essa denúncia vem junto com uma ofensiva da grande mídia que, aliada ao governo, tenta ganhar a opinião pública para desmoralizar a luta e isolar o movimento estudantil e de trabalhadores da USP. Essa ofensiva retoma as mentiras veiculadas desde o processo de ocupação em 2011, onde tentam convencer que aquela mobilização é como um movimento “para usar drogas livremente na universidade” entre outras coisas, e tentam associar a imagem dos lutadores à de criminosos. Esse ataque preparado em conjunto tem como objetivo usar esse exemplo para aprofundar o processo de criminalização e repressão aos movimentos sociais, que já vem acontecendo fortemente como vimos no caso de Pinheirinho, a ameaça recente de reintegração do assentamento Milton Santos, a onda, que segue atualmente, de assassinatos no campo de ativistas sem-terra e tantos processos de repressão aos trabalhadores pobres e sem-teto, movimentos sociais e sindicais. Devemos repudiar essa campanha midiática e também a denúncia da promotora que não só tentam mentir sobre uma luta com pautas legítimas como também atacam os próprios métodos democráticos dos movimentos sociais, de estudantes e também de trabalhadores! 

  Para levar adiante essa ofensiva, a promotora passa por cima de elementos fundamentais da democracia, como o direito de se expressar e a liberdade política, e isso se evidencia quando a mesma reconhece que não há individualização dos fatos, mas todos são culpados porque simplesmente "não impediram que acontecesse", o que é escandalosamente inconstitucional. A mesma justiça que tenta criminalizar estudantes e trabalhadores, ignora os verdadeiros bandidos estão no Congresso Nacional, no Senado e nos próprios governos, perpetuando repressão e opressão para o conjunto da população e ganhando muito dinheiro pra isso - livres e impunes.

  Todo o apoio democrático de centenas de entidades, professores, estudantes, intelectuais, jornalistas, artistas, juízes, trabalhadores, movimentos sindicais, de direitos humanos, devem se fazer sentir neste momento para rearticular uma enorme campanha democrática pelo imediato arquivamento desta denúncia absurda. Ao mesmo tempo, é preciso lutar pela revogação de todas as suspensões e punições contra esses estudantes e trabalhadores, pela reintegração de Brandão e dos 8 estudantes eliminados, como parte da luta contra a criminalização de todos os movimentos sociais e de trabalhadores e pelos direitos democráticos de se manifestar. Não devemos aceitar a repressão que busca coibir a organização e manifestação política! Basta da política "do medo" e de repressão herdeiras da ditadura!







terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Curso de Férias da Juventude Às Ruas - O cenário internacional e a necessidade da construção de uma juventude revolucionária -


No final de semana dos dias 02 e 03 de fevereiro cerca de 100 jovens participaram do “Curso de Férias” da Juventude Às Ruas, reunindo estudantes universitários, secundaristas e jovens trabalhadores dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. 

O debate que motorizou a reflexão desse final de semana se deu em torno dos principais processos econômicos e políticos nesse quinto ano da crise capitalista, a partir do estudo do artigo "Luta de classes e novos fenômenos políticos no quinto ano da crise capitalista”, de Claudia Cinatti, publicado na revista Estratégia Internacional Brasil nº6. A Primavera Árabe, rastilho de grandes revoltas que desencadearam processos revolucionários, deu um golpe de morte nos 30 longos e penosos anos ausentes de qualquer revolução. Somado a isso, a intermitente crise na zona do euro, e a total falta de perspectiva de uma resolução burguesa para ela reatualizam a definição de Lênin de que vivemos em uma época de “crises, guerras e revoluções.” 

Com o reascender da luta de classes, na qual a classe operária começa a exercitar sua musculatura e a juventude luta contra o sombrio futuro anunciado pelo FMI, buscamos analisar detalhadamente os avanços e contradições desse momento histórico que vivemos. Diferentemente daqueles que são céticos ao despertar de amplos setores de massas à vida política como também daqueles que embelezam esses processos escondendo suas contradições, partimos do próprio legado estratégico do marxismo revolucionário para sacar conclusões que nos ponham ao lado da história e nos prepare para as tarefas que estão colocadas na ordem do dia. 

A intervenção militar do imperialismo na Líbia exercendo um efeito contra-revolucionário na luta contra a sangrenta ditadura de Kadafi, tentativas de desvios democráticos burgueses como no Egito, partidos reformistas como o Syriza (Grécia) que encantam a esquerda mundial, a emergência de enfrentar os planos de austeridades com ações de unificação da classe operária, e a necessidade que essa apresente uma alternativa independente para monstruosa crise do capitalismo em decomposição, foram alguns dos eixos que perpassaram o debate. 

Armados dessas conclusões surge a necessidade de construirmos uma forte juventude internacionalista que atue na perspectiva de se aliar à classe operária. Nos ligar à única classe verdadeiramente revolucionária, a única capaz de hegemonizar os interesses de todos os oprimidos, disputando o projeto de universidade para colocar seu conhecimento a serviço dos trabalhadores será determinante para darmos passos seguros na luta pela emancipação de toda humanidade. 

Queremos disputar cada entidade para que os estudantes possam se armar com um programa capaz de concretizar essa aliança. Sabemos que as atuais direções do movimento estudantil são um verdadeiro entrave para a consumação desse pacto operário universitário. Os braços do governismo no movimento estudantil já demonstrou que prefere estar do lado dos governos e dos grandes empresários. As organização anti-governistas como PSTU e PSOL se mostram cada vez mais adaptadas ao status quo do regime universitário se mantendo no velho corporativismo rotineiro que fecha os olhos aos reais problemas da atualidade. 

É necessário sacudir essas velhas práticas políticas incapazes de responder a própria realidade internacional. A atual etapa reacende a célebre frase de Marx: “as condições sociais petrificadas devem ser compelidas à dança, fazendo-lhes ouvir o canto da sua própria melodia”. Para transformar essas idéias em força vital, e pôr abaixo a atual ordem das coisas, convidamos cada jovem, estudantes e trabalhadores, a se incorporar nessa apaixonante e necessária tarefa, construindo conosco a Juventude Às Ruas.




quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Participem do Acampamento da Juventude às Ruas

Nos dias 2 e 3 de fevereiro iremos realizar na cidade de Campinas o primeiro “Acampamento da Juventude às Ruas” e convidando a todos para participaram desse encontro.

Em meio ao sexto da crise capitalista, onde a juventude e a classe trabalhadora saem à cena política, novos fenômenos políticos brotam em cada canto do mundo. Economicamente a burguesia não consegue apontar para um horizonte próximo qualquer resolução da monstruosa crise que gestou. O desaceleramento da economia chinesa, a estagnação da economia norte-americana e européia são claras evidencias da magnitude histórica da crise que hoje vivemos. No Brasil os primeiro reflexos dessa crise já podem ser sentidos, onde os governantes e a intelectualidade burguesa já se mostram temerosos com o obscuro ano que se desenha em 2013. Enquanto isso, é descarregado sobre os ombros da grande maioria da população os pesados custos da crise, ação que vem acompanhada de respostas de setores amplos de massas, onde a juventude se mostrou protagonista nesse primeiro momento de forte ebulição política e social. 

Após trinta anos de contra-ofensiva neoliberal, com anos de ataques e derrotas nas costas dos trabalhadores, a conjuntura internacional põe abaixo as tradicionais teorias dos ideólogos burguesas que sustentavam que a história havia acabado. Os levantes no Magreb e no Norte da África mostraram ao mundo milhões de pessoas derrubando velhos regemos sustentados pelo imperialismo norte-americano e europeu. No Chile, México, Canadá, EUA, Espanha e em todo o mundo mostra que nasceu sem medo está disposta a fazer o que for necessário para garantir seu futuro. 

Porém esses processos não ocorrem sem contradição, e com tentativas de desvios para contenção do descontentamento das massas. Governos fantoches, as burocracias do movimento estudantil e de trabalhadores, direções reformistas e pequeno-burguesas, e o próprio imperialismo armam suas armadilhas para que esses processos em curso não questionem os pilares do capitalismo. Para enfrentar esses desafios colocados no percurso dessas mobilizações é necessário que atuemos conscientes extraindo suas lições armados das experiências da história e da luta de classes relegados pelo marxismo revolucionário. Uma juventude internacionalista, que atue ao lado do que existe de mais avançado no mundo é uma tarefa fundamental para cada jovem que carrega consigo a ânsia de revolucionar o atual estado das coisas. A reatualização da etapa de crises, guerras e revoluções ferve sobre decadência da atual fase imperialista do capitalismo mundial. Para andarmos ao lado da história, propomos que esse seja um dos debates centrais de nosso acampamento, para que enriquecidos com essas conclusões e atuando de forma internacionalista possamos avançar para nos preparar para viradas mais abruptas da história. 

Motivados por esses debates e objetivos queremos convidar a todos para participarem do acampamento conosco, que para além da ebulição de idéias e políticas, também servirá de espaço para que possamos trocar experiências de luta e de vida, conhecer novas pessoas, e avançar para a construção de uma juventude revolucionária que faça diferença quando a realidade e a história exigirem. 


Participem! 

ÀS RUAS!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Liberdade imediata aos 6 presos no ato contra o aumento da passagem em Santo André

No dia de hoje 18/01 a policia reprimiu um ato unificado contra aumento da passagem de R$ 3,00 para R$ 3,30 em Santo André e nas outras cidades da região Santo André, São Bernardo, São Caetano e Mauá. No termino do ato em frente a Estação CPTM em Santo André, a policia reprimiu violentamente a manifestação e prendeu 6 estudantes. Mais uma vez a policia sai a defender com repressão os interesses dos empresários do transporte , para garantir seus lucros as custas da precarização da vida de trabalhadores e jovens, assim como fez na semana passada em Mauá, onde também reprimiu violentamente uma manifestação contra o aumento. A policia e as prefeituras destas cidades são os responsáveis. Exigimos a imediata libertação dos 6 jovens presos neste momento no 4º DP em Santo André.

POR TRANSPORTE PUBLICO, GRATUITO E DE QUALIDADE, ESTATIZADO, SEM INDENIZAÇÃO, SOB CONTROLE DOS TRABALHADORES E USUÁRIOS!

LIBERDADE IMEDIATA AOS 6 PRESOS NO ATO CONTRA O AUMENTO DA PASSAGEM EM SANTO ANDRÉ!

sábado, 12 de janeiro de 2013

Não à reintegração de posse da aldeia Maracanã! Nenhuma repressão aos índios!

Hoje o Batalhão de Choque da Policia Militar cercou a Aldeia Maracanã para implementar, mesmo sem mandato, a reintegração de posse que pretende desalojar várias famílias indígenas e destruir o local, construindo um estacionamento como parte das obras do Estádio do Maracanã.
Todos os milionários riem à toa com a Copa e as Olimpíadas. Cabral, Paes e Dilma falam como estes grandes eventos trarão benesses inimagináveis ao povo. Mas isto não é verdade! Estes eventos estão sendo construídos à base da exploração do trabalho dos operários nas obras que precisam fazer greve para conseguir água para beber e aumentos de salários. Está sendo construído privatizando áreas inteiras da cidade como na região portuária, e principalmente expulsando os pobres, os negros, os índios que estão no caminho da especulação imobiliária para estas obras. É assim que destruirão uma escola municipal junto ao Maracanã que é a 7ª melhor avaliada em todo o estado e querem destruir a aldeia Maracanã.

Esta aldeia é uma ocupação mantida por diferentes grupos indígenas de todo o país que reivindicam o seu direito a este território que foi historicamente o "Museu do Índio" e por muitos anos serviu de alojamento e "embaixada" dos povos indígenas no Rio. Com esta demolição, que já estão começando a fazer, pouco a pouco, começando pelos muros, estão querendo não só abrir mais espaço para estacionamentos e outros negócios que privatizaram e entregarão aos Eike Batista da vida, estão querendo retirar um pequeno mas importante símbolo de que esta terra não será privatizada, militarizada para seus negócios.

Além disso, começamos o ano com mais uma tragédia anunciada no Rio de Janeiro com as casas e morros soterrados e rios que transbordam, mortos nos distritos de Xerém em Duque de Caxias e mais de 3 mil desabrigados neste e nos demais municípios afetados como Nova Iguaçu, Angra dos Reis, Mangaratiba, Petrópolis e Teresópolis.

Lutemos em defesa da aldeia Maracanã e contra todas as remoções e a exploração do trabalho que estão fazendo com a Copa e Olimpíadas! Por assembleias nos locais de trabalho, nas escolas e universidades para a partir de nossos locais de trabalho e estudo votemos medidas de luta em defesa desta aldeia e de todos os trabalhadores e povos no caminho da Copa e Olimpíadas!

Juventude Às Ruas - Rio de Janeiro

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Rio: para saber-se negro

Relato de Leticia Parks sobre o verdadeiro Rio de Janeiro - o Rio de Janeiro negro!

Estive há poucos dias no Rio de Janeiro. Desde criança vejo nas novelas, nas propagandas e nos cartões postais o retrato dessa cidade tida como a melhor fotografia do que é o Brasil.

Em tudo o que o país carrega de sua ideologia mais arraigada, o Rio é o maior manifesto. Para os que dizem que fazer teatro é ser global, vê-se na cidade os intermináveis cartazes de atores globais estrelando peças que conseguem ser mais degeneradas que eles próprios. Para os que dizem que só pode tirar a roupa na praia os que tem corpos esculturais, as mulheres e homens, jovens e mais velhos, passam todo o dia de sol correndo pelas praias de Copacabana e Ipanema mostrando que para estarem de barriga de fora tem todo o tempo e dinheiro necessários. Depois, sentam com seus amigos igualmente tatuados, sarados e bronzeados e falam das asneiras típicas da (pequena) burguesia. Aplaudem o por-do-sol a beira mar depois de terem emporcalhado a praia com suas latinhas e cocôs de cachorro. Para os que idolatram a ocupação militar das favelas, é possível subir o morro do Alemão de bondinho e ver, em meio aos escombros tingidos de sangue, uma grande favela pacificada, tirar fotos e mostrar para os amigos que não foram para lá nessa temporada. Para os que lembram saudosos e desejosos da ditadura, é possível admirar o forte armamento de cada policial que anda pelas ruas, ou que exibe suas metralhadoras pela janela da viatura. Para os que dizem que temos orgulho de nosso passado colonial, basta ir à Pça XV e admirar as fantásticas obras imperiais e pós-imperiais que lembram o passado de portos escravistas, de higienizações racistas.

Para os que tem a pachorra de dizer que negros e brancos convivem em harmonia nesse grande país miscigenado, não há muito o que dizer.

Como negra, vivo a minha vida sem saber parte de minha história. Graças a Ruy Barbosa, que em 14 de dezembro de 1890 ordena a queima dos arquivos da escravidão, jamais saberei, assim como a grande maioria dos negros brasileiros, qual é a origem de minha família, quais eram seus nomes, como chegaram aqui, quantos deles morreram no caminho pela insalubridade e violência dos navios negreiros. Talvez esse elemento possa parecer pequeno para os que não se atentaram ou não vivem com ele. A história é fundamental para forjar o sujeito. Sem história é muito difícil que se consiga forjar cultura, identidade e, principalmente, sujeitos que se radicalizem contra a história de seu povo. Há tempos me revoltei contra a exploração sobre os trabalhadores em todo o mundo, dentre os quais um parcela importante é negra. Mas ainda me faltam, assim como a quase todos os negros brasileiros, a história concreta de nossos antepassados, que tornaria nossa revolta contra a opressão e, dessa maneira, contra a exploração, ainda mais agudas.

Para isso, fui conhecer o Rio que de fato representa o Brasil, que não é o Rio dos globais, dos sarados, da “passivização” policial, da “beleza” imperial. Fui conhecer o Rio da violência imperial sobre os escravos, do assassinato indiscriminado de jovens negros, do apagamento da história viva de todas as negras e negros desse país.

Comecei pelo que há de mais recente.

Na Rua da Candelária, a poucos metros da entrada da igreja de mesmo nome, é possível

ver o monumento desgastado pela chuva e pelo vento que familiares fizeram para homenagear as crianças que na madrugada do dia 23 de julho de 1993 foram brutalmente assassinadas pela polícia, que parou com os carros no local onde elas dormiam e abriram fogo sobre todas, levando 8 jovens negros à morte. Solucei quando notei que esse monumento, diferente do museu do Banco do Brasil, não só não recebe qualquer visita, como também não recebe qualquer financiamento ou preservação por parte do Estado. Os nomes dos meninos passam lentamente a ser esquecidos, até o que o tempo dê conta de sumir com cada uma das letras que, relutantes, formam os nomes daqueles que, infelizmente, já tiveram suas mortes esquecidas.
Monumento aos mortos na Chacina da Candelária

Da Candelária segui para a Rua Pedro Ernesto, no bairro da Gamboa. No número 36, de maneira totalmente encoberta por anos de esquecimento, está o cemitério dos pretos novos. Porque novos? Porque esses 30 mil escravos enterrados nesse terreno jamais chegaram a viver a vida da escravidão, tendo, após sequestrados em sua terra, chegado mortos ao porto. O fato de o Rio ter recebido metade dos escravos sequestrados para a América torna concreto dizer que este é o maior cemitério escravo do continente, e que ali estão precariamente enterrados muitos dos irmãos, primos e companheiros dos ancestrais de cada negro brasileiro. Se a Candelária representa nosso presente, a Pedro Ernesto representa as origens dele, e é por esse motivo que esse é mais um dos locais históricos de nosso país que a burguesia, pela via dos governos e prefeituras, mantém o descaso e a podridão reservados a esse importante ingrediente de nossa revolta.

A Gamboa tornou-se, algumas centenas de anos depois, palco de um prestigioso momento de contra ataque dos negros. Rodrigues Alves, presidente do Brasil em 1904, implementou apoiado com os projetos higienistas de Oswaldo Cruz, uma brutal expulsão de negros do Rio de Janeiro, para tornar a capital do país menos negra, logo, mais apresentável aos olhos do Imperialismo. Tendo suas casas demolidas e suas famílias expulsas, os negros recém “libertos”, vivendo sob condição de miséria, tiveram como estopim para sua revolta a aprovação no Congresso de obrigatoriedade na vacinação contra a varíola. Dos dias 10 a 18 de novembro de 1904, moradores negros do bairro da Gamboa organizaram, na mesma rua onde os pretos novos estavam enterrados, uma das mais fortes barricadas da Revolta da Vacina. A repressão do governo deixou 30 mortos e mais de 100 feridos. Para a barricada não encontrei nenhum monumento. Talvez porque o melhor seja fazer uma nova.

Saindo dali estive na Pedra do Sal, um ponto de encontro dos sambistas e daqueles que apreciam a música. O lugar é lotado, muito pelo samba e pouco pela história. Ao lado de um grande mercado de escravos, estava a pedra que pouco a pouco, no início do século XVII passou a ser rodeada por trabalhadores escravos e livres das docas, que talharam uma escada na pedra para tornar mais fácil o acesso à carga e às casas, que subiam o morro para além da pedra. Lá é também onde se registra as primeiras rodas de samba cariocas, que aconteciam após o longo dia de trabalho escravo descarregando navios. Junto a roda, outras manifestações da cultura negra vinham a tona, como os terreiros de candomblé, trazidos pelos escravos baianos. A região é até hoje cercada de quilombos, que expressam o histórico e interminável impedimento à moradia para os negros, que se inicia, obviamente, com o fato de que para que ela ocorresse de maneira livre, os negros fugiam e se enfrentavam violentamente contra a escravidão.

Esse foi o Rio que conheci em pouco mais do que um dia. Este Rio que me encheu o rosto de lágrimas, os pés de raiz, a mente de idéias e cada parte do meu corpo de uma pulsação mais fervorosa e raivosa, corpo e mente com mais certezas de que o sistema capitalista, que sobrevive do racismo, precisa mais do que nunca acabar.

Obrigado aos que me fizeram encontrar tudo isso.

Letícia Parks é militante da Ler-qi e da Juventude Às Ruas e estudante de Letras na USP

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Juventude às Ruas na luta contra o aumento da passagem em Mauá. Por Passe Livre para todos! Estatização dos transportes sobre controle dos trabalhadores!



Cadê o busão?? Tá muito caro. Se tudo aumenta
então aumenta o meu salário!



Como de costumo de inicio de ano, mais um ataque aos trabalhadores e a juventude de Mauá e no Brasil, mais um aumento da passagem, isso soma-se a outros ataques estruturais como: terceirização, as precárias condições de moradias, os trabalhadores que continua sem acesso a saúde e a juventude que não tem acesso as universidades, e a repressão policial estrutural do Brasil que chegou a um cenário caótico e aterrorizador no fim do ano passado, com as milhares de mortes de negros com a desculpa da guerra entre PCC e PM. Esse aumento da passagem é descaradamente a serviço de mais lucro das empresas, onde para a vida de um trabalhador, que necessita desse transporte para chegar aos postos de trabalho, as escolas, as universidades e para lazer, ter que pagar faz com que tenham que abrir mão de suas necessidades.

Infelizmente, a resposta que tem se dado nos últimos anos para esse aumento é uma estratégia de pressionar o governo e as empresas capitalistas a negociarem e retroceder ao aumento da passagem. É
necessário colocar as necessidades da classe trabalhadora a frente, levantar a bandeira da estatização dos transportes públicos sem indenização. Para contrapor essa estratégia da miséria do possível  olhemos para o Chile, onde em 2011 e no ano passado, a juventude em apoio aos trabalhadores levantou uma forte luta por universidade publicas, gratuitas e de qualidade e contra a herança do ditador Augusto Pinochet.

O que essa experiencia internacional demonstra de mais avançado é o exemplo de auto-organização da juventude secundarista, que conseguiram colocar escolas sob controle dos alun@s, professores(a), e alguns pais. Isso reafirma os antigos pensamentos comunistas que com a crise capitalista e os novos levantes tomam cada vez mais atualidade, pois a burguesia quer sobre o suor do nosso trabalho garantir suas regalias, por isso cobram autos custos no transporte (com empresas mafiosas) que é ultra precário, com um motorista que é motorista/cobrador, mas recebe um salário de fome para garantir duas funções.

É preciso coordenar as lutas contra o aumento da passem a nível nacional e criar uma aliança com os trabalhadores do transporte público para juntos não só barrarmos mais um aumento, mas nos apropriarmos do transporte público e lutar pelo fim do trabalho precário e dos lucros das empresas.

Para garantirmos os interesses da classe trabalhadora e da juventude é preciso lutarmos pela estatização dos transportes publico sem indenização e sob o controle dos trabalhadores e dos usuários – que são os que realmente fazem uso do serviço e podem refletir suas necessidades e melhorias.

-Passe Livre JÁ, para estudante e desempregados!

- Pelo fim da função motorista/cobrador, por um salário minimo com base no DIEESE!

-Formar um comitê aberto às entidades estudantis, sindicatos, movimentos populares, associações de bairro e organizações de esquerda, para democraticamente levar a frente esta jornada e derrubar o aumento!

-Estatização das empresas privadas do transporte público, sob controle dos trabalhadores e usuários! Passe Livre para todos!

JUVENTUDE ÀS RUAS!

http://www.youtube.com/watch?v=TI7CmSN_Dqg&feature=youtu.be

sábado, 5 de janeiro de 2013

Por que militar na Juventude às Ruas e na Ler-QI?

Angelo H Peters Bueno, jovem operário estudante da Unicamp



O Brasil, país que possui a maior classe trabalhadora da América Latina, conta hoje com mais de 90 milhões de assalariados, um proletariado jovem precarizado, superexplorado, majoritariamente de negros, que ocupam os trabalhos mais precarizados e com os piores salários, um pais que possui um enorme campesinato com condições de trabalhos igualmente precárias, país que tem como pilar de sua burguesia escravocrata o latifúndio. Essa é a dura realidade de quem já enfrentou longas jornadas de trabalho sem EPIs (equipamentos de proteção individual) e EPCs (equipamentos de proteção coletivo), em que os patrões preferem pagar suborno para os fiscais do Ministério do Trabalho em vez de garantir melhores condições de trabalho, prática recorrente. Em Paulínia onde eu fui operário em 2009 - tinha 19 anos, trabalhava em uma empresa que não tinha as mínimas condições de segurança, tanto é que nessa empresa, que tinha por volta de 25 funcionários, a quantidade de acidentes de trabalho era enorme, era, ou melhor, ainda é, comum ao final do dia um colega com um corte, dor no braço, intoxicação, dor de cabeça, etc. Abrir CAT (Comunicado de Acidente no Trabalho) somente quando era acidente grave. Nessa empresa eu trabalhei por um ano e sofri vários acidentes: uma vez entrei num tanque, a quantidade de gás era grande, o que faz o oxigênio baixar, quase não consigo sair vivo de dentro. Intoxicação, falta de oxigênio, perigo de explodir, problema desses tipos de trabalho também são ergonômicos, os tanques foram projetados para transporte de combustíveis e produtos químicos; dentro desses tanques existem divisões quebra ondas com pequenas passagens; o teto é baixo, um espaço confinado que dificulta o trabalho. Outro grande e grave problema é a pressão dos patrões para fazer um trabalho de risco e rápido, tanto é que em 2002 um colega perdeu a vida nessa empresa (segue matéria abaixo).

Explosão de tanque mata funcionário

Soldador de oficina mecânica, em Paulínia, fazia reparos numa carreta de gás quando ocorreu o acidente


Gláucia Santinello e Agência Estado – Paulínia


A explosão de uma carreta de gás no interior da empresa Oficina Secreta Catatau, em Paulínia, provocou a morte do soldador Nelson Castilho, 28, na manhã de ontem. O acidente de trabalho aconteceu no momento em que o soldador realizava o serviço de adaptação na válvula do carregamento.


O ajudante geral José dos Santos, 59, que estava próximo à carreta também foi atingido, mas sofreu escoriações leves. Ele foi levado ao Pronto Socorro do Hospital Municipal de Paulínia e liberado em seguida. Com a explosão, o galpão ficou parcialmente destruído.

De acordo com o delegado Júlio Cesar Brugnoli, é a primeira vez que acontece esse tipo de acidente na Oficina Secreta Catatau, empresa que presta serviço de recuperação e restauração de carretas responsáveis por transporte de gás e combustível.


Segundo o delegado, a Perícia Técnica do IC (Instituto de Criminalística) de Campinas foi acionada para auxiliar no inquérito que foi instaurado. Há suspeita de suposta falha no equipamento de vaporização do veículo - que retira todo o gás ou combustível das carretas antes da execução dos reparos. O resultado do laudo, que vai apontar os motivos do acidente, deve ficar pronto entre 30 e 90 dias.


Segundo o delegado, se for comprovada negligência da empresa em relação às normas de segurança, o proprietário deve responder por homicídio culposo e por lesão corporal culposa.

O proprietário da empresa, Valdeci Vieira dos Santos e sua advogada, Renata Strazzacappa não foram localizados para comentar sobre o acidente.”

Esse não é um caso isolado, existem outros casos de morte também em Paulínia em outras empresas. Sindicato nunca vi, fiscal vinha somente para receber seu suborno enquanto a classe trabalhadora esta sendo massacrada no país da superexploração, em pequenas e grandes empresas e nas grandes obras do PAC e da Copa.
Os trabalhadores tem consciência de que são explorados, são solidários uns com os outros, existe um ódio contra pelegos e puxa- sacos, existe a consciência de que não existe um bom burguês e patrão amigo. Minha classe é a operária e minha luta é pelo fim da exploração capitalista, contra os burgueses parasitas que vive do sangue dos trabalhadores.
Entrei na universidade no curso de Ciência Sociais buscando entender o mundo que está a minha volta, para ter maior clareza de como funciona o capitalismo e também ter armas na luta pelo seu fim e consequentemente a libertação dos trabalhadores, das condições insalubres e precárias. Lutar pelo fim desse sistema é lutar pelo fim do racismo, utilizado pela burguesia para dividir a classe operária, e também pelo fim da homofobia, lesbofobia, pelo o fim do machismo em que o capitalismo se fundamenta.
Não encontrei no movimento estudantil nada disso, era tão distante dos meus anseios, encontrei pautas mínimas, já enojado de ver como a política se dá dentro dos partidos burgueses e sua burocracia, encontrei um movimento estudantil burocrático, não me senti confortável naquele espaço, pessoas sinceras, mas que com esta política não vão libertar a classe trabalhadora! Revolução não está no seu vocabulário.
No segundo semestre fui convidado a participar da chapa Prelúdio das Primaveras, com pautas que iam além do que eu tinha como essencial como, por exemplo, o fim do vestibular, percebi que era uma bandeira estratégica, as cotas não eram a solução, longe disso, comecei a sentir que dentro desse espaço elitista haviam pessoas dispostas a lutar pela classe operária! O material de campanha tinha a luta contra o trabalho terceirizado e precarizado, contra o genocídio da população pobre e negra e sua criminalização, isso era claro em todos os debates, ficava claro de que lado estávamos e não adaptando o discurso, estudantes que gritavam aliança da juventude com a classe operária, dos jovens universitários com os trabalhadores, aliança que faz a burguesia tremer, dentro do IFCH, um dos institutos com a maior renda social da Unicamp, um espaço em que estas ideias não ecoam até mesmo naqueles que vem da classe trabalhadora devido a falta de uma consciência de classe. Tem que se tomar um lado, não tem como ficar alheio, mesmo a apatia política já é um posicionamento. Não vou virar as costas e esquecer os que ficaram para fora da universidade! Luto pelos trabalhadores que todos os dias são massacrados no campo e nas fábricas, MORTOS COMO NO EXEMPLO ACIMA, luto pela reforma agrária e o fim da burguesia latifundiária, luto pelos terceirizados dentro e fora da universidade, luto pela juventude que não tem acesso a ensino superior, luto pelo fim da polícia racista e genocida que mata e oprime os trabalhadores, luto pelo fim do Estado capitalista que se sustenta na opressão e violência, na coerção e restrições, luto para construir uma sociedade que salte do “reino da necessidade para o reino da liberdade”, e para isso é necessário superar as relações capitalistas que impedem que a sociedade se organize sob outras bases. A luta junto a classe trabalhadora não avança sem estratégia e com qualquer estratégia, por isso estou na Juventude As Ruas, por isso hoje me ponho ao lado dos companheiros da LER-QI para construir um partido classista internacionalista com estratégia revolucionária trostskista, que luta pela classe trabalhadora dentro e fora da universidade.