Juventude às Ruas!

Fim do massacre ao povo palestino! Fim dos ataques do Estado de Israel à Faixa de Gaza! Palestina LIVRE!!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

O JULGAMENTO DO MENSALÃO E A ORGANIZAÇÃO “CONSULTA POPULAR”. POLÊMICA COM A ORGANIZAÇÃO “CONSULTA POPULAR” (PARTE I)

Do Blog ADEUS AO CAPITAL
A “Consulta Popular”, organização política cuja maioria dos quadros é oriunda do PT, compõe o setor majoritário da Coordenação Nacional do MST e impulsiona o “Levante” Popular da Juventude, agrupação que ganhou notoriedade nos últimos meses com a realização de alguns atos “escrachos” contra figuras ligadas ao regime militar brasileiro. Além disso, a Consulta Popular, nas universidades em que atua, anima alguns grupos de extensão (como na UNESP Franca) e frequentemente disputa as entidades estudantis, como foi a “Universidade em Movimento”, chapa que há alguns anos, sem obter sucesso até o momento, vem concorrendo às eleições para o DCE da USP.

Mesmo com o forte peso nos movimentos sociais e grande influência no movimento estudantil a direção da Consulta Popular, que frequentemente faz discursos sobre a necessidade de construir “novas práticas” no movimento estudantil, sindical e popular, não está disposta, como vimos nas últimas eleições (onde apoiaram Haddad e Maluf), a construir uma alternativa classista e independente ao petismo/lulismo que, como sabemos, não proporcionou qualquer avanço na reforma agrária, mantem uma política de criminalização dos movimentos sociais e favorece as grandes construtoras e empresas que fazem uso de trabalho terceirizado e precarizado. Pelo contrário, a Consulta Popular, surpreendendo até mesmo setores que já militam próximos a esse grupo e reproduzindo o discurso reacionário da direção do PT, divulgou em sua página na internet (http://www.consultapopular.org.br/noticia/ap-470-do-stf-consulta-popular-denuncia-manifesta-e-convoca) que irá realizar uma campanha nacional contra o julgamento do Mensalão no STF e em defesa dos petistas condenados por corrupção.

Ou seja, a Consulta Popular, atuando como uma espécie de “braço ilegal” do petismo oficial, se cala diante do fracasso da política agrária do governo Dilma, não diz nada sobre a repressão do governo federal contra os operários das obras das usinas de Jirau e Belo Monte, mas está a postos para pular na lama e ajudar a lavar a cara do petismo que está imerso na imensa sujeira que se tornou a política parlamentar no Brasil.

Diante de um fato como esse, que traz enormes prejuízos para aqueles que ainda lutam por uma alternativa independente, não é apenas importante, mas inclusive salutar que aqueles que se reivindicam como parte do marxismo revolucionário coloquem de forma clara suas ideias, debatam e façam as devidas polêmicas para ajudar a classe trabalhadora e os grupos oprimidos a clarificar suas posições, separar aliados dos inimigos e reconstruir um polo classista e combativo que coloque o proletariado de volta na cena política nacional e internacional. Desse modo, não podemos concordar, como vocifera alguns setores da esquerda que há muito tempo deixaram as fileiras do marxismo revolucionário e cada vez mais se enveredam pelos caminhos dos métodos stalinistas e semi-reformistas, com as posições que alardeiam e condenam o debate dentro da própria esquerda. Suprimir a polêmica política e teórica é algo que caminha na contramão das principais lições dos grandes revolucionários do passado como Lenin, Rosa Luxemburgo e Trotsky. Nesse sentido, buscando auxiliar no avanço da consciência de classe do proletariado para que este, como sujeito social, hegemonize o conjunto das classes subalternas e apresente uma alternativa à barbárie capitalista e a seus prejuízos racistas, homofóbicos e machistas iremos questionar a posição equivocada da Consulta Popular e indicar como essa organização, com sua política de “seguidismo” ao petismo, lamentavelmente não representa uma alternativa para construir um movimento operário classista e um movimento estudantil combativo.

JUDICIÁRIO, MENSALÃO E A CONSULTA POPULAR.

Décadas de Monarquia, ditaduras e alguns poucos anos de tímidos e degradados regimes democráticos dirigidos por uma burguesia antinacional, subserviente e semicolonial fez com que o Brasil mantivesse uma estrutura político-parlamentar falida e corrupta que, frequentemente, por desavenças entre os próprios grupos e partidos dominantes, vem à tona para o conjunto da população. As campanhas dos principais partidos do regime, como é caso do PT e PSDB, são financiadas por grupos financeiros, construtoras e grandes empresas que posteriormente serão os únicos beneficiados. Não por outro motivo, todos os partidos com representação na Câmara dos Deputados estão, por alguma razão, envolvidos em esquemas de corrupção – até mesmo o PSOL. Em que pese diferenças de gestões, defender que o PT, que há anos aprofundou sua ligação orgânica com o regime burguês e estreitou seus laços com os países imperialistas, seja menos corrupto do que os privatizadores tucanos é, definitivamente, comparar seis com meia dúzia. Advogar que o partido de Lula, que recebeu cerca de 60 milhões de doações de grandes empresas para sua campanha em 2012, é vítima da direita e da imprensa golpista, como faz a Consulta, é esquizofrenia ou oportunismo.


Para os marxistas revolucionários o parlamento burguês, como já está demonstrado historicamente, é um espaço onde a classe dominante conspira contra os interesses do povo. Mesmo assim, atuamos taticamente nesse espaço utilizando a tribuna para denunciar as armadilhas dos representantes da burguesia, denunciar os ataques que estes estão preparando e convocar amplamente os trabalhadores para a luta nas fábricas, campos e ruas com seus próprios métodos de luta. Contra o oportunismo apressado que levanta a impossibilidade de tal atuação, a intervenção dos deputados ceramistas – dois operários da fabrica Zanon- da Frente de Esquerda e dos Trabalhadores, na Argentina, mostra que é possível uma atuação não adaptada e classista no parlamento burguês.

Também deixamos claro que o judiciário, em que pese o enorme esforço da imprensa burguesa brasileira em torná-lo o guardião da ética e da moralidade, é uma instituição também voltada aos interesses dos ricos. Com raríssimas exceções, os juízes e desembargadores, sob a máscara de decisões técnicas e imparciais, trabalham contra os interesses dos mais pobres e acobertam os crimes do colarinho branco. O Supremo Tribunal Federal (STF), órgão de cúpula do judiciário, não foge à regra. Trata-se de uma instituição reacionária, mesmo tendo em sua composição uma maioria de ministros indicados pelos governos do PT, que faz um trabalho sujo para os partidos da oposição burguesa (PSDB, DEM e PPS) e para alguns grupos econômicos não alinhados com o governo federal.
Contudo, a Consulta popular, num misto de ingenuidade e oportunismo, proclama em seu manifesto:
“A Consulta Popular manifesta que a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal arrogou-se o papel de escolher, por suas próprias opções políticas, as correntes de opinião que devam ter a possibilidade de exercer os poderes Executivo e Legislativo no Brasil, consumando a um só tempo os processos de judicialização da política e politização do judiciário.”

A ingenuidade fica por conta do descobrimento tardio de que há uma politização do judiciário. O oportunismo fica evidenciado na omissão de que o PT é um dos principais agentes e mantenedores desse mesmo sistema político/jurídico que garante a impunidade aos crimes da burguesia e reserva o sistema criminal e carcerário aos pobres e àqueles que lutam pelos direitos da classe trabalhadora e do povo em geral. A inabilidade do PT em evitar um revés como o julgamento do Mensalão não pode ser traduzida como uma perseguição, mas sim como uma batalha perdida na incessante guerra entre frações da burguesia que disputam a hegemonia no controle do poder constituído.

Seria cômico se não fosse trágico, mas no Brasil da “Consulta Popular”, o PT que governa há 10 anos o país junto a importantes monopólios econômicos e financeiros, envolvido em inúmeros esquemas sujos para garantir a governabilidade, é mais uma vítima da direita.


Segundo os dirigentes e ideólogos da Consulta o julgamento do mensalão significa um retrocesso e um enfraquecimento do bloco progressivo e democrático e, por isso mesmo, deve ser questionado. Entretanto, ainda que omitamos os argumentos que apontamos a cima que mostram o contrassenso dessa posição, veremos como há inúmeras questões na realidade nacional que corroboram para o enfraquecimento do campo progressivo, dos direitos humanos e da esquerda e que mereciam uma grande atenção, mas que a Consulta Popular, em nome da eterna defesa dos “mensaleiros” petistas, não coloca como prioridade ou simplesmente se omite.


A CONSULTA POPULAR ALHEIA AOS PRINCIPAIS COMBATES PELOS DIREITOS DEMOCRÁTICOS.

A posição da “Consulta Popular” por si própria já é extremamente equivocada e nem um pouco educativa para a vanguarda dos trabalhadores, mas é um fato inegável que, diante da conjuntura atual do país, em especial do Estado de São Paulo onde há uma verdadeira política de extermínio contra o povo pobre e negro das comunidades levado a cabo pelo governo tucano, a posição da Consulta ganha contornos ainda mais problemáticos.

Os estudantes, trabalhadores e jovens em geral que se indignam diante da política de genocídio da PM e do PSDB contra os pobres de São Paulo deveriam perguntar por que a Consulta Popular, que como apontamos a cima tem uma grande responsabilidade em inúmeros movimentos sociais e populares de massas, não deu qualquer peso para a luta contra a violência policial que atingiu níveis estratosféricos?

Nas páginas do jornal Brasil de Fato, periódico editado pela Consulta popular e movimentos ligados a esta, assim como em sua página na internet, há mais informações quanto a supostas nulidades processuais do processo do mensalão (até aqui nenhum problema) do que uma denuncia e campanhas contra o massacre policial contra os pobres em São Paulo. A tarefa de denunciar a política higienista Do governo paulista e as propostas reacionárias contra a criminalidade (redução da maioridade penal, mais ROTA na rua e penas mais severas) não seria uma tarefa elementar daqueles que buscam fortalecer o campo progressivo? A defesa dos trabalhadores precarizados que têm seus bairros sitiados pela polícia paulista não ganha mais destaque do que a defesa de algumas figuras petistas envolvidas com banqueiros e compra de voto para aprovar a privatista reforma da previdência? Ao que parece nada disso sensibiliza a direção da Consulta, que elegeu o PT como a principal vítima da direita e sua defesa como a campanha nacional prioritária.


Nem mesmo os dados lançados na última semana sobre a política de reforma agrária do governo, que demonstram um retrocesso sem precedentes nessa questão, são suficientes para acelerar o rompimento da Consulta com o Governo. O conservador jornal o Estado de São Paulo, sem esconder sua gratidão, comentou os dados da seguinte maneira:

Os dados mais recentes sobre o número de famílias assentadas em terras desapropriadas para fins de reforma agrária confirmam uma notável mudança na política agrária do governo do PT depois da posse de Dilma Rousseff na Presidência da República. Resistindo às ameaças e às pressões do Movimento dos Sem-Terra (MST) e de áreas do partido ligadas historicamente à reforma agrária, o atual governo vem reduzindo drasticamente o número de famílias assentadas. Neste ano, até o dia 16 de novembro, de acordo com registros do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, 10.815 famílias tinham sido assentadas, como mostrou reportagem de Roldão Arruda no Estado (19/11). Esse número indica que o total deste ano deverá ser menor do que o de 2011, de 20,8 mil assentamentos, que, até agora, era o menor desde 1995.”

Os vergonhosos números da reforma agrária, que evidenciam que o PT governa para o latifúndio, não seriam motivos justos para uma campanha nacional em defesa da reforma agrária e de denuncia do governo Dilma? Não para a Consulta. A defesa dos “mensaleiros” também se sobrepõe a luta pelo acesso a terra aos camponeses pobres e trabalhadores rurais.

Como vimos, a “Consulta Popular” comete inúmeros equívocos. Além de fazer o malabarismo político-ideológico de transformar o PT, partido número um da ordem, em um partido de esquerda e vítima da direita, levanta a defesa dos petistas se omitindo dos principais combates democráticos da atual conjuntura. Secundariza a luta pela reforma agrária e pelos direitos humanos em São Paulo e coloca a defesa dos mensaleiros em detrimento das primeiras.


Como marxistas revolucionários, ou seja, trotskistas, não temos nenhum interesse que a situação nacional gire à direita. Não queremos o fortalecimento da oposição de Direita e de seus jornais conservadores. Entretanto, não temos nenhuma ilusão de que isso signifique um apoio ao PT. Como demonstramos antes, a problemática da corrupção está intrinsecamente ligada ao regime burguês e ao sistema capitalista. O PT, assim como PSDB, são os principais agentes mantenedores dessa ordem. É preciso questionar o regime de conjunto e não atuar com uma das alas da burguesia, sob o pretexto de um suposto “mal menor”, para combater a fração mais conservadora do bloco burguês. A construção de uma alternativa independente das frações burguesas, um polo classista, combativo e antiburocrático, é condição sine qua non para o fortalecimento das organizações operárias e populares e ao combate às entidades patronais e da direita. Ao que parece a Consulta Popular abriu mão de uma política independente. Numa próxima oportunidade mostraremos como esses problemas estão diretamente relacionados com a estratégia escolhida pela Consulta Popular.

http://adeusaocapital.blogspot.com.br/2012/12/o-julgamento-do-mensalao-e-organizacao.html

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Departamento de Relações Internacionais - UNESP FRANCA - MOÇÃO DE APOIO AOS ESTUDANTES SINDICADOS

Os professores do Departamento de Relações Internacionais no dia 27 de novembro de 2012 tendo em vista o processo de sindicância n°1392/2012 vem considerar o que segue.

Manifestar o seu apoio as demandas estudantis referente a sindicância acima tendo em vista que é da natureza e do espirito da atividade acadêmica intelectual tanto a manifestação crítica à luz do conhecimento quanto as manifestações de natureza pratica e politica as quais corroboram e dão significado social efetivo a um conjunto de ideias formulados nesse nosso ambiente. Logo, qualquer tentativa de criminalização ou restrição atenta contra esse fundamento único da nossa atividade profissional intelectual.

Ressaltamos também que não é compatível com a natureza dessa atividade qualquer tipo de ação e de pensamento que neguem seus pressupostos quais sejam aquelas atitudes que incitem comportamentos homofóbicos, machistas, racistas, odiosos, etc. Em especial consideramos que o uso dos recursos públicos dos quais dispomos devem ser cuidadosamente voltados para a busca da melhor pesquisa, do melhor ensino, dos melhores valores, dos quais em síntese indicam a necessidade e o rigor dados ao nosso processo educativo formacional interno. Estranhamos portanto e repudiamos qualquer tipo de politica administrativa ou de gestão as quais não prevejam em seus atos esse elementos mais básicos como assistimos na instituição do referido processo.

DEPARTAMENTO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS
FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS
UNESP - FRANCA

NOTA DE REPÚDIO DO MOVIMENTO PARATODOS ÀS SINDICÂNCIAS ABERTAS NA UNESP FRANCA

Quando os reitores e governantes brasileiros reiteram suas falas para legitimar ofensivas aos estudantes organizados sempre lembram que nós alunos precisamos de uma “aula de democracia”. 

Dizem isso por vários motivos e para causar outras várias consequências:
1. Querem estabelecer aqui uma relação professoral, não só dentro da sala de aula mas também na perspectiva da mobilização social. As direções querem ensinar para os estudantes como se mobiliza e como se age (ou não se age) no movimento social estabelecendo um patamar de distanciamento. 

2. Querem deslegitimar a auto-organização dos estudantes mostrando-os incapazes e sobretudo imaturos não só para gerir suas graduações mas para gerir seus ímpetos de mudança social.

3. Querem deixar claro qual perfil de discente a Universidade (retrógrada) brasileira tem predileção: o aluno baseado em metas de super produção acadêmica, alheias a qualquer fim social do conhecimento e interface com os movimentos populares.

4. Querem apagar a história do movimento estudantil ao deixar claro que os alunos não são só incapazes para serem sujeitos do seu futuro, mas também, “indignos” de seu passado de mobilização justa. 

5. Querem por fim, governar sozinhos. Isto é, alijar os estudantes dos processos de decisão internos da Universidade e consolidar o modelo uníssono de governança do ensino superior: o modelo em que a Direção manda, o Estudante obedece. O modelo da heterogestão baseada em estatutos arcaicos e ultrapassados, muitas vezes criados em governos de exceção.

Diante disso, a Direção da UNESP FRANCA foi modelo de retrocesso e arbitrariedade por parte das coordenadorias do ensino superior brasileiro ao abrir SINDICÂNCIA contra trinta e um (31) alunos da FCHS no caso envolvendo a vinda de “Dom” Bertrand para a Universidade no segundo semestre. 

Os alunos podem e devem balizar quais são os nomes cabíveis dentro do espaço universitário baseado não em posturas ideológicas, mas na função social da universidade de dar respaldo à democracia e aos direitos fundamentais. Por conta disso, é sim INADMISSÍVEL a presença de qualquer palestrante que possua discurso de ódio, como é o caso do “príncipe”.

Daí temos um mote de atuação que pode ou não ter sido acertado e correto, este mote no entanto deve ser avaliado pelos próprios estudantes e pelo movimento estudantil tendo em vista que não houve qualquer violação de patrimônio da Universidade nem de nenhum indivíduo. 

Não cabe à direção postura paternal e autoritária de dar “puxão de orelha” abrindo sindicância pois:
1. Quem deve avaliar se houve erros no processo é próprio movimento estudantil.

2. A direção não tem qualquer segurança para distinguir quem participou ou não da implosão do evento.

3. A direção é a ÚNICA RESPONSÁVEL pelo “constrangimento” ao autorizar a vinda de uma pessoa tão contrastante com o espaço universitário.

4. Depois de avaliada a implosão do evento, é o movimento estudantil quem deve decidir os movimentos seguintes.

5. Não é função da Direção jogar os estudantes uns contra os outros desmobilizando o processo de organização dos discentes.

6. A Direção não deve realizar seu projeto social de Universidade através da reiteração de estatutos e regulamentos arcaicos e autoritários baseados em uma situação de perene vigilância e guerra interna.

Portanto, dessa vez, por irônico que seja, não foi o movimento estudantil quem rompeu com a direção mas a direção quem rompeu com a autonomia e organização dos estudantes, desafiando nossa capacidade de articulação e crítica. 

Por tais motivos, o MOVIMENTO PARATODOS refuta e repudia as sindicâncias abertas e presta solidariedade aos estudantes sindicados se somando às suas lutas honrosas e históricas.

Vitor Quarenta – Coordenador Estadual do Movimento ParaTodos (http://www.facebook.com/PARATODOSBRASIL?fref=ts)

MOÇÃO DE APOIO AOS DISCENTES SINDICADOS NO PROCESSO 1392/2012

Os membros dos grupos de estudo, de pesquisa e de extensão, abaixo relacionados, manifestam apoio aos discentes sindicados por meio do processo 1392/2012, que visa “apurar responsabilidades decorrentes de comportamentos supostamente irregulares dos estudantes”, durante a visita do Sr. Bertrand de Orleans e Bragança, em evento organizad
o pelo Curso de Introdução à Vida Intelectual (CIVI). Salientamos que a manifestação foi realizada dentro dos parâmetros da convivência democrática e de direito à divergência e à defesa dos direitos civis, políticos e sociais (inerentes aos nobres princípios Republicanos). 
Franca, 27 de novembro de 2012. 

Grupo de Estudos e Pesquisas Teoria Social de Marx e Serviço Social
Grupo Margarida Alves
Núcleo Agrário Terra e Raiz (NATRA)
Grupo De Estudo e Pesquisas Mundo do Trabalho Serviço Social e Saúde do Trabalhador (GEMTSS).
Centro de Planejamentos e Extensão Universitária em Serviço Social (CPEUSS)
Grupo de Estudos e Pesquisa em Política Social (GEPSS)
Grupo de Alfabetização Paulo Freire (GAPAF)
Grupos de Extensão Peti-Conpeti

Moção de Apoio aos Alunos Sindicados - PETSS

O grupo PETSS (Programa de Educação Tutorial) de Serviço Social manifesta, por meio dessa moção, seu repúdio a sindicância (processo 1392/2012) envolvendo os trinta e um estudantes da presente universidade.

Discordamos da arbitrariedade desse processo, assim como do discurso opressor e racista de D. Bertrand que defende claramente a criminalização de movimentos sociais, sobretudo no campo, o uso da violência entre outros posicionamentos que vão contra tudo aquilo que a universidade pública deve cultivar. 

Enfatizamos que esse processo de sindicância possui caráter punitivo ao movimento estudantil, que promove a perseguição política e objetiva a repressão àqueles que se manifestam contra as formas de opressão seja de classe, de gênero ou de etnia, portanto defendemos e lutamos pela retirada dessa ação ilógica, inIbidora e de cunho hierárquico.

Perante isso colocamo-nos de acordo com os princípios do Código de Ética que norteia a nossa formação profissional o qual firma-se na “defesa intransigente dos direitos humanos e recusa do arbítrio e do autoritarismo”, o PETSS se posiciona impreterivelmente contra qualquer tipo de punição a qualquer estudante e a favor do livre direito de manifestação na Universidade, desde que a mesma não fira os Direitos Humanos. 
Enquanto apenas os dominadores tiverem voz, a repressão nunca terá fim.

PETSS – Programa de Educação Tutorial de Serviço Social

NATRA - MOÇÃO DE APOIO AOS SINDICADOS

O grupo Núcleo Agrário Terra e Raiz (NATRA) manifesta seu repúdio a sindicância (processo 1392/2012) envolvendo os trinta e um estudantes da presente universidade.
No dia 28 de agosto de 2012, ocorreu a inviabilização da palestra de Dom Bertrand e José Carlos Sepúlveda, este último ligado a direção da TFP (Tradição, família e propriedade), organização que coordenou a primeira marcha da tradição, família e propriedade que abriu espaço para a ditadura no Brasil em 1964. Os dois palestrantes foram convidados pelo grupo Civi (Curso de Iniciação a Vida Intelectual) para tratar da importância da monarquia brasileira.
O referido palestrante integra o movimento pela “Paz no Campo”, que pretende a criminalização, repressão e incita o ódio a povos e movimentos sociais, principalmente aqueles que sobrevivem da terra e/ou mantém relações histórico-culturais com esta, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, os povos indígenas e as comunidades quilombolas. Neste sentido, mais que opinar de acordo com uma posição política conservadora, Bertrand reproduz um discurso de ódio e atentado aos direitos humanos.
Bertrand também faz parte da União Democrática Ruralista (UDR), uma associação de fazendeiros ativistas que contribuíram historicamente com a repressão e violência ao povo do campo e militantes que lutam pela reforma agrária.
Em virtude do que ambos os palestrantes representam, estudantes da UNESP Franca se manifestaram contrários à utilização do espaço público para a vinda destes. Independente dos rumos que o ato tomou e que o movimento estudantil havia planejado em conjunto, consideramos que qualquer forma de repressão aos estudantes envolvidos é incabível e ilegítima.
Acreditamos ainda que a abertura de um processo administrativo que puna a organização do movimento estudantil promove um ambiente de perseguição política que atinge todo o corpo discente que se manifeste contra qualquer tipo de opressão, seja ela de classe, gênero ou etnia. Acreditamos que esse processo de sindicância que esta sendo realizado na UNESP-Franca retrata uma conjuntura de criminalização dos movimentos sociais e estudantis. Frente a isso, o NATRA se posiciona veementemente contra qualquer tipo de punição a qualquer estudante e a favor do livre direito de manifestação na Universidade, desde que a mesma não fira os Direitos Humanos. 

Núcleo Agrário Terra e Raiz (NATRA)

Moção de repúdio às sindicâncias e de apoio aos sindicados da UNESP Franca

Tem se tornado comum na universidade pública brasileira a perseguição e a punição, por parte de direções e reitorias, aos estudantes que participam das manifestações do movimento estudantil. Tais processos punitivos - na sua maioria totalmente antidemocráticos e unilaterais - têm como função desmontar e reprimir o movimento estudantil.
Na UNESP Franca, não foi diferente. Trinta e um (31) estudantes estão sendo sindicados por conta de um ato contra a presença do “ príncipe” Don Bertrand e do jornalista Luis Carlos Sepúlveda, ligados à TFP (Tradição, Família e Propriedade; entidade intimamente ligada à ditadura militar brasileira (1964-1985) e à UDR (União Democrática Ruralista, entidade responsável, dentre outras coisas, pelos massacres no campo) na instituição. A presença de tais pessoas e instituições na universidade fere totalmente o caráter livre e democrático desta e, portanto, aqueles que lutam contra a presença destes na Universidade não podem, de maneira, algum, serem punidos.
Por isso, manifestamos por meio dessa moção nossa solidariedade aos sindicados e nosso repúdio à direção da UNESP Franca (cujo diretor estava diretamente ligado ao evento que trouxe Bertrand e Sepúlveda à universidade). Colocamos-nos contra a criminalização do movimento estudantil e de todos os movimentos sociais.
Que se retirem imediatamente os processos aos estudantes!

Assinam esta moção:


Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp
Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Calçado de Franca (Sindicato dos Sapateiros da Padre Anchieta) 
Diretório Central dos Estudantes da Unicamp
Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito de Franca
Diretório Acadêmico da Unesp de São José do Rio Preto 
Diretório Acadêmico de Economia da UNESP de Araraquara 
Diretório Acadêmico da UNESP Franca
Centro Acadêmico de História da UNESP Assis 
Coletivo Domínio Público de Movimento Estudantil 
Coletivo Barricadas - construindo o Rompendo Amarras

ENESSO REGIÃO VII - MOÇÃO DE APOIO AO ESTUDANTES SINDICADOS

Nós estudantes de serviço social da ENESSO Região VII vemos por meio desta manifestar o nosso apoio ao trinta e um sindicados do movimento estudantil da UNESP Franca, que estão sofrendo repudio por se levantarem contra o latifúndio, o racismo, a opressão que no momento se deu na presença de Dom Bertrand em um evento realizado na Universidade, que deve ser pública, laica e de qualidade.

Acreditamos e lutamos por uma universidade para todos, livre de qualquer tipo de opressão e preconceito, defendemos também a liberdade de expressão desde que essa não fira os direitos humanos, e não é o que vemos no discurso desse senhor, representante da monarquia e com discursos opressivos e racistas incabíveis ao ideal de universidade que construímos.

Considerando nossa luta ao lado da classe trabalhadora, é incabível tal processo arbitrário e punitivo a estudantes que buscam construir não apenas uma universidade diferente mas que luta contra esse sistema que não nos permite ser livres, sustentado por um poder hierárquico, racista,machista e homofóbico, que mata e não pune os verdadeiros criminosos.

Perante isso nos levantamos contra a repressão aos estudantes que são mais de trinta e um, são mais que apenas o movimento estudantil da UNESP, são estudantes nacionais que se levantam contra esse método punitivo, repressor, e ilógico tomado pela direção dessa universidade, sendo assim nos colocamos ao lado desses estudantes contra qualquer repressão administrativa e/ou política, pois o direito de luta não pode ser negado.

“Se o presente é de luta o futuro nos pertence”. (Che Guevara)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

MORADIA ESTUDANTIL DA UNESP FRANCA - MOÇÃO DE REPÚDIO A SINDICÂNCIA.

A Moradia Estudantil da Unesp de Franca em assembleia extraordinária realizada no dia 26 de novembro de 2012 delibera sua posição de repúdio ao processo de sindicância aberto aos trinta e um estudantes da presente universidade. 

Aos 28 de Agosto de 2012 ocorreu a implosão do “evento do Príncipe”, sendo ele Dom Bertrand. O palestrante, Dom Bertrand, membro simbólico da família real brasileira e José Carlos Sepúlveda, coordenador da primeira marcha da Tradição, Família e Propriedade, esta que culminou na Ditadura Militar Brasileira de 1964, foram convidados pelo grupo CIVI( Curso De Iniciação a Vida Intelectual) a exporem a “importância da monarquia no Brasil”. Os palestrantes concebem a reforma agrária e os movimentos sociais como retrógrados ao sucesso do Brasil, sendo que expõem um discurso que vão contra a dignidade humana, pois os dois palestrantes reproduzem e reafirmam o preconceito e ódio para os homossexuais, negros, indígenas, comunidades quilombolas, mulheres, e crianças (ao afirmar nesse último caso em especifico a necessidade da violência como forma de educar). Eles estão vinculados a União Democrática Ruralista (UDR), uma associação de fazendeiros e ativistas fomentadores de milícias responsáveis pelo assassinato de trabalhadores rurais e militantes da luta pela reforma agrária. 

Entendemos a universidade pública como um espaço de debate e pluralidade de ideias, porém quando se apresentam discursos odiosos e extremados que ferem os direitos humanos, nos vemos no direito de nos manifestar contra. Diante disso questionamos a sindicância, além da mesma ter um caráter duvidoso. Em uma manifestação sem liderança, com participação de cerca de 200 pessoas, tendo apenas 31 sindicadas. Sendo que alguns alunos sindicados nem se quer participaram do ato protesto.
Parece-nos que essa sindicância possui um caráter seletivo, onde alunos muito específicos são indiciados, enquanto que tantos outros que lá estavam não foram sequer lembrados. Esse ato se apresenta como um ato repressor e punitivo. Repressor no sentido de que não tolerará atitudes que contrariem as ideias e vontades da direção. Punitivo no sentido de “ensinamento”, de que não devemos fazer mais nada contrário a direção, porque esse será a atitude a se esperar. Em uma universidade onde a liberdade estudantil e a integridade humana não são respeitadas deve-se no mínimo desconsiderar a palavra universidade e sim pensar em uma prisão, onde apenas obedecemos às ordens independentemente de como elas nos afetam.

Entendemos que se deve ter responsabilidade ao trazer um palestrante. Não devemos nos restringir ao tema abordado, mas ficarmos atentos também ao seu passado e tudo que este já realizara fora da universidade ou local de palestra. Assim cobramos o grupo idealizador do evento mais responsabilidade. 
Ao lado dos movimentos sociais, da justiça social, da igualdade e buscando sempre pela democracia, nos posicionamos veementemente contra a abertura de sindicância. 

"Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem". (Rosa Luxemburgo)
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Moção de apoio da recém-eleita gestão Caxangá do CAELL - USP

A gestão eleita do Centro Acadêmico de Estudos Linguísticos e Literários "Oswald de Andrade", da USP, se posiciona favorável aos manifestantes que, no dia 28 de Agosto de 2012, protestaram contra a presença de Dom Bertrand e Luis Carlos Sepúlveda, ligados à UDR e à TFP.

Mais uma vez, a política do Governo Estadual se faz presente na pronta repressão a movimentos sociais reivindicatórios. As 31 sindicâncias abertas no processo 1392/2012 se apresentam como reproduções da lógica na qual o cidadão tem por direito a obediência cega. Uma lógica que ignora todas as conquistas da sociedade que se deram mediante a lutas contra o sistema que se impunha, e das quais muitos de nossos atuais detentores da produção ideológica fizeram parte. Entendem, seguramente (acreditando em sua honestidade e boa intenção), a democracia como processo estanque, no qual seu ápice já foi atingido e nada mais cabe reivindicar.

Para legitimar a repressão, apegam-se ao discurso da legalidade, como se não fosse a própria lei, um reflexo da ideologia dominante, servindo a um determinado valor que, como qualquer outro, é passível de contestação. E se o Império da Lei não é garantido em si mesmo, sendo necessária sua constante legitimação através do movimento dialético gerado por suas contestações e transgressões dentro da sociedade, por que se exige tal prerrogativa à família imperial?

Tal fato se torna de absoluta ignomínia a qualquer um que defenda a democracia, se ponderado que o lado criminalizado são fiéis depositários de um legado de lutas em prol de uma sociedade mais justa e igualitária, a saber, membros do movimento estudantil. Um legado que não apenas legitima, como exige que seja defendida a função social da universidade, contestando a difusão institucionalmente euforizada de ideias ligadas a discursos de ódio contra minorias e contra setores que lutam pela reforma agrária. Contestando representantes de entidades ligadas à ditadura civil-militar e à defesa da permissividade com relação à escravidão no meio agrário.

Aceitar estas punições é corroborar uma prática institucionalizada pelos governantes brasileiros, de criminalizar movimentos políticos, a fim de desestimulá-los. A gestão eleita para o ano letivo de 2013 no Centro Acadêmico de Estudos Linguísticos e Literários "Oswald de Andrade" repudia a repressão ideológica camuflada no discurso da legalidade e manifesta todo o apoio aos 31 indiciados.