Juventude às Ruas!

Fim do massacre ao povo palestino! Fim dos ataques do Estado de Israel à Faixa de Gaza! Palestina LIVRE!!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

SINTUSP - MOÇÃO DE REPUDIO CONTRA A DIRETORIA DA FHCS – UNESP/FRANCA


No último dia 26 de novembro a Direção da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais – FHCS (Campus de Franca) decidiu instaurar processos de sindicância a fim de buscar punir 31 estudantes. Estes, em conjunto com mais centenas de estudantes, manifestaram-se contra a presença de Dom Bertrand de Orleans e Bragança e José Carlos Sepúlveda na mesma Universidade.

A manifestação estudantil tinha motivação clara, Bertrand e seus correligionários, representantes de 
setores entusiastas da Ditadura Militar no Brasil, reivindicam ainda a tradição da família real que governou o País, administrando os massacres contra africanos, o assassinato de dezenas de milhares em Palmares e Canudos, a população indígena, o seqüestro, escravização, assassinatos e torturas.

Ainda hoje o grupo de Bertrand articula o Paz no Campo (http://www.paznocampo.org.br), grupo que 
combate trabalhadores sem terra e os remanescentes de quilombos que lutam pela titulação de suas terras e reforma agrária. São vinculados ainda à União Democrática Ruralista - UDR e ao grupo Tradição, Família e Propriedade - TPF, grupos defensores dos latifundiários, empresários do agribusiness e das classes dominantes, fazendo coro à reacionária reivindicação de criminalização dos movimentos sociais.

O Sintusp – Sindicato dos Trabalhadores da USP que vem sendo duramente atacado pelo Reitor João 
Grandino Rodas e pelo governo do Estado, manifesta seu total repúdio a qualquer ação repressiva contra os estudantes que se manifestaram em defesa dos interesses da população pobre e dos trabalhadores.

Lembramos que a Reitoria da UNESP não age sozinha, pois se incorpora nos processos de repressão que vem sendo desencadeados nas universidade do país contra estudantes, funcionários, professores e demais setores que saem em luta por seus direitos.

Esta Reitoria, assim como as outras, se utiliza de estatutos e decretos que prezam pela manutenção da "moral e dos bons costumes" e mantém impunes os agressores de mulheres do chamado "Rodeio das Gordas", bem como os racistas de Araraquara que chamavam os negros a voltarem para a África. Bem se vê os "bons costumes".

Nesse sentido, chamamos todos os setores democráticos a saírem na defesa imediata dos 31 processados, impulsionando a mais ampla e democrática campanha contra a repressão em todas as 
universidades e fora dela.

Retirada imediata dos processos de sindicâncias contra os 31 estudantes da UNESP/Franca!

Basta de repressão dentro e fora da universidade!

Fim da perseguição política! 

São Paulo, 28 de novembro de 2012. 

Diretoria Colegiada Plena do Sindicato dos Trabalhadores da USP 


Nota de apoio do PCO - Trinta e um estudantes são ameaçados de expulsão por participar de protesto na Unesp - A sindicância aberta contra os estudantes os acusa de organizar um protesto em uma palestra na universidade da UDR e TFP

28 de novembro de 2012

Nessa segunda-feira, 26 de novembro, 31 estudantes da Unesp na unidade de Franca foram intimados a das explicações por ter participado de um protesto na universidade. É um verdadeiro abuso por parte da diretoria da unidade que decreta assim o fim da liberdade de expressão da comunidade universitária.
Os estudantes são acusados de impedirem a realização de uma palestra com um membro da União Democrática Ruralista e da Tradição, Família e Propriedade.
“No dia 28 de agosto de 2012, vieram a Franca a convite do CIVI (curso de introdução à vida intelectual), grupo conservador da Unesp que tem como sua principal referência Olavo de Carvalho e com o apoio da direção do campus, Dom Bertrand, herdeiro da família real brasileira, líder da UDR (União Democrática Ruralista), movimento que prega abertamente que os grandes latifundiários brasileiros organizem milícias para atacar os movimentos sociais e camponeses que lutam pela reforma Agrária, além de fazer uma defesa fervorosa contra as comunidades quilombolas no interior do País e o jornalista Sepúlveda, membro do grupo Tradição, Família e Propriedade (TFP), entidade homofóbica e machista, inimiga número um dos direitos humanos e defensora saudosa do regime militar.” (nota do Centro Acadêmico de Serviço Social “Rosa Luxemburgo”)
Cerca de 200 participaram do protesto para expulsar essas entidades da direita brasileiras mais asquerosas que assassina sem terras em todo o País, e age concretamente contra o povo. Não é uma questão de opiniões diferentes, mas de grupo políticos que agem por meio de projetos de lei ou de jagunços contra a população.
A política de direita do PSDB para as universidades publicas estaduais está cada vez mais escancarada.
Nos últimos dez anos a reitoria já expulsou setes desse mesmo campus, Franca, suspendeu mais um dezena e abriu sindicâncias para intimidar e calar o movimento estudantil.
Foram instaladas catracas e cancelas eletrônicas na entrada do prédio, laboratórios e biblioteca de diversos campi como maneira de vigilância e controle das vidas dos estudantes.
A Unesp está presente em 23 cidades dos Estado de São Paulo e a burocracia universitária iniciou a instalação das catracas nas unidades sem tradição no movimento estudantil e em 2011 a reitoria aprovou um plano de instalação do cartão em todas as unidades.
O movimento estudantil está no seu legítimo direito de se manifestar e a sua defesa deve ser intransigente.

‎"Nota da Chapa Cícera (Eleições DCE-USP 2013) - Todo apoio ao estudantes da UNESP-Franca contra as sindicâncias!

Todo apoio ao estudantes da UNESP-Franca contra as sindicâncias!

A diretoria da UNESP de Franca acaba de abrir sindicâncias contra 31 estudantes, preparando sua punição por um ato realizado pelo movimento estudantil da UNESP de Franca em agosto deste ano, contra a presença do monarca-ruralista Bertrand de Orleans e Bragança e do jornalista monarquista, representante da TFP, José Carlos Sepúlveda, da mesa de uma palestra organizada por um grupo coordenado pelo Diretor do Instituto, Fernando Fernandes, sobre o tema "A importância da Monarquia na construção do Brasil".

Essas figuras são representantes dos latifundiários que concentram terras no Brasil, expulsando camponeses e exterminando trabalhadores sem-terras, quilombolas e indígenas. Como a questão da terra no Brasil está intimamente ligada à questão negra, e a sua concentração foi a principal responsável pela segregação racial, essas figuras também representam o mais podre do discurso elitista e racista. A TFP (Tradição, Família e Propriedade), a qual ambos são ligados, foi cúmplice da ditadura militar brasileira e tem em seu passado a tortura e a morte de milhares de trabalhadores e jovens que lutaram por liberdade. No seu presente, nada mudou, hoje se colocam abertamente contra os homossexuais, contra os direitos da mulher e pregam a violência doméstica.

É inadmissível que um ato que representa o eco do grito de resistência dos trabalhadores, dos camponeses, dos negros e indígenas assassinados nos campos sofra ameaça de punição. Sabemos que a Universidade Pública, hoje, é dirigida por iguais a Bertrand e Sepúlveda, tendo sua expressão máxima a Reitoria da USP dirigida por Grandino Rodas, figura exemplar da cumplicidade da Universidade com o regime ditatorial e com a ideologia reacionária e repressora. Nós da chapa Cícera, que lutamos pela retirada dos processos abertos por essa reitoria contra cerca de cem estudantes e trabalhadores - entre eles vários membros de nossa chapa -, e que levantamos em nossa campanha essa questão, ligada à luta contra a violência policial que se aprofunda em São Paulo - como ao lado da USP, na São Remo -, e à luta contra o projeto privatista de universidade do governo do PSDB, colocamos nosso total apoio aos estudantes da UNESP-Franca, e chamamos todos aqueles que defendem a liberdade democrática de expressão, tão elementar nas universidades, a se colocarem contra a ameaça de punição aos estudantes."

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

NÃO NOS CALAREMOS JAMAIS: Carta Aberta do Diretório Acadêmico contra a abertura de Sindicância aos Alunos da UNESP-Franca

A atual Gestão do Diretório Acadêmico XXI de setembro vem, por meio dessa nota, posicionar seu repúdio a abertura de um processo de Sindicância contra 31 discentes por parte da Direção da Unidade da UNESP-Franca. Esse processo será aberto devido aos acontecimentos do dia 28 de agosto de 2012, ao qual não foi possível a realização de uma palestra organizada pelo CIVI (Curso de Iniciação à Vida Intelectual) que contaria com a presença de Dom Bertrand de Orleans e Bragança (membro da União Democrática Ruralista) e José Carlos Sepúlveda (membro da Tradição, Família e Propriedade).

Temos plena convicção que, em primeiro lugar, a vinda de palestrantes dessa natureza é um ato que vai contra os princípios de Democracia e Pluralidade que devem reger uma Universidade, pois esses indivíduos chamados pelo CIVI – grupo ao qual é orientado pelo atual diretor da UNESP-Franca, Fernando de Andrade Fernandes – são expoentes de um discurso claramente racista e homofóbico. 

Qualquer sociedade que se julgue minimamente democrática não pode aceitar jamais a proliferação de um discurso de ódio contra um grupo social. No entanto, apologistas dessas figuras se apoiam num falso discurso de Liberdade de expressão, argumento que se mostra sem substância, uma vez que a expressão livre não pode, de maneira alguma, ferir a dignidade ou incitar o ódio sobre um indivíduo ou grupo social. Além do Racismo e Homofobia, o discurso desses dois palestrantes fazem a defesa do extermínio de membros do movimento sem-terra e quilombolas, defesa do trabalho escravo em propriedades rurais (D. Bertrand é um dos maiores opositores à PEC do Trabalho Escravo). Ademais, devemos lembrar que a TFP (organização ao qual Sepúlveda faz parte) deu bastante sustentação a implementação do Golpe Militar de 1964.

Portanto, esses palestrantes representam vários valores que vão contra os valores Democráticos e da Liberdade Individual. Por isso, nós da atual Gestão do Diretório Acadêmico XXI de Setembro, não relutamos em momento algum a participar na organização do ato “Contra a Criminalização dos Movimentos Sociais”. Lembramos que a natureza desse era polarizar o debate contra o discurso de ódio proferido pelos palestrantes do evento do CIVI e colocarmos como as organizações que esses fazem parte (UDR e TFP), se organizam ativamente para criminalizar os Movimentos Sociais no Brasil afora. No entanto, a passagem dos palestrantes bem próximo ao local que ocorria o ato, acirrou ainda mais os nervos dos participantes desse, o que fez vários deles subirem, numa reação espontânea  ao Anfiteatro II (local ao qual ocorria a Palestra).

Entendemos que não há motivo algum para abrir sindicância contra os alunos que participaram do ato e a abertura dessa processo mostra, inclusive, como a direção da UNESP-Franca também Criminaliza um Movimento Social importante (o Movimento Estudantil). Apoiamos a luta de todos aqueles que não possuem seus direitos assegurados pela sociedade. Por isso apoiamos, e que vai contra os princípios Dom Bertrand de Orleans e Bragança e José Carlos Sepúlveda, as lutas do Movimento LGBT, Negro, Sem-terra, Quilombola, mais todos aqueles que querem fazer do Brasil um país mais justo e tolerante.
Ademais, só temos a lamentar que a Direção da UNESP-Franca acolheu palestrantes dessa natureza com todas as honrarias acadêmicas possíveis, fazendo questão de divulgar o evento até mesmo no site da Reitoria da UNESP.

Diretório Acadêmico XXI de Setembro
Gestão Rompendo Amarras

NOTA DE REPÚDIO DA UNE E UEE-SP ÀS SINDICÂNCIAS NA UNESP FRANCA


No dia 26/11/2012 foi anunciado pela Diretoria de Campus da UNESP Franca a abertura de sindicância frente a trinta e um alunos matriculados na FCHS - Faculdade de Ciências Humanas e Sociais. A sindicância diz respeito à “implosão” de um evento ocorrido no segundo semestre no qual o convidado, o auto proclamado príncipe e herdeiro da família real brasileira, Bertrand, fora expulso aos gritos pelos estudantes e impedido de realizar a palestra pela qual havia sido convidado por um grupo de extensão local. 

Para além da discussão de mérito do evento que havia sido previsto e da legitimidade ou não da presença de um palestrante que apresenta publicamente discurso de ódio, a UNE (União Nacional dos Estudantes) e a UEE (União Estadual dos Estudantes - SP), entidades legítimas da organização dos estudantes posicionam-se contrariamente a qualquer tipo de retaliação legal/administrativa aos estudantes envolvidos no evento. E vários são os motivos.

Antes de tudo por não entender quais os critérios para a sindicância de um aluno ou outro, na medida em que o ocorrido caracterizou-se como sendo completamente espontâneo ainda que oriundo de um ato legítimo que fazia concorrência ao evento de Bertrand de forma pacífica. Sendo assim, não há qualquer critério e segurança, mesmo com a existência de vídeos e fotos, para que a direção da faculdade culpe uns sem deixar outros impunes e também culpe injustamente alguns que não participaram efetivamente da “implosão” tendo só acompanhado o ocorrido. 

Para além dessa discussão pontual, a pauta fundamental em jogo diz respeito à criminalização e punição rotineira do movimento estudantil. As Universidades brasileiras, ainda que após da redemocratização, têm utilizado diuturnamente dos mecanismos criados na ditadura militar para limitar o poder de atuação dos estudantes organizados deixando-os à deriva heterogestão por parte das direções. 

Nesse aspecto, a punição não é uma tentativa de corrigir os equívocos do movimento nem de melhorar as construções realizadas pelos estudantes, mas, sim uma empreitada para desmobilizar os discentes e jogá-los uns contra os outros. O equívocos do movimento estudantil, se é que houveram no caso (e isso deve ser julgado pelos próprios estudantes) devem ser corrigidos e lidados pelas próprias formas e métodos do movimento estudantil, com construção real, legitimidade e participação na base das discussões. Só cabe aos estudantes julgar falhas no processo o M.E. (movimento estudantil) pois a autonomia é que dá força à democracia e o que amadurece os coletivos. 

Portanto, a UNE e a UEE-SP se colocam a disposição dos alun@s sindicados e se solidarizam com as 
possíveis coerções por eles sofridas. Ainda mais, repudiamos a atitude tomada pela diretoria da UNESP Franca por entender que isso significa um trajeto na contramão do projeto da Universidade brasileira. Se um de nós for sindicado, todos lutaremos para reverter tal situação. Pela autonomia dos estudantes e contra as diversas formas de repressão ao Movimento Estudantil, colocamos nossos militantes e diretores à disposição da luta em Franca.

Vitor Quarenta – Diretor Executivo da UEE – SP e Aluno do Direito UNESP
Daniel Iliescu – Presidente da UNE
Alexandre Cherno – Presidente da UEE –SP

http://xa.yimg.com/kq/groups/13987316/228061283/name/UNE%20UEE%20sindic%80%A0%A2%C3%A2ncia.pdf

Posição do CA de História "Gabriel Roy" sobre as sindicâncias em Franca

O Centro Acadêmico de História "Gabriel Roy", Gestão "18 de Dezembro", vem por meio desta notificar o seu inteiro repúdio ao processo de Sindicância que foi aberto contra 31 alunos da unidade da Unesp Franca em decorrência do episódio "Bertrand" ocorrido em 28 de Agosto de 2012, onde aconteceria as palestras de Dom Bertrand de Orleans e Bragança e Carlos Sepúlveda, os quais são membros de organizações como a União Democrática Ruralista (UDR) e o grupo Tradição, Família e Propriedade (TFP). Em suma, estes palestrantes carregam em suas orações visíveis posições repressivas, anti-democráticas e preconceituosas na medida em que proferem discursos classificados como racistas, homofóbicas, machistas e autoritários. Para esta constatação basta procurar por seus blogs e vídeos, nos quais proferem suas ideologias repugnantes.

A acolhida destes palestrantes na Universidade, a convite do grupo CIVI (Curso de Introdução à Vida Intelectual), orientado pelo atual diretor da unidade, Fernando de Andrade Fernandes, evidenciou algumas contradições na política da Universidade Pública e o seu fim. Em virtude disso muitos alunos que estavam na faculdade no dia em questão, em um ato espontâneo e sem dirigentes, massificaram o auditório para validar suas manifestações contrárias ao evento. Estas tem nosso apoio e consideração por fazer jus ao papel de um Movimento Estudantil que luta por uma sociedade mais justa, igualitária e livre de preconceitos, elementos estes, que são essenciais em uma Universidade Pública.

Diante disso reiteramos nosso repúdio a esta sindicância obscura, que vem se caracterizando como uma verdadeira "Caça às Bruxas", e cobramos uma ação imediata dos professores, grupos de extensão, entidades, departamentos de cursos e demais órgãos colegiados, em defesa dos estudantes injustamente sindicados. Não podemos neste momento esquecer, do grupo idealizador deste evento que deve ter responsabilidades a serem cobradas, assim como os alunos que organizaram um abaixo-assinado pedindo punição aos manifestantes e ainda o próprio diretor da unidade que mostrou indiferença e insensatez ao permitir a acolhida dos palestrantes na unidade.

Nosso apoio aos alunos citados no processo, aos coletivos e movimentos sociais e o movimento estudantil de Franca, que erguem suas bandeiras em prol da verdadeira democracia.

"As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem." - Chico Buarque.

POSICIONAMENTO DO CADIR QUANTO ÀS SINDICÂNCIAS NA UNESP FRANCA

A "Gestão Poiésis" do Centro Acadêmico de Direito da UNESP-Franca "Prof. André Franco Montoro", vem por meio desta declaração, se posicionar publicamente contra o processo de sindicância que foi aberto contra alguns dos alunos envolvidos no contra-ato do evento que trouxe o Dom Bertrand ("caso do Príncipe"). Não entraremos no mérito do evento e das consequências, mas sim quanto às sindicâncias que correm a partir de hoje contra trinta e um alunos da nossa Universidade.

O primeiro ponto a ser levantado é a importância das mobilizações estudantis. E é por meio de manifestações e da articulação interna que os estudantes ganham força política em suas reivindicações. O contra-ato, foi positivo, no sentido de trazer uma discussão, dando os primeiros passos para o amadurecimento do movimento estudantil interno, que ainda possui uma longa jornada. O momento de crítica traz a possibilidade de se construir algo novo, outras linhas de organização. E estas são as circunstâncias que o ME (Movimento Estudantil) interno enfrenta: a oportunidade de construir conjuntamente as linhas de ação dos estudantes, representando de fato estes. O movimento é feito pelos estudantes, sendo reservado a estes, o direito e o dever de criticá-lo e reconstruí-lo.

A punição, não constrói, pelo contrário, destrói qualquer possibilidade de novas edificações. Ela desmobiliza os estudantes, causa medo e censura. A verdade é que a todo momento estamos a tentar compor novos espaços dentro da universidade, problematizando-os. De certo modo as críticas tecidas por parte dos componentes da própria Universidade (nós, estudantes que buscamos a concretização de um ideal de Universidade Pública) assusta os que temem a Democracia. 

A sindicância torna isso evidente, já que visa abafar, ou melhor, dizimar os processos de aprendizagem democrática e pretende punir sem medir as circunstancias reais e as consequências. 
Não houve qualquer depredação do patrimônio público da UNESP, além de que possíveis avaliações contrárias à implosão já foram dispostas nos espaços legítimos do movimento estudantil e vêm servido para o amadurecimento dos alunos e do próprio movimento. 

Não há certeza quanto a participação efetiva de certos alunos indiciados e também a confusão quanto a alunos que participaram e não são citados. Portanto não há segurança nenhuma, nem necessidade destes processos administrativos.

Sendo assim, conclamamos aos alunos a participar dos espaços que discutirão estas sindicâncias e pedimos sensibilidade por parte da Direção da Faculdade ao reconhecer que não cabe, tanto por questões principiológicas quanto específicas deste caso, nenhum tipo de punição ou qualquer processo de sindicância.

Nota de Apoio CASS - REPRESSÃO NA UNESP FRANCA


“Quem não se movimenta não sente as correntes que os prende”

Em 28 de agosto de 2012, vieram a Franca a convite do CIVI (curso de introdução à vida intelectual), grupo conservador da Unesp que tem como sua principal referência Olavo de Carvalho e com o apoio da direção do campus, Dom Bertrand, herdeiro da família real brasileira, líder da UDR (União Democrática Ruralista), movimento que prega abertamente que os grandes latifundiários brasileiros organizem milícias para atacar os movimentos sociais e camponeses que lutam pela reforma Agrária, além de fazer uma defesa fervorosa contra as comunidades quilombolas no interior do País e o jornalista Sepúlveda, membro do grupo Tradição, Família e Propriedade (TFP), entidade homofóbica e machista, inimiga número um dos direitos humanos e defensora saudosa do regime militar. Ambos ganharam notoriedade realizando uma campanha fervorosa contra a aprovação de uma emenda constitucional para punir os fazendeiros que se utilizam de trabalho escravo ainda hoje no Brasil.

No dia da palestra, o movimento estudantil, que já possui uma importante tradição de lutar lado a lado dos trabalhadores da cidade, mostra que continua ao lado deles, dos sem terra que lutam por reforma agrária, dos quilombolas, das mulheres, dos negros e dos homossexuais não se seduziram pelo falso discurso de “liberdade de expressão” defendido pelos conservadores. Um ato de mais 200 pessoas rechaçou a presença de ambos na universidade pública e a palestra foi cancelada.

Hoje, dia 26 de novembro, 31 alunos de diversos cursos e anos, receberam um mandado de citação sendo sindicados e responsabilizados pelo não acontecimento da palestra. Baseados num regime interno ditatorial e amparados pela estrutura de poder antidemocrática que vigora na universidade, a burocracia acadêmica tenta punir estudantes aleatoriamente na tentativa de reprimir todo um movimento que fez ecoar as vozes dos explorados e oprimidos na universidade pública contra as ideias dos setores mais conservadores da sociedade.

Desta forma, solicitamos a solidariedade ativa de todos os que se posicionam ao lado da classe trabalhadora e dos oprimidos e pedimos o envio de moções de repúdio à sindicância instaurada e a perseguição política de todxs lutadores do país. Chamamos a todas as organizações políticas, entidades estudantis, sindicatos, grupos de direitos humanos, entidades de categorias profissionais e militantes a se posicionarem e encamparem conosco uma grande campanha contra a repressão política a todxs movimentos de luta.

Centro Acadêmico de Serviço Social “Rosa Luxemburgo”

Nota de repúdio da “Gestão Salvador Allende” à sindicância contra os alunos da Unesp Franca.

Por meio desta nota, a Gestão “Salvador Allende” do Centro Acadêmico de Relações Internacionais “João Cabral de Melo Neto” manifesta seu repúdio aos processos de sindicância instaurados pela Direção da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais – FHCS, Campus de Franca, no último dia vinte e seis, com a finalidade de apurar responsabilidades decorrentes de comportamentos supostamente irregulares de trinta e um estudantes. 

A supracitada acusação refere-se a manifestações ocorridas no dia 28 de agosto desse ano, por volta das 19h30min, momento em que aconteceu no Campus da Unesp Franca um evento organizado pelo Curso de Introdução à Vida Intelectual (CIVI), no qual fazia parte uma mesa composta pelos convidados Dom Bertrand de Orleans e Bragança e José Carlos Sepúlveda. Vale ressaltar que o grupo organizador do mesmo possui apoio institucional e é coordenado pelo Diretor da casa, Fernando Andrade Fernandes. 

Os convidados mencionados estão envolvidos com organizações, como a União Democrática Ruralista (UDR), fomentadoras de milícias que atacam movimentos de luta pela reforma agrária, ademais são figuras ativas em organizações homofóbicas, machistas e pró autoritarismo como o grupo Tradição, Família e Propriedade (TPF). Os mesmos representam um movimento pela criminalização dos movimentos sociais e defendem um discurso de ódio que não serve aos valores sociais que a Universidade Pública tem dever de promover.

Como já foi manifestado pela Gestão “Alteridade”, antecessora no CARI, reiteramos o apoio às manifestações contrárias ao evento, observando nessas um ato válido de posicionamento do Movimento Estudantil local contra a política de repressão e criminalização dos movimentos sociais praticada pela atual Diretoria. Apesar de acreditarmos que as manifestações poderiam ter ocorrido de maneiras mais construtivas e propensas ao debate e ao questionamento, ainda assim, pensamos que as mesmas não perdem sua validade diante de uma causa legítima: a luta pela dignidade da vida humana, sobretudo, daquela parcela minoritária aos quais os discursos de ódio são dirigidos.

Esse processo abre precedência para perseguição e criminalização de movimentos sociais, ao passo que alunos e grupos de extensão foram claramente atacados, como, por exemplo, o Núcleo Agrário Terra e Raíz (NATRA) e o Grupo de estudos e pesquisa em Alternativas as Relações Internacionais (GARI); Além disso, apresenta critérios duvidosos, uma vez que nas manifestações estavam presentes aproximadamente 200 pessoas e houveram apenas 31 sindicados, dentre os quais alguns que nem mesmo estavam presentes no ato em questão. Ao CIVI, em nenhum momento, foi causado algum tipo de empecilho à realização de eventos ou de cerceamento de suas atividades na faculdade. Entretanto, entendemos que o limite da liberdade de expressão se encontra quando a mesma nega a liberdade de outrem, fazendo com que sua reivindicação, muito mais que necessária, passe a ser um dever social. 

Aliás, essa sindicância é, ao mesmo tempo, esclarecedora e simbólica, pois corporifica a forma, o discurso e os métodos com os quais a atual Diretoria vem lidando contra os estudantes e os movimentos sociais.

Esclarecidos esses pontos, acreditamos na obrigatoriedade de uma ação articulada e incisiva dos movimentos sociais confrontando esta política de repressão. É preciso que ecoe um claro e sonoro “não!”, a omissão é fatal. Manifestamos então apoio total a todos os sindicados e pedimos o endosso de todo estudante, entidade estudantil, grupo de extensão e todo aquele que rechaça essa punição aleatória de nossos estudantes na tentativa de reprimir a voz do povo. 

"Liberdade de expressão que não reconhece o outro como portador dos mesmos direitos é discurso de ódio." - Alexandre Melo Branco Bahia

Gestão Salvador Allende

MOÇÃO DE APOIO AOS SINDICADOS DO CASO DE DOM BERTRAND DE ORLEANS E BRAGANÇA - UNESP FRANCA

Nós do Centro Acadêmico de Serviço Social “Rosa Luxemburgo” – Gestão: Práxis, viemos através desta, manifestar total apoio aos 31 sindicados e toda e qualquer pessoa que possa vir a sofrer punições e represálias, devido a manifestação dos estudantes durante a recepção que evitou que acontecesse o evento “A importância da monarquia no Brasil” realizado pelo grupo CIVI (Curso de Introdução à Vida Intelectual). 

Entendemos que o discurso de Dom Bertrand, vai contra os princípios colocados pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, do Código de Ética de Serviço Social e de toda luta do Movimento Estudantil e até mesmo contra a luta da classe trabalhadora, quando em suas falas ele se diz contra a reforma agrária, a favor da propriedade privada, rebaixamento social cultural dos negros e criminalização dos movimentos sociais, em específico o MST (Movimento Sem Terra), legitimando assim não a liberdade de expressão e sim a liberdade de opressão.

Entendemos também que todo esse processo de sindicância que visa punir e desmanchar com ações e represálias os estudantes e até mesmo o próprio Movimento Estudantil causa amedrontamento, contudo, fazemos também um apelo ao conjunto dos estudantes para que não se deixem intimidar pelas represálias e perseguições acarretadas pelos processos legítimos de organização do Movimento Estudantil, perante as ações que visam defender a opressão de determinados grupos por suas origens de classe, gênero e etnia. 

Sem mais, 

Práxis Gestão 2012_2013 - Centro Acadêmico de Serviço Social "Rosa Luxemburgo"