Juventude às Ruas!

Fim do massacre ao povo palestino! Fim dos ataques do Estado de Israel à Faixa de Gaza! Palestina LIVRE!!

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O Movimento Estudantil da UNESP deve organizar uma forte Campanha Estadual contra a Repressão!

Dia 28/08, na Unesp Franca, um grupo de alunos conservadores (articulado em torno de idéias integralistas) e o Diretor do campus, “abriram” as portas da universidade para o auto-intitulado “príncipe” do Brasil - Bertrand de Orleans e Bragança (herdeiro da família real brasileira, e líder de um movimento que prega abertamente a violência no campo contra os trabalhadores sem terra) e seu “fiel escudeiro”, o jornalista José Carlos Sepúlveda (membro da TFP, inimiga dos direitos humanos e defensora saudosa e ativa do regime militar), sob o pretexto de resgatarem a “importância” da família real no Brasil. Como se já não ocupassem espaços e cargos demais nas universidades de todo o país, os defensores do latifúndio, da propriedade privada e da criminalização da pobreza, foram convidados de honra da burocracia acadêmica.

Apoiados numa estrutura de poder completamente antidemocrática (análoga ao regime monárquico dos Orleans), que concentra as decisões nas mãos de pouquíssimos professores, os atuais “REIS” da universidade afirmam da pior maneira que não há espaço aos que questionam esse projeto de educação elitista, lançando mão do aparato repressivo (físico e ideológico) e de manobras acadêmicas para expulsar e punir os estudantes e demitir trabalhadores.

Na USP, pelas mãos do REItor Rodas (figura emblemática da ditadura militar), foram 73 presos na luta contra a presença da polícia militar na universidade, expulsões, sindicâncias, demissões e processos administrativos a trabalhadores, estudantes e professores. Na Unicamp e na Unesp, a repressão aos que lutam também é regra.

Partindo do exemplo de Franca, onde mais de 200 pessoas expulsaram da universidade o “príncipe” e o “bobo da corte“, reafirmando a aliança com os trabalhadores da cidade e do campo, está na ordem do dia a articulação com outras universidade em que estudantes e trabalhadores são reprimidos pelos governos federal e estadual. É preciso que o ME se coloque a frente de uma grande CAMPANHA ESTADUAL CONTRA A REPRESSÃO e que o CEEUF se organize nessa perspectiva, para unificar os lutadores dentro das universidades junto com sindicatos, entidades, grupos políticos, de direito humanos, para barrar a escalada repressiva e construirmos uma universidade a serviço dos trabalhadores e da população pobre. É nesse sentido que nós da Juventude Às Ruas nos colocamos!

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Cotas raciais para as universidades racistas e elitistas

Após o último dia 26 de abril, no qual o STF aprovou a legalidade do sistema de cotas no Brasil, esse tema novamente veio à tona como um debate nacional, discutido amplamente nas universidades do país, criticado por alguns setores e defendido por outros. É papel da juventude, aliada a classe operária, apoiar esse tipo de demanda mínima? É evidente que sim. 

Os setores racistas alegam que o sistema de cotas raciais é inconstitucional e que cria uma segregação racial que não existiria, já que a constituição brasileira prevê igualdade de direitos e deveres a todos os cidadãos. O que esses setores da direita propositalmente não dizem, é que apesar da constituição garantir também, na teoria, salário, saúde, educação, moradia e etc., para todos, não é isso que acontece no nosso suposto “Brasil potência”, permeado pela intensa desigualdade racial e social, que obriga milhares de trabalhadores, em sua maioria, negros, a venderem sua força de trabalho em postos cada vez mais precários. Não precisamos nem mesmo recorrer a dados estatísticos e fazer grandes análises históricas sobre o papel que a escravidão (tardiamente encerrada) cumpriu no processo de opressão ao povo negro brasileiro, basta olharmos para o lado e contarmos quantos negros convivem conosco como alunos na universidade, particularmente aqui na Unicamp, que é uma das uma das universidades mais racistas e elitistas do nosso país. Aqui, onde estudamos, só vemos os negros nos postos de trabalho precário, como é o caso dos trabalhadores terceirizados da limpeza. Basta abrirmos qualquer jornal da grande mídia e contabilizarmos quantos moradores dos morros e periferias, em sua maioria negros, são cotidianamente massacrados pela polícia, pelo tráfico ou pela precariedade do sistema público de saúde. Neste sentido, medidas de combate ao racismo, como as cotas raciais, tratam-se de uma política de reparação histórica ao povo negro, que após séculos de luta contra a escravidão, ainda hoje permanece enfrentando cotidianamente o racismo estrutural de nosso país. 

As lutas por demandas democráticas imediatas de combate ao racismo, como as cotas raciais para as universidades, são parte fundamental de uma luta para um amplo questionamento da estrutura racista de nosso país, que questione todos os pilares da nossa sociedade, que questione a naturalização do racismo. A política das cotas raciais, apesar de ser apenas uma parte da luta contra a opressão racial, é capaz de impor medo à burguesia, demonstrando todo o poder do povo negro organizado através dos métodos da luta de classes, com independência da burguesia e aliada aos trabalhadores. 

Entretanto, esta reivindicação isolada pode ser usada para desviar os processos de luta, fazendo apenas reformas superficiais que não resolvem a exclusão racial dentro das universidades, pois acabam beneficiando uma ínfima parcela da população negra, como aconteceu nos EUA, que passou por diversos processos de luta por direitos civis e igualdade racial nas décadas de '60 e '70, que obrigou a burguesia a fazer concessões, mas acabou desviando os processos de luta e criando ilusões na população negra através da democracia burguesa. 

Por isso nós, da Juventude Às Ruas, defendemos que uma política de cotas minimamente justa, capaz de se defrontar de fato com a estrutura racista de nossa universidade, deve partir de ser proporcional à quantidade de negros de cada estado, e não percentuais aleatórios de acordo com o que for possível conciliar com as elites racistas de cada região. Além disso, deve necessariamente estar ligada à luta pelo fim do vestibular, por mais verbas para o ensino público, pela melhoria das escolas públicas e pela estatização das universidades privadas, pelo fim do genocídio da população negra nos morros e periferias, pela saída da polícia dos campi universitários e pelo fim do trabalho precário e terceirização, com efetivação dos trabalhadores terceirizados sem concurso público. Não se trata de fazer maquiagens em um sistema falido, pintas negras em uma universidade branca, trata-se de expulsar o racismo em todas as suas formas e abrir as portas para a juventude e população negra das periferias de todo o país!

Grupo de estudos - Eleições: tática ou estratégia? O marxismo revolucionário e sua perspectiva sobre o estado, a revolução e o papel das eleições


Muitos trabalhadores e jovens vem com esperanças seu voto de dois em dois anos, confiando em alguém para resolver várias das profundas mazelas do capitalismo, de nosso país, cidade. Outros jovens e trabalhadores olham para todo o processo com grande desconfiança e não votam ou o fazem procurando um “mal menor”. Como e porque participar nas eleições é uma importante questão que marcou o marxismo. Queremos retomar estes debates para pensarmos, à luz de nossos tempos, estas questões. 


No marco da crise capitalista e diante dos novos acontecimentos da luta de classes que começam a se desenvolver no mundo, hoje, mais do que nunca, é necessário um retorno da reflexão estratégica, do marxismo. Estamos próximos das eleições municipais, em meio a um giro à direita do governo Dilma que junto à burguesia e governos estaduais e municipais já iniciam seus ataques à classe trabalhadora fabril, ao funcionalismo público, ao povo pobre.

O debate sobre a perspectiva dos revolucionárixs, sobre o caráter do Estado, sobre a luta de classes, sobre a construção de partidos revolucionários, não tem encontrado espaço em meio à corrida desenfreada por votos, sem que esse espaço de politização seja utilizado para fortalecer a luta dos trabalhadores em curso, para desmascarar o verdadeiro caráter do Estado, tal como dizia Marx e Engels no Manifesto do Partido Comunista, que não passa de “um comitê para administrar os negócios comuns de toda a burguesia”.  

Por isso te convidamos a debater e refletir essas questões, a partir de dois clássicos do marxismo revolucionário, e de um artigo atual que traça um debate entre Trotsky e Gramsci sobre a revolução no “Ocidente” e o balanço da revolução alemã de 1923, para pensarmos qual o lugar das eleições e das frentes únicas na estratégia revolucionária do marxismo.

Bibliografia (disponível online)

- O Estado e a Revolução (agosto de 1917) - Vladmir Lenin
- Esquerdismo. Doença Infantil do Comunismo (abril de 1920) - Vladmir Lenin
- Trotsky y Gramsci: debates de estrategia sobre la revolución en "occidente" (2012) - Emilio Albamonte e Matias Maiello


Primeiro encontro
4ªF | 19 de setembro às 17h30
IFCS | UFRJ – Térreo
 [Largo São Francisco, 01 – Centro]








JUVENTUDE ÀS RUAS CONVIDA PARA GRUPO DE ESTUDOS "IDEIAS DA REBELIÃO"!

Por Juventude  Às Ruas - UNICAMP

LIVRO: "IMPERIALISMO, FASE SUPERIOR DO CAPITALISMO", de Lênin, um dos dirigentes, junto a Trotsky, da Revolução Russa de 1917.

Chegando próximo ao quinto ano da crise mundial, o capitalismo prova que não é capaz de superar essa crise, criada e cavada com seus próprios pés, a não ser que a descarregue nas costas dos trabalhadores. Os trabalhadores de vários lugares do mundo, porém, começam a se levantar e deixar claro que não permitirão mais ataques, não pagarão por essa crise, como os mineiros da Espanha que saem às ruas contra os ataques de Rajoy, ou os mineiros africanos que continuam em luta mesmo após serem acusados pelo assassinato de seus próprios companheiros, mortos pela polícia. Nacionalmente, atravessamos uma longa greve das universidades federais, vários setores do funcionalismo público também pararam, além das ameaças de demissão em massa nos metalúrgicos e possíveis greves e paralisações para esse segundo semestre, o que mostra que o Brasil não está blindado contra esta crise.

Frente à essa conjuntura nacional e internacional, se faz imprescindível que retomemos os clássicos do marxismo revolucionário, tendo em vista que a atualidade de suas lições mostram ser ele a única resposta e saída revolucionária dessa crise. Estudar o imperialismo, essa fase do capitalismo em que vivemos, a fase dos monopólios e capital financeiro, é essencial para que entendamos as raízes da crise mundial e para compreendermos e avançarmos para superação desse sistema de miséria e exploração que vivemos!

QUE OS CAPITALISTAS PAGUEM PELA CRISE!

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Não bastam pequenas reformas, lutemos por outro projeto de universidade!

Declaração da Juventude às Ruas  frente às eleições para direção na Unesp Marília.

Nos dias 10, 11 e 12 de setembro acontece processo eleitoral antidemocrático para eleger os novos diretor e vice-diretor da Faculdade de Filosofia e Ciência. Assim como em diversos órgãos e eleições da UNESP, inclusive nas próximas eleições para reitor que acontecem em outubro, o voto dos professores tem peso de 70%, enquanto que os de trabalhadores não docentes e estudantes têm apenas 15% cada, mesmo esses últimos sendo muitas vezes mais numerosos do que os primeiros. Este ano, apenas uma chapa participa das eleições. Ela é formada pelo professor da Pedagogia José Carlos, candidato a diretor, e pelo professor da Fisioterapia Marcelo Navega, candidato a vice.
              
José Carlos sempre foi conhecido no campus como um professor “progressista”. Esteve à frente da presidência da ADUNESP (Associação de Docentes da UNESP) e já concorreu por duas outras vezes à direção da FFC como candidato de oposição as últimas gestões, Tullo e Fujita, conhecidas por se alinharem com as posições da reitoria, e consequentemente com os tucanos do Governo de São Paulo. Em seu plano de gestão, Zé Carlos faz críticas a precarização do trabalho, ao produtivismo que pressiona a produção de conhecimento e chega até a defender a paridade (mesmo peso de 1/3 para os três segmentos) nas eleições e se coloca contra a terceirização do trabalho na universidade. Sua principal proposta é a implementação da gestão participativa, que criaria canais de participação da comunidade universitária nas decisões da unidade.
                
Esperançosos com um suposto “avanço democrático”, parte dos professores, trabalhadores e estudantes descontentes com o atual projeto de universidade depositam hoje ilusões na candidatura de Zé Carlos. Mas será mesmo que a eleição de um diretor considerado “progressista” mudará os rumos da universidade? Será que votar no candidato “menos pior” contribui para transformar a universidade? Nós, estudantes que construímos a Juventude às Ruas em Marília, acreditamos que não (!) e chamamos todos aqueles comprometidos com a transformação radical da universidade a votar nulo nessas eleições!

Em primeiro lugar, acreditamos que a crítica que a chapa faz ao atual modelo de universidade pública é totalmente insuficiente e parcial. É criminoso falar em universidade pública no Brasil sem denunciar seu caráter elitista, racista e opressor e a decepção dos milhões de jovens que todos os anos são impedidos de entrar na universidade por conta do filtro do vestibular. A expansão feita por Lula e o PT nos últimos anos abriu poucas vagas através da precarização do ensino público e de concessões aos grandes monopólios privados da educação, porém milhões de jovens ainda não tem acesso ao ensino superior de qualidade. Defender a universidade pública de qualidade sem tocar neste aspecto não questiona, mas sim legitima o atual modelo.

No que se trata da democratização da estrutura de poder, apesar de considerarmos a proposta de paridade um avanço frente ao 70-15-15 atual, defendemos como forma de representação o voto universal, onde todos tem o mesmo poder de decisão independente do setor que pertence. No entanto, mesmo a paridade defendida pelo professor não passa de discurso vazio se a maneira para alcança-la é simplesmente levar a proposta para o Conselho Universitário e pedir para a burocracia acadêmica que o controla, na proporção dos mesmos 70-15-15, que se desfaça da principal ferramenta que utiliza para manter seus interesses. Acreditamos que qualquer mudança da estrutura de poder só pode vir pela mobilização e luta por uma Assembleia Universitária que vote um novo estatuto para a UNESP! Por que, sendo a favor da paridade, a chapa não propôs que fosse feita uma consulta paritária e o resultado indicado para a comissão eleitoral como já acontece em dezenas de universidades no Brasil?
                
Como falar em gestão democrática e nem sequer fazer uma única referência em solidariedade aos estudantes e trabalhadores que estão sendo ameaçados de expulsão na USP por lutar contra a polícia ou as ameaças de repressão que estão ocorrendo neste momento contra os estudantes que corajosamente expulsaram da UNESP de Franca um dos representantes do que há de mais reacionário no país?
                
Também não nos convence o discurso contra a terceirização. Quando questionado num dos debates sobre como faria para reverter a terceirização do serviço de limpeza da FFC, Zé Carlos respondeu que caso fosse eleito nenhum serviço seria terceirizado a partir daquele momento, mas, em relação a limpeza, “no que está ganhando não se mexe”. Quem está ganhado? E desde qual ponto de vista? Só conseguimos entender que quem ganha com a terceirização hoje é o dono da empresa terceirizada com os altos lucros que consegue através da superexploração do trabalho. Para ser consequente com a denúncia contra a terceirização, e não utiliza-la apenas para fins eleitorais, desafiamos o professor a seguir o exemplo dos estudantes da FFC que mais de uma vez já votaram em suas assembleias a proposta de fim da terceirização com a incorporação das trabalhadoras terceirizadas sem concurso público!
                
Nossa polêmica com as posições apresentadas pela chapa não se resumem a propostas que faltaram ou que estão no plano de gestão e não serão efetivadas. A divergência é sobre qual projeto de universidade queremos construir e como concretizaremos essa mudança. Não acreditamos que o projeto de universidade historicamente defendido pelo movimento estudantil combativo de Marília, ou seja, uma universidade pública a serviço da maioria da população e acessível a ela, possa ser alcançado por pequenas e graduais mudanças respeitando as “regras do jogo” ou os “limites da legalidade” de um regime universitário antidemocrático e autoritário herdeiro da ditadura militar.
                
Hoje os cofres das estaduais paulistas ainda estão cheios por conta do recorde de arrecadação do imposto sobre o consumo (ICMS) que financia as universidades paulistas e a reitoria consegue atender algumas das reivindicações do ME e dar aumentos salariais aos trabalhadores. No entanto, a crise econômica mundial continua se aprofundando e os seus efeitos no Brasil cada vez aparecem com mais força. Os governos e os empresários já começam a se preparar para descarregar os prejuízos da crise nas costas dos trabalhadores e da juventude. Esse cenário indica que teremos enfrentamentos mais profundos contra a burocracia acadêmica, as reitorias e o governo nos próximos anos. Devemos nos preparar.

A transformação radical da universidade só será alcançada através da luta conjunta entre estudantes, trabalhadores e professores da universidade aliados à classe trabalhadora e a juventude pobre que está fora dos muros universitários! 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Moção de repúdio a ameaça de repressão aos lutadores UNESP/Franca

Por CEGE - USP

A Assembleia do curso de Geografia da Universidade São Paulo reunida no dia 30 de Agosto deliberou seu apoio ao ato-debate contra a criminalização dos movimentos sociais realizado em uma frente única do movimento estudantil de Franca no último dia 28. Este ato que contou com mais de 200 pessoas foi organizado em resposta a uma atividade na faculdade com a presença de Dom Bertrand Orleans e Bragança e o jornalista José Carlos Sepúlveda, membros notórios da Tradição, Família e Propriedade (TRP).

Estes senhores são representantes da burguesia agrária: defendem a maior concentração de terras do mundo, assassinando as populações quilombolas, negras, indígenas e camponeses de movimentos sem terra em prol de seus altos lucros. São cúmplices do regime militar brasileiro, que torturou e assassinou milhares de jovens e trabalhadores que questionaram o estado de exceção vivido nos anos de chumbo, e até hoje, tem seus criminosos impunes gozando de liberdade e possuindo altos cargos políticos e militares no estado brasileiro.

Entendemos que essa frente única contra a atividade que falaria sobre “o papel da monarquia no Brasil” se dá numa conjuntura internacional e nacional de repressão aos movimentos sociais, de terra e aos trabalhadores que reivindicam melhores condições de vida. Assim como aos estudantes que se colocam contra o projeto elitista e privatista das universidades, na perspectiva de democratizar o acesso para a população assim como colocar sua produção científica a serviços das demandas da sociedade e não do mercado.

A universidade pública é dirigida por senhores que como estes defendem a mesma política racista, machista e elitista. Só dizer que quem convidou o “príncipe” foi o Diretor do Instituto, o Fernando Fernandes. Ou dizer sobre o REItor da USP, João Grandino Rodas, que assinou um convenio com a Policia Militar e processa mais de 100 estudantes, professores e trabalhadores, além de já expulsar estudantes, dando continuidade ao projeto privatista da USP que em 2008 demitiu ilegalmente um dirigente sindical por defender trabalhadores terceirizados.

Nesse sentido, expressamos nosso inteiro apoio aos que se posicionam politicamente (a não ser que suas posições estejam a favor da exploração e opressão de setores da sociedade) e repudiamos qualquer ação repressiva por parte das autoridades públicas ou burocracia acadêmica contra os lutadores. Colocar o debate de democratização na universidade na ordem no dia é primeiramente defender nossos lutadores contra a punição por parte da camarilha acadêmica! Não há democracia sem liberdade política! Nenhuma punição aos estudantes e professores de Franca! Pela democratização das universidades públicas!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Moção de Apoio da Executiva Nacional de Serviço Social

Viemos através desta moção trazer a público a posição da Executiva Nacional dos Estudantes de Serviço Social - ENESSO, com relação ao episódio ocorrido durante o Curso de Introdução à Vida Intelectual (CIVI), promovido na Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”. O referido curso, através da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais de Franca – promoveria o evento “Aspectos Fundamentais da Formação Cultural Brasileira” para o qual convidaram Dom Bertrand de Orleans e Bragança – ruralista e herdeiro da família real brasileira – e José Carlos Sepúlveda – jornalista e monarquista – representantes, respectivamente, da União Democrática Ruralista (UDR) e da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição Família e Propriedade (TFP). Nós, estudantes de Serviço Social, temos um compromisso ético-político com a construção de uma nova ordem societária, e portanto não podemos tolerar que a academia promova justamente o movimento contrário, de retrocesso e conservadorismo. A partir disso, viemos manifestar nosso apoio e solidariedade aos estudantes e professores que se colocam na resistência á esse avanço dos setores conservadores da sociedade na Universidade. Nos colocamos ainda, junto á esses estudantes e professores na sua luta, e reforçamos nosso repúdio aos defensores do ruralismo, e á criminalização dos movimentos sociais.

Executiva Nacional dos Estudantes de Serviço Social

ENESSO - Gestão Nenhum Passo Atrás!

Todo apoio aos estudantes da Unesp de Franca que expulsaram o “Príncipe”!

Moção de apoio do CDB-SINTUSP

Todo apoio aos estudantes da Unesp de Franca que expulsaram o “Príncipe”!

Nós do Conselho Diretor de Base dos Trabalhadores da USP, vimos por meio desta moção nos posicionar no mais veemente apoio ao ato realizado pelo movimento estudantil da UNESP de Franca que expulsou o monarca-ruralista Bertrand de Orleans e Bragança e o jornalista monarquista, representante da TFP, José Carlos Sepúlveda, da mesa de uma palestra organizada por um grupo coordenado pelo Diretor do Instituto, Fernando Fernandes.

Essas figuras são representantes da burguesia agrária que concentra as terras no Brasil, expulsando camponeses e exterminando trabalhadores sem-terras, quilombolas e indígenas. Como a questão da terra no Brasil está intimamente ligada à questão negra, e a sua concentração foi a principal respons
ável pela segregação racial, essas figuras também representam o mais podre do discurso elitista e racista. A TFP (Tradição, Família e Propriedade), a qual ambos são ligados, foi cúmplice da ditadura militar brasileira e tem em seu passado a tortura e a morte de milhares de trabalhadores e jovens que lutaram por liberdade. No seu presente, nada mudou, hoje se colocam abertamente contra os homossexuais, contra os direitos da mulher e pregam a violência doméstica.

É inadmissível que um ato que representa o eco do grito de resistência dos trabalhadores, dos camponeses, dos negros e indígenas assassinados nos campos sofra ameaça de punição. Sabemos que a Universidade Pública, hoje, é dirigida por iguais a Bertrand e Sepúlveda, tendo sua expressão máxima a Reitoria da USP dirigida por Grandino Rodas, figura exemplar da cumplicidade da Universidade com o regime ditatorial e com a ideologia reacionária e repressora. Pela luta que temos travado como parte da Comissão da Verdade da USP, para a punição dos militares e seus cúmplices civis da ditadura militar – muitos, hoje, encastelados nas Universidades Públicas –, nos colocamos contra qualquer repressão ao movimento estudantil de Franca!

Conselho Diretor de Base

Sindicato dos Trabalhadores da USP

São Paulo, 31 de agosto de 2012

Unesp Franca: Moção do Centro Acadêmico de Serviço Social UNESP/Franca

CARTA ABERTA

Nos dias 28 e 29 de agosto, o Curso de Introdução à Vida Intelectual (CIVI), - suposto grupo de estudos da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais de Franca – promoveria o evento “Aspectos Fundamentais da Formação Cultural Brasileira” para o qual convidaram Dom Bertrand de Orleans e Bragança – ruralista e herdeiro da família real brasileira – e José Carlos Sepúlveda – jornalista e monarquista – , representantes, respectivamente, da União Democrática Ruralista (UDR) e da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição Família e Propriedade (TFP).
A UDR é um grupo que organiza os latifundiários com o objetivo de preservar a propriedade privada, representando o que há de mais reacionário na burguesia agrária, expulsam os camponeses sem-terra, os índios e os quilombolas, como forma de impedir a reforma agrária, além de se colocarem claramente contra a PEC – 438/01, que criminaliza o trabalho escravo. A TFP é uma organização católica ultraconservadora que puxou a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, apoiou e fortaleceu o Golpe Militar de 1964, se mantendo ao lado da ditadura militar, que assassinou e torturou centenas de trabalhadores, camponeses e estudantes que se organizavam contra o regime. Atualmente está presente em vários países, combatendo veementemente o casamento entre homossexuais. São investigados por perseguirem os defensores dos direitos dos homossexuais e da descriminalização do aborto.
Diante disso, aproximadamente trinta estudantes indignados, representantes de entidades, organizações políticas e independentes se reuniram na semana anterior ao evento numa Frente Única anti-monarquista e anti-latifundiária, e organizaram um Ato-Debate concomitante ao evento, para discutir a criminalização dos movimentos sociais.
O Centro Acadêmico de Serviço Social da UNESP compôs a Frente Única por entender que as ações organizadas desses setores são um ataque à classe trabalhadora, ferindo os direitos humanos, os direitos de cidadania, a liberdade dos movimentos sociais, entre outros. De acordo com os princípios fundamentais do Código de Ética dos Assistentes Sociais, devemos nos posicionar a favor da equidade e da justiça social, com empenho na eliminação de todas as formas de preconceito, incentivando o respeito à diversidade e à participação dos grupos socialmente discriminados, lutando contra a discriminação por questões de inserção de classe social, etnia e orientação sexual, além de nos vincularmos ao processo de construção de uma nova ordem societária, sem dominação e exploração. (2011, p. 24 – 25).
O Ato-Debate ocorreu com a participação de estudantes, professores, e trabalhadores da cidade e um representante do MST somando-se aproximadamente 200 pessoas, que fizeram uma ampla discussão, denunciando as ações da UDR e da TFP e reivindicando a organizações dos movimentos sociais e dos trabalhadores. Ao final do debate, um estudante propôs que um texto fosse lido no local da palestra, apresentando o que os palestrantes representavam. Os estudantes revoltados com as provocações que os palestrantes fizeram, não permitiram que o evento ocorresse, numa ação espontânea – pois não foi tirada na Frente Única a questão da implosão do Evento. Os palestrantes não sofreram nenhum tipo de agressão física, e a palestra foi transferida para outra universidade da cidade.
No dia seguinte ao ocorrido, alguns alunos passaram pelas salas de aula distribuindo uma “Carta aberta à sociedade”, na qual apresentam a ação dos estudantes como um atentado à liberdade de expressão e recolhem assinaturas para pedir que a direção da UNESP – Franca apure os responsáveis pelo ato e tome medidas cabíveis em relação ao ocorrido. O Diretório Acadêmico convocou uma Assembleia Extraordinária no mesmo dia, onde 170 estudantes discutiram e deliberaram, entre outros, que o Movimento Estudantil não aceitará nenhuma repressão aos estudantes e professores envolvidos.
Diante disso, a “Gestão Nova Ação” do CASS “Rosa Luxemburgo” vem prestar total apoio aos estudantes e professores que participaram do Ato, manifestar nosso profundo repúdio a alunos que, por fora de Assembleias legítimas do Movimento Estudantil, estão buscando formas de reprimir os estudantes e professores que impediram a realização desse evento, e evidenciar que NÃO ACEITAREMOS NENHUMA FORMA DE REPRESSÃO AOS ESTUDANTES E PROFESSORES!
Assim, chamamos todas as entidades representativas do Movimento Estudantil de Serviço Social (MESS), do Movimento Estudantil em geral (ME), professores de Serviço Social, organizações políticas e a Executiva Nacional dos Estudantes de Serviço Social (ENESSO) a se posicionarem em relação ao ocorrido, com moções de apoio ao Movimento Estudantil da UNESP – Franca.
Terminamos por afirmar nosso compromisso com a classe trabalhadora e seus movimentos sociais, na luta por uma universidade popular livre de machismo, racismo e homofobia, de fato pública, democrática e a serviço dos trabalhadores!

Centro Acadêmico de Serviço Social “Rosa Luxemburgo” – Gestão “Nova Ação”

Franca: UNESP/Ourinhos Moção de apoio aos/as discentes de Franca.

Repudiamos qualquer possibilidade de repressão sobre os/as discentes que se manifestaram no dia 28 de Agosto na UNESP campus de Franca. Compreendemos que o ato realizado é absolutamente legítimo, além de ser necessário e fundamental para deixar claro para os "donos" dessa universidade que ainda há em seus/suas alunas o pensamento crítico, progressista, que combate o conservadorismo e suas práticas repressoras. O "príncipe" é porta-voz dos setores mais reacionários do país, coniventes e incentivadores da injustiça social, do latifúndio e suas mazelas, e da violência contra lutadores e lutadoras do campo e da cidade. 
Portanto apoiamos sobremaneira a manifestação promovida pelos/as discentes do campus de Franca que culminou no impedimento da fala do Dom Bertrand no local.

Discentes mobilizadxs da Unesp-Ourinhos.