Juventude às Ruas!

Fim do massacre ao povo palestino! Fim dos ataques do Estado de Israel à Faixa de Gaza! Palestina LIVRE!!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A realidade nos exige ser uma juventude revolucionária, combativa e classista


2° Plenária da Juventude às Ruas com ativistas da greve da USP 


Por Iuri Tonello e Ana Carolina Oliveira

Essa é a tarefa que ficou marcada para os mais de 100 estudantes que estiveram presentes na plenária impulsionada pela Juventude Às Ruas com os ativistas da greve da USP, no último domingo, 04/12. Nela estiveram presentes estudantes de São Paulo, da Unesp (Marília, Rio Claro e Franca), Campinas, PUC e USP; do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.


A partir das discussões e reflexões que se abriram com o conflito de importância nacional que teve na USP, em que os estudantes travaram uma forte e importante campanha pela retirada da PM do campus e pela defesa dos 73 presos políticos no conflito, discutiu-se as lições e perspectivas de como avançar na conformação e consolidação de uma juventude revolucionária que começa a se constituir a partir dos processos reais da luta de classes em que viemos intervindo, buscando atuar dentro das universidades e colégios e se ligar as principais greves, como no último período buscamos fazer apoiando os trabalhadores dos Correios, Bancários, Unicamp etc.



Da USP ao Chile: as intervenções de abertura da plenária!




Nesse sentido, a plenária expressou desde suas intervenções iniciais a experiência da USP a luz da discussão sobre as lições da intervenção nesse processo: Gui, estudante independente da USP, partiu de detalhar os processos que ocorreram durante o conflito no último período, colocando a importância da auto-organização a partir do comando de greve com delegados revogáveis tirados nas assembleias de curso, que tem levado a uma experiência concreta de organização do movimento pela base, ressaltando ainda os entraves que tanto PSOL como PSTU estão colocando em relação a esta política de auto-organização; Caio, estudante independente da USP, relacionou a questão dos conflitos contra a entrada da PM no campus à discussão nacional, em que a polícia atua como agente da repressão estrutural num país dito “Brasil potência”, mas montado na precarização do trabalho e na pobreza urbana. Assim, partiu-se de questionar a polícia no campus para o questionamento do papel da repressão no país inteiro, sendo a mesma polícia que está reprimindo e assassinando a juventude, militarizando a pobreza com ocupações e intervenções militares nos, morros, favelas e periferias. Ainda tivemos a intervenção de Aline, que a partir da discussão da USP, colocou a experiência que tiveram na construção da Chapa Cícera, que leva o nome de uma moradora da favela São Remo, negra e pobre assassinada pela polícia e em sua memória a importância de se construir entidades militantes, que se coloquem na perspectiva de ser a voz das milhares de Cíceras dentro e fora das universidades.


Na abertura, contamos com a presença também para compor a mesa da companheira Bárbara Brito, militante do Partido de los Trabajadores Revolucionários (PTR -organização irmã da LER-QI no Chile). A intervenção de Bárbara se pautou diretamente no debate a partir da rica experiência do movimento estudantil chileno, no qual centenas de milhares de estudantes saíram às ruas para lutar por educação gratuita para todos. A partir da luta chilena, Barbara frisou importantes lições: a primeira é de que a discussão e o combate pela auto-organização foi uma experiência importante para estudantes chilenos (que chegaram a ocupar mais de 600 colégios durante o conflito), podendo tirar lições e fazer experiências concretas de auto-gestão, como o Colégio A-90[1]; Bárbara Brito também relacionou essa questão com a necessidade de se combater a burocracia estudantil (que impede a auto-organização dos estudantes e a expressão da base dentro do movimento) e a necessidade de levar a luta do questionamento da privatização da educação contra os monopólios educacionais e empresários capitalistas que se utilizam da educação para aumentar cada vez mais seus lucros. Que para a juventude levar essa luta até a vitória era necessário se ligar aos trabalhadores, numa forte aliança operário-estudantil para vencer os capitalistas e a privatização da educação.


A parte inicial finalizou-se com a intervenção de Bruno Gilga, militante da LER-QI, que relacionando as lições do processo chileno com as diversas experiências que a juventude vem protagonizando no âmbito internacional, permitiu demonstrar como a luta dos estudantes da USP deve nos aparecer como uma escola de guerra para a construção de uma juventude revolucionária de milhares de jovens, que aprendam com os processos internacionais, intervenha de modo internacionalista nesses processos contribuindo com o avanço das lutas da juventude nos diversos países e possam protagonizar de modo cada vez mais intenso aqui no Brasil um questionamento profundo a universidade de classe, a burocracia acadêmica, ao filtro social que permeia as universidades - vestibular, aos gigantescos monopólios da educação no Brasil e, baseados no processo vigente, ao profundo questionamento dos aparelhos estatais de repressão, como a polícia militar, que vem reprimindo os ativistas e movimentos sociais. “Devemos construir uma juventude revolucionária de milhares, nacionalmente, a partir da fusão com os melhores setores de lutadores que surjam nos processos de mobilização”, reafirmava Gilga.

Aliança com setores do ME nacional, internacional e com trabalhadores!


A plenária também contou com importantes saudações: A companheira Camila, da Universidade Federal de Maringá, contou sobre o processo de ocupação naquela universidade parte de um cenário de ocupações e greves nas universidades pelo país inteiro, da luta que travaram e das lições para a necessidade da unificação do ME nacionalmente nas lutas. Também tivemos importantíssimas saudações de companheiros dos metroviários (que trouxeram a solidariedade à luta da USP, a partir da disputa na categoria em criar um comitê de solidariedade e pela retirada dos inquéritos policiais dos 73 presos políticos); contou também com saudação de companheiros bancários, da agência 7 de Abril, a qual contou com a solidariedade ativa da Juventude Às Ruas nos piquetes e ato na importante greve que tiverem este ano; teve ainda presença e saudação de Marcelo Pablito, diretor do Sintusp, que interviu colocando questões estratégicas de como forjar um sindicalismo realmente revolucionário e, nesse sentido, como enxergar o papel estratégico da juventude e a da aliança operário-estudantil na perspectiva de levar os processos e mobilizações a vitória.. 


A plenária contou também com saudações internacionais da juventude do Partido de los Trabajadores Socialistas - de companheiros também processados por sua aliança com os trabalhadores no conflito da fábrica Kraft, de 2009 - e também a saudação da Liga de Trabajadores por el Socialismo (organizações da Argentina e do México, respectivamente, ambas organizações irmãs da LER-QI), na perspectiva da integração das juventudes desses países na conformação de um movimento estudantil internacionalista.


Com muitas intervenções do plenário, abriu-se um vivo debate das lições da USP, e de todas as universidades presentes. Entramos também em discussões sobre outros processos abertos, como a greve de trabalhadores da UNICAMP, apoiado especialmente pelos estudantes do IFCH-Unicamp e processos de luta como o da moradia de Franca por permanência estudantil e de como a luta contra a polícia é um exemplo do que temos que construir no Rio de Janeiro.


A luta pela retirada dos processos contra os 73 presos políticos da USP, tomou parte em varias intervenções, ressaltando a importância da centralidade deste eixo em um momento onde assistimos uma investida contra o conjunto dos movimentos sociais em todo território nacional. Nesta linha, coube a denúncia a política  do PSOL e PSTU que seguem a dar nenhum peso para esta campanha, tentando desviar o debate para a questão da segurança do campus, caindo em um debate corporativo, sem questionar as raízes da repressão estatal e o papel que cumpre diariamente a PM no extermínio da juventude negra e pobre das periferias, morros e favelas.


Entre os diversos debates, chamamos a atenção para a rica discussão na plenária acerca da reivindicação do marxismo na conformação da juventude: com bastante debate, a plenária expressou diversos setores interessados em ligar as discussões sobre teoria revolucionária com os processos concretos de atuação. 


Nesse sentido, votamos a construção de um seminário de férias com o objetivo de levar adiante e aprofundar as discussões que se abriram sobre o marxismo e outras tradições teóricas do movimento operário. As lições que se pode tirar dos grandes processos revolucionários do século XX são uma condição para preparar uma juventude revolucionária à altura dos desafios do nosso tempo, e nessa perspectiva pretendemos aprofundar os debates sobre teoria revolucionária da plenária.

Uma juventude com uma estratégia revolucionária em meio a crise capitalista!

Fica cada vez mais clara a necessidade de superarmos, a partir dos processos em curso, a velha lógica de construção das burocracias de juventudes voltadas para eleições e aparatos: é necessário que construamos uma juventude que rompa com a conciliação e a passividade, construindo luta pelo questionamento da universidade de classe, elitista e racista, aprofundando o conteúdo estratégico da auto-organização e da luta contra a burocracia: isso se expressa de modo muito concreto na continuidade da luta na USP pela retirada da PM do campus e a retirada dos inquéritos contra os presos políticos, além dos diversos processos contra ativistas que vem sendo perseguidos pela reitoria, aprofundando o comando de greve e preparando uma forte juventude revolucionária para atuar desde as calouradas nas universidades e colégios no início de 2012.

Nos marcos da crise econômica internacional e na ofensiva de ataques da burguesia para fazer com que a classe trabalhadora e a juventude paguem pela crise, queremos ser parte viva e linha de frente da juventude estudantil e proletária que se espelha nos exemplos mais avançados internacionalmente, como dos estudantes chilenos e que se prepara para fazer diferença na luta de classes ao lado dos trabalhadores.


A experiência nos processos iniciais de luta de classes, a partir da forte discussão em base a luta contra a PM na USP, nos leva a tarefa de criar uma juventude que relacione cada luta parcial sua numa perspectiva anticapitalista, pois sabemos que o capitalismo numa crise histórica não pode fornecer mais que miséria, pobreza e exploração. A juventude anseia pelo seu futuro: está realidade nos impõe nos forjarmos como uma juventude classista, combativa, internacionalista e revolucionária e queremos também aqui no Brasil, assim como no Chile, conformar uma “Juventude que vai por tudo”!

Chamamos a todxs a conhecer e construir a Juventude Às Ruas!



quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Seminário da Teoria da Revolução Permanente – Neste fim de semana na UNESP-Marília!



Durante os dois primeiros meses de 1917, a Rússia ainda era uma monarquia Romanov. Oito meses depois, os bolcheviques se apoderaram do leme. Eles eram pouco conhecidos de todos quando o ano começou e seus líderes ainda estavam sob a acusação de traição ao Estado quando chegaram ao poder. Não encontraremos nenhuma outra virada tão brusca na história – especialmente se lembrarmos que ela envolve uma nação de 150 milhões de pessoas. Está claro que os eventos de 1917, sob qualquer ângulo, merecem estudo


(Trotsky – Prefácio a História da Revolução Russa)


  
Resgatar a história das revoluções é necessário. Nesses momentos tão decisivos da luta de classes, onde se coloca em jogo toda a organização da sociedade por um período indefinido de tempo, os agrupamentos políticos - como representantes das classes sociais em luta – tem que mostrar seus objetivos e seus projetos, e com a ponta da baioneta, seus adversários. Nesses momentos, também, as classes dominantes “se vestem de vermelho” tentando fazer transparecer os seus objetivos como idênticos aos dos trabalhadores e do conjunto dos oprimidos.   

No decorrer destes processos, porém, como já assinalava Marx - nas suas análises das Revoluções de 1848 - o conteúdo da política dos grupos dominantes, se mostra muito aquém das fraseologias, reprimindo e sufocando qualquer tentativa independente dos trabalhadores, para que estes pudessem ao fim, concentrarem todo poder político em suas mãos para acabar com a propriedade privada, o Estado e a sociedade de classes. Estes momentos nos mostram os limites de todas as influências das frações ligadas à classe dominante no movimento operário, e nos arma a combatê-los nas suas diversas formas de ressurgimento e manutenção.  

É partindo desta reflexão que realizaremos em Marília o Seminário da Teoria da Revolução Permanente que tem como objetivo discutir o seu processo de construção, desde sua primeira formulação no ínterim da Revolução de 1905, sua confirmação na Revolução de 1917 e sua posterior generalização para os países coloniais e semi-coloniais na década de 1930, em meio a luta contra a burocratização do Estado operário dentro do partido bolchevique e da III internacional.  

É de se notar que, a discussão sobre a Teoria da Revolução Permanente, tenta apreender, a partir das revoluções do século XX, a dinâmica que existe nesses processos e que são exteriores as vontades dos sujeitos em luta. Buscar leis objetivas nos processos revolucionários pode arrepiar a cabeça do intelectual da pós-modernidade. O mesmo que dizia que as revoluções e até mesmo a história acabaram e até pouco tempo atrás buscava ar de serenidade para afirmar que os trabalhadores deixaram de existir.   

Muito longe de uma discussão que não respeita as particularidades históricas, sabemos que as polêmicas, discussões e resoluções que a classe operária encontrou na sua luta contra a opressão do capital, não podem se perder na história e que, portanto, o resgate dos processos e de sua dinâmica não pode estar desligado do esclarecimento estratégico dos processos atuais e sua conseqüente realização em prática política.  

Mas não pretendemos nos alongar aqui na polêmica com os representantes da modernidade líquida. O ano de 2011 já colocou por terra as mirabolantes teorizações construídas nas últimas décadas. Egito, Tunísia, Europa. Primavera Árabe, Indignados, Occupy Wall Street.. Estes novos processos, em poucos meses, golpearam de morte a perspectiva de fim da história, invalidando rios de tinta e saliva dos legitimadores da ordem capitalista.
De outro lado, uma lição já pode e deve ser tirada desses primeiros momentos de rebelião: não é suficiente a combatividade e abnegação dos trabalhadores e da juventude em luta, mas é condição vital pra vitória uma estratégia e um programa correto. Só os trabalhadores em aliança com os setores oprimidos da população podem dar uma saída concreta de superação das mazelas do capitalismo e de sua crise. Para isso é necessário ter clareza, apoiado nas experiências históricas, da necessidade de se construir uma direção revolucionária em nível nacional e internacional. Resgatar o legado teórico de Trotsky se torna ainda mais necessário neste momento. Seu pensamento foi alvo das maiores perseguições e falsificações da história. O stalinismo, cumprindo o papel servil da classe dominante, se encarregou de tentar apagar a história da luta da classe trabalhadora e do conjunto dos explorados, sujando a bandeira do marxismo, da Revolução de Outubro e do partido de Lênin. 

Convidamos todas/os a participarem deste seminário, onde discutiremos o pensamento revolucionário de Trotsky, aprofundando os grandes debates estratégicos que se tornarão cada vez mais vivos e necessários para os grandes desafios que se aproximam!
Neste Sábado (10/12) e Domingo (11/12) às 10h na FFC!

LER- QI - MARÍLIA

ESTUDANTES FAZEM ATO EM FRANCA CONTRA O AUMENTO DA PASSAGEM



Em Franca comono mundo, a juventude volta a se rebelar!


           
            No Egito, a juventude que atende por "soldados daPraça Tahrir" toma novamente as praças para expulsar os militares queseguem atacando as condições de vida do povo, no Chile a juventude "semmedo" continua nas ruas exigindo o fim do ensino privado e a universidadepublica para todos, no inicio do ano, nas capitais do Brasil, a juventuderoubou a cena das 1as paginas dos jornais na "revolta dobuzú/2011" contra o aumento das passagens. E agora, em Franca, a juventude desperta para protestar contra os abusivos valores da empresa São José e sua política, em parceria com o prefeito Sidney Rocha (PSDB), de precarização da vida dosjovens e dos trabalhadores.

                A nossa geração aprendeu que os patrões, os politicos e a midia estão JUNTOS! e que deles nãopodemos esperar nada alem de mais ataques e mentiras, e que por isso, cabe anós, jovens, tomarmos as ruas enquanto trabalhadores e estudantes - principaisinteressados e mais afetados com as politicas de sucateamento e privatizaçãodos transportes implementado pelos empresários, patrões e o govenro - paragarantirmos um transportecoletivo que seja publico, gratuito e estatizado sob controle dos usuários edos trabalhadores.

                Essa não é uma luta facil e por isso precisamos ter,desde já, politicas que ampliem omovimento para que chegue principalmente aos trabalhadores e ao setor maisprecarizado da juventude que são os quemais sofrem com os altos preços e a má qualidade do transporte coletivo.Transporte esse que é fundamental para que as pessoas possam se locomoveraté o trabalho, aos hospitais e postos de saúde, as escolas e universidades,aos centros de cultura e lazer e para ter acesso a outros locais e serviçosnecessários para a mínima reprodução da vida. Precisamos desde já conformarcomitês de base em cada local de trabalho e estudo que se articulem em umComitê de Mobilização, para que possamos assim ter tambem uma organizaçãoindependente que faça com que a população e os trabalhadores sejam os própriossujeitos políticos dessa importante luta.

                A luta em defesa de umtransporte publico, gratuito e garantido pelo Estado sob controle dos usuáriose trabalhadores é parte da luta contra a precarização da vida como um todo: aspéssimas condições do sistema de saúde; o caos do atual sistema de educação e onão acesso da maioria da população ao ensino superior público; a falta depolíticas de obras públicas que garantam moradia adequada e que apresentem umasolução para as tragédias causadas pelas constantes enchentes edesmoronamentos, ao mesmo tempo em que garantam empregos efetivos à população;a alta sistemática do preço dos alimentos e dos bens de consumo em geral; osirrisórios reajustes salariais dados aos trabalhadores enquanto osparlamentares aumentam seus próprios salários em mais de 60%; a permanenterepressão policial ao povo negro e aos moradores das periferias. Somentea aliança entre estudantes, trabalhadores e as parcelas mais precarizadas dapopulação em luta por melhores condições de vida pode fazer frente à ganânciapor lucros dos grandes monopólios do transporte, como a empresa São José.

                Nessaluta, os patrões da São José e o governo Sidney Rocha utilizarão de todos osmeios possiveis para calar a juventude, passando desde a mídia para caluniar e criminalizar até apolicia militar para reprimir - como quase se deu no ultimo ato. É essa a forma deresposta que os governos e patrões sabem dar aos que lutam pela grantia dos direitos mais básicos da população, como o da livremobilidade! É com essa politica que agem contra o MST e estão agindo contra osestudantes da USP que estão em greve há 3 semanas questionando o papel repressor que a policia militar cumpre tanto nasuniversidades quanto nas periferias e sobre a juventude e os trabalhadores e tendo que se enfrentar com as mentiras da mídia quetenta a todo o custo falsificar o verdadeiro motivo da luta dos estudantes.

                É para lutar contra essa repressão desde já que setorna uma tarefa fundamental para todos os movimentos que se enfrentam com aspoliticas dos governos e patrões de precarização da vida, a luta contra acriminalização dos movimentos sociais e a defesa incondicional dos seuslutadores. Hoje temos na USP 73 presos politicos do Alckimin, governo doEstado (PSDB). 73 jovens que estiveram na linha de frente na luta pelopasse-livre no inicio desse ano e que estão diariamente combatendo desde dentroda USP pelo fim do vestibular para que toda a juventude possa cursar o ensinosuperior público e gratuito! 

-Passe Livre JÁ para todos os estudantes e Desempregados!

-Estatização das empresas privadas do transporte público, sob controle dostrabalhadores e usuários! Passe Livre para todos!

-Abaixo a repressão da PM de Alckmin e Sidney Rocha aos estudantes,trabalhadores e toda  a população queluta por melhores condições de vida! Pelo fim dos inquéritos aos 73 presospoliticos da USP!

-Formar um comitê aberto às entidades estudantis, sindicatos, movimentospopulares, associações de bairro e organizações de esquerda, parademocraticamente levar a frente esta jornada e derrubar o  aumento!


“Cadê o busão, ‘tá’ muito caro, se tudo aumenta então aumenta o meusalário”

“Trabalho, estudo, dou duro o dia inteiro, o prefeito anda de carro eainda rouba o meu dinheiro”

“E fora Sidney daqui, junto da Dilma privatista, garantem com a São José,a precarização da vida”

“Sidney Rocha, seu picareta, se não estatiza a gente pula a roleta”

“Chega de aumento pra deputado, e para o povo só onibus lotado”

“Do passe-livre não abro mão, ele garante o meu ganha-pão”

“Passagem não é esmola, a filha do prefeito vai de carro pra escola”

“Onibus lotado, falta de moradia, eu pago a passagem e quem lucra é aburguesia”

“Ãão, estatizar o busão, estatizar o busão, estatizar o busã-ãão”



sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Lutar contra o governo de Roseana Sarney junto aos trabalhadores e não com a polícia!



Em nota de 25/11 a ANEL-MA manifestou seu apoio e solidariedade aos policiais e bombeiros do Maranhão dizendo que “O aumento salarial de 30% e melhorias na condições de trabalho são mais que necessárias para que possam fazer o seu trabalho de proteção à população maranhense”. Como foi no caso do motim dos bombeiros no RJ, a direção majoritária da ANEL mais uma vez apoia reivindicações que só servem para fortalecer o aparato repressivo do Estado.

Agora o debate aparece novamente, só que pior ainda. Para além de achar que se aliar aos bombeiros e policiais é o meio para combater o governo de Roseana Sarney, o faz em torno de uma profunda adaptação ao senso comum colocando a polícia como protetora da população.

Embora para os marxistas o Estado, por meio do seu aparato repressivo , seja um instrumento de dominação de uma classe sobre a outra, não precisa ser marxista para saber que o papel da polícia não é de segurança e nem proteção. Como comprovam os moradores do município de Bequimão- MA, que no ínicio desse mês quando lutavam pela reconstrução da ponte do Balandro, foram duramente reprimidos pela polícia e os bombeiros com seus helicópteros, bombas de gás lacrimogêneo e jatos d’agua. (http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=mMvDdP4A440).

Os trabalhadores e a população do Maranhão sofrem com a repressão policial desde a época da “Balaiada” (revolta popular e de escravos frente a miséria promovida pela crise do algodão duramente reprimida pela Guarda Nacional no período regencial) até os tempos atuais de dominação da “oligarquia Sarney”. Foram centenas de greves reprimidas e milhares de assassinatos no campo. Um verdadeiro massacre ao povo indígena e aos quilombolas. A polícia do Maranhão é a mesma polícia que no RJ o governo Dilma e Cabral utilizam para a militarização dos bairros e favelas, promovendo um genocídio a juventude negra. A mesma polícia que em Rondônia prende estudantes e professores em greve. E que na USP sitia o campus, prende lutadores e está a serviço de um projeto elitista e privatista de universidade.

Ao defender o aumento salarial e melhor condição de trabalho para as forças repressivas, a direção majoritária da ANEL se soma a oposição burguesa do Maranhão como o ex governador e prefeito de São Luis João Castelo (PSDB), a ex-secretaria de segurança Eurídice Vidigal, e nacionalmente fortalece políticos como Bolsonaro que estão na linha de frente para aprovação da PEC 300 no Congresso Nacional.  
Os estudantes só têm uma alternativa para lutar contra o Governo de Roseana Sarney e é a partir da aliança com os reais trabalhadores e o conjunto da população pobre, e não com os órgãos repressores do Estado que farão de tudo para desarma-los em qualquer tipo de resistência.

 Nesse sentido, felizmente a posição da ANEL-MA não é consenso dentro da Entidade. Na USP aonde milhares de estudantes estão em greve contra a presença da PM no campus quem diz que a PM está para proteger é a Reitoria, o governo Alckmin, a Veja e Reinaldo Azevedo, justamente para esconder o caráter de repressão ao movimento estudantil e os trabalhadores. Será que é diferente no Maranhão? Provavelmente não, a única diferença está no PSTU que em São Paulo diz lutar contra a PM, porém no Maranhão defende “as melhores condições de trabalho” para repressão com o argumento de garantir  segurança para a população.

Nós da Juventude às Ruas que construímos a ANEL não nos solidarizamos com a greve dos policiais e bombeiros no Maranhão, porque consideramos que os estudantes brasileiros devem seguir o exemplo dos jovens que em Tahir organizam milícias de auto defesa no processo revolucionário egícpcio contra a junta militar, e dos encapuzados do Chile que se enfrentam com a polícia na defesa da educação pública. Assim como não é possível democratizar o capitalismo, também não é a sua polícia, por isso defendemos a dissolução de todo os órgãos repressores do Estado. Exigimos que a Executiva Nacional se reúna e publique nossa posição nos materiais e site da Entidade, já que a ANEL deve ser uma instrumento de frente única dos estudantes possibilitando a maior forma de democracia interna e não sendo apenas um aparato difusor da política do PSTU.  

Felipe Campos- Membro da Executiva Nacional da ANEL pela Juventude As Ruas (LER-QI + Independentes)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

::neste domingo:: Plenária aberta Juventude Às Ruas e Ativistas da greve da USP!




A luta contra a PM na USP, que bem como as dezenas de processos a estudantes, trabalhadores e diretores do Sintusp tem como objetivo reprimir os que resistem ao aprofundamento de um projeto elitista e privatista de universidade, abriu um debate nacional, pois ataca uma política central do estado: a repressão policial aos que lutam, ao povo pobre nos bairros e favelas, o verdadeiro genocídio estatal da juventude negra, tudo a serviço do projeto de um grande Brasil da Copa e das Olimpíadas sustentado na miséria e no trabalho precário.

O desenvolvimento dessa luta está ligado à defesa intransigente dos nossos próprios companheiros perseguidos, e ao aprofundamento da auto-organização dos estudantes. A punição aos 73 presos políticos da USP é a via pela qual a reitoria e o governo querem impor uma dura derrota aos estudantes, que os desorganize e interrompa a luta em curso, e ao mesmo tempo impor uma correlação que lhes permita avançar na repressão: se os estudantes da USP podem ser presos e criminalizados por se manifestar, o que não se dirá dos diretores do Sintusp ameaçados de demissão, dos moradores do CRUSP perseguidos, e mesmo fora da USP, dos sem-teto que ocupam prédios no centro, os sem-terra no campo, os trabalhadores em greve, etc. Para seguir a luta, ao mesmo tempo, é fundamental aprofundar ainda mais a experiência mais avançada de auto-organização estudantil que tivemos na USP em muitos anos. A constituição do comando de greve composto por delegados eleitos nas assembleias de curso, mandatados por suas discussões, e revogáveis, é um exemplo de democracia do movimento, que ainda precisa ser aprofundado, mas desde já deve ser mantido, para preservar a organização dos setores mobilizados e seguir a luta.

Esses debates sobre a a USP tratam não somente da luta pela transformação da universidade, mas da luta, em aliança com os trabalhadores, contra a repressão estrutural no país, a semiescravidão que o sustenta com o trabalho precário e a terceirização, e os ataques aos direitos dos trabalhadores e da juventude com que o governo e a burguesia se preparam para o avanço da crise internacional no país.

A juventude tem um papel histórico a cumprir aí, como demonstram não somente grandes exemplos da luta de classes ao longo do século XX, mas as grandes mobilizações e processos convulsivos que atravessam o mundo ao longo desse ano. Seja no Egito, onde vemos um segundo capitulo de um processo revolucionário decisivo, que se abriu no início do ano contra os efeitos da crise nas condições de vida da população, derrubou o ditador Mubarak, e agora se enfrenta com o governo militar que o substituiu e sua repressão assassina; seja no Chile, com milhões de estudantes se enfrentando com a repressão policial do regime herdeiro de Pinochet, na luta por educação gratuita já; seja nos EUA, com dezenas de ocupações questionando a onipotência do capital e dos investidores sobre o destino da grande maioria da população; o que vemos é o desenvolvimento de uma nova etapa histórica, uma situação internacional convulsiva, que tem de fundo uma crise histórica do capitalismo, e diante dela a juventude demonstrando que pode cumprir um papel decisivo!

E nós somos parte disso! Nos sentimos parte da juventude conhecida em todo mundo como "soldados da praça Tahir", somos parte de uma mesma juventude que no Estado Espanhol luta para que o movimento dos indignados se ligue à classe trabalhadora e enfrente consequentemente o Estado herdeiro da ditadura franquista, somos irmãos da juventude chilena que luta para levar até o final o combate pela educação gratuita pra todos já, contra a política da burocracia estudantil que quer desviar o movimento para uma negociação por migalhas no parlamento, nos sentimos parte da juventude que nos Estados Unidos questiona o lucro dos banqueiros e resiste à repressão do Estado, estamos ao lado dos estudantes na Colômbia que resistem às reformas educacionais neoliberais do governo Santos, da luta dos estudantes e trabalhadores da UPEA na Bolívia, pela universidade pública, gratuita e de qualidade para todos, que está se enfrentando neste momento contra a repressão desferida por Evo Morales, estamos juntos à juventude grega que se enfrenta com a polícia para impedir que a crise seja descarregada nas costas dos trabalhadores e do povo!

Chamamos a debater conosco esses processos de luta e a situação nacional e internacional, como parte da grande tarefa de forjarmos uma juventude revolucionária com centenas de estudantes e trabalhadores que, a partir das lições de cada luta, como a da USP, e também desses processos, se prepare para, também aqui, cumprir um papel decisivo diante do desenvolvimento da crise e dessa nova situação internacional!


:: Participe da plenária aberta::
Juventude Às Ruas
e ativistas da greve da USP

Com a presença de Bárbara Brito
delegada da faculdade de Filosofia e Letras da Universidade do Chile

neste domingo às 10h
no SINSPREV
[Rua Antonio de Godoy 88, Centro/SP]



>>> Anulação já dos inquéritos aos 73 presos por lutar na USP!

>>> Fora PM das USP, dos bairros, periferias e favelas!

>>> No Chile, no Egito, nos EUA, na Colômbia: a juventude se levanta! 

>>> Tirar as lições de cada luta para pôr de pé uma juventude revolucionária
e que os capitalistas paguem sua crise!


Juventude Às Ruas!
LER-QI + INDEPENDENTES


terça-feira, 29 de novembro de 2011

ATO-DEBATE: Em defesa dos 73 presos políticos da USP! Pela retirada de todos os processos a estudantes e trabalhadores! Sábado, dia 03/12 às 14h no TEATRO COLETIVO, São Paulo.

No dia 08/11, o governo do Estado de São Paulo e a Reitoria da USP foram responsáveis pela prisão ilegal e arbitrária de 73 ativistas do movimento estudantil e sindical que protestavam pela retirada da Polícia Militar da USP, a anulação do convênio entre a USP e a Polícia Militar assinado em setembro de 2011 entre o reitor Rodas e o governo Alckmin, e o fim dos processos administrativos e judiciais contra ativistas do movimento estudantil e sindical da universidade. Concordando-se, ou não, com o método de luta utilizado ou com o mérito da causa defendida, o fato é que o indiciamento dos manifestantes, ainda mais considerando a força policial totalmente desproporcional que foi utilizada, representa uma forma de criminalização da política, uma repressão aos movimentos sociais, um atentado à democracia e uma agressão aos Direitos Humanos, visto que a Declaração Universal, de 1948, garante a liberdade de opinião e de expressão (art. 19), preconizando que cumpre ao Estado de Direito respeitar o exercício da ação política de natureza reivindicatória, "para que o homem não seja compelido, como último recurso, à rebelião contra a tirania e a opressão".

Chamamos todos aqueles que são contrários à criminalização dos 73 presos políticos da USP e que defendem a anulação dos inquéritos policiais e a retirada de todos os processos a estudantes e trabalhadores, a participarem do ato público, como parte de uma campanha nacional contra a criminalização dos lutadores sociais.

Sábado 03/12 às 14h

Local: TEATRO COLETIVO
 R. Consolação 1623 - sala 1 (em frente ao Cemitério da Consolação)

DEBATEDORES*

- Francisco de Oliveira
- Jorge Grespan
- Jorge Luiz Souto Maior
- Luiz Renato Martins
Professores da USP

- Rafael Alves
Estudante processado e preso político
- Mafê
Estudante processada da Ocupação de 2007

- Claudionor Brandão
Demitido Político
- Aníbal Cavali
Processado
Diretores do Sindicato de Trabalhadores da USP

*Movimentos sociais e outros debatedores ainda a confirmar.

Nossas convicções e nossas polêmicas - para debate de chapas no CACH - Unicamp


por Biro Fardin - militante da Juventude ÀS Ruas - Campinas

     Passamos hoje por um processo eleitoral em meio a importes lutas em curso, e felicitamos o fato das três chapas que estão concorrendo para o CACH estarem participando destes conflitos. Este cenário para nós é muito rico, pois possibilita um debate vivo e sincero entre as chapas neste momento onde os estudantes deverão escolher quais serão as prioridades do movimento estudantil do IFCH para o próximo ano, e como este deverá se posicionar frente aos próximos processos de luta. É neste sentido que gostaríamos de aqui deixar claro nossas diferenças com nossos concorrentes que apresentam programas e concepções distintas para o movimento estudantil e para o CA.



    Com os companheiros da chapa “Para Além dos Muros”, composta integralmente por militantes do PSTU, nossas principais diferenças estão contidas centralmente em como encaramos o programa político e sua prática política com o movimento. Este grupo teve durante todo o ano, e ainda tem apostado todas suas fichas na campanha dos “10% do PIB para educação”. Esta campanha superestrutural sobrevoou através do discurso por sobre todos os processos de luta para finalmente aterrissar ao final do ano na forma de um plebiscito. Uma campanha que, munida de um discurso de “evitar lutas reais agora para fazer uma muito maior no futuro”, em nada ajudou para unificar as diversas lutas que aconteciam nacionalmente, travadas por estudantes e trabalhadores, e muito menos para levá-las à vitória. Serviu apenas para encher urnas, o que, em um futuro longínquo irá garantir, quem sabe, boas eleições para os partidos envolvidos na campanha (PSTU e PSOL), sem questionar minimamente os aspectos mais reacionários do projeto de educação elitista e racista vigente em nosso país.
    Somos sim a favor de mais financiamento para educação pública, mas, ao contrário do que esta campanha ofereceu ao movimento, nossa prioridade é com os processos de luta em curso (greve dos funcionários da Unicamp e greve geral dos estudantes da USP), intervindo nestes para que sejam vitoriosos e para que seus sujeitos saiam mais fortalecidos para os próximos conflitos, nos armando com um programa claro que questiona as entranhas do projeto de universidade e o conjunto da educação atual.
    Esta chapa também vem criticando nossa concepção de entidade, uma entidade que milite dentro e fora da universidade. Na realidade esta divergência tem sido alimentada por verem um antagonismo entre mobilizar-se e mobilizar os estudantes, entre participar ativamente das lutas e “passar em salas de aula para dialogar”. Nós não vemos desta maneira, e não nos ausentamos de ambas as tarefas. Pelo contrário. Nossos esforços serão sempre de ligar a base dos estudantes a todos os processos de mobilização e de organização do movimento estudantil, e a todos os processos de luta, dentro e fora da universidade. Esta concepção de adaptação ao imobilismo, que propõe objetivos para as lutas de mudanças puramente cosméticas, faz com que hoje, em meio à brutal repressão na USP, que fez 73 presos políticos sofrendo inquéritos e punições, ao invés desta chapa defender ferrenhamente estes militantes, aliado a uma luta principista contra a policia no campus, acata as pressões do senso comum de desvio da questão essencial (papel da polícia) para palpitar sobre alternativas de segurança para uma universidade de elite cuja estrutura está voltada, com a polícia como com a “guarda” a neutralizar o ativismo operário-estudantil (algo como uma combinação entre o “condomínio fechado da universidade” com uma “guarda comunitária” que dispense a polícia, nunca acertando o central do debate que é: não separar os efetivos da guarda de quem as comanda).
    Já com os integrantes da chapa “Intergaláticos, Uni-vos!” nossas diferenças ganham bastante contraste na concepção de entidade e na importância com que vemos o programa. Embora os integrantes desta chapa estejam, majoritariamente, atuando ativamente na greve numa perspectiva bastante combativa, parecem não dar importância para um programa político que se enfrente frontalmente com o elitismo, a exploração e as opressões presentes em nossa universidade, assim como fora dela, como elemento constitutivo de uma chapa para o CA. Acabam, com “propostas prático-programáticas”, confundindo programa político com formas de gerenciar o CA. Deslocando o debate orientador do movimento estudantil, “precisamos ser vitoriosos em nossas lutas!”, para um debate sobre “como aproximar os estudantes do CACH” sem apresentar-lhes uma proposta política pela positiva. Embora esta chapa tenha superado a atual gestão do CACH, “Independência ou Marte”, no momento em que parte de uma análise política e crítica do projeto de universidade atual, acaba reproduzindo os mesmos erros desta gestão, onde mobilizar os estudantes e “para o que” mobilizá-los se tornaram momentos distintos, e o resultado é que não só o conteúdo político da intervenção da entidade se enfraqueceu como o princípio de mobilizar mais estudantes e criar novos espaços também não é atingido, fazendo com que uma das chapas eleitas com maior número de apoiadores fosse a de menos membros ativos durante o ano, permanecendo distante das lutas dentro e fora da universidade, como a ocupação da administração da moradia, o comitê contra os estupros, a greve das trabalhadoras terceirizadas da USP e da Unicamp, greve dos trabalhadores dos correios e dos bancários. Esta ausência, que se expandiu inclusive para boa parte dos estudantes mais ativos do IFCH, se deu fundamentalmente por não terem um programa político e uma proposta clara de prioridades de que luta levar a diante. O fato de não atestarem programaticamente a centralidade da unidade de atuação com os trabalhadores, mesmo que involuntariamente, revela o não-reconhecimento de sua importância.
    A partir da concepção de programa que está vinculada com o papel que um centro acadêmico deve cumprir também nos diferenciamos. Partimos de que a universidade surge das entranhas de uma sociedade dividida em classes, entre explorados e exploradores, oprimidos e opressores. Neste sentido, mais do que aproximar os estudantes combativos, que vêem no CACH uma oportunidade de se organizarem e serem sujeitos dentro da universidade, é também tarefa deste se posicionar claramente diante dos interesses inconciliáveis de tais classes. Por isso para nós o programa de um chapa deve ser claro e ponto de partida. Nós da chapa Nosso Canto é Navalha temos em nosso programa a defesa intransigente dos trabalhadores (os construtores e preservadores da universidade), a aliança operário-estudantil, o resgate da tradição militante da entidade (que esteja voltada para a luta, e proponha discussões amplas com os estudantes e setores ativos), a defesa da radical democratização do acesso e da derrubada da estrutura de poder da universidade, pois achamos que a futura gestão do CACH deve se posicionar ao lado de todos os explorados e oprimidos, sendo a voz destes dentro da universidade e que milite por seus interesses. O critério que impulsiona nosso programa não está fundado em sua aplicabilidade imediata ou não, mas em que avança a consciência dos estudantes num sentido progressivo, para que se coloquem à altura dos desafios grandiosos que a luta de classes promoverá dentro de uma das estruturas mais cruciais da sociedade atual, a universidade.
    Neste sentido todos os novos espaços que produzirmos devem ser também um espaço para os trabalhadores, cada debate que fizermos, será um debate contra o machismo, o racismo e a homofobia e cada luta que travarmos deve ser uma luta de toda a juventude oprimida e explorada. Os companheiros da chapa “Intergalácticos, Uni-vos!” parecem não ver essa necessidade, e mais ainda, não vêem que para isto é necessário uma dura luta cotidiana. Suas propostas de “criar novos espaços de participação” acabam por findar em si mesmos, como se a reprodução vertiginosa destes por si só fosse capaz de questionar o projeto de universidade que temos hoje. A ideia da “auto gestão” do centro acadêmico que defenderam como meta, e já reproduzem nesta chapa, acaba, na tentativa de multiplicar os espaços de participação dos estudantes, retirando um escasso e privilegiado espaço que seja, antes de mais nada, uma trincheira da juventude, dos negros, das mulheres, dos homossexuais, dos trabalhadores, e também dos estudantes, pois temos a convicção (e experiência dos anos anteriores) que somente uma entidade militante pode mobilizá-los realmente!
    Sabemos que boa parte dos estudantes hoje possuem seus desafios particulares, alguns trabalham, ou então possuem ilusão de que se seguirem a academia à risca terão um bom futuro lhes esperando ao final do curso, acabam por não se fazerem presentes nos espaços deliberativos do CACH. Tendo isto em vista um centro acadêmico auto gestionado, sem um programa, acabaria, na tentativa de colocar suas prioridades e seu programa nas mãos de um amplo setor de estudantes participativos, na verdade nas mãos de uma vanguarda restrita, dando um caráter burocrático àquilo que deveria ser democrático. Por isso achamos necessário que o programa e as prioridades que serão levadas adiante na futura gestão seja escolhido em um espaço amplo e democrático, vinculado aos processos de luta, tal qual é o processo eleitoral em que estamos. Entretanto não somos pessimistas em relação à base dos estudantes. Pelo contrário, sabemos que são capazes de se mobilizar fortemente quando as tarefas que lhe são colocadas são grandiosas. Exemplo disto é a atual mobilização em solidariedade aos trabalhadores da UNICAMP e aos estudantes da USP, onde, mesmo após um ano de relativa passividade, foram capazes de produzir assembléias massivas para deflagrar esta importante greve. E nestes momentos defendemos que o centro acadêmico se dissolva na mobilização, deixando que as assembléias e os organismos de auto-organização dos estudantes encaminhem suas lutas livremente através da democracia direta. Isso não quer dizer que a democracia direta deve existir apenas em momentos de luta. Acreditamos que a tarefa de qualquer entidade é garantir a soberania das assembleias, submetendo-se a suas decisões, fortalecendo os mecanismos de democracia direta, combatendo qualquer tipo de burocratismo, garantindo que as diferentes posições se expressem da maneira mais democrática e clara possível. Nossa chapa reivindica o método de direção de luta utilizado hoje na USP, de delegados revogáveis e eleitos pela base, que garante que todas as posições possam se expressar democraticamente, principalmente a dos militantes independentes, subordinando os rumos da mobilização às assembleias de curso.
    O discurso de “novas formas”, “novos espaços”, “novos métodos”, muitas vezes vêm com a justificativa de criar um “novo movimento estudantil”, não burocrático e dinâmico. Nós da chapa Nosso Canto é Navalha também queremos construir um movimento estudantil nesta perspectiva. Mas mais do que isso, queremos um movimento estudantil que tenha como exemplo as tradições combativas e pró-operarias de toda historia, como foi Maio de 68, mas agora, com uma estratégia que vença! Isto é o novo. Que aprenda a tirar lições das lutas da juventude internacionalmente, como a magnífica luta dos estudantes chilenos por uma educação gratuita e de qualidade para todos, ou dos estudantes egípcios que lutam para derrubar o poder militar. Que reivindique os métodos radicais e a democracia direta. Neste sentido hoje temos a greve dos estudantes do IFCH como um exemplo que queremos continuar, aprofundar e aperfeiçoar no próximo ano.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Estudantes do Peru: "Solidariedade com a justa luta dos estudantes da Universidade de São Paulo-Brasil: força na sua luta companheiros!"

SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL


FRENTE UNI
MANIFESTO PARA PUBLICAR NAS REDES SOCIAIS E ESPAÇOS DE IMPRENSA

Interados dos acontecimentos de barbárie e repressão brutais ocorridos na madrugada do dia 8 de novembro contra os estudantes da Universidade de São Paulo (USP) no Brasil, os estudantes do espaço “Frente Uni”, espaço que agrupa estudantes e formados da Universidade Nacional de Engenharia em Lima, Peru, não podemos ficar calados e nos mantermos indiferentes, pelo contrário, levantamos nossas vozes de enérgico rechaço à atitude repressora montada pelo Reitor João Grandino Rodas, sua burocracia acadêmica e o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, junto com seu secretário de Segurança Pública, além das diferentes instâncias que autorizaram a repressão e a culpabilidade dos diretos executores deste terrível feito.

Respaldamos a posição estudantil ao considerar uma simples desculpa do ato ao deter estudantes que estavam fumando, e que desembocou em uma manifestação entre os estudantes que impediam a detenção de seus companheiros por policiais, presentes no campus por um convênio realizado entre a Reitoria com a Polícia Militar.
Este incidente não pode desembocar em um grande operativo de repressão e persecução como a que se levou à cabo na madrugada de 8 de novembro, quando irrompeu a polícia militar com 400 homens, cavalaria, batalhões de choque, helicópteros, unidades caninas e outros setores de repressão dignos de uma dispersão de tropas de guerra, como se os mais perigosos e habituais inimigos da segurança pública se encontrassem nas aulas e espaços da USP. Universidade que reconhecemos muito importante na América Latina pelo seu papel na formação acadêmica e desenvolvimento de pesquisa científica dando oportunidades de estudo tanto a jovens brasileiros como a estudantes de vários cantos do mundo, entre eles muitos de nossos compatriotas peruanos.

No entanto, cenas como estas nos indicam que as autoridades sempre tendem a ser intolerantes e repressoras diante dos questionamentos, mais ainda de estudantes qualificados, potenciais agentes transformadores de uma sociedade muitas vezes sumidas na corrupção, o abuso e sobre tudo o abandono das necessidades do povo, em países como os nossos que apesar de assinalarem cifras macroeconômicas “em azul”, se encontram em “vermelho” problemas essenciais como a pobreza, a desigualdade, etc.
Não podemos nos manter calados mais ainda quando reconhecemos ao espaço em que participamos, como nascido em um contexto de reação frente à potencial ameaça de retorno ao governo nacional de um regime que representou para os estudantes universitários e população geral, um aparato de repressão sistemática, deleite de corruptos, desaparecimentos forçados, assassinatos por parte de grupos paramilitares orquestrados desde o Serviço de Inteligência Nacional e as altas esferas do governo e a condenação de milhares de nossos compatriotas à pobreza, ignorância e abandono. Tudo isso comandado e dirigido pelos, atualmente condenados, Alberto Fujimori e seu obscuro acessor Vladimiro Montesinos.

Denunciamos as torturas contra os estudantes vítimas deste operativo e nos somamos aos pedidos de anulação dos processos para os 73 estudantes que foram detidos. Neste cenário de cruel repressão, estudantes e formados da UNI não podemos esquecer que nossa casa de estudos também foi vítima de repressão similar, na madrugada de 2 de julho do ano de 2004, quando milhares de estudantes estivemos em pé de luta tratando de evitar a consumação de uma eleição de Reitor e vice-reitores orquestrada por um grupo de docentes corrupto e medíocre, bastante ligada ao governo nacional e que produto de uma infeliz ação contra, teve um número similar de estudantes detidos. Por isso, diante de fatos similares não podemos deixar de nos indignarmos e mandar nossas demonstrações das mais sincera solidariedade para com os estudantes da USP e a justa luta que estão levando a cabo.

SOLIDARIEDADE COM A LUTA DOS ESTUDANTES DA USP! 
ANULAÇÃO DOS PROCESSOS POLICIAIS AOS 73 ESTUDANTES QUE FORAM DETIDOS! 
FORA DA UNIVERSIDADE: POLÍCIA MILITAR! 
COMPANHEIROS DA USP: 
SEM LUTAS NÃO HÁ VITÓRIAS!


FRENTE UNI 
Lima, 21 de Novembro de 2011

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Novo Boletim Juventude ÀS RUAS - Especial Greve USP





Baixe o PDF AQUI!