Juventude às Ruas!

Fim do massacre ao povo palestino! Fim dos ataques do Estado de Israel à Faixa de Gaza! Palestina LIVRE!!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Porque a luta dos estudantes da USP tomou conta do país?

A reitoria e a mídia falam em "minorias". Por que será que a PM e o CHOQUE ocupam a faculdade inteira, impedindo trabalhadores de entrar nos seus locais de trabalho e proibindo os professores de lecionarem às aulas para impedir aglomerações estudantis?  Deixam os 2000 estudantes do CRUSP trancafiados, impedidos de sair dos blocos? Dimenstein fala da Folha que os ocupados são só marginais sem causa, sem ideologia. Quanta movimentação do Estado e das forças repressivas (uma operação com o GATE e GOE) para criaturas tão inofensivas, mimadas!  
O conflito da USP estrapolou os muros da universidade de maneira tão rápida porque tocou em um dos pilares centrais deste país: o pilar do porrete, da repressão, o papel que a polícia cumpre nesta sociedade arrasada, quando fugindo do "oba-oba" do crescimento econômico e do consumo das "classes médias" vemos a maioria da sua população mergulhada na miséria vivendo em um verdadeiro Estado de Sítio nas periferias e favelas  Segue um vídeo abaixo da situação no complexo do alemão no Rio de Janeiro: toque de recolher, agressão indiscrimanada, assassinato a sangue frio da juventude negra. A ditadura esta no Alemão há alguns anos. 
Abaixo a repressão aos estudantes da USP!
Nenhum processo contra os lutadores!
Fora PM da USP dos morros e das favelas!
A USP é um dos barril de pólvora, que explodiu;
incendiemos a UNESP de Marília!
 

NOTA PÚBLICA DOS PRESOS POLÍTICOS DA USP



São Paulo, 08 de novembro de 2011 - 14h15.

Nós, estudantes da USP, que lutamos contra a polícia na universidade e pela retirada dos processos administrativos contra estudantes e trabalhadores, viemos por meio desta nota pública, denunciar a ação da tropa de choque e da polícia militar na madrugada do dia 8/11.

Numa enorme demonstração de intransigência em meio ao período de negociação e na calada da noite, a reitoria foi responsável pela ação da tropa de choque da PM que militarizou a universidade numa repressão sem precedentes. Num operativo com 400 homens, cavalaria, helicópteros, carros especializados e fechamento do Portão 1 instalou-se um clima de terror, que lembrou os tempos mais sombrios da ditadura militar em nosso pais. 

Resistimos e nos obrigaram a entrar em salas escuras, agrediram estudantes, filmaram e fotografaram nossos rostos (homens sem farda nem identificação). Levaram todas as mulheres (24) para uma sala fechada, obrigando-as a sentarem no chão e ficarem rodeadas por policiais homens com cacetetes nas mãos. Levaram uma das estudantes para a sala ao lado, que gritou durante trinta minutos, levando-nos ao desespero ao ouvir gritos como o das torturas que ainda seguem impunes em nosso país. Tudo isso demonstra o verdadeiro caráter e o papel do convênio entre a USP e a polícia militar. 

A ditadura vive na USP. Tropa de choque, polícia militar, perseguições a estudantes e trabalhadores, demissão de dirigentes sindicais, espionagem contra ativistas e estudantes, repressão através de consultas psiquiátricas aos moradores do CRUSP (moradia estudantil). 

Nós, que estamos desde as 5h sob cárcere e controle dos policias, chamamos todos a se manifestarem contra a prisão de 73 estudantes e trabalhadores por lutarem com métodos legítimos por seus direitos.

Responsabilizamos o reitor João Grandino Rodas, e toda a sua burocracia acadêmica e o governador do estado de SP Geraldo Alckmin, junto ao seu secretário de segurança pública, por toda a repressao dessa madrugada. Reafirmamos nossa luta contra a polícia, dentro e fora da universidade, que reprime a população pobre e trabalhadora todos os dias.

Fora PM!
Revogacao do convenio!
Retirada dos processos!
Liberdade aos presos politicos!

."Pode me prender, pode me bater, pode até deixar-me sem comer, que eu não mudo de opinião! Porque da luta eu não saio não!"

FORA PM DA USP!

Estudantes de Ciências Sociais da UNESP de Marilia encontram-se neste momento em paralisação para apoiar os estudantes da USP, e contra a ocupação militar da universidade






Estudantes de Ciências Sociais da UNESP de Marilia encontram-se neste momento em paralisação para apoiar os estudantes da USP, e contra a ocupação militar da universidade. Esta é uma importante iniciativa que deve ser tomada como exemplo por todos os estudantes! Greve geral estudantil até que a polícia seja expulsa das universidades!

Polícia impede que estudantes sejam liberados e cheguem à USP!


Em mais uma demonstração de que a presença da polícia na USP tem motivações completamente políticas, e visa se voltar contra os estudantes, trabalhadores e professores, os estudantes mobilizados que estavam sendo transportados após saírem da delegacia foram impedidos de descerem do veiculo. Estão neste momento isolados pela polícia, novamente sem contato externo. A motivação de mais esta ação arbitrária e violenta é que os estudantes, longe de estarem amedrontados, apesar do clima de terror instaurado na USP hoje, saíram cantando palavras de ordem contra a repressão. Querem calar a luta dos estudantes da USP a todo custo, mas os apoios já começam a se manifestar. Na UNESP de Marília os estudantes de Ciências Sociais estão neste momento em ato, se dirigindo à diretoria da universidade, reivindicar um posicionamento desta contra a polícia na universidade e a repressão aos estudantes.
Enquanto isso, uma reacionária campanha midiática segue sendo feita contra os estudantes. Cenas de coquetéis molotov supostamente encontrados pela polícia no prédio da ocupação, são mostradas a todo o momento, numa clara tentativa de transformar os estudantes em terroristas. A perícia realizada após a expulsão dos estudantes do prédio da reitoria é totalmente falaciosa. Sabe-se que a polícia paulista, que mata mais que todas as polícias norte-americanas juntas, tem uma prática comum de “plantar” artefatos deste tipo, para justificar sua ação. Não reconhecemos a veracidade desta informação, e denunciamos que a perícia é completamente ilegítima já que foi feita por uma instituição completamente alheia à comunidade universitária, a polícia militar, e não foi acompanhada por nenhuma comissão legitimada pelo movimento. Trata-se, portanto, de mais uma arbitrariedade contra os estudantes.
Os estudantes detidos devem ser imediatamente liberados.

Declaração da LER-QI

URGENTE: tropa de choque da PM isola a reitoria da USP e reprime brutalmente e prende estudantes! Liberdade imediata aos presos políticos de Rodas!



segunda-feira 14 de novembro de 2011


Declaração da LER-QI

Na madrugada de 8 de novembro às 4h30 da manhã, um imenso efetivo da polícia militar cercou a reitoria ocupada da Universidade de São Paulo (USP), para reprimir os estudantes. As informações que temos até o momento é de que a reitoria da USP está cercada por um imenso efetivo repressivo composto por dezenas de ônibus da tropa de choque, cavalaria, e helicópteros que sobrevoam a universidade, que está completamente militarizada. A polícia também invadiu o prédio da moradia estudantil, o CRUSP lançando bombas de gás, e neste momento dezenas de pessoas estão isoladas dentro da ocupação da reitoria ocupada pela polícia, sendo brutalmente reprimidas, impedidas de usarem celular e de se comunicarem. São 400 policiais da Tropa de Choque que chegaram ao local e, munidos de cassetetes, escudos e armas com balas de borracha, arrombaram um portão que dá acesso ao prédio e foram de encontro aos estudantes, superando a militarização da universidade ocorrida em 2009. Esta ação violenta e brutal demonstra que o verdadeiro objetivo da presença da polícia na USP é acabar com os movimentos dos estudantes, trabalhadores e professores. Nunca se tratou de prover “segurança” aos membros da comunidade universitária. A intransigência do reitor João Grandino Rodas está se demonstrando hoje da maneira mais contundente ao militarizar a universidade, reprimir os estudantes, e chamar a invasão policial. Isso é uma continuidade da sua política de perseguir estudantes e trabalhadores. Com esta ação, a reitoria intransigentemente rompe os processos de negociação, que seguiriam durante esta quarta-feira.Chamamos a todos os estudantes, trabalhadores, organizações sindicais, de direitos humanos, de esquerda a se dirigirem à reitoria e prestar solidariedade aos estudantes reprimidos.

ESTE MASSACRE DOS ESTUDANTES É RESPONSABILIDADE DE JOÃO GRANDINO RODAS
Liga Estratégia Revolucionária

Hobbes nos Trópicos

Por Bernardo Andrade


Como parte da campanha reacionária da mídia burguesa de atacar a luta pelo FORA PM dos estudantes da USP o jornal Folha de São Paulo do dia 2 de novembro apresentou um texto, assinado por Hélio Schwartsman, intitulado “Polícia e civilização”. A premissa fundamental da qual parte o autor é que “estamos diante de um movimento profundamente reacionário”, pois, ainda segundo o autor, “uma das melhores coisas que aconteceram à humanidade foi a criação da polícia”. Apesar de parecer uma mera alucinação ou apenas o mau gosto de mais um intelectual de roupão, na verdade o jornalista graduado em filosofia na Universidade de São Paulo (USP) retoma um conjunto de idéias formuladas por Thomas Hobbes em meados do século 17.
Não termos aqui a intenção de discutir a filosofia de Hobbes de conjunto, nem buscar contrapor a esta qualquer sistema filosófico. Buscamos antes mostrar como os meios de comunicação representantes da classe burguesa e os intelectuais que à mesma servem buscam, a partir de alguns conceitos desenvolvidos por Hobbes há quase 4 séculos, ainda hoje distorcer o real significado de instituições altamente reacionárias - como a polícia - com o objetivo claro de conservar uma ordem de coisas instituídas por via da exploração e da opressão, assentadas sobre exércitos e polícias. Por outro lado concluímos que somente uma dura luta diretamente contra essas instituições e contra a polícia pode abrir caminho para uma sociedade sem a exploração. Portanto o exemplo que vem da USP deve ser apoiado e seguido.

BREVE CONCEITUALIZAÇÃO SOBRE T. HOBBES

Nesse momento essas idéias buscavam justificar a monarquia nos Estados Nacionais recém unificados, como única via de supostamente acabar com a violência. Hobbes afirmava que o homem em seu estado de natureza agia como o lobo do próprio homem, ou seja, afastado de instituições constituídas por uma autoridade competente o ser humano só poderia se aproxima da barbárie. Para isso combinava o que chamava de natureza humana e o que chamava de razão em um único sentido. Dizia, portanto, que a natureza humana era a barbárie e que, por isso, a razão era, estritamente, a necessidade de concentrar poder e estabelecer pactos capazes de trazerem uma desigualdade entre o indivíduo e a autoridade, essência da paz. Ou seja, para Hobbes a natureza não poderia trazer a paz aos seres humanos diretamente, pela natureza humana igualmente bárbara em todos o seres, portanto igualmente lesiva, senão que justamente o contrário, a natureza imperava a paz hipoteticamente, ou seja, através da instituição de uma diferença pactuada entre os seres humanos, uma autoridade mais capaz que todos por ser a única capaz de corresponder a algo diferente da natureza humana. A isso chamou de razão e a isso condicionou a ação política. Em suma, todas as ações humanas civilizadas apontariam irremediavelmente à instauração de uma autoridade em função da perpetuação da própria autoridade, ou seja, para Hobbes se há violência e barbárie é porque não há autoridade ou há autoridade insuficiente.

A APROPRIAÇÃO TROPICAL

Schwartsman parte da análise do mesmo período sobre o qual se debruçou Hobbes ao citar a Europa do século 16 – apesar de usar o roupão para tentar esconder Hobbes, pois cita Steven Pinker sem dizer que este reproduz o primeiro.

E tosse a seguir a definição de que a centralização do Estado (autoridade) levou à redução da “taxa de homicídios”. Será bem sucedida essa tentativa de se basear em Hobbes para explicar o passado? Na verdade ela esconde que o fortalecimento dos Estados Nacionais na Europa do século 16 só existiu em função da completa eliminação, neutralização, opressão e exploração de distintas etnias, populações ou classes com interesses divergentes aos da monarquia e da burguesia em sua fase de acumulação primitiva de capital. Ou seja, a imagem de que o fortalecimento do Estado no século 16 significou uma diminuição da violência se mostra uma falsificação ideológica, pois se refere somente à diminuição da violência atribuída à resistência das classes e populações oprimidas. Essa diminuição se deu em função da coerção violenta do Estado para garantir os interesses das classes dominantes. Concretamente essa violência do Estado foi a escravidão do povo negro, os massacres dos povos indígenas de toda a América e do oriente, os massacres camponeses e todo o resto das medidas provenientes dos Estados Nacionais e das forças policiais que aos mesmos Estados serviam. Ou seja, a violência não diminuiu, ao contrário aumentou pelas mãos do Estado. Até Schwartsman sabe disso quando escreve “que, vencida essa fase, o principal perpetrador de violência deixou de ser a rivalidade entre clãs e bandos rivais para tornar-se o próprio Estado, que não raro se punha a perseguir, a torturar e a executar cidadãos por motivos às vezes tão banais como abraçar uma religião minoritária, fazer oposição política ou apenas ser diferente”, porém, não por confusão, o mesmo finge que os motivos que faziam o Estado “perseguir, a torturar e a executar cidadãos” eram banais, ou seja, desinteressados.

Na verdade, desde 1500 até hoje o que vimos foi o Estado perseguir, torturar e executar muito interessado sim, por um motivo nada banal, defender a classe dominante. Do contrário como poderia um explicar todas as ditaduras militares na América Latina, o Fascismo e o Nazismo? A polícia mata milhares de jovens e trabalhadores na periferia e nas favelas todos os anos, armados de treinamento de guerra, adquirido pelas tropas brasileiras ensinadas a oprimir e reprimir o povo haitiano, implementam as UPP`S que reprimem cotidianamente a juventude e os trabalhadores nos morros do Rio, proibindo qualquer tipo de organização cultural e política, há denuncias de tortura e por todo o país massacram a população negra e pobre, além de reprimirem greves e manifestações violentamente. Os únicos que poderiam achar isso uma das melhores coisas que já foram inventadas são os que literalmente lucram com tudo isso, ou seja, os capitalistas e seus governos. Portanto diferentemente do que afirmava Hobbes quando se referia à espada do soberano (forças armadas para repressão) e do que toscamente reproduz Schwartsman, o controle e a violência do Estado e da polícia tem como único sentido salvaguardar uma sociedade baseada na exploração e opressão. A paz da classe no poder, não de todos.

UNIVERSIDADE: A CANETA OU A IDEOLOGIA A SERVIÇO DA CLASSE DOMINANTE

Outro desdobramento da mesma apropriação ideológica podemos ver na função social que adquirem as universidades na sociedade em que vivemos. Assim como Hobbes dizia que a razão era ela mesma a instauração de autoridade e considerando o que nós acima mostramos - que a paz por via da violência do Estado e da polícia serve somente à classe dominante - atualmente a burguesia, através dos seus ideólogos, busca uma universidade ela mesma instauradora de autoridade, a serviço de seus interesses de classe, da exploração e da opressão, ou seja, uma universidade burguesa.

Começa com o vestibular, que aparece como um filtro de classe, ou seja, existe para tirar da imensa maioria dos jovens trabalhadores, negros e pobres o direito de acesso gratuito ao ensino superior público. Além disso a precarização do trabalho é imensa, com milhares de trabalhadores terceirizados em condição de escravidão, obrigados a comer em banheiros, sem condições de segurança e higiene, sem ter permissão sequer de falar com outros trabalhadores efetivos ou com estudantes e com salários baixíssimos. Por conseguinte, também o conhecimento produzido cada vez mais serve aos interesses de empresas capitalistas e do governo. Nas ciências biológicas e exatas, botox, cosméticos, motores e uma série de produtos pesquisados com dinheiro público e cujo lucro se apropriam empresas privadas. Nas humanas estão os “intelectuais” que, assim como Schwartsman, defendem ideologias que falsamente afirmam que os seres humanos estão dispostos a priori como inimigos diante uns dos outros.
Para concretizar esse projeto, polícia.

POLÍCIA É REPRESSÃO, NA SOCIEDADE DE CLASSES E NA UNIVERSIDADE DE CLASSES

O que tentam fazer esses intelectuais ao se apropriar de Hobbes é esconder que a divisão em distintas nações se deu, como mostramos acima, a partir do massacre de milhões em função das classes dominantes cujos interesses o Estado representa, que as guerras mataram milhões pela competição entre um punhado de capitalistas parasitas que buscam em outros povos escravos assalariados para usufruírem melhores oportunidades e aumentar seus lucros, a pobreza existe porque pouquíssimos se apropriam do produto do trabalho de bilhões de trabalhadores pelo mundo e o preconceito é a ideologia que esses mesmos burgueses propagam para garantir menos direitos a determinados setores da classe trabalhadora, para dividir e assim potencializar seus lucros. Ou seja, nunca foi a natureza humana que impeliu a violência senão que os interesses de uma classe, exploradora e opressora, portanto dominante, que impeliu a violência.

Principalmente, o que escondem esses ideólogos da burguesia é que em todas as guerras engendradas pelos capitalistas havia milhões de trabalhadores em todo o mundo que se colocavam contra o massacre de trabalhadores estrangeiros por seus próprios países, que contra a pobreza milhões lutaram e muitos ainda lutam contra a divisão da classe trabalhadora e contra a precarização do trabalho, lutam pela divisão das horas de trabalho por todos os trabalhadores disponíveis para que todos possam trabalhar e assim acabar com o desemprego, lutam contra o preconceito, contra a homofobia, contra o racismo, pelo direito ao aborto, pela dissolução da polícia racista que segue matando e torturando.

Ou seja, o que eles não dizem é que essas mazelas não são provenientes das necessidades do ser humano, senão que são contra as necessidades da maioria dos seres humanos. Eles escondem que vivemos uma guerra constante entre as classes e que se a exploração e a opressão continua existindo é porque o Estado burguês, assentado no exército e na polícia, constrange fisicamente e mata os que vão contra a exploração e a opressão. O que eles não dizem é que a causa da exploração e da opressão é a constituição de uma sociedade em função do lucro, que então a luta contra o fim da exploração e da opressão só pode vir na luta pela constituição de uma sociedade em função das necessidades humanas e não do lucro e que, portanto, os que podem constituir uma sociedade em função das necessidades humanas não são os que lucram, se apropriando do trabalho dos produtores, mas sim os próprios trabalhadores, que tudo produzem, e a juventude se organizando diretamente contra o Estado Burguês e a burguesia.

Por isso esses ideólogos da burguesia e os jornais burgueses a quem servem são contra a luta dos estudantes e trabalhadores da USP, por isso são a favor da polícia dentro da universidade. Pois, nessa luta de classes estão a favor da burguesia e da polícia, contra os trabalhadores e a juventude. Essas são as reais intenções que escondem junto do Leviatã no cofre de seus apartamentos em áreas nobres das cidades, envergonhados por erotizarem um ser humano asqueroso que, como vimos, é a imagem e semelhança da própria burguesia que vive em função de guerras, do preconceito, da exploração e da opressão para potencializarem seus lucros.

Ao contrário os estudantes devemos lutar pelo FORA PM, pois devemos construir uma aliança, entre estudantes e trabalhadores de dentro e fora de nossas universidades, que sirva aos interesses dos trabalhadores e do povo. Assim como os exemplos que vem dando o Sindicato de Trabalhadores da USP (SINTUSP) e as diversas lutas organizadas por estudantes combativos, as quais nós da Juventude Às Ruas lutamos incansavelmente para se levantaram contra esse caráter da universidade, na USP e fora dela, lutando pela dissolução do conselho universitário e por uma estrutura de poder com maioria estudantil, onde cada cabeça valha um voto junto de organizações populares, sindicatos, organizações de juventude, mulheres e negros, lutando pelo fim da precarização e incorporação sem necessidade de concurso público de todos os trabalhadores terceirizados, levantando a necessidade de se colocar lado a lado com os que estão fora da universidade e levantar a bandeira do fim do vestibular, estatização das universidades particulares para que todos tenham direito a estudar em universidades públicas e com qualidade, pelo fim das ocupações militares e da repressão aos trabalhadores e ao povo nas favelas e periferias, chamando a juventude pobre à ocupar a universidade como fez o festival HIP HOP ocupa USP, proibido pela burocracia acadêmica. Assim como hoje os estudantes na UNICAMP estamos em greve junto dos estudantes combativos em solidariedade ativa aos trabalhadores da mesma universidade, por entender que só nos aliando aos trabalhadores lutar conseqüentemente contra essas miseráveis condições de vida que nos impõe o capitalismo.

Esse é um projeto oposto pelo vértice aos interesses dos capitalistas e por isso o REItor da USP, João Grandino Rodas, e a burocracia acadêmica de muitas universidades pelo país firmam convênios com a polícia militar. Para garantir uma universidade mais elitista, a serviço dos lucros dos capitalistas, para aumentar a repressão, a perseguição, impedir a livre expressão e organização política. Exatamente como aconselhava Hobbes, “Suponho que os antigos bem o anteviram, quando preferiram ter a ciência da justiça envolta em fábulas, a deixá-la exposta a discussões: porque antes mesmo que tais questões fossem suscitadas os príncipes não pleiteavam, porém já exerciam o poder supremo. Conservavam a integridade de seus impérios não por meio de argumentos, mas punindo os maus e protegendo os bons.”[1]

E os intelectuais de roupão como Schwartsman não estão alucinando. Apesar do clima papaizinho - ao tratar os mesmos estudantes que a mídia costuma chamar de vândalos como garotada - Schwartsman clama por repressão policial, explícita ou através de engodos que desviem a luta pelo fora PM, como a proposta de “refoma” – manutenção - do convênio REItoria/PM na USP, a serviço do aprofundamento do caráter elitista da mesma universidade que o ensinou a escrever mentiras encomendadas por burgueses em troca de proteção e glória. Que vida amarga.

Ao contrário a juventude de todo o país, em todas universidades públicas e particulares, devemos tomar a luta pelo fora PM das universidades, mas também das favelas e periferias por entenderem essa como uma iniciativa fundamental que aponta uma luta contra o Estado burguês e suas forças repressivas. Tarefa fundamental no sentido de tomar a universidade a serviço dos trabalhadores e do povo.

FORA PM DO CAMPUS!
ABAIXO O CONVÊNIO REITORIA/PM!
TODO APOIO À OCUPAÇÃO!
FORA PM DAS UNIVERSIDADES, FAVELAS E PERIFERIAS!
[1] HOBBES, T. Do Cidadão. Trad. e notas.: R. J. Ribeiro. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Prof. Antonio Carlos Mazzeo apóia a luta: "Fora a PM da USP e de todas as Universidades do estado de São Paulo"


A presença da PM no Campus da USP, contrariamente ao que se apregoa, com apoio da mídia manipuladora e golpista, visa reprimir os movimentos políticos na USP, mais precisamente as reivindicações dos estudantes, dos funcionários e dos profesores. O reitor Rodas e a maioria do Conselho Universitário, ao recusarem debater com a Comunidade Acadêmica as alternativas de segurança para o Campus, impondo a presença de uma organização policial historicamente comprometida com políticas antipopulares, e que assume orgulhosamente sua participação no massacre de Canudos, na repressão da Greve de 1917 e no golpe militar-bonapartista de 1964 , optaram pela truculência ignorante e escancaram suas verdadeiras intenções, isto é o não-dialogo a não-democracia e a repressão. As comunidades acadêmicas das Universidades estaduais paulistas exigem que se trate a atual crise na USP democrática e politicamente.

Nenhuma solução de força será tolerada! Pela Autonomia universitária e Acadêmica! Fora a PM da USP e de todas as Universidades do estado de São Paulo.

Antonio Carlos Mazzeo - prof. livre-docente - UNESP

Manifesto dos estudantes do IFCH em GREVE em apoio à greve dos trabalhadores da Unicamp


Nós, estudantes do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, em Assembléia de 1/11, decidimos pela entrada em greve, em solidariedade à luta dos funcionários técnico-administrativos da Universidade por isonomia salarial. Através da quebra da isonomia salarial - que significa os mesmos direitos trabalhistas para os mesmos serviços prestados, considerando-se um mesmo empregador, no caso, a Unicamp - para além de manter os salários dos funcionários técnicos defasados em relação ao aumento concedido aos docentes, as reitorias dela se beneficiam politicamente, pois é funcional para dividir o conjunto dos trabalhadores dentro da universidade, mas também entre aqueles das estaduais paulistas. 

A terceirização do trabalho é a maneira com que o projeto da burguesia paulista de universidade mostra a sua "excelência”: divide os trabalhadores efetivos dos subcontratados, impede sua organização conjunta e sua comum representação sindical, convertendo funcionários da universidade em “elementos alheios” a ela, impondo salários de fome e condições de trabalho sub-humanas à grande parte daqueles que constroem diariamente a universidade. Além de precarizar o trabalho, essa forma flexibilizada de contratação favorece a abertura de licitações fraudulentas que deterioram a estrutura física existente (prédios, bibliotecas, etc). Não bastasse as condições expostas acima, Fernando Costa ainda pretende reprimir aqueles que se levantam contra essa situação absurda. Em 2010 isso se mostrou ao indiciar administrativamente nove trabalhadores que compunham o comando de greve, inclusive hoje diretores do STU. Reprimiu com a tropa de choque no início desse ano os estudantes que lutavam por permanência estudantil na moradia. Na atual greve a reitoria, através das chefias, ameaça demitir os grevistas através de um mecanismo de perseguição política institucionalizado, a GR-34, por meio da qual os trabalhadores durante os três primeiros anos de serviço podem ser demitidos a qualquer momento. 

A luta contra a repressão, assim, se soma a luta pela retirada da PM da USP e contra a burocracia acadêmica, cuja ofensiva militarizante é um movimento coordenado para implementação de um projeto de universidade no qual os funcionários e estudantes, suas mobilizações, organização e o próprio direito de greve são vetados, mantendo um projeto elitista de Universidade. 

Os estudantes do IFCH tomamos posição. Não nos silenciaremos: entramos em greve em solidariedade ativa aos trabalhadores pela sua demanda central, a isonomia salarial, e avançando no questionando da repressão e as punições nas estaduais paulistas, UNESP, USP e Unicamp, da divisão entre trabalhadores que a reitoria implementa em seu projeto a partir da terceirização (aumentando a exploração do trabalho). Pela abertura de negociação imediata entre os trabalhadores com a reitoria! A reitoria não poderá se manter intransigente frente as demandas legítimas dos trabalhadores. 

Chamamos o conjunto dos estudantes da Unicamp e das estaduais paulistas a se somar a essa luta para que a vitória dos trabalhadores da Unicamp seja a vitória conjunta com movimento estudantil, contra o projeto de universidade das reitorias, de exploração, terceirizações, repressões e elitismo. Vamos por uma universidade a serviço de toda a população. Estaremos com os trabalhadores até a vitória de suas demandas! Também manifestamos nosso apoio incondicional a ocupação da Reitoria da USP, que ocorreu na madrugada de quarta-feira, contra a PM na USP, pela revogação do convenio entre a USP e a PM, que permite presença constante da PM no campus, e pela retirada dos processos administrativos dos trabalhadores e estudantes. 

Assembléia dos estudantes do IFCH, Campinas, 03/11