Juventude às Ruas!

Fim do massacre ao povo palestino! Fim dos ataques do Estado de Israel à Faixa de Gaza! Palestina LIVRE!!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Prof. Luiz Renato Martins apóia Ocupação da USP


Professor Luiz Renato Martins, da Escola de Comunicação e Artes da USP em apoio à Ocupação da Reitoria e à luta pelo FORA POLÍCIA. Vejam vídeo que a imprensa gravou mas não mostra, legitimando o movimento de ocupação dos estudantes e dando total apoio a esta luta.

Marcelo Pablito, diretor do SINTUSP desmascara reitoria da USP


Marcelo "Pablito" Santos, diretor do Sindicato de Trabalhadores da USP denuncia a Reitoria da Universidade de São Paulo por difamação pública. Vejam vídeo que a imprensa gravou mas não mostra, demonstrando a falácia da Reitoria que diz que a presença da PM na USP foi aprovada "democraticamente" entre todos os setores da universidade.

Bruno Gilga defende ocupação da FFLCH/USP e Fora PM!

Bruno Gilga, da Juventude Às Ruas e estudante da Ciências Sociais da USP, em histórica assembléia com mais de 1.000 estudantes, defendendo a manutenção da ocupação da FFLCH contra a burocracia estudantil do DCE, dirigida pelo PSOL, que contava com o apoio do PSTU. Os setores que rechaçaram a manobra de enterrar a luta pra garantir o calendário das eleições estudantis e não ter que levar até o final o combate a PM na USP, reestabeleceram a assembléia após o PSOL e PSTU se retirarem e votaram a proposta já encaminhada à mesa de ocupação da Reitoria da USP. Fora a PM da USP, dos morros e das favelas! Abaixo o convênio Reitoria da USP e PM! Pela retirada de todos os processos contra estudantes e trabalhadores! Não à expulsão do Núcleo de Consciência Negra! Todo apoio à greve dos trabalhadores e estudantes da Unicamp!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Nota da ocupação da Reitoria da USP: Apoio dos professores Chico de Oliveira e Luis Renato Martins à ocupação


Após declaração à imprensa demonstrando total apoio à ocupação do prédio da reitoria, os professores Chico de Oliveira e Luis Renato Martins, junto a diretores do Sindicato dos Trabalhadores da USP (SINTUSP) e estudantes do movimento de ocupação da reitoria contra a repressão, estão se dirigindo ao prédio da administração da FFLCH para realizar a certificação da integridade do espaço antes de sua desocupação. Em breve, publicaremos uma nota oficial sobre a desocupação do prédio da faculdade.

Venham para a ocupação da reitoria lutar contra o convênio PM-USP e pela retirada dos processos contra lutadores! 

“Um grupo de estudos de cultura e materialismo histórico tem que tentar entender a conjuntura mundial”

Reproduzimos excertos da entrevista no Jornal Palavra Operária com o professor de Literatura da USP, Daniel Puglia, que participa do grupo de estudos de cultura e marxismo, uma iniciativa da Juventude às Ruas e independentes.

JPO: Qual a importância de um grupo de estudos de cultura e marxismo na Letras?

DP: A importância do estudo e de formar um grupo de pessoas que se interesse pelo materialismo histórico atende algumas preocupações: evitar o sectarismo, dogmatismo e autoritarismo. E aqui estou falando da esquerda.
Em relação à importância do materialismo histórico para a cultura: grande parte da esquerda se apropriou de duas ou três palavras de cartilha do materialismo histórico e a partir daí começou a querer entender como a cultura acontecia. Quando Marx e Engels analisam o que está acontecendo do século XVIII para o XIX, procuram entender as várias manifestações culturais e cientificas em um leque amplo. Espanta muita gente a quantidade de elogios e colocações sérias que Marx e Engels fazem sobre Adam Smith e David Ricardo, nomes importantes da economia clássica. Também olham para os socialistas utópicos franceses e falam: “cabe a nós continuarmos a partir do que eles trouxeram”. Têm muita gente hoje que se arrepia ao ouvir o nome de Kant e Hegel. Mesmo na academia, muitos dos que se reivindicam marxistas falam que Hegel tem que ir pra lata do lixo. Isso é absurdo. Grupos de formação tem que resgatar essa tradição, para não sermos dogmáticos, sectários e parciais. O que não significa dizer que “vale tudo”. Não, ao contrário. Para ter firmeza dos seus princípios tem que conhecer essa tradição.
A cultura tem em si um principio democratizante muito forte pois envolve como as pessoas interpretam e refletem sobre a vida num momento histórico. Então, se temos uma visão muito dogmática da cultura, corremos o risco de pensar que cultura é aquilo que se faz nas altas esferas, só “alta cultura”, é uma visão fetichista.
Um erro é pensar em estudar apenas cultura, sem estudar a vida real das pessoas. Todos nós sentimos que algo está acontecendo. Não é fim do neoliberalismo, pelo contrário. As empresas e bancos americanos estão com muita liquidez, mas não colocam esse dinheiro em circulação: é a maximização do lucro. Os governos resgataram as instituições financeiras e o capital. Há cada vez mais pessoas desempregadas ou subempregadas que não estão consumindo. Um grupo de estudos de cultura e materialismo histórico tem que tentar entender a conjuntura mundial, econômica.
Temos que lidar com um conceito de cultura mais amplo. Muitas vezes se corre o risco de falar nas humanidades algo como: eu sou especializado em Carlos Drummond de Andrade, e aí você se especializa e esquece do mundo. Nem mesmo especialista em Carlos Drummond de Andrade você vai ser, porque em última instância o que aparece na obra dele é o mundo.


JPO: Como o marxismo é tratado na universidade, na academia? Como você vê isso?


DP: O marxismo na academia é compartimentado. Tem uma parte, digamos assim, mais “chique” do marxismo, e a academia ficou com a parte mais “chique” do marxismo. Mas para você ter uma boa noção da leitura da cultura a partir do ponto de vista marxista é importante você não esquecer a economia; para você não esquecer a economia é importante você não esquecer a política; para você não esquecer a política é importante você não esquecer a filosofia. E já está presente no próprio Hegel um desrespeito – no melhor dos sentidos – pela divisão estrita. E tem um pouco do Kant lá atrás que é “ousar saber”.
Uma outra oportunidade de grupos de estudo como esse é da academia olhar pra fora dela. Não adianta não reconhecermos o quanto somos privilegiados e estamos numa ilha, ficar refletindo demasiadamente sobre os problemas dessa ilha, achando que é o universo. Ela não é. Lá fora estão acontecendo outras coisas num outro ritmo, e a gente precisa estar atento a isso. É uma coisa sensível para muitos de nós: a militância real e o engajamento real, eles não acontecem na academia.


JPO: Como você o papel da intelectualidade e dos estudantes diante dos conflitos operários que estão acontecendo, e também diante do cenário internacional?


DP: Eu acho que a importância de ter esta formação é, em primeiro lugar, não atrapalhar. Porque é muito fácil você ser um revolucionário de sala de aula. Na maior parte do tempo os trabalhadores cerebrais, o público estudantil mais privilegiado, universitário, não necessariamente vai estar na luta de uma maneira progressista. Por outro lado, no que ele vai ter um papel? Com a divisão social do trabalho, alguns grupos sociais recebem um tipo de conhecimento que é vedado à maioria da população. Por outro lado, esta recebe alguns conhecimentos que também são vedados a estes trabalhadores cerebrais “encastelados”. Quando você faz o contato entre eles, aí você ajuda a fazer um intercâmbio de idéias.
Esse é o papel dos estudos, das conversas. Saber que ninguém é tão estúpido que não perceba o seu entorno. Também ninguém é tão especial para ter já o horizonte de todo o futuro da humanidade.

culturaemarxismo.wordpress.com

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Lênin na FFLCH e Reinaldo Azevedo de roupão

Não há mais tolos boquiabertos
 esperando a palavra do "mestre".
Dai-nos, camaradas, uma arte nova 
- nova - 
que arranque a República da escória. 
(Maiakovsky – Ordem n°2 ao Exército das Artes)  

Reinaldo Azevedo posando em foto com José Serra

Saiu na mídia em tom de deboche, que os estudantes da FFLCH estavam na suas atividades de ocupação, discutindo além das questões referentes a legalização das drogas, o livroO Estado e a Revolução de Lênin. "Ora, mais estes estudantes! Param a universidade para fumar um banza e ficar conspirando como vão tomar o poder!". Era este o conteúdo de fundo. 

Em alguma poltrona confortável, não muito longe das redações destes grandes jornais, Reinaldo Azevedo (colunista da Revista Veja), no seu blog com ares de publicista moderno atacava na mesma linha - só que bem mais clara - de que está na hora de expulsar e prender não só os estudantes ocupados mais também os malditos professores que não estão chamando a reintegração de posse e capitulam perante os que "vivem no século XIX".

Azevedo escreve de maneira bem mais clara não porque o texto sai no seu blog pessoal, e lá ele faz o que quiser. Ingênuo de quem olha para ele vê simplesmente um intelectual bonachão que quer combinar o chapéu com a casacaantes de sair de casa e fica polemizando com todo mundo para solucionar o seu ego inflado. Representa sim um setor social concentrado da burguesia paulistana que quer varrer do câmpus do Butantã toda organização política em torno do SINTUSP e dos estudantes que lutam contra a universidade elitista que é a USP hoje. 

A presença da polícia militar na universidade para ele não têm nada a ver com a segurança mais sim como forma de intimidação a qualquer tipo de ação e organização destes trabalhadores e estudantes. A USP para estes grandes empresários, que gracejam para Azevedo no lançamento dos seus livros é o laboratório já todo custeado pelos impostos dos trabalhadores onde vão poder economizar milhões. Laboratório não só científico mais político, onde se testa neste momento, por exemplo, até onde as forças repressivas ainda podem se impor a sociedade brasileira, com uma ditadura militar recente que tenta ser apagada a todo custo da memória dos trabalhadores, dos estudantes e da nova intelectualidade que esta se forjando.

Do outro lado os estudantes ocupados, que tem amigos "menos influentes", alguns professores, o SINTUSP e as trabalhadoras e trabalhadores terceirizados da limpeza que estão começando a se levantar contra o regime de semi-escravidão desta USP que está muito longe de estar acima da sociedade. Quem tenta manter a USP longe da sociedade e dos trabalhadores não são os estudantes mas a reitoria e a burocracia acadêmica. Estas querem mantera pólis segura. A elite ali andando de terno e gravata e o restante lá fora, para fora do P1. Se alguém de fora entrar tem de ficar em silêncio e de cabeça baixa pelos corredores, sem conversar com os estudantes e com os outros trabalhadores. (regulamento imposto às trabalhadoras terceirizadas!).

Azevedo usa sua "inteligência" para defender este projeto de universidade, usa sua agudeza provocativa para enriquecer os reis da mina. Centenas de estudantes escolhem o outro lado. Seus corpos e seu conhecimentocontra os exploradores. Discutem nos saguões da FFLCH as verdades mais cruas, estampadas no convívio social ha já alguns milênios e que no século XIX (sem aspas) com o marxismo "tomou corpo didático": 
"De onde vem a necessidade de corpos especiais de homens armados (polícia, exército permanente), separados da sociedade e superiores a ela? Os filisteus da Europa ocidental e da Rússia respondem, muito naturalmente, a essapergunta, por uma ou duas frases colhidas em Spencer ou em Mikhailovsky, e alegam a complicação crescente da vida social, a diferenciação das funções sociais, etc. Essas alegações parecem "científicas" e tranquilizam admiravelmente o bom público, obscurecendo o principal, o essencial: a cisão da sociedade em classes irreconciliavelmente inimigas" - Lênin - O Estado e a Revolução.

 Simples para quem quer ver. A juventude tem de tomar das mãos destes intelectuais de roupão os teclados para denunciar a opressão e exploração do Estado Capitalista! Questionar a universidade de classes para questionar a sociedade de classes!

Todo apoio a ocupação da diretoria da FFLCH!
Abaixo a militarização da USP e das periferias!
Pelo fim dos processos aos estudantes e trabalhadores do SINTUSP!
Por uma universidade a serviço dos trabalhadores e do povo pobre!


 Por   Antonio Quiozini - militante da Ler-qi e da Juventude ÀS RUAS


sábado, 29 de outubro de 2011

DA OCUPAÇÃO DA FFLCH/USP – JUVENTUDE ÀS RUAS


Basta da repressão de Rodas! É hora de construir um grande movimento contra o projeto da reitoria!

No dia 27/10, a PM, que há meses revista e prende estudantes e trabalhadores na USP, com justificativas como “ter olhado feio”, tentou prender mais 3 estudantes. Quase mil estudantes se organizaram para impedir, e a PM respondeu com cassetetes, bombas e balas de borracha cruzando prédios de aula, deixando vários feridos. Em resposta, os estudantes decidiram ocupar a administração da FFLCH, contra a PM e os processos políticos a estudantes e trabalhadores.

Rodas: reprimir para precarizar e privatizar!

Rodas se utilizou da morte de um estudante para consolidar a presença ostensiva da PM no campus, com o pretexto da segurança. Trazer segurança é abrir radicalmente a universidade para que seja ocupada e usufruída pela população, o povo pobre e a juventude negra, que só entra na USP pelo trabalho precário, nunca pra estudar, e que a PM massacra cotidianamente nas periferias. A PM, ao contrário, entra na universidade para mantê-la elitista - dissolvendo greves, como tentou em 2009, e reprimindo aqueles que lutam por uma universidade pública e democrática – e racista, abordando e expulsando prioritariamente jovens negros, o que a reitoria racista combina com a ameaça de molição do Núcleo de Consciência Negra da USP, único espaço que, há décadas, debate a questão negra na universidade. FORA PM!

Além da PM, a reitoria reprime com processos administrativos e criminais que indicam a demissão por justa causa, por participação em atos políticos, de dirigentes do SINTUSP e ativistas – entre eles os únicos votantes contrários à entrada da PM no campus no conselho gestor -, e a eliminação de um estudante por lutar por políticas de permanência estudantil e vagas no CRUSP, se apoiando em um decreto formulado em 1972, durante a vigência do AI-5! REVOGAÇÃO DE TODOS OS PROCESSOS AOS LUTADORES!

A repressão está a serviço da implementação de um ataque estratégico à universidade, com demissões, terceirização e precarização do ensino, privatizando a USP. Rodas implementa esse projeto apoiado em uma estrutura de poder autocrática e em um estatuto da ditadura. Para combater a repressão, é preciso combater o projeto a cujo serviço ela está, e a estrutura de poder que a implementa. FORA RODAS! DISSOLUÇÃO DO CONSELHO UNIVERSITÁRIO! POR UMA ASSEMBLEIA ESTATUINTE LIVRE E SOBERANA!

O setor dos professores da FFLCH que representam a burocracia universitária, e que sempre estiveram contra o movimento em defesa da universidade, como na greve das trabalhadoras terceirizadas da União por seus salários de miséria atrasados, no dia 27 se puseram a negociar com a PM para que os estudantes assinassem o B.O.. Buscaram a todo custo dividir os estudantes, jogando uns contra os outros. No fim, entregaram os estudantes para a polícia. FORA SANDRA NITRINI, diretora da FFLCH!

A gestão do DCE entrega estudantes para a polícia!

A gestão do DCE, dirigida pelo PSOL, após reunião de mais de meia hora a portas fechadas – por um cordão formado entre eles e a guarda universitária! -, se incorporou à política da burocracia universitária que coagia os estudantes a irem para a delegacia, e formou um corredor humano para escoltar os 3 estudantes para dentro da viatura! É um salto na política de não tomar qualquer medida para defender os estudantes perseguidos, tendo uma coexistência pacífica com a implementação do projeto da reitoria, e trabalhando contra a organização do movimento estudantil, deixando de convocar assembleias frente aos ataques de Rodas. Não à toa a ocupação teve que tomar medidas para impedir que essa direção se alçasse sobre o movimento, como impedi-la de assumir responsabilidade pela comunicação. Ainda assim, a gestão do DCE (PSOL) dá entrevistas à imprensa com posições que são suas, e não do movimento! Só faltou defender a instalação na USP das UPPs que o PSOL passou a reivindicar no morro do Alemão!

O DCE é a entidade dos estudantes da USP. Todos os seus recursos, finanças, contatos e diretores devem estar a serviço do movimento de ocupação e das resoluções que os estudantes tomem, sob estrito controle das assembleias. Devem construir os atos e assembleias convocados pelo movimento, e estar a serviço de ganhar apoio e massificar a luta contra a repressão e o projeto de Rodas.

O PSTU, que está na direção de alguns CAs, tem seguido integralmente a política da gestão do DCE, se negado a criticá-la (!), e votado em sua defesa. Chamamos os companheiros do PSTU a romper com essa política de aproximação do PSOL a qualquer custo, e com a defesa da linha da gestão do DCE, para que possa estar efetivamente ao lado da ocupação. Que convoque assembleias de curso de emergência desde as entidades que dirigem, como o CAELL e o CAHIS, para organizar e massificar o movimento nos cursos. O mesmo vale para a gestão do CEUPES, na Ciências Sociais, que teve diretores escoltando estudantes para o a delegacia junto com o DCE!

As estratégias que não combatem a reitoria

Por um lado, a gestão do DCE (PSOL), seguida pelo PSTU, defende uma universidade segura, sem questionar verdadeiramente seu elitismo e falta de democracia, e por isso faz parte de sua estratégia negociar pequenas reformas nos instrumentos de repressão e tratá-las como “vitórias”. Por outro, correntes como o MNN, que se mantiveram completamente ausentes das lutas do último período, como a greve das terceirizadas da União, e parte dos setores que se reivindicam “autonomistas”, vêm a ocupação como um fim em si, como se por si mesma fosse expulsar a PM e revogar os processos, e por isso mesmo não dão um combate real contra a burocracia do DCE, ou seja, contra o apoio que ela tem em um amplo setor de estudantes.

Massificar o movimento a partir da ocupação!

Para servir ao combate à reitoria, a ocupação deve ser, primeiro, um polo para massificar-se num grande movimento em toda a universidade, se ligando aos estudantes nos cursos e nas salas de aula, a partir de assembleias de curso.
Em segundo lugar, unificar-se com outros setores em luta, num movimento estadual, como os trabalhadores da USP - se integrando ao Comitê Unificado contra a Repressão, convocado pelo Sintusp e integrado por dezenas de entidades e intelectuais -, e dando TODO APOIO aos trabalhadores da UNICAMPque estão em greve por isonomia salarial, questionando esse mesmo projeto de universidade, e organizando a convocação de um encontro de estudantes e trabalhadores da três universidades estaduais. E é preciso construí-lo desde a ocupação e as assembleias de curso, votando delegações. Chamamos também a ANEL a impulsioná-lo em todo o estado, bem como o PSOL que está na diretoria do Sindicato dos Trabalhadores e do DCE da UNICAMP , para realizá-lo com a maior urgência, de modo que que sirva para unificar os setores em luta!

Fora PM, da USP, dos morros e favelas!

É preciso questionar o conteúdo de classe da universidade e se ligar a todos os setores reprimidos pelo Estado, e à juventude que não tem acesso à universidade: nosso “Fora PM!” deve ecoar o grito da juventude pobre massacrada nas periferias, da população violentada pelas UPPs nos morros, dos ambulantes reprimidos no centro, dos trabalhadores assassinados no campo; deve aproveitar as condições da universidade para denunciar o papel cumprido pela polícia, suas milícias e torturadores, que levam adiante um verdadeiro genocídio estatal para conter a insatisfação e as contradições geradas pelo próprio capitalismo.

Construir uma fração combativa no ME! Por uma campanha militante nas eleições estudantis!

É preciso construir, a partir dessa luta, uma grande fração do movimento estudantil, que se ligue aos trabalhadores, à juventude e aos setores oprimidos para combater a política de Rodas. As eleições estudantis podem jogar contra esse objetivo, levando o ME a campanhas despolitizadas, disputando votos por fora da tarefa urgente de combater a PM, os processos, o PROADE e as demissões, a precarização do ensino, a terceirização e a privatização do conhecimento. Chamamos os estudantes que queiram atuar na contramão dessa tendência a construir conosco chapas de combate ao projeto de Rodas, para levar a frente uma grande campanha militante nas eleições estudantis!

Juventude Às Ruas – LER-QI e independentes

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Juventude às Ruas ao lado dos trabalhadores da Unicamp em greve, por uma universidade que esteja a serviço dos trabalhadores e do povo pobre!



Há uma semana os trabalhadores da Unicamp decidiram decretar greve contra as políticas de ataque que a Reitoria vinha implementando no último período. Para a Reitoria os trabalhadores não possuem nenhuma importância para o funcionamento da Universidade, e isso se demonstrou quando quebrou o acordo de isonomia salarial (direito de receber o mesmo salário, pelo mesmo serviço, tendo o mesmo empregador) que havia sido firmado concedendo reajustes salariais somente para professores.
Nós, da Juventude às Ruas, nos colocamos desde o primeiro momento ao lado desses trabalhadores em greve, nos solidarizando com essa luta pela isonomia que, mais do que justa, vem acompanhada de uma luta contra a repressão aos lutadores, pelo direito de greve (que vem sendo minado pelo governo Dilma, vide a greve dos Correios), de lutar por seus direitos. Estivemos junto a esses lutadores prestando solidariedade ativa a essa greve, com cartazes de apoio e falas que mostravam que essa luta deve ser uma só, travada com aliança entre os trabalhadores e os estudantes, pois sabemos que a reitoria que ataca os salários dos trabalhadores e ataca também seu direito de greve, ao processar criminalmente 9 deles pela greve de 2010, é a mesma reitoria que ataca os estudantes. Ataca também mulheres, jovens, pobres e negros que são diariamente explorados pela terceirização, que lhes impõe a vil precarização da vida! Uma universidade onde os trabalhadores só possuem espaço para ocupar precárias condições de trabalho!
Expressão disso ocorreu ha pouco tempo quando os trabalhadores terceirizados do bandejão também paralisaram contra as péssimas condições de trabalho às quais estão submetidos. Isso mostra a real necessidade da efetivação, sem concurso público, desses trabalhadores, e da necessidade de que os trabalhadores efetivos junto ao Sindicato dos trabalhadores da Unicamp tomem para si essa luta, que significa lutar pela unidade dos trabalhadores, a exemplo das lutas que tem travado o SINTUSP!
Exigimos por isso em primeiro lugar o imediato atendimento por parte da reitoria da reivindicação da isonomia salarial, sem que isso seja um ataque futuro, como fizeram na USP, oferecendo um plano de carreira que implementava uma série de ataques contra os trabalhadores,  como os que vimos na UNICAMP com G34, estágio probatório e uma série de manobras no sentido de abrir espaço para perseguições, assédio moral e repressão. Não deixaremos passar nenhum ataque e repressão que possa vir contra a greve que está em curso! Em defesa de uma real aliança operário-estudantil, contra as punições, pela isonomia salarial já, e pela efetivação sem concurso público dos terceirizados! Infelizmente na assembléia geral dos estudantes o PSOL (do DCE) e PSTU não tiveram acordo em construir imediatamente um comitê em solidariedade aos trabalhadores! Mas nós vamos continuar dialogando com todos estudantes e com todos os CAs a necessidade de um comitê para organizar nossa solidariedade ativa aos trabalhadores e aumentar a mobilização, discutindo em assembléias nos institutos a possibilidade de paralisar nossas aulas, com alguns indicativos de greve, para colocar todas as nossas forças a serviço dos trabalhadores. ÀS RUAS!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Diante das eleições do DCE UFRJ: Não vote nas chapas que estão ao lado do governo e da reitoria!

Boletim especial Juventude às Ruas | UFRJ | out 2011


Nós estudantes da UFRJ vivenciamos nesse semestre um processo de mobilização por demandas importantes de assistência estudantil, tais como a ampliação e construção de bandejões, aumento do valor e números de bolsas estudantis, mais vagas no alojamento, creches e entre vários outros. Foi também neste semestre que vários processos de lutas estudantis que ocuparam reitorias nas universidades pelo país para conquistar suas pautas mostrando que não mais aceitaram a herança de precarização do Governo Lula, continuada por Dilma com o Reuni. É preciso dizer que o REUNI por prever uma importante expansão de vagas, porém sem o necessário aumento de verbas para garantir estrutura física, qualidade no ensino, contratação de professores e trabalhadores efetivos nas universidades, é um dos fatores responsáveis da precarização da educação pública: precarizando nossos currículos, dividindo bacharelados e licenciatura, aprofundando na precarização dos trabalhadores e avançando em precarizar o trabalho docente; criação de cursos pagos dentro da universidade, não destinando verbas necessárias para garantir assistência estudantil (bolsas, bandejão de qualidade e sem trabalho semi-escravo, ampliação do acervo da biblioteca e extensão de seu funcionamento, alojamento para todos).

Em meio a esse cenário na UFRJ entramos num momento de eleições para o DCE e se faz fundamental debatermos os programas e as práticas políticas propostas pelas chapas que estão na disputa. Para limpar os campos é fundamental dizer que a UFRJ precisa de um DCE que seja representado por uma chapa de luta, com um programa político anti-governista, pró operário e anti imperialista, independente do governo e da Reitoria.

O contrário disso vemos na Chapa 1 “Mãos a obra” que se diz independente em seus materiais e em meio ao descontentamento da juventude aos partidos políticos da burguesia e da “ordem”, omitem o fato de que são integrantes do mesmo partido do governo Dilma, sendo composta por integrantes do PC do B – UJS e do PT (que compõem a direção majoritária da UNE). Essa chapa é o braço do governo no movimento estudantil defendendo um projeto elitista de educação que mantém a universidade pública restrita a uma pequena parcela da juventude enquanto põe milhões de reais nas mãos dos monopólios da educação como é a política de compra de vagas nas universidades com o PROUNI.

Essa chapa é a mesma que foi a linha de frente desde o início ao lado do governo Lula na implementação do REUNI nas Universidades Federais em 2007, contra milhares de estudantes que se enfrentavam com o governo e reitoria com ocupações e greves para barrar esta ataque que aprofundou a precarização da educação. É preciso frisar que ainda hoje as correntes dessa chapa defendem com “democratização da educação” o REUNI, PROUNI e NOVO ENEM.

Neste semestre na UFRJ, os servidores técnicos fizeram uma greve de mais de cem dias, os professores do estado ficaram em greve e acampados por quase dois meses, os operários da construção civil do Maracanã entraram em greve contra as péssimas condições de salário. Nas últimas semanas os trabalhadores dos Correios fizeram uma brava greve por melhores salários, tendo que impor a continuidade da greve por cima da burocracia sindical (a mesma da UNE, e não por coincidência PCdoB e PT) que trai os trabalhadores em nome da aliança com o governo em troca de migalhas. Além disso, essa categoria vem sendo fortemente atacada por Dilma com a MP 532 que abre a empresa estatal para a privatização, e consequentemente, para empregos cada vez mais precários e condições de trabalho cada vez piores. É por todos esses ataques de Lula e Dilma contra a juventude e a classe trabalhadora que devemos nos colocar de forma intransigente contra as chapas atreladas aos governos e à Reitoria, e lutar por um outro projeto de universidade.

A chapa 3 “Correnteza”, que quase nada difere da chapa 1 e que também se coloca como oposição ao DCE, se diz independente, mas a sua proposta de diálogo às “propostas” da reitoria, demonstram de qual lado realmente estão. Assumem que fizeram campanha em defesa do atual Reitor como se isso nada significasse, mas escondem um importante elemento: todos sabemos que em todas as universidades federais os reitores são escolhidos a dedo por ninguém menos que a presidente e o Ministério da Educação! Isso significa que o projeto implantado nas universidades, e também na UFRJ, não será o projeto que a juventude e os trabalhadores querem e necessitam.

Não podemos confiar numa chapa que marcadamente chamou apoio ao atual Reitor nas últimas eleições! Para arrancar nossas conquistas precisamos de um movimento estudantil independente e combativo, que questione a estrutura arcaica e antidemocrática da universidade, onde as decisões que interferem diariamente a vida dos milhares de estudantes não são tomadas pelos mesmos e nem pelos trabalhadores, mas sim por uma excludente burocracia acadêmica em espaços também nada democráticos como o Consuni. Não podemos ter qualquer tipo de ilusão nessa burocracia! Só a luta dos estudantes aliada à classe trabalhadora é capaz de transformar essa universidade elitista, machista, racista e homofóbica, que reflete as mesmas contradições da sociedade de classes em que estamos inseridos.

A juventude do mundo em luta não vai pagar pela crise da burguesia!

Ao longo desse ano, pudemos ver no cenário internacional a juventude como linha de frente na derrubada de ditaduras sanguinárias na Primavera Árabe, que segue aberta com as crescentes mobilizações da população no Egito contra a Junta Militar que mantém o regime ditatorial, com os indignados na Espanha, com a juventude que combate a polícia contra os planos de austeridade da crise Grega, assim como em Portugal e agora também na Colômbia e nos EUA, com o movimento Occupy Wall Street, questionando como a crise no sistema financeiro vem sendo despejada nas costas da população no mundo todo.

No Chile há mais de 4 meses também vemos a importante mobilização dos estudantes em luta por uma educação gratuita e de qualidade para todos, questionando os pilares da ditadura pinochetista que mantém a educação privatizada a serviço do lucro e reprime fortemente os lutadores. O governo assassino de Piñera, que junto à polícia tiraram a vida do estudante Manuel Gutiérrez em uma das manifestações em agosto, cria agora a Lei de Segurança Nacional, que significa um brutal ataque aos estudantes, dos quais podem ser presos por até 3 anos ao ocuparem universidades, escolas ou simplesmente “atrapalhar o trânsito durante os protestos”! Temos que reivindicar o espírito combativo dos nossos irmãos chilenos, que além de lutar contra Piñera e a polícia, também lutam contra a burocracia estudantil representada pelo PC, suas figuras públicas como Camila Vallejo, e a Concertación, que negociam migalhas com o governo pelas costas dos estudantes! Assim como no Brasil, só através da auto-organização desde as bases do movimento assim como sua independência dos governos e dos patrões, e através da aliança dos estudantes com os trabalhadores em luta no país, haverá vitória. Há pouco mais de um mês, Camila Vallejo veio ao Brasil marchar com a UNE e sentar-se com Dilma, dizendo o grande absurdo de que o Brasil e seu modelo de educação são grandes exemplos para os estudantes chilenos!

Queremos gritar com todas as forças que a UNE, o governo e os parlamentares do Brasil não são exemplo para os setores em luta! Para nós a combatividade dos estudantes chilenos e sua dura luta é que são exemplo para toda a América Latina!

Precisamos de um DCE de luta e construído pela base que questione a universidade elitista e racista! 
Por isso diante da necessidade de combater o governo e a reitoria chamamos a votar criticamente nas chapas 2 e 4...

Para derrotar as chapas governista e da reitoria chamamos a votar criticamente nas chapas da esquerda anti-governista, a Chapa 2 “Não temos tempo a perder” (Pstu, Psol e independentes) e a Chapa 4 “Quem vem com tudo não Cansa” (Coletivo Marxista e independentes), forças políticas que junto à setores de independentes compõem parte importante do movimento estudantil na UFRJ.

Apesar de todas as diferenças de práticas política e programa, achamos que os estudantes têm que escolher, apoiar e votar nas chapas anti-governistas, independentes e de esquerda, e que as Chapas 2 e 4 representam essa posição e por isso muitas vezes lutamos lado a lado, ainda que esta não represente na prática, programa e estratégia a alternativa que acreditamos ser necessária para construir um DCE pela base com a realização de assembléias gerais da UFRJ amplamente divulgadas e construídas em cada sala de aula, curso, unidade, e que seja aliado aos trabalhadores em suas lutas.

Precisamos de um DCE se coloque numa perspectiva de se aliar com trabalhadores, que defenda uma educação gratuita de qualidade e para todos, pelo fim do vestibular e pelo livre acesso, pelo fim dos monopólios privados da educação, pois a maioria da juventude permanece alijada da universidade gratuita e relegada ao ensino pago dos monopólios privados da educação.

Um DCE que seja porta voz das demandas da população dentro e fora da universidade, denunciando e lutando contra a precarização da vida, que mantém a maioria da população a base de salários precários, saúde miserável, custo de vida caro, educação precária, transportes caros, sem acesso a cultura, lazer e esportes, além da repressão policial que militariza a vidas das pessoas nos morros e favelas, criminalizando a pobreza e naturalizando o assassinato constante da juventude negra e pobre. Que seja linha de frente no combate as opressões, ao machismo, a homofobia, ao racismo e contra a ingerência da Igreja e do Estado sobre nossos corpos e nossa vida. Que se alie a classe trabalhadora em cada luta, cada batalha para golpear esse sistema de miséria e opressão. Que coloque o potencial que a juventude e o movimento estudantil tem historicamente de mudar a história para fazer diferença na luta de classes. Não vamos nos contentar com aquilo que julgamos possível, mas iremos lutar de forma intransigente por tudo aquilo que julgamos necessário!

As eleições são um momento de politização, mas muitas vezes na corrida necessária para disputar os votos se acaba perdendo o importante de tudo: a necessidade de refletir e tomar medida em nossa organização para conquistar nossas demandas, como nos organizar e ampliar o movimento para vencer em nossa batalha contra a privatização da universidade, contra a perpetuação de uma universidade elitista e racista onde os negros tem pouquíssimo acesso nas salas de aulas como estudantes mas tem uma cota de 100% para limpar o chão como trabalhadores terceirizados. Como lutar para vencer o projeto do governo Lula perpetuado por Dilma, de precarizar a qualidade da educação, dividindo os cursos entre licenciatura e bacharelado, ou seja, dividindo desde a formação dos que vão pensar e dos que vão reproduzir o já pensado. Por isso, chamamos a votar nas chapas 2 e 4, porém para que nosso movimento avance acreditamos ser necessário fazer uma avaliação da prática política dessas chapas nos últimos anos e as limitações de seu programa.

A Chapa 2 “Não temos tempo a perder” (Pstu, Psol e independentes) está quase quatro anos à frente do DCE da UFRJ e presente nas lutas do movimento estudantil, porém, a pressão de ocupar a entidade, acaba sendo um fim em si mesmo e deixando muito aquém o papel que a entidade poderia cumprir não só na luta dos estudantes, mas em defesa dos trabalhadores que lutam. Todos esses processos de luta em curso dos trabalhadores e estudantes e nenhum peso dessas correntes, para colocar toda a força da juventude para unificar as lutas junto aos trabalhadores. É histórico o papel que o ME pode cumprir e é fato que a dinâmica de todas as greves que presenciamos nesse último período, em especial a dos Correios e Bancários poderia ter expressado uma aliança na luta inspirando estudantes a trabalhadores a verem a forataleça de lutarmos juntos, porém a esquerda do ME não empenhou suas forças nisso de maneira ativa mas apenas formalmente por meio de declarações e representantes.

É necessário forjarmos uma nova tradição no Movimento Estudantil, que seja capaz de unificar e coordenar as lutas em curso, como poderia ter sido durante as lutas que ocorreram simultaneamente na UFF, UERJ e UFRJ e que sequer um ato unificado foi chamado, mantendo-as isoladas em si. Colocam que a unificação dessas lutas é a campanha pelo 10% do PIB para a educação e pela construção de um plesbicito nacional, sem se delimitar do que até Haddad fala em defesa de mais verba para educação. O problema da educação no Brasil não é só falta de verbas, mas sim um projeto de país, que cresce em meio a trabalhos precários e terceirizados, que atinge a maioria da juventude que paga para estudar. A juventude precisa de livre acesso às universidades, fim do vestibular e Enem, e isso passa pelo derrubada dos monopólios da educação, pelo fim dos cursos pagos nas universidades e, sobretudo pela auto organização dos estudantes, trabalhadores e professores, para colocar as escolas e universidades em suas mãos a serviço dos seus interesses e não na mão da burguesia.

Neste cenário a eleição toma conta do discurso e da prática e não sobra lugar para as tarefas da realidade. Essa corrida desenfreada pelas eleições engoliu a luta em curso por permanência estudantil, que teve importantes conquistas, sobretudo a promessa da reitoria de construção de bandejões na Praia Vermelha e unidades isoladas e ampliação para o período noturno. Após a negociação no Consuni, saíram cantando vitória sem estabelecer ali uma assembleia que se discutisse os rumos do movimento. Depois que se abriu o processo eleitoral não se ouviu uma palavra sobre o resto da pauta a ser conquistada com bandejão sem terceirização, que devia ser uma pauta de luta intransigente contra esse sistema que escraviza e divide os trabalhadores, pelo aumento de 50% das bolsas e com piso do salário mínimo.

Essas duas chapas deveriam de um método democrático de construção do DCE, que organizem desde as bases dos cursos e unidades assembleias para fortalecer nossa organização e espaços democráticos de discussão, onde o conjunto dos estudantes possam se organizar e opinar e não ficar 4 anos sem assembleias como foi característica da última gestão (atual Chapa 2). Além disso, a auto-proclamação da Chapa 2 como “a chapa da esquerda unificada”, além de ignorar que existem outras organizações de esquerda na UFRJ, e em nome de um consenso artificial (pois na prática os companheiros do PSTU e do PSOL não atuam juntos nem com a mesma política) e ignoram a real perspectiva, pela qual lutamos, do que tem que ser fato a unificação nas lutas: a unificação pela base, a unidade na ação pautada nas decisões das assembléias, com programas claros e disputas políticas que sejam debatidas amplamente.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

COMITÊ ESTUDANTIL EM SOLIDARIEDADE A GREVE DOS TRABALHADORES DA UNICAMP

No último dia 18, os trabalhadores da Unicamp decidiram que não mais aceitariam a quebra da isonomia salarial - deliberada pelo Cruesp em 2010 e implementada pela reitoria - e deflagraram uma greve por tempo indeterminado, exigindo que os salários e benefícios entre os trabalhadores das estaduais paulistas voltem a ser equiparados. Nós, da Juventude às Ruas, nos colocamos desde o primeiro momento ao lado desses trabalhadores em greve, travando junto a eles essa batalha, nos solidarizando com essa luta pela isonomia que, mais do que justa, vem acompanhada de uma luta contra a repressão aos lutadores, pelo direito de greve, de lutar por seus direitos. 

Todos esses ataques não são isolados à reitoria da Unicamp. A Usp, por exemplo, nesse exato momento se depara com o PROADE, projeto semelhante ao estágio probatório da Unicamp (no qual os funcionários recém contratados devem passar por constantes avaliações podendo ser demitidos se não se adequarem às linhas mercadológicas dessas). Ambas Universidades fazem parte de um projeto de educação que está hoje colocado para nós, projeto este de uma universidade elitista que além de quebrar a isonomia salarial dos trabalhadores, os divide entre efetivos e terceirizados; que persegue politicamente e reprime estudantes e trabalhadores que se colocam em luta; que está a serviço não da grande maioria da população, mas sim de uma ínfima minoria, a burguesia detentora do capital, que decide para onde vai todo o conhecimento produzido por esses “centros de excelência”; que impede, utilizando o vestibular, a juventude pobre e negra de estar dentro da universidade para estudar. Queremos que essa universidade que funciona por dentro deste projeto venha abaixo!

A reitoria que ataca os trabalhadores, é a mesma reitoria que ataca os estudantes, ao não permitir a permanência dos mesmos na Universidade, devido a falta de moradia, e ainda processa administrativamente os que lutam por esse direito. Ataca também mulheres, jovens, pobres e negros que são diariamente explorados pela terceirização, que lhes impõe a vil precarização da vida!A reitoria que ataca os trabalhadores, é a mesma reitoria que ataca os estudantes, ao não permitir a permanência dos mesmos na Universidade, devido a falta de moradia, e ainda processa administrativamente os que lutam por esse direito. Ataca também mulheres, jovens, pobres e negros que são diariamente explorados pela terceirização, que lhes impõe a vil precarização da vida!

Essa luta por um outro projeto de Universidade deve ser uma só, travada com aliança entre os trabalhadores e os estudantes, para a construção de uma Universidade aberta, sem vestibular, para que toda a população tenha acesso a uma educação de qualidade, sem terceirização. Reivindicamos a isonomia salarial para todos os trabalhadores, com efetivação imediata dos terceirizados.

Neste sentido convidamos todos os estudantes dispostos a prestar solidariedade ativa à luta dos trabalhadores da Unicamp a compor um comitê de apoio à greve!

Primeira reunião: TERÇA-FEIRA (25 de outubro) às 12h00 no Cach.