Juventude às Ruas!

Fim do massacre ao povo palestino! Fim dos ataques do Estado de Israel à Faixa de Gaza! Palestina LIVRE!!

sábado, 1 de outubro de 2011

A luta continua! Fortalecer a luta desde a base, com assembléias por unidades e cursos, avançar na luta contra a privatização da universidade e condições de trabalho precárias!

             Em meio a um novo despertar do Movimento Estudantil nacionalmente com uma série de ocupações de reitorias das universidades federais por mais de três semanas os estudantes da UFRJ lutaram para arrancar da reitoria demandas dos estudantes com relação a assistência estudantil. Na última quinta-feira, 22 de setembro, os estudantes tiveram uma conquista importante, fazendo com que a reitoria prometesse a construção dos restaurantes universitários da Praia Vermelha e unidades isoladas como Centro, Macaé, Xerem. 
         A Reitoria mostrou mais uma vez o descaso com o direito dos estudantes a política de assistência estudantil, mesmo após semanas de negociação e com a garantia de alguns pontos da pauta estudantil, tentou postergar a votação no Consuni dos pontos que não tinha acordo na pauta estudantil, sendo estes exatamente os pontos destacados pelos estudantes referentes a necessidades fundamentais como o piso do salário mínimo das bolsas e indenização por seu atraso e bandejões sem terceirização.  A votação sobre os bandejões só foi encaminhada sob muita pressão das centenas de estudantes presentes.
          Essa conquista é importante, mas devemos ir por mais! Outras pautas fundamentais ainda precisam ser garantidas, como o aumento de 50% no número de bolsas e sua remuneração com piso do salário mínimo e indenização por seu atraso. Todo mês é a mesma coisa, as bolsas chegam a atrasar dias, o que implica em inúmeras dificuldades com alimentação, xerox e transportes e seu valor não condiz com o real custo de vida na cidade do Rio Janeiro. Além disso, só a aprovação do orçamento para os bandejões não garante as construções dos mesmos. A garantia da construção destes bandejões sem terceirização e incorporação dos atuais funcionários nestes quadros é fundamental para os estudantes que defendem uma educação a serviço de toda a classe trabalhadora.
         Não podemos deixar que esta vitória para os estudantes, os bandejões, sejam ao mesmo tempo um ataque aos trabalhadores.  Por isto defendemos que os bandejões não sejam terceirizados, mas com funcionários da própria universidade, que tenham prioridade no orçamento de 2012, sem terceirização e pela incorporação de todos os atuais terceirizados.

Não deixemos que enquanto conquistamos de um lado perdamos do outro! Não à privatização!
         Enquanto a reitoria cede em bandejões, parte fundamental de seu projeto como as terceirizações e a privatização da universidade vai sendo tocada sem questionamento. Não podemos permitir. A COPPE e inúmeras outras unidades, sobretudo no Fundão, têm intermináveis cursos pagos e fundações privadas. Esta realidade impede ainda mais o acesso ao conhecimento e mais que isto, atrela o que é pesquisado aos interesses do mercado. Ao contrário da maioria dos grupos políticos da UFRJ que sequer reconhecem a existência destes cursos – o que uma pesquisa rápida na Internet mostra – acreditamos que essa luta pelo fim dos cursos pagos é para ontem. Nenhum dinheiro para os cursos pagos, transformação das vagas em publicas imediatamente, fim das fundações privadas dentro da universidade.

Como se organizar para avançar?
A luta na UFRJ não acabou! Não podemos deixar que a necessidade de continuar lutando pelas pautas ainda não conquistadas, dilua-se nas eleições de chapa para o DCE. É fundamental que está entidade seja representada por uma chapa de luta, com um programa político anti-governista, pró operário e anti imperialista, mas essa disputa não pode ser feita em detrimento à continuidade e aprofundamento desta luta. Todas as correntes anti-governistas tem que colocar suas forças para arrancar as conquistas que ainda faltam e em solidariedade ativa aos setores da classe trabalhadora que estão em luta, como os Correios, diante do brutal ataque de privatização e corte de pontos, mostrando que a luta por uma educação de qualidade, gratuita e para todos é uma luta em defesa de toda a classe trabalhadora.
Todo espírito de conquista deve permanecer para irmos por mais e arrancarmos as outras pautas, para isso, é de fundamental importância que organizemos desde as bases dos cursos e unidades assembléias para fortalecer nossa organização e espaços democráticos de discussão, onde o conjunto dos estudantes possam se organizar e preparar uma pauta unificada de reivindicações e exigências para os próximos passos, assim como foram feitas no IFCS e no alojamento, resgatando um importante método democrático na UFRJ: as assembléias resolutivas e para encaminhar o movimento.
Nas assembléias do IFCS afirmamos não só que queríamos bandejão em todos campi, mais 50% de bolsas e bolsas que pagassem o salário mínimo e outras reivindicações, como demos passos para que o movimento estudantil levante um programa que questione inclusive a precarização do trabalho na universidade. Votamos que os bandejões sejam com trabalhadores efetivos da universidade e que os trabalhadores terceirizados dos bandejões existentes no Fundão sejam incorporados à universidade. Propusemos isto pois não queremos que uma conquista para os estudantes seja um ataque aos trabalhadores. Infelizmente todos os maiores grupos atuantes no terceiro ato no Consuni não levaram à frente este programa votado pelos estudantes do IFCS, e não questionaram a proposta da reitoria de bandejões terceirizados. Sequer foi organizada uma assembléia para votar nossa aprovação às propostas da reitoria e como continuar o movimento. Precisamos de mais democracia no movimento para que ele avance e continue.
Precisamos de um movimento estudantil que questione a privatização da universidade e seja porta-voz de várias demandas dos trabalhadores e do povo. Chamamos as correntes de oposição ao governo Dilma e à reitoria a serem conseqüentes com o que é votado em assembléia e junto a nós lutarmos pela efetivação de todos terceirizados, contra os cursos pagos, contra a privatização do HU, etc. É preciso superar esta perspectiva do movimento estudantil levantar demandas só dos estudantes. As lutas dos estudantes na UFF contra a Via Orla e Via CEM e na USP em apoio aos terceirizados da União e da BKM mostram não só como é necessário, mas como é possível construir um movimento estudantil que tenha em suas pautas o que vá muito além só do que afeta os estudantes!
Na luta por um movimento estudantil que defenda os interesses dos trabalhadores e do povo sabemos nada podemos esperar da UNE que defende justamente a privatização e terceirizações que “seu” governo aplica, ou de correntes como a Correnteza que apoiaram o atual reitor.  No entanto, vemos na prática política das maiores correntes anti-governistas e independentes da reitoria (maioria da ANEL, Não Vamos pagar Nada, Quem vem com tudo não Cansa) uma não superação deste movimento estudantil encerrado em si mesmo e sem pautar-se, sempre, por uma prática democrática, de assembléias.  
Por isso é necessário construir uma forte corrente estudantil aliada aos trabalhadores, que defenda uma educação gratuita de qualidade e para todos, pelo fim do vestibular e pelo fim dos monopólios privados da educação, pois a maioria da juventude permanece alijada da universidade gratuita e relegada ao ensino pago dos monopólios privados da educação. Que seja porta voz das demandas da população dentro e fora da universidade, denunciando e lutando contra a precarização da vida, que mantém a maioria da população a base de salários precários, saúde miserável, custo de vida caro, educação precária, transportes caros, sem acesso a cultura, lazer e esportes, além da repressão policial que militariza a vidas das pessoas nos morros e favelas, criminalizando a pobreza e naturalizando o assassinato constante da juventude negra e pobre. Que seja linha de frente no combate as opressões, ao machismo, a homofobia, ao racismo e contra a ingerência da Igreja e do Estado sobre nossos corpos e nossa vida. Que se alie a classe trabalhadora em cada luta, cada batalha para golpear esse sistema de miséria e opressão. Nós queremos construir junto a cada estudante uma juventude que se coloque a frente das tarefas de seu tempo.
Para isso temos que unir força com os setores que estão em luta neste momento como a greve nacional dos Correios que a mais de 17 dias, se colocam em luta por melhores condições de salário e trabalho e contra a MP do 532 do Gov. Dilma, que abre para o capital financeiro, preparando para a privatização. A luta em defesa dos trabalhadores doa correios faz parte da luta em defesa da educação gratuita, de qualidade para todos, contra a precarização para privatizar que acontece cotidianamente nas escolas e universidades Precisamos ir às assembléias, atos, organizando- nos junto aos trabalhadores e nas universidades para barrar esse ataque.

Não esquecemos a ditadura: assassinatos e tortura!!!

Desde a vitória das eleições de Dilma ao fim de 2010, temos ouvido inúmeras promessas em relação aos crimes cometidos pelo Estado durante a Ditadura Militar, e principalmente, sobre a abertura dos arquivos desse período, onde constam informações essenciais sobre os presos políticos assassinados, torturados ou desaparecidos no Brasil. Foi aprovado recentemente o Projeto de Lei 7376/10 que institui a “Comissão da Verdade”. A versão do governo já era aguada ao impedir que nesta comissão fossem abertos inquéritos que levassem a punição de assassinos e torturadores e eis que o governo para aprová-la sem oposição de ninguém da direita e do exército a fez ainda mais aguada. Em negociações com o DEM (em grande parte os continuadores do partido apoiador da ditadura, a ARENA) o governo vetou que nesta comissão estejam pessoas “envolvidas” com a questão, ou seja os militantes da esquerda que lutaram contra a ditadura.

O ministro da Defesa, Celso Amorim diz que chegou a hora de “virar a página do país”. Querem fazer isto cerceando o direito à verdade e sobretudo impedindo punições. Esta comissão tal como está é um ultraje diante da memória de todos os lutadores que tombaram nas mãos ensanguentadas do Estado, seus comandantes militares e colaboradores civis (Rede Globo, grupo Ultra, vários outros). 

Não podemos ter ilusão nos partidos que compactuaram com quem está sujo de sangue, como o PT e PCdoB, que escolheram estar ao lado dos militares assassinos! Não será possível derrotar as principais forças da direita e escancarar e punir os responsáveis por esses crimes se não depositarmos todas as nossas forças na mobilização da classe trabalhadora, a maior vítima do Regime Militar. É nesse sentido que chamamos as organizações de esquerda como a ANEL, a oposição da UNE, os sindicatos dirigidos pela CSP Conlutas assim como os parlamentares do PSOL como Marcelo Freixo, que possui grande referência junto às organizações de Direitos Humanos, a lutar por um verdadeiro Comitê da Verdade, Memória e Justiça independente e autônomo e pela Punição aos torturadores e assassinos da Ditadura Militar.

Em várias universidades, canteiros de obras trabalhadores precários saem à luta! Apoiemos suas lutas e contribuamos a construir um grande movimento contra precarização do trabalho!

Em todo país os trabalhadores precários e terceirizados tem lutado em seus canteiros de obras, nas universidades e fábricas. São lutas por salário, direitos e segurança no trabalho (coisas elementares como equipamentos de proteção individual, comida não-estragada, etc).

Estas lutas questionam objetivamente o trabalho precário que predomina em todo o país. É uma oportunidade e necessidade que apoiemos estas lutas e ao mesmo contribuamos para que seja uma luta contra a precarização do trabalho. É desde esta perspectiva que algumas lutas que em número de grevistas eram menores que as lutas do Maracanã, Mineirão, Jirau, etc, deram e dão grandes passos para questionar a precarização e terceirização.

Não é só nas grandes obras que trabalhadores precários caem dos andaimes pingentes e morrem em acidentes de trabalho completamente evitáveis. É no cotidiano de nossa universidade também. Queimaduras, doenças ocupacionais nos bandejões, queimaduras por produtos químicos na limpeza devido à falta de luvas e outros equipamentos, etc.

A luta das trabalhadoras da União (limpeza) na USP pelos seus direitos trabalhistas tornou-se uma luta pela incorporação à universidade. Cantando pela universidade “ô estudante, eu limpo o chão, mas sou contra a escravidão” comoveram estudantes que apoiaram a luta, com uma greve estudantil na história em apoio, e junto ao SINTUSP (Sindicato de Trabalhadores da USP) ajudaram a fazer estes trabalhadores invisíveis virarem uma grande discussão e questionamento à universidade e trabalho precário. Esta situação fez intelectuais escreverem como era a “insurreição das vassouras” (e críticas da Veja, óbvio). A reitoria sem estar forçada legalmente cedeu e pagou os direitos que eram obrigação da empresa para tentar fazer sumir este questionamento. Semana passada uma nova luta aconteceu na USP quando os trabalhadores da BKM (jardinagem) ocuparam uma sala por seus direitos, e rapidamente o SINTUSP e os estudantes organizaram um ato em apoio à mesma. Resultado em menos de um dia a reitoria fez o mesmo pagou o que era obrigação da empresa.

Esta força dos trabalhadores efetivos e estudantes apoiando os trabalhadores terceirizados e combatendo a terceirização mostra como podemos dar passos nas universidades para questionar a terceirização e lutar para que todos trabalhadores tenham iguais salários e direitos através da incorporação (sem concurso) às universidades e locais de trabalho. É nesta perspectiva que atuamos na USP, na luta que começou esta semana no bandejão terceirizado da UNICAMP e temos que fazer em cada universidade, fábrica e canteiro de obra do país. Esta luta é também uma luta contra as reitorias que são coniventes e sócias desta precarização do trabalho. 

Querem construir uma cidade contra a juventude, os trabalhadores e o povo!

A Copa do Mundo, as Olimpíadas apareceram nas propagandas eleitorais de Dilma e nas peças de propaganda e editoriais da mídia burguesa como grandes oportunidades para fazer o povo melhorar de vida, ter um grande legado dos eventos, tornar-se um “país de primeiro mundo”. Mas a realidade da juventude, dos trabalhadores e do povo pobre é completamente outra. Repressão sistemática, com diversos episódios de cerceamentos de direitos democráticos elementares, lembremos que 13 pessoas foram presas na manifestação contra a presença de Obama no Rio; que na primeira UPP do Rio, Santa Marta, não só uma rádio comunitária foi fechada, como festas e confraternizações tem hora para acabar a bel prazer da policia militar; que no Complexo do Alemão, a população se manifesta contra as humilhações e o seu cerceamento de direitos, nesta repressão diária perpetrada por soldados do exército brasileiro que são os mesmos que treinaram oprimindo o povo no Haiti. O Rio que avança para os negócios lucrativos de setores da burguesia como o da construção civil (que inclusive realizam obras sem ter que passar por licitações), é o Rio que avança sobre as vozes e corpos da juventude e do povo negro. O Rio que avança na expulsão dos pobres de regiões que tem potencial de aumentar ainda mais a especulação imobiliária como na região portuária, que avança no trabalho precário.


O Haiti ... é aqui!?

“O povo do Alemão é humilhado pelo Exército. Sai o Comando Vermelho, entra o Comando Verde” lia-se num cartaz em protesto de moradores do Alemão. Com estes questionamentos os moradores do Alemão, da Penha, e também nos diversos conflitos que tem estourado em áreas com UPPs, como na Cidade de Deus e na Tijuca, os trabalhadores e os pobres questionam a política repressiva de Dilma, Cabral e Paes e com isto toda esta cidade contra os trabalhadores que está sendo erguida. O questionamento carioca às UPPs tem que servir de alerta aos trabalhadores em todo país, pois Dilma defende que este projeto seja nacionalizado, e quatro UPPs já foram inauguradas em Salvador. Dizemos abaixo as UPPs e fora as tropas brasileiras do Haiti!


As UPPs como um projeto repressivo de cidade


As UPPs são muito mais que uma repressão diária e sistemática. São um projeto de cidade e uma expressão carioca (e agora também soteronapolitana) de que país a burguesia brasileira quer construir/mostrar nos grandes eventos dos próximos anos. Este projeto busca convencer os trabalhadores (e tem conseguido) que é preciso ordem para que exista atendimento a seus direitos, que exista "progresso". É uma expressão armada e ideológica do lema da bandeira nacional. É uma falácia este lema, pois esta ordem não está a serviço dos trabalhadores, está a serviço de sua repressão para continuidade e expansão dos negócios capitalistas, seja na especulação imobiliária, seja na precarização da moradia e transporte como partes constitutivas de ter uma força de trabalho barata (e mais lucrativa).

O Rio de Janeiro já tem um orçamento de guerra, onde os gastos com segurança pública são maiores que os gastos com saúde. Nós opomos frontalmente a esta militarização da cidade, não achamos que será com os braços armados do Estado que os trabalhadores terão melhorias em suas condições de vida. Neste sentido também nos opomos a todos aqueles, que por mais que façam corretas e importantíssimas denúncias sobre a polícia, mílicias, tráfico, entrem no mesmo jogo da burguesia de naturalizar a necessidade dos trabalhadores serem reprimidos pela polícia. Não dizemos "Upps sociais" como Marcelo Freixo (PSOL) porque isto significa tentar enfiar outras coisas mas naturalizar a repressão deste projeto. Dizemos não as UPPs e que lutemos por moradia, educação e saúde para os trabalhadores e o povo. 

"Dilma, Cabral e Paes estão vendendo o Brasil”
 O Rio “maravilha” que quer a burguesia e seus governantes, Cabral e Paes, é um Rio para os grandes negócios e um rolo compressor contra os interesses do povo. O rolo compressor de remoções de ocupações urbanas no centro se combina na privatização da cidade (como parte do projeto Porto Maravilha no qual o governo federal repassou as propriedades para a prefeitura que as jogou para a venda e ainda privatizou todos serviços públicos da área para o consórcio vencedor). Enquanto centenas agonizam dia a dia buscando um leito nos hospitais públicos o que estes mesmos governantes estão fazendo é avançar em sua precarização através de sua privatização via Organizações (supostamente) Sociais.


Fora polícia da Universidades!
Para quem tem dúvidas sobre a "cidadania" que está nos projetos das UPPs, Choque de Ordem, etc.: após fecharem a Rádio Comunitária Santa Marta, agentes da polícia federal levaram o transmissor da Rádio Pulga do IFCS! É a polícia garantindo o monopólio dos meios de comunicação quer calar os meios alternativos de comunicação. Contra a censura às rádios livres! Fora polícia das universidades e dos morros e favelas!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Juventude às Ruas: Todo apoio a luta dos trabalhadores terceirizados da EB Alimentos (Bandeijão) da UNICAMP!

Os trabalhadores terceirizados da empresa EB Alimentos decidiram hoje (22/09) cruzar os braços contra as péssimas condições de trabalho que eles são submetidos. As denúncias são várias: queimaduras pelo corpo devido a produtos químicos, ambiente de trabalho com teto mofado, máquinas velhas que ameaçam despencar sobre os trabalhadores, assédio das chefias, etc. Ontem, a máquina que lava as bandejas do Restaurante Universitário quebrou, e a empresa passou a exigir que os poucos trabalhadores desse setor limpassem manualmente as 6 mil bandejas que são utilizadas cotidianamente! Um desses trabalhadores resolveu levar essa denúncia ao STU e nessa manhã foi surpreendido por uma ordem de transferência para outro setor, clara expressão de repressão política. Os trabalhadores terceirizados se revoltaram com essa notícia e decidiram paralisar suas atividades até que seu companheiro retorne ao seu posto, mesmo com a chefia assediando esses trabalhadores afirmando que a greve é ilegal e que eles seriam punidos. Não aceitaremos nenhuma repressão sobre qualquer um desses trabalhadores, nem da empresa nem da Reitoria! Estaremos na linha de frente em sua defesa!
Nós da Juventude às Ruas - Campinas nos colocamos na linha de frente para defender esses trabalhadores. Nesses últimos meses, junto com o SINTUSP (Sindicato dos trabalhadores da USP) demos duas demonstrações de como a juventude deve se colocar ao lado dos trabalhadores terceirizados. Esses dois processos conquistaram não só o pagamento de seus salários  (que há meses não vinham sendo pagos), como questionou o próprio regime de trabalho terceirizado, convencendo um amplo setor a lutar pela efetivação imediata desses trabalhadores sem a necessidade de concurso público, já que esses trabalhadores já provaram no cotidiano de seus trabalhos que são competentes para cumprir essas funções.
Essa luta não pode ser somente dos trabalhadores terceirizados. Ela também precisa ser levada pelos estudantes, que defendem a universidade pública, gratuita e de qualidade para todos, lutando para garantir a qualidade de todos os seus serviços! Essa luta também precisa ser dos trabalhadores efetivos, pois a terceirização divide e enfraquece a categoria, oferecendo salários e direitos diferentes para os mesmo trabalhos. Por isso convocamos os estudantes e suas entidades, como o DCE e CA’s, bem como os trabalhadores e o STU a lutarem não só pelas demandas imediatas que esses trabalhadores reivindicam, mas também exigir o fim da terceirização, com a imediata incorporação dos trabalhadores terceirizados sem a necessidade de concurso público!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Terceirizados da USP ocupam predio da reitoria contra atraso no pagamento.

Novamente a "Universidade de excelência" (USP) é palco de uma luta dos terceirizados. Contra o não pagamento dos salários, trabalhadores ocupam predio da coordenadoria. Desdo Sindicato dos trabalhadores da USP, e tambem de setores do movimento estudantil, nós da Juventude Às Ruas [LER-QI e independentes] nos colocamos ativamente ao lado dos terceirizados nessa luta!

Efetivação de todos terceirizados, com mesmos salários e direitos que os efetivos! Sem necessidade de concurso público!


Ô Reitoria, vê se me escuta: Uma só classe, uma só luta!


Os trabalhadores terceirizados da jardinagem da USP continuam ocupando o prédio da prefeitura do Campus, e lá permanecerão até que sejam pagos os salários atrasados e os direitos. A guarda universitária que mais cedo agrediu dois companheiros do Sintusp ainda faz peso no prédio, agora deixando os estudantes entrarem no local da ocupação em regime de revezamento. Os estudantes do curso da FFLCH se mobilizaram em apoio à paralisação e agora em Assembléia feita no local tiraram uma comissão pra escrever um material de denúncia à reitoria e apoio aos trabalhadores, e outra para garantir que hajam estudantes no local até a amanhã pra segurança desses trabalhadores em luta. A reitoria tem total responsabilidade nessa situação, quando terceiriza os serviços da Universidade, expondo os trabalhadores a condições de trabalho precárias e semi escravas, e contratando empresas que historicamente não fazem o pagamento em dia, "somem" sem acertar os débitos com os funcionários, etc. O que devemos ter em mente é que não é a primeira e nem será a última vez, enquanto a chamada " Universidade de Excelência" continuar investindo na terceirização dos serviços dentro da Universidade, expondo os trabalhadores a condições de serviço insalubres e salários de fome. É necessário que os Estudantes se unam a Luta desses trabalhadores, dando um apoio orgânico a esse processo, que de novo escancara a sujeira por trás da construção do sistema USP, do "sistema Rodas" de Universidade. E também, pra além da USP, a nossa luta tem que ser contra a terceirização que escraviza, divide, humilha e mata!
Todos ao ato amanhã, as 12hrs, em frente a Prefeitura do Campus.

PELO PAGAMENTO IMEDIATO DOS SALÁRIOS E DIREITOS! PELA EFETIVAÇÃO SEM CONCURSO JÁ! TODO APOIO ESTUDANTIL A LUTA DOS TRABALHADORES TERCEIRIZADOS!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Importante Assembléia organiza a luta dos estudantes do IFCS/UFRJ!!!

No dia 13 de setembro, nós estudantes do IFCS, Instituto de Filosofia e Ciências Sociais e do Instituto de História da UFRJ, nos reunimos em assembléia geral do Câpus para discutirmos nossas reivindicações frente à intransigência do Reitor Carlos Antônio Levi que no último Consuni (Conselho Universitário) se recusou a discutir com os mais de 200 estudantes presentes sobre nossas pautas. O reitor, junto à burocracia acadêmica, postergou pra a próxima quinta feira, dia 15 /09 a pauta dos estudantes, alegando não ter conhecimento do atraso recorrente das bolsas, assim como as precárias condições de assistência estudantil. Disse ainda, frente à nossa reivindicação de bandejões sem trabalho terceirizado, que essa não é uma questão que “compete a reitoria", mostrando que somente a força da nossa luta pode acabar com o trabalho semi-escravo na universidade.

Porém, hoje os estudante do IFCS votaram em assembléia o programa que defendemos frente aos recorrentes ataques dos governos federal e estadual a que estão diretamente atrelados o reitor. Decidimos dentre outras importantes pautas, a defesa do aumento de 50% das bolsas já existentes assim como seu reajuste com o valor de um salário mínimo; o fim dos cursos pagos de toda a UFRJ; a construção de bandejões gratuitos em todos os campus sem trabalho terceirizado; moradia, transporte e creches conforme necessidade; fim da divisão bacharelado/licenciatura e pelo livre acesso/fim do vestibular. Entre outras demandas, discutimos a repressão de Eduardo Paes, Sérgio Cabral e Dilma e votamos repúdio ao choque de ordem e as UPP´s que reprimem e matam a população e a juventude negra nas favelas cariocas. Chamamos todos os estudantes a construirem um forte ato no Consuni no dia 15, e que pra isso, o DCE e os CAs construam massivamente entre os cursos para que nesta quinta possamos intensificar um importante processo de luta assim como vimos em inúmeras universidade em todo o Brasil. Todos ao ato no Consuni!!!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Neste 11 de setembro, aniversário de 38 anos do Golpe de Pinochet no Chile, a Juventude Às Ruas impulsiona atos em apoio a luta dos estudantes e trabalhadores chilenos!

Por Juventude-ÀS RUAS


Apesar de, neste 11 de setembro, todos os holofotes midiáticos estarem voltados aos acontecimentos ligados aos ataques ao WTC em 2001, nos EUA, nesta data se lembra o aniversário de 38 anos do golpe militar de Pinochet, o qual, de longe, se configurou como a mais sanguinária ditadura da américa Latina com cerca de 60.000 mortos e desaparecidos.

Em sintonia com os processos de mobilização da juventude estudantil que no Chile tem tomado várias cidades por uma educação pública e gratuita, se realizaram manifestações em repúdio ao Golpe Militar e em apoio a luta pela educação, tendo havido repressão policial - elemento sempre presente nos 3 meses de mobilização- em Santiago e Valparaíso.

No sentido de demonstrar um verdadeiro sentimento internacionalista e fazer ecoar aos companheiros de luta chilenos nosso apoio e inspiração, a Juventude Às Ruas impulsionou, ao lado de companheiros independentes ligados aos processos de luta e ocupações e de várias correntes, partidos e sindicatos, como a LER-QI, SINTUSP, juventude do PSTU, LSR/Psol, UJR, UJC, atos em solidariedade aos lutadores no chile e em homenagem aos nossos mortos pelas ditaduras na América Latina.

Em São Paulo, a Juventude-Às Ruas gritou: Manuel Gutierrez? PRESENTE!

Desde o início do processo de luta dos estudantes no chile, os quais se colocaram frontalmente contra os interesses dos gananciosos milionários do ensino ligados aos bancos que lucram exorbitantes quantias devido ao endividamento de milhões de jovens, um elemento que marcou foi a Brutal repressão da qual se utilizou Piñera, o presidente chileno, para tentar fazer retroceder as manifestações.

Durante as principais marchas de milhares de pessoas, Piñera, se utilizou de decretos da Ditadura Militar que garantiam aos “carabineros”, uma espécie de “tropa de choque” chilena, impedir os adolescentes e jovens estudantes de circular pela cidade, de se reunirem em grupos e, usando de todos os meios possíveis, dispersarem os “focos de resistência” espalhados por todas as principais cidades e universidades.

Manuel Gutierrez, um jovem de 16 anos, foi baleado por um desses
“carabineros” enquanto resistia detrás de uma barricada pelo direito a uma educação Gratuita para todos. O companheiro se soma aos mais de 60 mil assassinados pelo regime de Pinochet que, ainda hoje, perdura nas políticas, medidas e na polícia assassina do “democrático” Piñera.

Desde São Paulo, impulsionamos um importante ato com cerca de 100 companheiros e gritamos a plenos pulmões que ali, nas lutas, seja qual for a distância ou país, Manuel Gutierrez estará presente e nos inspirando a levar nossa luta por uma educação gratuita e pública, pela via da estatização das universidades privadas e o fim do vestibular, com o mesmo espírito combativo da juventude chilena, até a vitória.

Ao lado dos companheiros do SINTUSP, levantamos a necessidade da aliança operário-estudantil como a via de unificação e fortalecimento de nossas fileiras que, nos marcos da crise econômica e dos anúncios e cortes de Dilma, vão ter de se enfrentar com todos os planos de ataque aos direitos mais básicos dos jovens e trabalhadores.

No mesmo sentido, reiteramos nosso repúdio às Polícias, do chile, da argentina, do brasil e do mundo, como sendo as principais instituições que, ainda hoje, transmitem diretamente, à juventude negra, trabalhadora e desprovida dos mínimos direitos, toda a repressão, assassinatos e desaparecimentos que as ditaduras militares impuseram ao povo trabalhador.
“E lá no chile, são as barricadas, contra a educação elitista e privada.”

No Rio de Janeiro, a Juventude-Às Ruas lembrou: “Nossa inspiração é a juventude em luta do Chile e não os acordos entre Camila Vallejo, UNE, o governo Dilma e os milionários do Ensino”

Ao lado de companheiros de outras correntes, cantamos, em alto e bom som, nosso desejo de vitória aos companheiros chilenos e a queda da educação privatista de Pinochet, lembrando que nossa inspiração precisa ser a juventude estudantil que está nas barricadas contra os gananciosos capitalistas.

Lembramos, também, a necessidade de que as lutas que se desenvolvem amplamente nas Federais, devem se inspirar na radicalização e têmpera dos Manuel Gutierrez chilenos e fazer com que todas as lutas e ocupações de reitoria, como as da UEM, UFF, UFRN, UNIFESP,
UFRGS, UFPEL e outras, possam se ligar aos trabalhadores e professores e colocar de pé um amplo movimento estudantil, combativo, pró-operário e ligado ao povo trabalhador, que faça frente aos ataques e a precarização que o Governo e os magnatas do ensino nos impõe para garantir uma educação pública, gratuita e de qualidade para todos.

A demagogia de Camila Valejo, presidente da CONFECH - espécie de UNE chilena-, em buscar discutir com o Governo brasileiro e com a UNE uma “aliança” para as negociações no chile só demonstram de um lado o completo atrelamento da UNE ao governo, como via de cooptação do movimento estudantil e, de outro, a intenção da traidora CONFECH em fazer retroceder o movimento estudantil chileno e garantir a estabilidade do regime herdeiro de Pinochet que perdura sob o governo de Piñera, bem como os lucros dos capitalistas do ensino.

Desde o Rio repudiamos este organismo traidor e falso formado por Camila Valejo e UNE e chamamos organizações de esquerda, sindicatos, entidades e movimentos a se somarem e formarem uma ampla ação de solidariedade, que fortaleça a moral dos companheiros no chile e prepare nossas forças para as lutas que temos de travar desde o Brasil, como a via real de solidariedade, oposta a traição de Une e Confech que estão a serviço dos governos capachos dos magnatas.
y va caer, y va caer la educación de Pinochet!”

Em Campinas, a Juventude - Às Ruas não se esquece: “Abaixo a herança da ditadura no Chile e na América Latina! Não passarão!!!”

Desde campinas 
organizamos na Casa de Cultura e Política Hermínio Sacchetta com cerca de 30 estudantes e professores, a exibição do filme La Batalha de Chile, seguido de um ato-debate em solidariedade a juventude chilena que hoje está nas ruas se enfrentando contra a Polícia na luta por seu futuro. Um dos temas centrais tocados no debate foi a importância de resgatar a memória do golpe militar no Chile do dia 11 de setembro, golpe dos capitalistas, ligada aos grandes magnatas do capitalismo internacional, contra os embriões do poder operário, que resultou em uma das ditaduras mais sangrentas e o primeiro governo assumidamente neo-liberal da America Latina.
Hoje a juventude chilena se enfrenta com os pilares herdados do regime ditatorial de Pinochet que foram salvos pela própria transição pactuada com os torturadores e por esta “democracia” burguesa em que vivemos. No chile, até 1998 era proibido ser homossexual e até 2003 o divórcio ainda se mantinha ilegal, o que demonstra o quão decrépita foi esta transição.

Desde a atividade discutimos como a violência Policial, assim como a política de privatização, criminalização dos povos originários - maputes- e toda a política repressora nas periferias, enfrentados pelos jovens chilenos, são diretamente uma prova de que a ditadura sobrevive no Regime chileno e que, como no Brasil e nos demais países da América latina, lutar por nossos direitos passa por lutar contra a Polícia e o regime dos torturadores.

Lutar pela abertura dos arquivos das ditaduras e pela Punição dos civis e militares ligados a elas em toda a américa latina, é o caminho a seguirmos em nossa luta, dos trabalhadores e estudantes, contra a precarização de nossas vidas e por um futuro possível e necessário, para além da miséria e castração do capitalismo.


“Não esquecemos, as ditaduras, assassinatos e torturas!”.